segunda-feira, 21 de junho de 2010

Conceito de Mercantilismo


O Mercantilismo corresponde a uma doutrina económica se afirmou na Europa colonial dos séculos XVI e XVII e que se baseava na convicção de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que esse mesmo país conseguia acumular. Dado que a grande maioria dos pagamentos internacionais se faziam, nessa altura, com ouro e prata, toda a política económica centrava os seus esforços na manutenção de uma Balança Comercial favorável de forma a que a entrada de metais preciosos para pagamento das exportações fosse superior à sua saída para pagamento das importações. Para isso eram criadas medidas restritivas às importações através de pesadas taxas alfandegárias e em simultâneo eram fomentadas as exportações através do estimulo ao desenvolvimento da produção manufactureira nacional. A par deste aumento do intervencionismo do Estado na regulação da produção e do comércio e no desenvolvimento de mecanismos proteccionistas da economia nacional, são também criados regimes de exclusividade nas relações comerciais com as colónias.

O mercantilismo teve a sua máxima expressão em França, facto que em grande medida se deveu a Jean-Baptiste Colbert, ministro do rei Luís XIV, razão pela qual o mercantilismo também seja conhecido como Colbertismo. As medidas implementadas por Colbert assentavam essencialmente na criação e desenvolvimento de manufacturas, quer do Estado, quer de particulares, e na criação de medidas proteccionistas dos interesses económicos nacionais através da implementação de elevadas taxas alfandegárias e da atribuição de diversos privilégios às manufacturas.

Em Inglaterra e na Holanda o mercantilismo não assumiu uma profundidade tão elevada, com o intervencionismo estatal a ser muito menos acentuado e a manifestar-se essencialmente no incremento das actividades mercantis através do desenvolvimento das suas frotas mercantes e através de medidas limitadoras do acesso de embarcações estrangeiras aos seus portos.

Quanto a Portugal e Espanha, emergiu um outro tipo de mercantilismo: o mercantilismo metálico ou bulionismo. O mercantilismo metálico assentava numa política de procura directa dos metais preciosos na sua origem (América e África) e a sua acumulação nos seus cofres.


Autor: Paulo Nunes
Economista, Professor e Consultor de Empresas
Data de criação: 01/12/2007

Mercantilismo na França

Jean-Baptiste Colbert: ministro da França e defensor do mercantilismo

Na França, o mercantilismo (sistema econômico típico do absolutismo) surgiu durante o século XVI, dentro do processo de fortalecimento da monarquia e centralização do poder.

Já no século XVII, o mercantilismo estava fortemente implantado no sistema econômico francês. O principal aplicador do sistema mercantilista na França foi o ministro das finanças francês Jean-Baptiste Colbert. Ocupando este importante cargo, durante 22 anos no governo do rei absolutista Luis XIV, Colbert estimulou a industria francesa, incentivou as exportações e reduziu as taxas alfandegárias internas.

Estas práticas mercantilistas ficaram conhecidas na França como colbertismo e fizeram com que a economia do país se fortalecesse, equiparando-se a das potências européias da época

Agrotóxicos. Um problema brasileiro - Jean Remy Davée Guimarães

Um mal necessário. Assim, Jean Remy Davée Guimarães define os agrotóxicos, frutos da indústria química e utilizados em larga escala no último século. Em entrevista, concedida, por telefone, à IHU On-Line, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho afirma que, além de ser uma questão científica e técnica, o uso de pesticidas trata-se, também, de uma discussão cultural e política. “

Jean Remy Davée Guimarães é doutor em Biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atualmente é professor. Também é professor da Universidade Federal de Rondônia.


IHU On-Line – Historicamente, quando os pesticidas começaram a ser usados?

Jean Remy Davée Guimarães – A partir do século XX, os pesticidas começaram a ser usados em larga escala em função do desenvolvimento da indústria química.

IHU On-Line – A evolução da agricultura fortaleceu aquilo que os pesticidas combatem, ou seja, ervas daninhas e insetos. Para ser sustentável, que caminhos a agricultura deveria seguir?

Jean Remy Davée Guimarães – Deveríamos voltar a uma agricultura mais natural. Já conhecemos as relações entre as plantas, as pragas e o solo que nos permite fazer isso. Existe uma técnica bem desenvolvida, mas pouco difundida, chamada Manejo Integrado de Pragas. É mais trabalhoso, implica mais conhecimento e treinamento, mas permite a produção de alimentos sem prejudicar agricultores e consumidores. Além disso, tenta interromper esse ciclo perverso que é o desenvolvimento sem pensar novos produtos para combater as mesmas pragas que não respondem aos antigos produtos.

Tive a oportunidade de avaliar alguns projetos de agricultura no Equador, e achei muito interessante as técnicas que lá são utilizadas. As pragas têm um ciclo bem determinado, têm uma época de reprodução, por isso não precisamos envenenar a agricultura o ano inteiro para deter uma praga que, na verdade, desenvolve-se em um ou dois meses. Essas técnicas ainda não permitem a eliminação total dos agrotóxicos nos cultivos, mas permitem, no mínimo, uma forte redução do uso.

“A indústria adora isso, quanto menos opções nós tivermos, mais dependente ficaremos dela”

Existe uma série de produtos naturais que tem eficiência comprovada. Mas esta é uma cultura que tem se perdido com o tempo, e a indústria adora isso, quanto menos opções nós tivermos, mais dependente ficaremos dela. Se vamos ao supermercado, vemos a mesma coisa. Paramos de cozinhar e ficamos dependentes da comida pronta da indústria. Dentro de caixas de bolo pronto, por exemplo, tem farinha, fermento e açúcar. Em casa, acrescentamos leite e ovos. Se é para fazer isso, poderíamos comprar os ingredientes da caixa. Esta é uma questão não só científica, técnica, mas cultural e política também.

IHU On-Line – Há alguma relação entre o uso de agrotóxicos e casos epidêmicos recentes, como a dengue e a febre amarela?

Jean Remy Davée Guimarães – A maioria pensa que a dengue e febre amarela são questões epidemiológicas e de saúde, e que a questão das pragas pertence ao pessoal da agricultura. É óbvio que tudo está sempre conectado, mas vivemos em gavetas. Nas universidades, são departamentos, na política, são secretarias e ministérios, e, muitas vezes, em vez de colaborarem, competem.

Enquanto isso, os problemas continuam aí. Porém, algo que é usado, que é tão poderoso quanto os pesticidas faz uma pressão seletiva sobre populações naturais, como, por exemplo, quando se borrifa a cultura por causa do pulgão, se está atingindo todos que estão vivos ao redor, as plantas, os insetos, as aves etc. Acaba se atirando em uma coisa e atingindo muitas outras. Não acharia nada surpreendente que acabasse se encontrando algum tipo de relação entre os agrotóxicos e os casos epidêmicos. Deve haver um equilíbrio ecológico sempre. Se há maior proliferação de mosquitos, é porque eles não têm mais seus ambientes naturais, os animais que os comeriam estão escassos. No caso da dengue, esta é uma doença essencialmente urbana.

Nós mesmos criamos milhares de proliferadores através do lixo sólido mal gerido, por exemplo. Até a questão do mosquito da malária, se entrarmos em uma área de mata, vemos mosquitos, mas em uma densidade baixa. Se, na beira desta mata, temos uma área agrícola recém aberta, é ali que teremos a maior infestação de mosquitos, em função da perturbação ao ambiente que foi criado. Em área rural, por exemplo, o pessoal da agronomia já percebeu isso.

IHU On-Line – A agricultura familiar é um modelo viável?

Jean Remy Davée Guimarães – Sim. Primeiro porque é boa para consumo de alimentos para o mercado local. Também é um setor onde há maior empregabilidade e onde as pessoas estão mais preocupadas com a qualidade e a saúde do solo porque eles só terão aquela terra, e esta deverá produzir bens para a venda. Eles não podem ter uma visão empresarial. Para a agricultura industrial, o que interessa é o lucro em curto prazo. Se, por acaso, a indústria detona 100 quilômetros quadrados de solo, não haverá problema, pois, no ano que vem, eles repetirão a mesma coisa em outra área, plantando o que tiver dando mais lucro naquele momento. Não há compromisso algum, nem com o solo nem com a sustentabilidade.

“O objetivo é, como toda economia hoje em dia, o lucro em curto prazo”

O objetivo é, como em toda economia hoje em dia, o lucro de curto prazo. Na agricultura industrial, ninguém conhece ninguém. Os investidores são os “caras” de Paris, São Paulo ou Dubai, que nunca foram à terra onde estão investindo. A primeira coisa que eles fazem é contratar uma empresa para desmatar esta área, mesmo não conhecendo o pessoal dessa empresa. Depois, contratam outra para fazer a pulverização, uma terceira para fazer o plantio, uma quarta para fazer a colheita e assim por diante. Cria-se uma espécie de anonimato, e o resultado é erosão, degradação do solo e da saúde. E vai se processar quem, por isso? Seis empresas diferentes?

Com a agricultura familiar, a história é outra. O sujeito está morando na terra, com sua família, e estará mais motivado para praticar uma agricultura menos agressiva do que o latifúndio do lado que não tem essa opção. Ele é obrigado a se utilizar das ações mais sustentáveis possíveis, se não, daqui a cinco anos, ele vira favelado.

IHU On-Line – O que a agricultura familiar tem a nos ensinar?

Jean Remy Davée Guimarães – O que ela tem a nos ensinar e nos fornecer são técnicas tradicionais antigas que, aos poucos, vão se perdendo em função da agricultura industrial. Há uma valorização da diversidade, pois não se veem áreas de agriculturas familiares em que as pessoas se dedicam à monocultura. Em uma terra que está sendo explorada em regime de agricultura familiar, as pessoas praticam a diversidade através de fruteiras, hortas etc.

Isso é muito bom para a sustentabilidade, para o solo, para manter uma dieta mais variada e para a preservação de variedades de plantas que a indústria agrícola não está interessada em preservar. Um exemplo são bananas, existem oito tipos diferentes da fruta, mas, se fizermos plantio em grande escala, existe uma variedade que se sustenta mais do que as outras. Se esta variedade começar a predominar a nível mundial, as outras irão se extinguir. É neste caminho que estamos andando.

Historicamente, existe uma quantidade enorme de variedades de arroz e várias delas estão desaparecendo por conta do predomínio das variedades que a indústria resolveu produzir em função da agenda econômica e política. Se toda a superfície agrícola começa a ser coberta por essas poucas variedades, daqui a pouco, as outras espécies somente serão encontradas em museu. Esta é uma erosão de conhecimento muito trágica, pois essas variedades que tínhamos, há até pouco tempo, são resultados do esforço e da imaginação da humanidade.

É uma espécie de capital que é muito importante, porque se o ambiente muda todas as variedades que costumávamos usar, de repente, não existem, e poderemos ser salvos por aquela variedade que desprezávamos. O mundo natural funciona tão bem até hoje por causa deste tipo de mecanismo, quanto mais diversidade biológica se tiver, mais equilíbrio, eficiência, produtividade e resistência se terá.

“Existe uma quantidade absurda de variedades de arroz e várias delas estão desaparecendo por conta do predomínio das variedades que a indústria resolveu produzir”

É muito perigoso o caminho que estamos seguindo. Se reduzirmos mais o foco de espécies e ficarmos extremamente dependentes dessas variedades dos pesticidas que somos obrigados a usar, a tendência é ir tornando o horizonte cada vez mais estreito. Vamos jogar fora o trabalho de nossos antepassados. Claro que existem instituições de agronomia que se preocupam em fazer bancos de sementes de diversas variedades, objetivando criar uma reserva estratégica. Porém, tradicionalmente, essa reserva estava espalhada nas nossas hortas e campos.

IHU On-Line – Que tipo de intoxicações os agrotóxicos usados hoje provocam?

Jean Remy Davée Guimarães – Há intoxicação aguda e crônica. O problema hoje do uso dessas substâncias é que é quase impossível usar o produto sem se intoxicar de alguma forma, seja na aplicação, no manuseio, na preparação, seja jogando a embalagem vazia em um lugar qualquer. Sempre imaginamos que isso intoxica o aplicador, pois essa é a parte mais visível do ciclo. Subestimamos barbaramente a quantidade de intoxicações domésticas de crianças e mulheres, que são as vítimas menos visíveis neste ciclo.

“Subestimamos barbaramente a quantidade de intoxicações domésticas de crianças e mulheres, que são as vítimas menos visíveis neste ciclo”

Na ponta do iceberg estão as intoxicações que não puderam ser evitadas e são de conhecimento geral porque as vítimas foram parar no hospital que, por falta de transversalidade, muitas vezes, não faz um diagnóstico correto. Se aparece alguém com um quadro de alteração neurológica, isso pode ser problema exclusivamente neurológico ou toxicológico com sintomas neurológicos. Como há pouco diálogo entre essas áreas, existem muitos médicos que não fazem um diagnóstico certo e, assim, é dado o mesmo tratamento de sempre. Tudo é muito segmentado, e isso dificulta saber a real dimensão do problema.

Existe um sistema nacional de registro de intoxicações que registra desde a pessoa que tentou se matar em casa com um formicida até a intoxicação agrícola. Mas, se formos a uma área agrícola, vemos uma espécie de complô que conspira contra a notificação. O pessoal geralmente tenta tratar em casa, e vai fazer o possível para que o caso não chegue ao posto de saúde. Alguns efeitos que essa classe de produto provoca não são só de ordem neurológica, mas também psiquiátrica. O nível de depressão e suicídios entre agricultores é muito alto. Na cultura em que vivemos, não gostamos de falar sobre isso, mas muitas pessoas já estudaram o tema mais de perto.

“O Ministério da Agricultura está infiltrado até a medula pelas indústrias”

Quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária resolve testar os principais produtos em uso no Brasil, e que já são proibidos na Europa e Estados Unidos, e o Ministério da Agricultura resolve processar a ANVISA para impedi-la de fazer estes testes e divulgar os resultados, vemos que temos um caminho muito longo pela frente. Um braço do governo está tentando estrangular o outro. Isso indica que o Ministério da Agricultura está infiltrado até a medula pelas indústrias. Em minha opinião, isso é completamente inaceitável.

IHU On-Line – Hoje, é possível dar fim ao uso de agrotóxicos?

Jean Remy Davée Guimarães – Parar radicalmente de utilizá-los, acredito que seria difícil. Temos que começar querendo, e querendo se consegue. Criou-se uma cultura de que não há agricultura sem agrotóxico, e, assim, as pessoas não tentam mais fazer diferente. Há toda uma rede de atores sociais que estão envolvidos nisso, não adianta só o agricultor decidir não fazer mais esse tipo de agricultura química e passar para a biológica.

Enquanto sociedade, devemos decidir o que é melhor e ordenar que agrônomos parem de condicionar o crédito agrícola para compra de doze venenos diferentes e que gerentes de banco parem de condicionar o crédito para compra de produtos químicos. Isso é possível. Imagine, criaram-se impérios como o Maia, o Asteca, o Egípcio, o Chinês, e não existiam pesticidas naquela época. Se eles conseguiram, porque nós não?

IHU On-Line – O que significa o Brasil ser o maior consumidor de agrotóxicos hoje?

Jean Remy Davée Guimarães – Isso é uma péssima notícia e significa que usamos muito mais do que devíamos. Estamos usando mal e não temos controle nenhum. O Estado não sabe nem tapar buraco em estradas, não consegue impedir contrabando de drogas e armas. No caso dos pesticidas, acontece a mesma coisa. Se vamos ao mundo real, que não é o gabinete em Brasília, as pessoas estão comprando, nas lojas, pesticidas embalados em garrafas que nem rótulo têm. As pessoas nem sabem o que aplicam, acham que é uma coisa e é outra.

Descobrimos isso quando estamos em um barco que transporta alimentos, que chega em um porto da Europa e volta do mesmo jeito. Lá, eles analisam, conforme as regras européias, que são muito mais restritivas, e percebem que, no tomate, tem um agrotóxico que deveria ter sido usado, se usado, no abacaxi. Às vezes, aqui é usado um agrotóxico que lá já está proibido há vinte anos. O que acontece é que viramos o grande depósito de lixo, a nível global, de todas as porcarias que já não são produzidas em lugar algum, mas que aqui, por serem permitidos, esses produtos ganham uma sobrevida.

Consumimos, aqui, produtos que são produzidos na Índia, que era produzido na Europa, mas teve a produção exportada para um país mais tolerante. Pagamos com a nossa saúde para darmos uma sobrevida a um setor industrial que já foi declarado morto em todo o resto do mundo civilizado. Isso não é nenhum motivo de orgulho.

(Ecodebate, 16/06/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

O Mercantilismo

Conseqüência da ampliação de horizontes econômicos propiciada pelos descobrimentos marítimos do século XVI, o mercantilismo, apesar de apresentar variantes de país para país, esteve sempre associado ao projeto de um estado monárquico poderoso, capaz de se impor entre as nações européias.

Mercantilismo é a teoria e prática econômica que defendiam, do século XVI a meados do XVII, o fortalecimento do estado por meio da posse de metais preciosos, do controle governamental da economia e da expansão comercial. Os principais promotores do mercantilismo, como Thomas Mun na Grã-Bretanha, Jean-Baptiste Colbert na França e Antonio Serra na Itália, nunca empregaram esse termo. Sua divulgação coube ao maior crítico do sistema, o escocês Adam Smith, em The Wealth of Nations (1776; A riqueza das nações).

Para a consecução dos objetivos mercantilistas, todos os outros interesses deviam ser relegados a segundo plano: a economia local tinha que se transformar em nacional e o lucro individual desaparecer quando assim conviesse ao fortalecimento do poder nacional. A teoria foi exposta de maneira dispersa em numerosos folhetos, meio de comunicação então preferido pelos preconizadores de uma doutrina.

Programa da política mercantilista. Alcançar a abundância de moeda era, efetivamente, um dos objetivos básicos dos mercantilistas, já que, segundo estes, a força do estado dependia de suas reservas monetárias. Se uma nação não dispunha de minas, tinha de buscar o ouro necessário em suas colônias ou, caso não as tivesse, adquiri-lo por meio do comércio, o que exigia um saldo favorável da balança comercial -- ou seja, que o valor das exportações fosse superior ao das importações.

Para obter uma produção suficiente, deviam ser utilizados hábil e eficazmente todos os recursos produtivos do país, em especial o fator trabalho. Toda nação forte precisava possuir uma grande população que fornecesse trabalhadores e soldados, e ao mesmo tempo o mercado correspondente. As possessões coloniais deveriam fornecer metais preciosos e matérias-primas para alimentar a manufatura nacional, ao mesmo tempo em que constituíssem mercados consumidores dos produtos manufaturados da metrópole. Proibiam-se as atividades manufatureiras nas colônias, e o comércio, em regime de monopólio, era reservado à metrópole.

Em território nacional, o mercantilismo preconizou o desaparecimento das alfândegas interiores, a supressão ou redução dos entraves à produção forçados pelas corporações de ofício, o emprego de sistemas de contabilidade e acompanhamento das contas de receitas e despesas do estado, a troca de funcionários corruptos ou negligentes por outros honestos e competentes, a criação de uma fiscalização centralizada e a adoção de leis que desestimulassem a importação de bens improdutivos e de grande valor.

Avaliação do mercantilismo. A crítica mais abrangente do mercantilismo foi movida por Adam Smith, que denunciou a falsa identificação, feita por muitos teóricos dessa corrente econômica, entre dinheiro e riqueza. Com efeito, o forte protecionismo alfandegário e comercial, e a subordinação da economia das colônias à da metrópole, não tinham como fim último o desenvolvimento da manufatura nacional mas, como foi assinalado, a maior acumulação possível de metais nobres.

A economia clássica posterior, cujo principal representante foi Smith, preconizou, ao contrário, a livre atividade comercial e manufatureira em qualquer território -- colônia ou metrópole --, já que, segundo seus princípios, a riqueza não se identificava com o simples acúmulo de reservas monetárias, mas com a própria produção de bens. No século XX, porém, o economista britânico John Maynard Keynes retomou formulações do mercantilismo e afirmou a existência de similitudes entre sua própria teoria do processo econômico e a teoria mercantilista.

Independentemente das diversas análises econômicas a que foi submetido, o mercantilismo foi o instrumento que assegurou as condições econômicas e financeiras necessárias a garantir a expansão dos estados absolutistas europeus. Entre os representantes do mercantilismo distinguiu-se o francês Jean-Baptiste Colbert, ministro da Fazenda de Luís XIV, de tal importância que seu nome serviu para se cunhar o termo por que é conhecida a variante francesa do mercantilismo, o colbertismo.

Na Grã-Bretanha, além de Thomas Mun, sustentaram a mesma orientação James Steuart e Josiah Child, assim como na França Jean Bodin e Antoine de Montchrestien. Em Portugal, as primeiras reformas do marquês de Pombal revelam sua filiação à teoria mercantilista.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A resposta do Chefe Seattle - Indios Americanos II

"Em 1854, "O Grande Chefe Branco" em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma "reserva" para os índios.



A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:



“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.
Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.



Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo.



A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.



Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da Terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos.
Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.



Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós.
O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente.
Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra.
Mas não vai ser fácil.
Pois esta terra é sagrada para nós.



A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais.
Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais.
Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo.
O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.



Os rios nossos irmãos saciam nossa sede.
Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças.
Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo
carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa.
A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente.
Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa.
Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.



O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos.
Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes.
Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei.
Nossas maneiras são diferentes das suas.
A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho.
Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.



Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco.
Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto.
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo.
A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.
E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.



O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.



O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira.
Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.



Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta.



Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.



Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.



Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava.



Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.



O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito.
Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.
Todas as coisas estão ligadas.



Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes.
Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra.
Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.



Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra.
Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.



Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.



Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.



Podemos ser irmãos, afinal de contas.
Veremos.
De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco.
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador.
Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.



Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra
e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.



Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.
O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”



Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976."

Nativos Americanos I

Os nativos americanos são os povos indígenas da América do Norte já integravam os Estados Unidos continentais, incluindo partes do Alasca e do Estado-ilha do Havaí. Eles compreendem um grande número de distintas tribos, estados e grupos étnicos, muitos dos quais sobrevivem intactos como comunidades políticas. A terminologia usada para se referir aos nativos americanos é controverso: de acordo com um 1995 E.U. Census Bureau conjunto de entrevistas domiciliares, a maioria dos inquiridos com uma preferência expressa continuar a referir-se a si mesmos como os índios americanos ou índios.



Colonização européia das Américas levou séculos de conflito e ajustamento entre a Velha e as sociedades do Novo Mundo. A maior parte do registro histórico escrito sobre os nativos americanos foi feito pelos europeus após o contato inicial. Os nativos americanos viviam em sociedades de caçadores / agricultor de subsistência com os sistemas de valor significativamente diferente do que as dos colonizadores europeus. As diferenças culturais entre os nativos americanos e europeus, e as alianças entre as diferentes nações deslocamento de cada cultura, levou a mal-entendidos grande e duradoura conflitos culturais.



Estimativas da população pré-colombiana do que hoje constitui os Estados Unidos da América variar significativamente, variando de 1 a 18 milhões.



Após as colónias revoltaram-se contra a Grã-Bretanha e criada nos Estados Unidos da América, a ideologia do destino manifesto tornou-se parte integrante do movimento americano nacionalista. No final do século 18, George Washington eo Henry Knox concebeu a idéia de "civilizar" os nativos americanos na preparação da cidadania americana. Assimilação (seja voluntária, com o Choctaw ou forçada) tornou-se uma política coerente com as administrações americanas. No início do século 19, a maioria dos americanos nativos do Deep sul-americano foram removidas de suas terras para acomodar a expansão americana com alguns grupos que residem atualmente no Alabama, Flórida, Lousianna, Mississippi, Carolina do Norte e Tennessee. Pela Guerra Civil Americana, muitas nações indígenas americanos tinham sido transferidas a oeste do rio Mississippi. Maior resistência time americano aconteceu em forma de "Guerras Indígenas", que eram freqüentes, até a década de 1890.



Hoje os americanos nativos têm uma relação única com os Estados Unidos da América, porque elas podem ser encontradas como membros de nações, tribos ou bandos de nativos americanos que têm a soberania ou independência do governo dos Estados Unidos. Suas sociedades e culturas ainda florescem no meio de uma maior população emigrou americano do Africano, Asiático, Oriente Médio, e os povos europeus. Os nativos americanos que não eram cidadãos E.U. já foi concedida a cidadania em 1924 pelo Congresso dos Estados Unidos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

16 DE JUNHO NA HISTORIA



A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte. Expulsos os franceses , um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se ...A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte. Expulsos os franceses , um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se mantinha exilado, e dão-lhe a boa nova da vitória sobre os invasores. Reconhecido pelos feitos heróicos, D. João VI, eleva o sítio a vila, passando a chamar-se Olhão Vila da Restauração.

Olhão da Restauração existe há 200 anos, contudo a história desta terra remonta ao Neolítico.

Vestígios arqueológicos comprovam que existe presença humana no concelho de Olhão desde o período Neolítico. Os testemunhos mais importantes referem-se ao Calcolítico (2000 a 1500 a.C.).

Os romanos também deixaram a sua marca neste concelho algarvio, com diversos vestígios no litoral associados à pesca e à salga de peixe.

Marim, junto à ria, foi uma importante “villa” e a sua vasta necrópole voltou a ser utilizada durante o domínio visigótico (sécs. V a VIII).

A abundância de peixe foi um chamariz para pescadores, que se fixaram no local onde hoje se localiza a cidade de Olhão.

Vivendo em humildes cabanas construídas com madeira, canas e palha, utilizando a ancestral arte da xávega, em que a rede em forma de saco é arrastada para terra, eram apenas umas escassas dezenas de habitantes em 1378, data do primeiro documento que refere Olhão.

Durante séculos, as únicas construções no areal foram cabanas. A população foi crescendo e, em 1679, a sua importância justificava a construção da fortaleza de São Lourenço para defesa contra os ataques dos piratas do Norte de África. Surge o primeiro edifício de pedra - a Igreja de Nossa Senhora do Rosário - em 1698.

Apenas em 1715 é autorizada a construção da primeira habitação em alvenaria, através de alvará da rainha D. Maria ao mareante João Pereira.


Século XIX decisivo para a expansão de Olhão
A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte.

Expulsos os franceses, um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se mantinha exilado, e dão-lhe a boa nova da vitória sobre os invasores.

Reconhecido pelos feitos heróicos, D. João VI, eleva o sítio a vila, passando a chamar-se Olhão Vila da Restauração.

Em 1842 é criada na vila uma Alfândega que, em cerca de 20 anos, se torna o mais importante posto aduaneiro do Algarve devido à pesca e outros produtos algarvios. Por esta razão em 1864 é criada uma Capitania do Porto e, em 1875, o Tribunal Judicial de Olhão.

Na última metade do séc. XIX, a actividade comercial desenvolvida pelos marítimos olhanenses, cresceu imenso, estendendo-se até ao Mediterrâneo Oriental.

São os contactos comerciais e a emigração para Marrocos que leva muitos olhanenses a construir as suas habitações de modo semelhante, cúbicas e caiadas de branco, o que valeu a Olhão a alcunha de "vila cubista".

Na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, fez de Olhão uma vila rica e extremamente produtiva. A primeira fábrica de conservas surgiu em 1881, fundada pela empresa francesa Delory, e em 1919 já existiam cerca de 80 fábricas.



Olhão é elevada a cidade em 1985.
Actualmente, Olhão já não vive da indústria conserveira apontado baterias ao desenvolvimento turístico do conselho.


FONTE: Inês Correia - http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=19084

terça-feira, 15 de junho de 2010

14 jun. 1501

O contato de Américo Vespúcio com Gaspar resultou na elaboração, por parte do novo aventureiro, de uma carta de aproximadamente 10 páginas, a qual foi destinada a Lorenzo de Médici, datando-a de 14 de junho de 1501. Em 15 de junho Vespúcio segue rumo ao ...O contato de Américo Vespúcio com Gaspar resultou na elaboração, por parte do novo aventureiro, de uma carta de aproximadamente 10 páginas, a qual foi destinada a Lorenzo de Médici, datando-a de 14 de junho de 1501. Em 15 de junho Vespúcio segue rumo ao Brasil, sob comando de Gonçalo Coelho, a esquadra era formada por três caravelas. De acordo com Ricardo Fontana, um dedicado estudioso do assunto, a partir deste momento, o desejo de novas aventuras começara efetivamente ...

Américo Vespúcio (1454-1512)

O nome da América é uma homenagem ao mercador e navegador italiano Américo Vespúcio, primeiro a constatar que as recém-descobertas terras do Novo Mundo constituíam um continente e não parte da Ásia. Vespúcio, cujo nome italiano era Amerigo Vespucci, nasceu em Florença em 1454. Filho de um notário, recebeu educação humanística na Itália e na França, onde aprofundou os estudos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta a Florença, entrou para o serviço da família Medici, que em 1491 o enviou a Sevilha, Espanha, como ajudante de Giannotto Berardi, importante armador e fornecedor dos navios de Cristóvão Colombo. Em 1496, após a morte de Berardi, Vespúcio assumiu a direção da firma, e mais tarde, sem dúvida estimulado por seu contato com Colombo e outros navegantes, decidiu participar pessoalmente das viagens de exploração às Índias. A determinação do número de viagens que Vespúcio fez à América constitui objeto de polêmica histórica, devido a contradições significativas entre os dois conjuntos de documentos existentes a respeito: uma carta de Vespúcio ao magistrado veneziano Piero Soderini, conhecida apenas por sua edição italiana de Florença (1505) e por duas versões latinas -- Mundus novus (Novo Mundo) e Quattuor Americi navigationes (Quatro viagens de Américo), menciona quatro viagens; já três cartas escritas pelo próprio Vespúcio aos Medici, são citadas apenas duas. A primeira viagem de Vespúcio, posta em dúvida por muitos historiadores e negada totalmente por outros, teria começado em Cádiz, em 1497, e a volta teria ocorrido em 1498. Não há dúvida, porém, de que Vespúcio partiu em maio de 1499 de Cádiz no comando, ao lado de Alonso de Ojeda e Juan de la Cosa, de uma frota espanhola de quatro navios, que pretendia seguir a rota da terceira viagem de Colombo. Quando chegou ao local onde mais tarde seria a Guiana, Vespúcio, que parece ter se separado de Ojeda, rumou para o sul pela costa do Brasil. Avistou o estuário do Amazonas e alcançou o cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Voltou para o norte, explorou a desembocadura do Orinoco e a ilha de Trindade e chegou à Espanha em junho de 1500. Convencido até então de ter percorrido a península do extremo leste da Ásia descrita por Ptolomeu, Vespúcio conseguiu que o rei D. Manuel I de Portugal financiasse nova expedição em busca de uma passagem para os mares da China. Nessa segunda viagem, de importância fundamental, o navegador italiano partiu de Lisboa no dia 13 de maio de 1501, chegou ao cabo Santo Agostinho no final do mesmo ano, desceu ao largo do litoral do Brasil, avistou a baía de Guanabara e ultrapassou o estuário do rio da Prata, que foi o primeiro europeu a registrar, e alcançou a costa meridional da Patagônia. Essa circunstância convenceu-o de que havia percorrido a costa de um novo continente, pois seria impossível que a suposta península asiática se prolongasse de tal forma para o sul. Chegou de volta a Lisboa a 22 de julho de 1502, em rota desconhecida, e divulgou a notícia na Europa. Em sua suposta quarta viagem, Vespúcio teria partido de Lisboa em 1503, na expedição chefiada por Gonçalo Coelho, e voltado em 1504. Embora essa viagem seja duvidosa, é certo que em 1505 entrou de novo para o serviço da coroa espanhola e não viajou mais. A partir de 1508 ocupou em Sevilha o importante posto de piloto-mor da corte espanhola. Ajudou a preparar o mapa oficial das novas terras e das rotas marítimas a partir dos dados fornecidos pelas expedições. O primeiro a sugerir, em honra de Vespúcio, a designação de América para o novo continente foi o humanista alemão Martin Waldseemüller, que em 1507 reeditou as Quattuor Americi navigationes, precedidas do panfleto de sua autoria Cosmographiae introductio. Apesar do êxito final da idéia, a posterior detecção de contradições nos textos atribuídos a Vespúcio gerou, sobretudo por parte de historiadores portugueses e espanhóis, a acusação de que somente havia usurpado os méritos de outros navegantes. Os diários de bordo de Vespúcio e o mapa que fez do litoral por ele descoberto desapareceram, mas permaneceram alguns mapas, além do de Waldseemüller, originados direta ou indiretamente de seu trabalho. Vespúcio morreu em Sevilha em 1512.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

IMAGEM DO DIA - SEM LEGENDAS

O dia 14 de junho na história

segunda-feira, 14 de junho de 2010


1804 - O governador Paulo da Gama, em memorial dirigido ao Visconde de Anadia, pede a nomeação de um juiz letrado para a Vila do Rio Grande de São Pedro.

1810 - Previsão do Conde de Linhares sobre a exploração dos terrenos auríferos do Rio Grande de São Pedro.

1869 - Posse do 38 presidente da Província, dr. João Sertório.

1883 - Instalação da Companhia de Seguros Terrestres Porto-Alegrense, organizada por Antônio José Gonçalves Mostardeiro.

1901 - Início de quebra-quebra de Bondes no RJ, com duração de seis dias, destruindo 26 veículos e derrubando o aumento de tarifas.

1928 - Nasce em Rosário, na República de Santa Fé, na Argentina, Ernesto "Che" Guevara, herói da revolução cubana.

1940 - Segunda Guerra Mundial: entrada do Exército alemão em Paris.

1969 - Morre a atriz Cacilda Becker, após sofrer um derrame durante a encenação da peça "Esperando Godot", acompanhada de seu marido, Walmor Chagas, em São Paulo.










1982 - Guerra das Malvinas: o Exército argentino se rende perante as forças britânicas em Puerto Argentino (Port Stanley). O presidente da Argentina, general Leopoldo Fortunato Galtieri, é destituído do cargo.

1986 - Morre Jorge Luís Borges, escritor argentino.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Chevrolet Hall

All You Need Is Love e Orquestra - Rock

Dia 16/07 - Sex
Horário: às 22h30
Preço: R$60,00 a R$320,00 - $$$$

Chevrolet Hall

Av. Nossa Senhora do Carmo - 230
Savassi
Fone: 3209-8989 ou 2191-5700

A banda brasileira faz show em homenagem aos 50 anos da formação dos Beatles, e aposta em um figurino original, com um amplo repertório - acompanhado de uma orquestra -, além de reproduzir os diálogos de palco do grupo de Liverpool.
Os integrantes do All you Need Is Love já tocaram no lendário estúdio de Abbey Road, além de terem realizado apresentações no Cavern Club. O grupo é formado por Andro Peretto (John Lennon), César Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison), Renato Almeida (Ringo Starr) e Anselmo Ubiratan (George Martin).

Livro - NELSON MOTTA



Um elenco de estrelas numa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexo, drogas e MPB. Nelson Motta acompanhou e viveu intensamente cada momento da música brasileira de 1958 a 1992, do surgimento da bossa nova ao rock Brasil. Em Noites Tropicais, suas memórias musicais, há tanto esperadas, ele conta essa história, recheada de episódios apaixonantes. São 464 páginas, com 63 fotos e sofisticado projeto gráfico do designer Luiz Stein. Compositor, produtor e diretor artístico, crítico musical e revelador de novos talentos, Nelsinho, com seu texto envolvente, faz do leitor um entusiasmado participante deste arrebatador enredo, que acompanhamos da platéia, e agora, com seu livro, passamos a conhecer também pelo ângulo dos bastidores.
Foi no apartamento em que morava com os pais na rua Paissandu, no Rio de Janeiro, que Nelson conheceu a turma da bossa nova. Tinha 16 anos. Ronaldo Bôscoli, o "Véio", e sua namorada Nara Leão, Johnny Alf, Roberto Menescal e Alaíde Costa eram alguns que freqüentavam essas festinhas musicais. Começava aí, para a surpresa do adolescente, que até então não gostava de música, uma vida nova, em boa parte fundada na paixão avassaladora por João Gilberto, que viu e ouviu de perto pela primeira vez, totalmente hipnotizado, no apartamento de seu avô, em Copacabana.
Daí por diante, a música passou a ser alimento e ar para Nelson. Criando canções (como Saveiros, em parceria com Dory Caymmi, Dancing Days, com Ruban Barra e Como uma Onda, com Lulu Santos); escrevendo em revistas e jornais (foi o título "Cruzada tropicalista", em sua coluna "Roda Viva", no jornal Última Hora, que inspirou o nome do movimento de Caetano e Gil); participando em programas na televisão; produzindo discos; lançando novos nomes (como as Frenéticas e Marisa Monte); criando casas noturnas que marcaram época (como Frenetic Dancing Days, Noites Cariocas e Tropicana), Nelson acompanhou de dentro, lance a lance, o surgimento da bossa nova, jovem guarda, os festivais da canção, tropicalismo, MPB, discoteca e rock. Num meio em que, muitas vezes, dominam divergências e rivalidades, circulou - e circula - sempre muito à vontade, avesso às pequenas e grandes desavenças.

Editora: Objetiva
Autor: NELSON MOTTA
ISBN: 8573022922
Origem: Nacional
Ano: 2000
Edição: 1
Número de páginas: 461
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Valor Aproximado: R$ 50,00

Blues na fronteira

Blues na fronteira
Felipe Cazaux: um dos nomes mais destacados da cena blueseira do Estado lança hoje "Good days have come"

NATALIA KATAOKA 10/6/2010


O guitarrista Felipe Cazaux caminha em direção ao rock em seu segundo álbum solo. "Good days have come" tem produção de Regis Damasceno (Cidadão Instigado)

Ainda que seja incorreto nomear um fonte única de onde teria se originado o rock, é ponto pacífico entre os conhecedores que, dos gêneros anteriores, que mais lhe cedeu elementos foi o blues. Boa parte das bandas de rock inglesas surgidas nos anos 60 (o que vai dos Rolling Stones ao Led Zeppelin, passando por Cream e Jethro Tull) foi formada por garotos que queria tocar blues e que, a ousadia adolescente, lançou ao desafio de cultivar um novo e amaldiçoado ritmo.

Desse rock que queria ser blues saíram alguns dos momentos mais memoráveis do gênero. A fronteira do blues e do rock tornou-se um campo sagrado, que exigia firmeza de quem por ali se aventurasse, com promessa de delícias ao longo da permanência. Eis uma imagem que pode servir de comentário a "Good days have come", segundo álbum solo do guitarrista Felipe Cazaux, um dos principais nomes da cena de blues local.

O bluesman, paulista radicado no Ceará, tem outros dois discos: "Looking for Trouble?!" (2004, independente), a estreia, ainda com a Double Blues Band; e "Help the Dog!" (2007, Blues Time Records), primeiro solo. Entre este e "Good days have come", o guitarrista cresceu na cena, deu melhor acabamento a sua identidade musical e tocou com músicos de destaque do blues e do metal(!).

Com a Double Blues Band, Cazaux já tocava um blues que flertava com o rock, sobretudo no inusitado peso extra das guitarras no disco da banda. Solo, parece ter minimizado elementos mais estritamente blueseiros. No segundo álbum, a guitarra se aproxima do ponto preciso onde blues e rock tornam-se indistinguíveis - e, aí, abre-se o caminho para sonoridades mais pop, que tiram o CD de um possível gueto blueseiro. O resultado deste deslocamento é o melhor álbum de Felipe Cazaux.

Fúria e lágrimas
O lado melancólico do blues (que, aliás, é aquele que dá o nome ao gênero) é colocado de lado em "Good days have come". Há, em seu lugar, certa fúria. Esta se faz presente já nos primeiros acordes de guitarra da faixa-título, a mesma que batiza o disco. Depois da abertura da bateria, a guitarra de Cazaux explode encorpada e crua. Desde já, uma boa opção para abrir os shows do músico.

"The blues never lie" segue vertende semelhante. Hardblues, com destaque a um solo que remete aos bons serviços prestados pelo esquecido Mick Taylor na melhor fase dos Rolling Stones. Em "Never forget", com levada blues e refrão grudento, destaque para a gaitade Vasco Faé.

Canção que certamente ficará é a tristíssima "Made of gold", que na mixagem deu à voz de Cazaux algo de fantasmagórico, como se gravada há décadas. É a melhor canção de um disco de média já elevada. A outra faixa melancólica é "Bad dreams", um bom blues, mais tradicional, mas sem grande destaque entre as demais músicas do álbum. Ainda merecem destaque "Then I´ll do", que parece roubada do repertório do Grateful Dead, e "Hei Mr.", com seu paredão de guitarra e baixo distorcidos.

BLUES
" Good days have come"
Felipe Cazaux
R$ 10,00
10 faixas
2010
Blues Times Records

Lançamento às 19 horas, no Mercado dos Pinhões (Praça Visconde de Pelotas - Centro). Gratuito. 20% do valor arrecadado com a venda dos discos será doado à ONG São Lázaro, entidade de proteção aos animais). Contato: (85) 3105.1490

Fonte: DELLANO RIOS - REPÓRTER

terça-feira, 8 de junho de 2010

PENSAMENTO DA TERÇA FEIRA 08 06 10

"A humanidade tem dupla moral: uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega".
Bertrand Russell (1872-1970),
sociólogo,filósofo e
matemático inglês.

CAMARADA - DEFINIÇÃO DA PALAVRA

CAMARADA


Classificação morfossintática:
- [camaradar] verbo presente do indicativo 3a pes singular .
- [camaradar] verbo imperativo 2a pes singular .
- [camarada] substantivo masc singular .
- [camarada] substantivo fem singular .
- [camarada] adjetivo masc singular .
- [camarada] adjetivo fem singular .
Sinônimos: amigo .
Antônimos: inimigo .
Palavras relacionadas: parceiro colega legal .


Camarada

Enviado por Dicionário inFormal (SP) em 03-10-2006.

Amigo, parceiro, colega. Pessoa de confiança.

Ele é o mais camarada da turma, sempre empresta a casa pra gente fazer festas!

Morte de Tiradentes tem contestação!

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