terça-feira, 12 de maio de 2009

Atualidade


Eu não me lixo para:
A opinão pública
A farra das passagens
O orçamento descontrolado do Senado
O cachorro manco
O mendigo com sede
O malabarista que deixa cair a bola no farol
A fumaça do caminhão que sufoca
Os buracos na estrada
O pôr-do-sol do outono
As chuvas no árido, a seca na floresta
O preço das coisas
O lixo que se acumula nos aterros
A saúde das maritacas urbanas
A caneta que estoura no bolso
Os efeitos do cigarro
Os índices de colesterol
As pandemias
Os índios suicidas
A saúde de Amy Winehouse
Os amigos bêbados
Os amigos desesperados
O amor partido
A partida de pôquer com os amigos de 20 anos
A pintura de Miró
A cena teatral atual
A atual crise do Paquistão
Astor Piazolla
A música que vem de Pernambuco
Muco que sai das narinas
O cheiro da manga, da pinha, da rúcula
A cor dos seus olhos
A textura do bico de um seio
O cheiro da vagina molhada
O aborto clandestino das adolescentes

Eu não me lixo para:
A violência urbana
O policial corrupto
O irresponsável
O louco

A felicidade
A mudança de regras da poupança
Os paradoxos
As noites de segunda-feira em São Paulo
As calçadas de Paris
Nadar em piscinas longas
O fim de tarde na orla do Leblon
O desesperoA angústiaA falta de luz
O nada
Viajar de trem
Os impontuais
Os gols de Ronaldo
Drummond
As palavras de Kafka
A velhice
O silêncio
Eu não me lixo por não me lixar
Estou me lixando para os que não se lixam
O lixo entre nós



10.05.09 - Não me lixo por Marcelo Paiva , Seção: Crônica 14:41:46.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ben vindo ao Egito


Egito Antigo



Tema freqüente dos meios de comunicação, o Egito é um país geralmente associado a descobertas arqueológicas da era anterior a Cristo No imaginário do mundo atual, é o país das pirâmides, das múmias, da sedutora rainha Cleópatra e do caudaloso rio Nilo.De fato, a civilização que se desenvolveu no Egito, numa antigüidade muito remota, é surpreendente no que se refere principalmente a seus aspectos culturais, incluindo-se aí a escrita (os chamados hieróglifos), a pintura, a escultura, a arquitetura, a mitologia, etc.
Porém, para se compreender o desenvolvimento cultural do antigo Egito, é preciso conhecer também as condições sociais e econômicas em que ele ocorreu. Do mesmo modo, é necessário considerar também uma questão geográfica, pois, como disse Heródoto, o historiador grego considerado o pai da História, "o Egito é uma dádiva do Nilo".
Às margens do Rio NiloAtualmente, o Egito tem 70 milhões de habitantes e é o mais populoso dos países árabes. Porém, exatamente como na Antigüidade, a maioria de sua população está concentrada em apenas 4% do território, às margens do Rio Nilo.Por se localizar numa região cercada por desertos - o nordeste da África -, o Egito sempre teve a sua vida ligada às águas deste rio e às suas cheias, que fertilizam o solo, tornando possível o desenvolvimento de uma agricultura capaz de sustentar grandes contingentes populacionais.Nos últimos séculos do 4º milênio a.C., com a acentuada queda dos índices pluviométricos na região, as populações nômades e semi-nômades que viviam nos oásis dos desertos do nordeste da África foram atraídas para as margens do rio Nilo. A ocupação da região ocorreu com levas sucessivas de tribos vindas das regiões da Líbia - a oeste -, da Palestina - a leste - e da Núbia (atual Sudão) - ao sul -, que acabaram formando a população egípcia.

Egito Antigo III



Planície fértil do rio Nilo favoreceu civilização egípcia


Tema freqüente dos meios de comunicação, o Egito é um país geralmente associado a descobertas arqueológicas da era anterior a Cristo. No imaginário do mundo atual, é o país das pirâmides, das múmias, da sedutora rainha Cleópatra e do caudaloso rio Nilo.De fato, a civilização que se desenvolveu no Egito, numa antigüidade muito remota, é surpreendente no que se refere principalmente a seus aspectos culturais, incluindo-se aí a escrita (os chamados hieróglifos), a pintura, a escultura, a arquitetura, a mitologia, etc.Porém, para se compreender o desenvolvimento cultural do antigo Egito, é preciso conhecer também as condições sociais e econômicas em que ele ocorreu. Do mesmo modo, é necessário considerar também uma questão geográfica, pois, como disse Heródoto, o historiador grego, "o Egito é uma dádiva do Nilo".
Às margens do Rio NiloAtualmente, o Egito tem 70 milhões de habitantes e é o mais populoso dos países árabes. Porém, exatamente como na Antigüidade, a maioria de sua população está concentrada em apenas 4% do território, às margens do Rio Nilo.Por se localizar numa região cercada por desertos - o nordeste da África -, o Egito sempre teve a sua vida ligada às águas deste rio e às suas cheias, que fertilizam o solo, tornando possível o desenvolvimento de uma agricultura capaz de sustentar grandes contingentes populacionais.Nos últimos séculos do 4º milênio a.C., com a acentuada queda dos índices pluviométricos na região, as populações nômades e semi-nômades que viviam nos oásis dos desertos do nordeste da África foram atraídas para as margens do rio Nilo. A ocupação da região ocorreu com levas sucessivas de tribos vindas das regiões da Líbia - a oeste -, da Palestina - a leste - e da Núbia (atual Sudão) - ao sul -, que acabaram formando a população egípcia.

Civilização Egípcia II



Três impérios


A história política pode ser dividida em 3 grandes fases.

A primeira é o Antigo Império caracterizado pela edificação das grandes pirâmides, pelo crescimento da produtividade agrícola, pelo desenvolvimento das grandes construções (pirâmides e palácios) e ciência (matemática, medicina).

Apesar da prosperidade, não houve ampliação do território, excetuando uma expedição ao sul que conquistou parte da Núbia.São desconhecidas as razões que levaram ao fim do poder central por quase 100 anos, mas sabemos que ocorreram períodos de fome, provavelmente vinculados à diminuição das cheias do Nilo, do qual o país era extremamente dependente. Devem também ter ocorrido revoltas de camponeses contra o pagamento de tributos ao Estado.Em 2.052 a.C. foi restabelecido o poder central: é o período do Médio Império.

Ampliou-se a autoridade do Estado, aumentou a produção agrícola e foram construídas diversas obras de irrigação. Mas em 1.640 a.C., o Egito acabou caindo sob domínio dos hicsos - povo de origem asiática - , que permaneceram 90 anos dominando a região. Eram um povo guerreiro, hábil no uso de cavalos e do carro de guerra puxado por eles, e trouxeram diversas inovações no uso do bronze, que eram desconhecidas dos egípcios.O período mais importante e mais conhecido do Egito Antigo é o Novo Império (1570-715 a.C.).

Foi o momento da expansão para a Ásia e a conquista da Palestina, Síria e Fenícia, chegando até o rio Eufrates, na Mesopotâmia.Controlando o corredor sírio-palestino, criou-se um obstáculo às invasões dos povos asiáticos, que usava desta passagem para invadir o Egito pelo istmo de Suez. Isso facilitou o controle das rotas comerciais que passavam pela região e ampliou-se a cobrança de tributos. A criação de um império na Ásia levou a formação de um exército permanente, em grande parte formado por mercenários líbios e núbios, e a utilização de novas armas, como a espada e os carros de guerra.

Esplendor e declínio do Império Egípcio


Durante o Novo Império intensificou-se o comércio externo com as ilhas de Creta e Chipre, no mar Mediterrâneo, e com a Fenícia, ampliou-se a máquina burocrática do Estado e foram edificadas novas pirâmides e palácios, em grande parte com os recursos espoliados dos povos dominados. Somente Thutmés 3º (1469-1436), em uma de suas 17 expedições militares, trouxe como butins de guerra centenas de prisioneiros, 924 carros, 2.238 cavalos, 44 mil cabeças de gado e 200 quilos de ouro.Os faraós tiveram enormes dificuldades em manter as conquistas na Ásia e o domínio da Núbia. Ocorreram rebeliões dentro do império, pressões nas fronteiras de povos atraídos pela riqueza do Egito e problemas internos devido ao crescimento da população e o aumento do número de habitantes por quilômetro quadrado, o que gerou períodos de fome.No século 7 a.C., Assurbanípal, rei dos assírios, ocupou por pouco tempo o Egito mas logo foi expulso. Porém, a invasão foi uma demonstração da fraqueza interna do império, apesar das reformas realizadas no Renascimento Saita (séculos 7 a 6 a.C.).Ainda na Antigüidade, no século 6 a.C., o Egito perdeu a independência. Em 525 a.C., Camises, imperador da Pérsia, invadiu e ocupou o Egito por 200 anos. Os persas introduziram o camelo, que se adaptou bem à região e possibilitou o contato mais freqüente com os oásis a oeste do rio Nilo.Em 332 a.C., Alexandre Magno, da Macedônia, que já tinha conquistado a Grécia, a Ásia Menor, a Palestina e a Fenícia, também ocupou o Egito. Vinte e oito anos depois, seus herdeiros deram origem à dinastia dos Ptolomeus ou período Ptolomaico, que se estendeu até 30 a.C., quando os romanos invadiram e ocuparam o Egito.


O papel da religião


A vida dos egípcios estava marcada pela religião e seus deuses. Osíris ensinou a agricultura aos seres humanos mas acabou traído e morto pelo irmão e rival Seth. Isis, sua mulher, convenceu os outros deuses a trazer de volta Osíris para a Terra: era ele que julgava após a morte os egípcios. Ouvia a defesa de cada um e, depois de pesar o coração do indivíduo - para saber se estava mentindo ou não - decidia pela inocência ou culpabilidade.A crença em uma vida após a morte acompanhava o egípcio durante toda a sua existência. Desta forma, a construção de grandes túmulos, onde estavam acumulado tesouros e objetos de uso pessoal do morto, servia para que depois da vida ele mantivesse a mesma condição material.Segundo o egiptólogo A. Abu Bakr, a "crença no além foi sem dúvida favorecida e influenciada pelas condições geográficas do Egito, onde a aridez do solo e o clima quente asseguravam uma notável conservação dos corpos após a morte, o que deve ter estimulado fortemente a convicção de que a vida continuava no além-túmulo".

O politeísmo da religião egípcia foi brevemente interrompido pela instituição do monoteísmo pelo faraó Amenófis IV (1380-1362 a.C.) com o culto ao deus Aton. Além de razões religiosas, o faraó também pretendia diminuir os poderes do clero, enriquecido pelo pagamento de tributos, e que exercia enorme influência política. Amenófis fundou uma nova capital, perseguiu os sacerdotes inimigos da reforma mas não conseguiu obter apoio popular. Após a sua morte foi restabelecido o politeísmo e a capital retornou para Tebas

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A civilização egípcia

As Pirâmides de Gizé
Queóps

Quéfren e

Miquerinos


A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
Como a região é formada por um
deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e
escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.
Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
Hieróglifos: a escrita egípcia
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque),
águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
A
civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a
esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A importância do estudo da sociologia

Sociologia e formação pessoal


Celina Fernandes Gonçalves Bruniera*

Em que medida a sociologia pode contribuir para a sua formação pessoal? Muitos diriam que essa ciência social, num currículo de ensino médio, tem a função de formar o "cidadão crítico". Mas essa justificativa - até porque a idéia de formar o cidadão crítico anda meio banalizada -, não é suficiente.Pensar sobre esse tema significa uma oportunidade ímpar para se aproximar da sociologia como campo de saber e compreender algo de suas preocupações.Vale a pena inserir nesse contexto o papel mais fundamental que o pensamento sociológico realiza na formação do jovem: a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais.
Razões objetivas e humanasDesnaturalizar os fenômenos sociais significa não perder de vista a sua historicidade. É considerar que eles nem sempre foram assim. É perceber que certas mudanças ou descontinuidades históricas são fruto de decisões. Estas revelam interesses e, portanto, são fruto de razões objetivas e humanas.A desnaturalização dos fenômenos sociais também depende de nos distanciarmos daquilo que nos rodeia e de que participamos, para focalizar as relações sociais sem estarmos envolvidos. Significa considerar que os fenômenos sociais não são imediatamente conhecidos.
Reconhecendo as causasPara explicar um fenômeno social é preciso procurar as causas que estão além do sujeito, isto é, buscar as causas externas a ele, mas que têm implicações decisivas sobre ele.Essas causas devem apresentar certa regularidade, periodicidade e um papel específico em relação ao todo social.
Aprender a observarUma aproximação em relação à sociologia, mesmo no ensino médio, exige que o aluno aprenda procedimentos mais rigorosos de observação das relações sociais. E, ainda, que saiba, pelo menos em alguma medida, como o conhecimento é elaborado nas ciências sociais.Para compreender e formular explicações para os fenômenos sociais é preciso ter conhecimento da linguagem por meio da qual esse conhecimento é criado e comunicado.
Para trabalhar um temaOs fenômenos sociais são conhecidos por meio de modelos compreensivos, ou explicativos, e mediante a contextualização desses modelos, com destaque para a época em que eles foram elaborados e para os autores com os quais um determinado autor dialoga.Assim, trabalhar um tema (como violência, mundo do trabalho etc.) só é possível por meio de conceitos e teorias. É importante, também, que você conheça a articulação entre os conceitos e as teorias e saiba observar sua relevância para compreender ou explicar casos concretos (temas).Vale lembrar também que os conceitos têm uma história e que não são palavras mágicas que explicam tudo, mas elementos do discurso científico que sintetiza as ações sociais para tentar explicá-las. E, ainda, é bom ter em mente que um conceito admite vários sentidos, dependendo do autor e da época em que ele é elaborado.
Teorias servem de baseDa mesma forma, é preciso compreender as teorias no contexto de seu aparecimento e posterior desenvolvimento. Isso é necessário tanto do ponto de vista de como essas teorias foram sendo assimiladas e desenvolvidas por outros autores, como em relação ao caráter das críticas feitas a elas.Conhecer conceitos e teorias com o rigor necessário a um aluno do ensino médio consiste na única maneira possível de se distanciar e se aproximar dos fenômenos sociais e, assim, construir os fundamentos para a formação crítica.

*Celina Fernandes Gonçalves Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional

A importância do estudo da sociologia

Sociologia e formação pessoal

Celina Fernandes Gonçalves Bruniera*
Em que medida a sociologia pode contribuir para a sua formação pessoal? Muitos diriam que essa ciência social, num currículo de ensino médio, tem a função de formar o "cidadão crítico". Mas essa justificativa - até porque a idéia de formar o cidadão crítico anda meio banalizada -, não é suficiente.Pensar sobre esse tema significa uma oportunidade ímpar para se aproximar da sociologia como campo de saber e compreender algo de suas preocupações.Vale a pena inserir nesse contexto o papel mais fundamental que o pensamento sociológico realiza na formação do jovem: a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais.
Razões objetivas e humanasDesnaturalizar os fenômenos sociais significa não perder de vista a sua historicidade. É considerar que eles nem sempre foram assim. É perceber que certas mudanças ou descontinuidades históricas são fruto de decisões. Estas revelam interesses e, portanto, são fruto de razões objetivas e humanas.A desnaturalização dos fenômenos sociais também depende de nos distanciarmos daquilo que nos rodeia e de que participamos, para focalizar as relações sociais sem estarmos envolvidos. Significa considerar que os fenômenos sociais não são imediatamente conhecidos.
Reconhecendo as causasPara explicar um fenômeno social é preciso procurar as causas que estão além do sujeito, isto é, buscar as causas externas a ele, mas que têm implicações decisivas sobre ele.Essas causas devem apresentar certa regularidade, periodicidade e um papel específico em relação ao todo social.
Aprender a observarUma aproximação em relação à sociologia, mesmo no ensino médio, exige que o aluno aprenda procedimentos mais rigorosos de observação das relações sociais. E, ainda, que saiba, pelo menos em alguma medida, como o conhecimento é elaborado nas ciências sociais.Para compreender e formular explicações para os fenômenos sociais é preciso ter conhecimento da linguagem por meio da qual esse conhecimento é criado e comunicado.
Para trabalhar um temaOs fenômenos sociais são conhecidos por meio de modelos compreensivos, ou explicativos, e mediante a contextualização desses modelos, com destaque para a época em que eles foram elaborados e para os autores com os quais um determinado autor dialoga.Assim, trabalhar um tema (como violência, mundo do trabalho etc.) só é possível por meio de conceitos e teorias. É importante, também, que você conheça a articulação entre os conceitos e as teorias e saiba observar sua relevância para compreender ou explicar casos concretos (temas).Vale lembrar também que os conceitos têm uma história e que não são palavras mágicas que explicam tudo, mas elementos do discurso científico que sintetiza as ações sociais para tentar explicá-las. E, ainda, é bom ter em mente que um conceito admite vários sentidos, dependendo do autor e da época em que ele é elaborado.
Teorias servem de baseDa mesma forma, é preciso compreender as teorias no contexto de seu aparecimento e posterior desenvolvimento. Isso é necessário tanto do ponto de vista de como essas teorias foram sendo assimiladas e desenvolvidas por outros autores, como em relação ao caráter das críticas feitas a elas.Conhecer conceitos e teorias com o rigor necessário a um aluno do ensino médio consiste na única maneira possível de se distanciar e se aproximar dos fenômenos sociais e, assim, construir os fundamentos para a formação crítica.

*Celina Fernandes Gonçalves Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional
Max Weber - Sociólogo alemão


21/04/1864, Erturt, Alemanha14/06/1920, Munique, Alemanha



Max Weber viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo em seu país, a Alemanha. Filho de uma família de classe média alta, com o pai advogado, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Ainda era criança quando se mudaram para Berlim. Em 1882 foi para a Faculdade de Direito de Heidelberg. Um ano depois transferiu-se para Estrasburgo, onde prestou o serviço militar.Em 1884 reiniciou os estudos universitários, em Göttingen e Berlim, dedicando-se as áreas de economia, história, filosofia e direito. Trabalhou na Universidade de Berlim como livre-docente, ao mesmo tempo em que era assessor do governo. Cinco anos depois, escreveu sua tese de doutoramento sobre a história das companhias de comércio durante a Idade Média. A seguir escreveu a tese "A História das Instituições Agrárias". Casou-se, em 1893, com Marianne Schnitger e, no ano seguinte, tornou-se professor de economia na Universidade de Freiburg, transferindo-se, em 1896, para a de Heidelberg.Depois disso, passou por um período de perturbações nervosas que o levaram a deixar o trabalho. Só voltou à atividade em 1903, participando da direção de uma das mais destacadas publicações de ciências sociais da Alemanha. No ano seguinte publicou ensaios sobre a objetividade nas ciências sociais e a primeira parte de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", que se tornaria sua obra mais conhecida e é de fato fundamental para a reflexão sociológica.Em 1906 redigiu dois ensaios sobre a Rússia: "A Situação da Democracia Burguesa na Rússia" e "A Transição da Rússia para o Constitucionalismo de Fachada". No início da Primeira Guerra Mundial, Weber, no posto de capitão, foi encarregado de administrar nove hospitais em Heidelberg.Quando a guerra terminou, mudou-se para Viena, onde deu o curso "Uma Crítica Positiva da Concepção Materialista da História". Em 1919 pronunciou conferências em Munique, publicadas sob o título de "História Econômica Geral". No ano seguinte faleceu em conseqüência de uma pneumonia aguda

Max Weber Sociólogo alemão

21/04/1864, Erturt, Alemanha14/06/1920, Munique, Alemanha

Weber é um dos fundadores da Sociologia, autor de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo"


Max Weber viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo em seu país, a Alemanha. Filho de uma família de classe média alta, com o pai advogado, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Ainda era criança quando se mudaram para Berlim. Em 1882 foi para a Faculdade de Direito de Heidelberg. Um ano depois transferiu-se para Estrasburgo, onde prestou o serviço militar.Em 1884 reiniciou os estudos universitários, em Göttingen e Berlim, dedicando-se as áreas de economia, história, filosofia e direito. Trabalhou na Universidade de Berlim como livre-docente, ao mesmo tempo em que era assessor do governo. Cinco anos depois, escreveu sua tese de doutoramento sobre a história das companhias de comércio durante a Idade Média. A seguir escreveu a tese "A História das Instituições Agrárias". Casou-se, em 1893, com Marianne Schnitger e, no ano seguinte, tornou-se professor de economia na Universidade de Freiburg, transferindo-se, em 1896, para a de Heidelberg.Depois disso, passou por um período de perturbações nervosas que o levaram a deixar o trabalho. Só voltou à atividade em 1903, participando da direção de uma das mais destacadas publicações de ciências sociais da Alemanha. No ano seguinte publicou ensaios sobre a objetividade nas ciências sociais e a primeira parte de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", que se tornaria sua obra mais conhecida e é de fato fundamental para a reflexão sociológica.Em 1906 redigiu dois ensaios sobre a Rússia: "A Situação da Democracia Burguesa na Rússia" e "A Transição da Rússia para o Constitucionalismo de Fachada". No início da Primeira Guerra Mundial, Weber, no posto de capitão, foi encarregado de administrar nove hospitais em Heidelberg.Quando a guerra terminou, mudou-se para Viena, onde deu o curso "Uma Crítica Positiva da Concepção Materialista da História". Em 1919 pronunciou conferências em Munique, publicadas sob o título de "História Econômica Geral". No ano seguinte faleceu em conseqüência de uma pneumonia aguda.





A luta continua


Assim como existe muita porcaria no ciberespaço, existe muita coisa boa, pois bem recomendo o blog do meu amigo Janjão -http://anovidade.blogspot.com/ - Conhecimento pode ser adquirido mas talento, não!

Morte de Tiradentes tem contestação!

  INCONFIDÊNCIA MINEIRA Para historiador, ladrão teria assumido identidade em troca de dinheiro Morte de Tiradentes tem contestação São Paul...