segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tema 2 - Nem tão “companheiro” - 1º ano do EM Paulo Chaves


por Priscila Bernardes, do Brasil de Fato

Atuais e antigos companheiros são agressores em 42% dos casos

A pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, da FundaçãoPerseu Abramo, estima que em 42% dos casos de estupro os agressores são antigos ou atuais namorados e cônjuges das vítimas. Essa estimativa coincide com os dados recém-divulgados do Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari, com base em dados do Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, 42,5% dos diversos tipos de violência contra a mulher que chegam ao conhecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) são cometidos por pessoas que têm com a vítima esse tipo de vínculo. Considerando-se as mulheres entre 20 e 49 anos, a taxa chega a 65%.

Muitos casos, porém, não chegam ao conhecimento do SUS. Principalmente os casos de violência psicológica e moral. A assistente de gestão Valéria*, 25 anos, sofreu esse tipo de agressão durante cinco anos de relacionamento. “Era sempre alguma coisa relacionada ao meu afastamento do lar, das atividades domésticas, do meu fi lho. Ele falava que eu trabalhava demais, estudava demais, que eu era egoísta, só pensava em mim e no meu futuro”, relata.

A separação foi a solução encontrada por ela, que não quis denunciar o marido. “A pessoa é num momento um monstro, que ninguém conhece, que ninguém vê, só você conhece aquela face da pessoa. No dia seguinte, é a pessoa mais doce do mundo, é aquele cara que você conheceu. Isso que faz você demorar a tomar uma atitude. Mas não vou fichar o nome do pai do meu filho por uma coisa que ele mesmo possa corrigir, que ele mesmo possa procurar um psicólogo, procurar ajuda espiritual, sem precisar colocar a polícia no meio”, argumenta Valéria.

Feminicídio
Muitas mulheres, no entanto, não se separam nem denunciam os parceiros, o que pode levar ao agravamento da situação. “Nos casos que envolvem a condição de gênero, desigualdade de poder e dominação masculina, a morte de mulheres na maioria das vezes é decorrente de situações abusivas contínuas, em geral de mulheres que nunca denunciaram seus parceiros ou, se o fizeram, não foram adiante com a denúncia, ou mesmo se foram, não resultou em punição”, informa a doutora Maria de Fátima Araújo, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Violência e Relações de Gênero, da Unesp de Assis.

Segundo o Mapa da Violência 2012, nos últimos 30 anos, a taxa de homicídios de mulheres no Brasil praticamente dobrou – de 2,3 para 4,4 casos a cada 100 mil mulheres. Esse aumento coloca o país em 7º lugar numa lista que compara essa taxa entre 84 países.

“O aumento nos casos de feminicídio deve-se, acima de tudo, à persistência de uma estrutura machista e patriarcal na cultura brasileira, que produz e legitima relações de poder desiguais entre homens e mulheres, autorizando homens a verem suas companheiras como suas propriedades e, portanto, a livremente dispor de seus corpos e vidas pela violência”, explica a especialista em segurança pública Thandara Santos, militante da Marcha Mundial das Mulheres.



Lei sem Estado


Prestes a completar seis anos de criação, a Lei Maria da Penha não tem sido bem aplicada e ainda não foi suficiente para melhorar definitivamente a situação das mulheres, na percepção de Thandara. “O aumento das denúncias, sem o respaldo na proteção do Estado, constrói terreno ainda mais perigoso às mulheres vítimas de violência doméstica, porque as coloca debaixo do mesmo teto do agressor, já ciente da denúncia e das possíveis punições legais”, argumenta.

Para Thatiane Coghi Ladeira, coordenadora do centro de defesa da mulher Casa Viviane dos Santos, zona leste de São Paulo, a falta de investimento em qualificação dos agentes do Estado, como a polícia, é preocupante. “Nós ainda dependemos muito da visão dos profissionais que estão operando a política. No geral, o que acontece é que os valores morais se sobrepõem ao que está regulamentado na lei”, denuncia.
A mulher que é destratada nas delegacias e não consegue registrar a agressão em boletim de ocorrência pode denunciar o caso nas corregedorias e ouvidorias da Polícia nos estados. A defensora pública Ana Paula Meirelles, colaboradora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, explica que a Defensoria Pública do Estado de São Paulo pode “encaminhá-la para outra delegacia, ou se for o caso até ajuizar alguma medida mesmo sem o boletim de ocorrência, cabendo ao juiz decidir se vai ou não ser necessária a instauração desse boletim”.

A falta de padronização no atendimento realizado por profissionais que atuam no combate à violência contra a mulher foi criticada por pesquisadoras da área em abril, em audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher. De acordo com Thandara Santos, “o principal resultado que podemos esperar dessa CPMI é a constatação fundamentada de que a rede de proteção prevista pela Lei Maria da Penha não está sendo efetivada na maior parte dos estados, o que coloca as mulheres vítimas em perigo constante”.

A votação do relatório da CPMI estava prevista para 7 de agosto, aniversário da Lei Maria da Penha. Porém, a relatora da comissão, senadora Ana Rita (PTES), anunciou no final de abril que o prazo pode ser prorrogado para o aprofundamento das investigações.

* Nome fictício

** Publicado originalmente no site Brasil de Fato.

Tema - 1 - Movimento Contra o Tráfico de Pessoas denuncia estado de São Paulo na OEA - 1º ano EM Paulo Chaves




por Redação da Revista Fórum

Movimento que reúne cem entidades da sociedade civil protocolou denúncia relatando a falta de assistência às vítimas do tráfico de pessoas no estado

O MCTP (Movimento Contra o Tráfico de Pessoas), constituído por cem entidades da sociedade civil, protocolou denúncia na OEA (Organização dos Estados Americanos), onde relata a falta de assistência às vítimas do tráfico de pessoas no estado de São Paulo. Um dos principais pontos do documento é o fim do plantão exclusivo para recebimento de denúncias. Em funcionamento, o serviço contava com o apoio de profissionais capacitados especificamente para lidar com o tema. A vice-presidente do MCTP, Cláudia Luna, afirma que a mudança de gestão na Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, em janeiro de 2011, acarretou uma mudança na política paulista de combate ao tráfico de pessoas.
“Um caso exemplar é o de adolescentes e jovens travestis que vieram de outros estados, de Belém do Pará, por exemplo. O caso chegou através deste telefone Nextel que foi desativado. Através desse telefone, houve toda uma mobilização da rede, Ministério Público Estadual, Polícia Civil e Federal, para fazer uma busca ativa por estas vítimas e, posteriormente, uma força tarefa para ir atrás dos criminosos”, conta Luna. “Além disso, estas vítimas eram encaminhadas para setores desta rede que prestam o atendimento e acolhimento. Com a mudança na gestão não existe mais isso. O foco da Secretaria de Justiça é o tráfico internacional de pessoas. Construíram alianças com consulados, mas nada prático. É como se eles ignorassem o tráfico interno de pessoas. Como se não existisse. Nada em relação as vítimas é feito.”

 Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, pasta responsável pelo NETP (Núcleo do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo), informou ter substituído o plantão exclusivo pelo canal público 181. O serviço 181 foi criado para receber denúncias anônimas. Agora, somam-se também as denúncias sobre tráfico de pessoas. Uma vez recebida a denúncia, ela é encaminhada para a Polícia Militar e Civil. Se o denunciante for também a vítima do crime, é orientado a registrar um boletim de ocorrência, uma vez que o serviço de denúncia é anônimo.
Para Claudia Luna, o número 181 não cumpre o mesmo papel do número desativado. “O pessoal do 181 não está preparado para receber denúncia de tráfico de pessoas, não recebem sequer treinamento. Uma coisa é canalizar as denúncias para um determinado número que irá gerar uma investigação policial, mas isso não significa que as vítimas vão receber o atendimento e acolhimento devidos. Você investiga, prende os aliciadores, mas e as vítimas, você faz o que com elas? Coloca elas novamente no ciclo, elas vão pra rua, que tipo de proteção elas vão ter?”, questionou.
Segundo o MCTP, o disque denúncia 181 não estabelece conexão com a NETP. “Desde o bloqueio do plantão 24h, o Núcleo não foi informado sobre nenhum caso até o momento, além disso, o atendimento às vítimas de tráfico não pode ser feito de maneira aleatória. É um serviço que requer articulação e capacitação dos funcionários nesta área.”
Entre janeiro de 2007 e maio do ano passado, período anterior à suspensão do plantão exclusivo, o NETP realizou mais de 700 atendimentos à vítimas de tráfico de pessoas, além de buscas e forças tarefas, envolvendo Ministério Público, Poder Judiciário, Ministério do Trabalho e as Polícias Civil e Federal. De acordo com as entidades, existe uma desconstrução da política pública para o combate do tráfico de pessoas em São Paulo. “O NETP tornou-se um escritório burocrático, desrespeitando o Protocolo de Palermo e a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, adverte Luna.
Cláudia Luna citou as recentes operações na Cracolândia e no Pinheirinho como outros exemplos de violações de direitos humanos no estado de São Paulo. “Episódios como a operação Cracolândia e a operação Pinheirinho nos dão a exata dimensão destas violações aos direito humanos em uma escala mais macro. Até porque esse pessoal de Pinheirinho e Cracolândia está numa situação de vulnerabilidade tamanha que são vítimas potenciais deste tráfico de seres humanos que agente tanto combate.” Para ela, o impacto de outras violações dos direitos humanos influencia diretamente no tráfico de pessoas. “O MCTP tem uma proposta de colaborar e intervir em toda a política de direitos humanos existente. Até porque tráfico de pessoas é um dos pontos da política macro dos direitos humanos. Se as relações de direitos humanos existem, elas têm impacto direto na vulnerabilidade dessa pessoas que também são vitimas deste tipo de crime”, reflete.
Em nota oficial, a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania afirma que “não existe uma “desconstrução das políticas públicas” nessa área. Os canais de denúncia não foram desativados, mas adequados. A própria CPI do Tráfico de Pessoas recomendou que o Estado adotasse telefones gratuitos e públicos para o recebimento de denúncias”. A pasta afirma que o novo número é gratuito e funciona 24h, diferente do número antigo, que gerava custo ao denunciante e não garantia atendimento 24h, uma vez que ficava em posse de um profissional que acumulava outras funções no NETP. A secretaria ainda esclarece que outro canal de atendimento, que nunca foi desativado, é o telefone do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 3241-4291. Ainda de acordo com a nota, em 2012 o NETP formalizou parcerias com consulados dos países que podem auxiliar no combate ao tráfico internacional de pessoas, caso dos Estados Unidos, Canadá, Peru, Equador e Bolívia, além de ter mobilizado o maior número de propostas entre os estados para o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Dentre estas propostas estão a criação de abrigos e casas de passagem para as vítimas do tráfico de pessoas e a instalação de postos avançados em aeroportos, rodoviárias, portos, estradas e fronteiras.
A vice-presidente do MCTP explica ainda que a denúncia não é pessoal contra a secretária de Justiça de São Paulo, a procuradora Eloisa de Sousa Arruda. “Não é nada pessoal, pelo contrário, nosso objetivo é fortalecer essa política que já existe, que é uma política séria, uma política de direitos humanos que foi construída com o suor de muita gente”, pondeClaudia Luna.
 
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania afirma que não foi comunicada, oficialmente, de nenhuma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA).



Tráfico Humano
 
Conforme a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o tráfico humano é a segunda maior fonte ilegal de renda do mundo, atrás apenas do tráfico de armas. Este tipo de crime gera uma renda anual de 32 bilhões de dólares. São traficadas por ano cerca de dois milhões e 800 mil pessoas, para o trabalho escravo, exploração sexual e venda de órgãos e tecidos. Do total, 83% são do gênero feminino.
Levantamento da ONU revela que o Brasil é o maior fornecedor das Américas de jovens mulheres, adolescentes e crianças, traficadas para a indústria do sexo.
 
* Com informações da reportagem do site Última Instância

** Publicado originalmente no site da Revista Fórum

O processo de socialização

O processo de socialização
Compreender a perspectiva sociológica acerca do ser humano é compreender também como o ser humano é socializado.
Para que a sociedade funcione sem graves conflitos, o ser humano tem de ser socializado.
Socialização é o processo pelo qual a sociedade ou comunidade ou grupo social ensina a seus membros seus costumes e regras.
A principal socialização se dá na primeira infância, por meio da família e da escola.
É o que podemos chamar de socialização primária.
Ela ocorre por meio dos outros significativos, que são todas as pessoas muito importantes em nossa vida e dos quais dependemos, como nossos pais, irmãos mais velhos e amigos íntimos.
A socialização secundária se dá num âmbito maior, por meio de todas as interações que travamos durante a vida.
Por meio da socialização adquirimos o “direito” de atuarmos no grupo social em questão.
É por meio da socialização que vamos adquirindo o nosso Eu, isto é, nossa identidade.
É interessante notarmos que a criança descobre
quem ela é quando descobre o que a sociedade é , ou seja, a sociedade e o Eu são o verso e o reverso de uma mesma realidade.
Na medida em que os outros significativos vão dizendo para as crianças como elas devem agir, o que devem pensar, oque é o certo e o que é errado, ela vai aprendendo a agir em sua sociedade porque vai descobrindo como é sua sociedade.
Os outros significativos vão se tornando o que, em sociologia, denominamos de Outros Generalizados, isto é, a sociedade.
Por meio do processo de socialização as estruturas da sociedade tornam-se as estruturas de nossa mente.
E as crianças vão, ao mesmo tempo, criando uma identidade, aprendendo a usar os símbolos(linguagem) e aprendendo os seus papéis sociais.
Podemos afirmar que a “natureza” humana não surge no momento do nascimento.
Os homens adquirem uma “natureza” ou uma identidade por meio de suas associações e podem perdê-la (ou ela declina) quando se encontram isolados.
Ou seja, podemos perder nossa identidade se ela não for, conforme a idéia de reciprocidade, reforçada eatualizada pelos outros de nosso grupo social.
O processo de socialização nunca é completo e perfeito.
Se assim o fosse seríamos robôs,verdadeiros autômatos.
E ninguém é capaz de ser socializado em todos os aspectos de sua sociedade.
Imaginem em nossa sociedade complexa, urbana e industrializada: para a socialização ser completa teríamos que aprender tudo, vivenciar tudo, participar de tudo.
Impossível.
Ao mesmo tempo a socialização nunca termina.
Estamos sempre sendo socializados.
A cada vez que ingressamos em um novo grupo social, nesse momento se inicia um novo processo de socialização onde aprendemos os códigos para bem atuarmos nesse grupo social.
Obviamente, existem algumas determinações genéticas, uma psiquê humana e outros fatores de influência tratados por outras ciências. Mas, para o pensamento sociológico, o principal fator deformação da identidade e personalidade de um indivíduo é sua socialização.
 
 
 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cultura de que ? do "arteiro" Luiz Carlos Bahia



"Eu fiquei pensando : " MINISTÉRIO DA CULTURA " ! " SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA "! " SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA "!

Cultura de que ?
Agricultura, Apicultura, Caprinocultura,
Gonocultura ( é a cultura dos " cocus , dos g...onococus", para saber qual o antibiótico deve ser dado para a gonorréia ).
Cultura !

Tudo que cresce é cultura , até a ignorância é cultura, o analfabetismo também é cultura, enfim, qualquer coisa é cultura, então, por que não determinar, corretamente " ARTECULTURA ", QUE É A ARTE EM DESENVOLVIMENTO, A ARTE CRESCENDO ?

Por que , para o Ministério da " CULTURA " , qualquer um serve, basta ele saber pra quem ele dá bastante dinheiro, pra quem ele dá um pouco de dinheiro e pra quem ele não dá " PORRA " nenhuma, pronto .
Aí está a função do Ministro , ou do Secretário de Cultura !

Agora, se for o Ministério de Artecultura, eles tem, por obrigação, colocar gente que entenda de arte, que de fato, tenha estudado arte, como educação, sim, a arte educa, eleva o cidadão, faz crescer, se desenvolver e colocar uma sociedade atenta, consciente.
 
Será que interessa aos governantes ?

De qualquer maneira , este é o meu brado : " VIVA A ARTECULTURA "!
 
(Luiz Carlos Bahia)

O milagre da educação


 
por Gilberto Dimenstein*

Adoro mostrar aqui como as novas tecnologias ajudam as pessoas, especialmente sem recursos, a ficar mais educadas –aliás, é o lado, para mim, mais fascinante da internet. Está surgindo no Brasil mais um exemplo do uso educativo da rede, dessa vez para ajudar os jovens a entrar na faculdade através do Enem. Totalmente gratuito.

Um grupo de educadores está lançando um site intitulado “Mande bem no Enem” em que, além dos vídeos (veja aqui ), o aluno tem como interagir e avaliar sua evolução.

Estamos diante de uma excepcional oportunidade de acelerar a educação se esse tipo de mecanismo for disseminado. Já existem traduzidas para o português ótimas aulas na internet desenvolvidas por professores americanos (acesse aqui ).

Começam a ser traduzidos também cursos de universidades como Yale, Harvard, MIT e Stanford Quanto mais esses recursos forem disseminados, mais anos vamos ganhar em nossa educação, onde faltam professores de qualidade, especialmente na rede pública.

Para mim, esse é o milagre tecnológico da educação.
Uma dica para quem tem filho pequeno: há um site, criado pelo designer de internet Michel Lent, que dá dicas sobre os melhores aplicativos para crianças.
 É uma seleção feita, em inglês, com a ajuda de especialistas de várias partes do mundo (mais aqui ).

* Gilberto Dimenstein é colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, comentarista da rádio CBN, e fundador da Associação Cidade Escola Aprendiz.

* Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Crescimento econômico não se conjuga com desenvolvimento humano


Se a Índia utilizasse os padrões
 fixados pelo IDH de 2012 para fixar a pobreza,
haveria 55% de pessoas nessa situação. Foto: Sujoy Dhar/IPS


por Isolda Agazzi, da IPS

Se a Índia utilizasse os padrões fixados pelo IDH de 2012 para fixar a pobreza, haveria 55% de pessoas nessa situação. Foto: Sujoy Dhar/IPS

Genebra, Suíça, 25/5/2012 – Organizações da sociedade civil da Índia denunciam a enorme brecha entre o crescimento econômico e a pobreza, a desnutrição e a falta de serviços de saúde e saneamento, no contexto de novo Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Segundo dados oficiais, o crescimento médio entre 2007 e 2011 foi de 8,2%, mas a pobreza só diminuiu 0,8%”, disse Miloon Kothari, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos (WGHR) na Índia, ex-relator especial da ONU sobre Direito a Moradia Adequada.
“Além disso, o método padrão para medir a pobreza se baseia em 50 centavos ao dia, um insulto”, lamentou.

O WGHR foi criado há três anos por organizações não governamentais, para preparar o segundo Exame Periódico Universal sobre a situação dos direitos humanos em cada país, que aconteceu ontem na sede do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.
Em um relatório de 170 páginas, as organizações indianas se mostram preocupadas com o desenvolvimento desigual da Índia, e denunciam que o método para medir a pobreza não é consistente com os padrões universais, nem se ajusta a um enfoque de direitos humanos.

Se a Índia seguir os padrões fixados pelo Informe de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2012, a pobreza alcançará 55% da população, observou Kothari.
“Há uma obsessão com o crescimento e o 11º plano quinquenal não se afasta disso. Não deveria ser um fim em si mesmo, mas uma forma de conseguir objetivos em matéria de educação e saúde”, afirmou.
“Inclusive o Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen disse que as estatísticas de pobreza da Índia são muito controvertidas e pouco confiáveis. Deve haver uma mudança radical”, ressaltou.

A Índia está em 134º lugar entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
Uma das principais consequências da pobreza é que atenta contra o direito à alimentação. A Índia tem a maior quantidade de pessoas desnutridas, mal que afeta 21% da população.
Além disso, 42% dos menores de cinco anos apresentam baixo peso.
“Em nosso país, o direito à alimentação está na lei, mas a realidade mostra que temos excesso de grãos e um mecanismo de distribuição muito pouco satisfatório. Falta apoio ao setor agrícola e há uma fome que comove e é piorada pela biotecnologia”, alertou Kothari à IPS.
O coordenador do WGHR considera que os acordos de livre comércio são uma nova ameaça porque nem a população e nem o parlamento são consultados.
Além disso, “não são consistentes com as obrigações em matéria de direitos humanos”, acrescentou.
A negação do governo em universalizar a distribuição de grãos, apesar do excesso de reservas, é “inaceitável”, destacou.

Em matéria de água e saneamento, a Índia alcança outro pódio vergonhoso: tem a maior quantidade de pessoas que defecam ao ar livre, 51% da população.
Em zonas rurais, 60% das casas carecem de privadas, um problema que afeta especialmente os dalits, situados na escala mais baixa do sistema de castas e que representam 16,3% da população, disse Asha Kotwal, secretária-geral do Fórum de Direitos das Mulheres Dalits de Toda Índia.

No papel, os dalits e o povo originário adivasi se beneficiam de uma grande quantidade de recursos estatais, mas nos últimos cinco anos deixaram de receber cerca de US$ 30 bilhões.
“É hora de expor a crueldade do sistema de castas”, afirmou Kotwal.
“A cultura de impunidade afeta toda a sociedade. O Estado, a justiça e a mídia discriminam seguindo esse padrão.
O maior crescimento significou uma rápida exclusão para nós mulheres.
Necessitamos de uma legislação contra a discriminação ou uma lei de igualdade”, enfatizou.

O processo de desenvolvimento da Índia, que depende em grande parte da exploração de recursos naturais, levou ao deslocamento e despojo de milhões de indígenas em todo o país, afirmou Prafulla Samantra, presidente do Movimento de Empoderamento do Povo.
“As multinacionais estão cada vez mais interessadas em investir no centro do país, em Estados como Orissa e Andhra Pradesh. A Lei de Direitos das Florestas, de 2006, reconhece alguns direitos, mas não é totalmente cumprida, e as empresas adquirem terras.
Muitos indígenas foram atingidos por disparos da polícia em defesa” dos interesses corporativos, acrescentou.

Além disso, “com a crescente concentração de terras, é preciso redefinir o interesse público”, disse, por sua vez, Madhu Mehra, diretora da Partners for Law in Development. A sociedade civil também se preocupa pelo fato de a Índia não cumprir suas obrigações em matéria de direitos humanos.
 “O país ainda não ratificou a Convenção contra a Tortura”, contou a advogada especializada em direitos humanos Vrinda Grover.
“É preocupante, porque as forças de segurança recorrem à tortura de forma habitual na Índia. Mas é especialmente sistemática e brutal em áreas conflituosas como no nordeste, em Jammu e Caxemira, e no centro do país”, indicou.

“Os desaparecimentos forçados, as detenções arbitrárias, os assassinatos extrajudiciais e a violência sexual continuam arraigadas nessas áreas.
A Índia deve ratificar a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados”, opinou Grover.
“Este país tem enormes desafios em matéria de direitos humanos”, destacou Kothari.
“O segundo Exame Periódico Universal oferece uma grande oportunidade para reconhecer seus defeitos e passar de um enfoque defensivo para outro de colaboração com as Nações Unidas”, concluiu. Envolverde/IPS


(IPS)

São Paulo inaugura sistema público de compartilhamento de bicicletas





por Redação EcoD
 
Andar de bicicleta por São Paulo pode ficar mais fácil a partir dessa quinta-feira, 24 de maio, graças à inauguração do projeto Bike Sampa.
Feita em parceria entre a prefeitura e empresas privadas, a iniciativa pretende popularizar o sistema de compartilhamento gratuito de bicicletas na maior capital do país.
 
Assim como no Rio de Janeiro, onde já está implantado desde 2011, o projeto permite que pessoas cadastradas retirem a bicicleta em um dos pontos distribuídos pela cidade e a devolva após 30 minutos em outro ponto.
Até o final deste ano, mil bicicletas devem estar disponíveis em 100 estações espalhadas por todas as regiões de São Paulo.
 
A princípio, seis estações estão funcionando com 60 bicicletas disponíveis no bairro Vila Mariana.
Até o meio da próxima semana, a Prefeitura espera inaugurar outras quatro estações na região. Para 2014, a meta é ter 300 estações de retirada e 3 mil bicicletas disponíveis.
 
Rotatividade
Para fazer o registro no programa é preciso realizar um cadastro no site do projeto e fornecer o número de um cartão de crédito, que será usado caso o usuário passe mais de meia hora com a magrela. Nesse caso, a cada 30 minutos será cobrado R$5,00 no cartão do usuário.
 
Segundo o secretário municipal de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, a estratégia foi usada para aumentar a rotatividade das bicicletas. “A ideia é deixar os 30 minutos livres e incentivar que essa bicicleta seja devolvida.
A rotatividade é muito importante para que você atenda o maior número de pessoas, não é interessante que a bicicleta fique com uma pessoa só o dia inteiro”, afirmou.
 
Além disso, as estações estão sendo implantadas com distâncias de no máximo 1 km entre elas para incentivar a integração dos meios de transporte.
Segundo Branco, o objetivo é fazer com que os usuários percorram trajetos curtos, de 4km a 5km, entre locais próximos ou até outro ponto de transporte público.
 
As estações, que funcionarão das 6h às 22h, são alimentadas por energia solar e estão interligadas por sistema de comunicação sem fio, via rede GSM e 3G, permitindo que estejam conectadas à Central de Controle Samba, 24 horas por dia.
 

* Publicado originalmente no site EcoD

Modelo Padrão de Cabeçalho Para os Alunos do Ensino Médio

E E PROF. PAULO CHAVES


DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA - PROF. CLAUDIO CORREA

ALUNO(A):___________________________Nº:___________

TURMA: ______º ANO ______ - DATA: ____/_____/_______

terça-feira, 29 de maio de 2012

Parabéns a todos os colegas professores Geógrafos pelo dia deste tão precioso profissional !!!


DIA DO GEÓGRAFO

Os geógrafos são profissionais que estudam a Terra.
Mas como é isto?
Eles sabem tudo sobre o revelo, o clima, a vegetação e os rios que constituem o nosso planeta.

Mas não é só isso!
Também estudam economia, a distribuição geográfica populacional, as divisões políticas entre os países, as diferenças culturais e muito mais.

Pesquisam como as comunidades e habitantes se relacionam com o meio em que vivem!

Os geógrafos exercem um papel muito importante atualmente, cuidando do nosso planeta e auxiliando no planejamento urbano, no manejo de recursos naturais, no planejamento da construção de hidrelétricas e pólos industriais, que são fundamentais para a sociedade, mas que exigem responsabilidade para que o impacto ambiental seja o menor possível!



Algumas das atividades exercidas pelos geógrafos:



•Ensino: leciona no ensino fundamental, médio e superior.

•Planejamento urbano: planeja o crescimento e desenvolvimento de uma determinada região ou município.

•Geografia física: estuda os aspectos físicos da Terra, como clima, solo e vegetação.

•Geografia humana: interpreta os dados sociais e econômicos de uma população. Planeja a ocupação de áreas urbanas e rurais.

•Geopolítica: analisa a relação entre espaço geográfico e a organização econômica, política e social de uma região, país ou bloco de países.

•Meio ambiente: estuda os ecossistemas e previne impactos ambientais causados pela ocupação de terrenos. Faz o manejo de bacias hidrográficas.

•Planejamento territorial e urbano: organização dos espaços urbanos ou rurais para a instalação de pólos industriais, barragens e outras grandes obras.

Fonte: Brasil Profissões


"Profissional que estuda a Ciência que tem por objeto a descrição da Terra na sua forma, acidentes físicos, clima, produções, populações, divisões políticas etc"



Fonte: Dicionário Michaelis

O que é cultura popular - de Antonio Augusto Arantes



O livro O que é cultura popular, de Antonio Augusto Arantes publicado em 1980 na série Primeiros Passos da Editora Brasiliense, permanece um dos mais significativos ensaios sobre o assunto.

O estudo de Arantes está dividido em três capítulos.
Inicia com o texto Um aglomerado indigesto de fragmentos, segue com As culturas aqui e agora, múltiplas e em constantes transformação e termina com Na dimensão política do “popular”, a questão da “participação”.

Para o autor cultura Popular não é um conceito bem definido pelas Ciências humanas e pela Antropologia social.
Seus significados são heterogêneos, remetendo a um amplo aspecto de concepção.
Pode-se atribuir à cultura popular o conceito de saber, como também a função de resistência a dominação de classes.

O termo saber refere-se, em geral, ao conhecimento do universo e a aspectos de tecnologia, como técnicas de trabalho e procedimentos de cura.
Os eventos são pensados no passado ou que logo serão superados.

Já a resistência à dominação de classes ocorre com os diversos modos de expressão artística, como a literatura oral, a música, o teatro e a poesia.
Nesse caso os eventos são pensados no futuro, vislumbrando neles indícios de uma nova ordem social.

No dicionário Aurélio a palavra cultura é registrada como saber, estudo, elegância, e esmero.
Evoca, portanto, os domínios da filosofia, das ciências e das belas-artes.
Nas sociedades estratificadas em classes esses campos da cultura são, na verdade, atividades especializadas que tem como objetivo a produção de um conhecimento e de um gosto.
Tal conhecimento parte das universidades e das academias.
É difundido entre as camadas sociais como os mais belos e os mais corretos.
Ser culto, nesse sentido, é ter bom gosto, razão ou saber, ter conhecimento e estar informado.

Na cidade de São Paulo grande parte da população é descendente de estrangeiros e migrantes rurais.
Aí vários modos de vida são recriados.
A inspiração rural, por exemplo, está presente nos infalíveis tomateiros e pés de chuchu plantados nos quintais de pequenas dimensões.
Isso mostra que embora as escolas, as igrejas, os meios de comunicação e os museus ensinem as pessoas a ter um modo de vida refinado, civilizado e eficiente – isto é, culto -, elas não conseguem evitar que muitos objetos e práticas qualificadas como populares pontilhem seu cotidiano.
Nesse aspecto o refinado, civilizado e eficiente refere-se ao culto e o mau gosto, ingênuo, pitoresco e ineficaz refere-se ao popular.
A ambivalência, em relação ao que é identificado como popular, não decorre apenas do desconhecimento da beleza, eficácia e adequação insuspeitas do que é culturalmente alheio para aqueles que tomam para si e para os seus semelhantes a tarefa de catequizar o resto da sociedade.
As atitudes contraditórias em relação à cultura popular resultam em grande medida a alguns paradoxos.
Nas sociedades industriais, sobretudo nas capitalistas, o trabalho manual e o trabalho intelectual são pensados e vivenciados como realidades profundamente distintas uma da outra.
Há um enorme desnível de prestígio e de poder entre essas profissões decorrentes da concepção generalizada na sociedade de que o trabalho intelectual é superior ao manual.
Para a sociedade capitalista o que é popular é necessariamente associado ao fazer desprovido de saber.
Grande parte dos autores pensa cultura popular como folclore, ou seja, como um conjunto de objetos, práticas e concepções – sobretudo religiosas e estéticas -, consideradas tradicionais. Outros concebem as manifestações culturais tradicionais como resíduo da cultura culta de outras épocas e, às vezes, de outros lugares, filtrada ao longo do tempo pelas sucessivas camadas de estratificação social. Diz-se: o povo é um clássico que sobrevive.
Pensar em cultura popular como sinônimo de tradição é impossibilitar a compreensão das sucessivas modificações por quais necessariamente passaram esses objetos, concepções e práticas do povo. É pensar as modificações como empobrecedoras ou deturpadoras.

A cultura popular surge, portanto, como uma outra cultura que, por contraste ao saber culto dominante, apresenta-se como totalidade embora sendo, na verdade, constituída através da justaposição de elementos residuais e fragmentários considerados resistentes a um processo natural de deterioração.

Ao procurar reproduzir objetos e práticas supostamente cristalizados no tempo e no espaço, acaba-se por reproduzir versões modificadas, no mais das vezes esquemáticas, estereotipadas e, sobretudo, inverossímeis – aos olhos dos produtores originais -, dos eventos culturais com os quais se pretende constituir o patrimônio de todos. Embora se procure ser fiel à tradição, ao passado, é impossível deixar de agregar novos significados e conotações ao que se tenta reconstruir.
Ao se produzir o espetáculo, cortam-se as raízes do que, na verdade, é festa, é expressão de vida e liberdade.
Vida que recusa identificar-se com as imagens que o espelho culto permite refletir e que grande maioria dos museus cultua.



São equivocadas as concepções de que o povo não tem cultura, que a cultura popular á a tradição da elite. São concepções etnocêntricas e autoritárias. Pensam a cultura como passível de cristalização, permanecendo imutável no tempo a despeito das mudanças que ocorrem na sociedade, ou, quando muito, que ela esteja em eterno desaparecimento.



A cultura é um processo dinâmico de transformações positivas que ocorrem, mesmo quando intencionalmente se visa congelar o tradicional para impedir a sua deterioração. É possível preservar os objetos, os gestos, as palavras, os movimentos, as características plásticas exteriores, mas não se consegue evitar a mudança de significado que ocorre no momento em que se altera o contexto em que os eventos culturais são produzidos. É preciso pensar a cultura no plural e no presente.



Significação de valores é da essência da cultura. Pó isso, o ponto de partida usual do trabalho do antropólogo é a observação direta de indivíduos se comportando face a outros indivíduos e em relação à natureza. A cultura constitui os diversos núcleos de identidade dos vários agrupamentos humanos, ao mesmo tempo em que os diferencia dos outros.



O ser humano realiza no dia-a-dia operações mentais de codificação e decodificação de mensagens que requerem o conhecimento desses significados implícitos nas ações e nos objetos, e de suas regras de manuseio. Um exemplo são as roupas com que as pessoas do sexo masculino cobrem o seu corpo. Elas constituem um grande número de afirmações simbólicas, sociologicamente significativas. No trabalho os gerentes, diretores e chefes usam paletó e gravata. Nas oficinas, linhas de montagem, serviços de limpeza e manutenção usam-se macacões. Os trajes possuem significação simbólica e carregam fragmentos de um código com o qual se constroem afirmações metafóricas a respeito das relações sociais vigentes.



Todas as ações humanas – sejam na esfera do trabalho, das relações conjugais, da produção econômica ou artísticas, do sexo, da religião, das formas de dominação e de solidariedade -, são constituídas segundo os códigos e as convenções simbólicas que denominamos cultura.



Em lugar de tomar os símbolos abstratamente, como se eles estivessem vagando no vazio, convém interpretá-los como produtos de homens reais que articulam, em considerações particulares, pontos de vistas a respeito de problemas colocados pela estrutura de sua sociedade.



Malinowiski contribuiu com a acepção de que os detalhes da cultura precisam ser vistos sempre em seu contexto e como partes inter-relacionadas. Foi demolida a concepção de cultura como colcha de retalhos – própria dos difusionistas e evolucionista. Estabeleceu-se, então, a tese de que a cultura é constituída por sistemas de significados que são parte integrante da ação social organizada. Recuperou-se a noção de que, mesmo em sociedades relativamente homogêneas, os sistemas culturais comportam incoerências. Permite-se, justamente, a articulação do desacordo nos termos de e com os elementos próprios a um mesmo e único sistema simbólico.



Há a tentativa, segundo Eunice Durhan, de criar a ilusão da homogeneidade sobre um corpo social que, na realidade, é diferenciado. A sociedade de classes, inerentemente diferenciada, produz mecanismos homogeneizadores que permitem criar uma ilusão de unidade e que é a condição de sua permanência.

A resistência e a participação ocorrem quando nos espaços alternativos, fragmentários e dispersos, como um teatro no fundo do quintal, embora conquistados a duras penas e com muito empenho, pequenos grupos de vizinhos, amigos e parentes, companheiros de trabalho, de igreja ou de partido desenvolvem as suas formas de expressão, a partir das suas maneiras de pensar, de agir, de fazer e, sobretudo, de organizar conjuntos de relações sociais capazes de tornar viáveis, política e materialmente, as suas atividades.
Nesse sentido, fazer teatro, música, poesia ou qualquer outra modalidade de arte é construir, com cacos e fragmentos, um espelho onde transparece, com suas roupagens identificadoras, particulares e concretas, o que é mais abstrato e geral em um ser humano, ou seja, a sua organização, que é condição e modo de sua participação na produção da sociedade.
Esse é o sentido mais profundo da cultura, popular ou outra, defende Arantes.

















segunda-feira, 28 de maio de 2012

Chicago Blues

Informações gerais

Origens estilísticas Delta blues, instrumentos

Contexto cultural Início do século XX Chicago, Illinois

Instrumentos típicos Guitarra elétrica, Harmônica, Bateria Piano, Baixo, Saxofone

Gêneros de fusão

Rock and Roll

Rhythm and blues

Chicago blues é uma forma de música blues que foi criada em Chicago com a adição de instrumentos elétricos, bateria, piano, baixo e algumas vezes saxofone ao estilo básico de cordas/gaita do Delta blues. Este estilo desenvolveu-se principalmente como consequência da "Grande Migração" de trabalhadores negros pobres do sul dos Estados Unidos para as cidades ricas do norte, Chicago em particular, na primeira metade do século XX.


Ir a Chicago e não ouvir boa musica é impossível,a cidade respira jazz e principalmente blues da melhor qualidade.Eu e o Thalles sempre optamos por lugares bem locais e não turísticos , para respirar realmente a cultura local , para ouvir um bom show de blues fomos ao Blue Chicago lugar tipicamente americano,com bebidas baratas e fortes, qualquer nota (aliás lá é melhor se arriscar somente na cervejinha), um pequeno e intimista palco e a musica, esta sim, envolvente, com acústica perfeita .Agora sim entre de cabeça na festa real e deixe o ritmo soul do blues envolver você……e assim comece bem sua noite para depois ir a um dos muitos clubs de Chicago














pra começar a semana ... ladys and gentleman... The Chicago Blues...

Chicago Blues

Informações gerais

Origens estilísticas Delta blues, instrumentos

Contexto cultural Início do século XX Chicago, Illinois

Instrumentos típicos Guitarra elétrica, Harmônica, Bateria Piano, Baixo, Saxofone

Gêneros de fusão

Rock and Roll




Rhythm and blues

Chicago blues é uma forma de música blues que foi criada em Chicago com a adição de instrumentos elétricos, bateria, piano, baixo e algumas vezes saxofone ao estilo básico de cordas/gaita do Delta blues. Este estilo desenvolveu-se principalmente como consequência da "Grande Migração" de trabalhadores negros pobres do sul dos Estados Unidos para as cidades ricas do norte, Chicago em particular, na primeira metade do século XX.


Ir a Chicago e não ouvir boa musica é impossível,a cidade respira jazz e principalmente blues da melhor qualidade.Eu e o Thalles sempre optamos por lugares bem locais e não turísticos , para respirar realmente a cultura local , para ouvir um bom show de blues fomos ao Blue Chicago lugar tipicamente americano,com bebidas baratas e fortes, qualquer nota (aliás lá é melhor se arriscar somente na cervejinha), um pequeno e intimista palco e a musica, esta sim, envolvente, com acústica perfeita .Agora sim entre de cabeça na festa real e deixe o ritmo soul do blues envolver você……e assim comece bem sua noite para depois ir a um dos muitos clubs de Chicago














A Coisificação do Homem - Tira teima

A Coisificação do Homem

A “coisificação” do homem
é um sinal do trágico destino da humanidade:
a banalização da vida, a perda de valores éticos e morais,
invertendo a prioridade da “coisa” sobre a vida.
O crescente hedonismo coisifica o homem, pois este passa a ser um instrumento com uma finalidade única e suprema do prazer.

Vende-se a todo instante, através dos meios de comunicação ou por propagandas disseminadas entre as pessoas, a vida fácil, o prazer instantâneo, o valor do “ter” sobre o “ser” das pessoas.
O jovem é o alvo mais freqüente e é bombardeado insistentemente com essa inversão de valores.
Mas os adultos também são vítimas. Basta uma olhadela na rua ou folhear uma revista para percebermos a banalização da vida humana.

O relativismo moral e religioso é o responsável por essa inversão de valores, que coloca em risco a própria existência do homem. Tudo é verdadeiro e tudo é permitido desde que seja agradável e prazeroso; melhor ainda se for rápido, instantâneo!
As pessoas precisam ser críticas a tudo que é colocado à sua disposição, principalmente quando algo é oferecido de forma muito fácil e graciosa: há que se investigar o que está por trás dessa generosidade suspeita.

A pressão para a legalização do aborto, alegando motivos invertidos como justificativa é um exemplo.
Oras, alega-se que se há abortos clandestinos, precisamos legalizá-los.
Baseando-se nesse raciocínio: se ninguém respeita o limite de velocidade na cidade e estradas, porque não liberá-los? Não! Limita-se a velocidade porque o seu excesso é um risco para vidas humanas.
O mesmo raciocínio deve ser aplicado com relação ao aborto – um atentado contra a vida humana.
Ainda: se há assaltos a bancos, porque não estudamos uma forma de legalizá-los?
Porque o dinheiro é poderoso e é necessário guardá-lo a sete chaves.
Então porque não preservar a sete chaves a vida humana, ainda que tenha apenas dias ou semanas, dentro de um útero materno?

Mais uma vez, a solução mágica é apresentada.
Como no caso das cotas, aonde é muito mais fácil e eleitoreiro criá-las do que o demorado, mas necessário, investimento na melhora da qualidade da educação pública (Ensino Fundamental e Médio).
Se há abortos clandestinos, é muito mais fácil legalizá-lo do que investir em educação e saúde para impedir gestações inconseqüentes.
Há a necessidade de parar com os abortos – clandestinos ou não!
 O caminho correto é a educação.
Também urge fiscalizar e condenar aqueles que promovem essa prática clandestinamente.

É preciso parar com essa inversão de valores.
É preciso por os “pingos nos is” corretamente.
Definitivamente.
E assim, livrar as pessoas da banalização da vida humana.

O ser humano é dotado de inteligência.
Deve utilizá-la para tomar suas decisões.
Deve empregá-la a serviço da vida e da permanência da humanidade sobre a terra.
Campanhas de proteção de árvores e matas são lançadas a todo o momento: sim, necessitamos preservar a natureza para sobrevivermos.
Mas de que adiantará preservá-las, se o homem aniquila-se a si próprio?

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Texto publicado no Jornal de Londrina - edição de 19/10/2007 - pág 02.

 

Hedonismo: s.m. Doutrina moral que considera ser o prazer a finalidade da vida: há pessoas que professam naturalmente o hedonismo. O termo hedonismo vem de uma palavra grega que significa prazer. Na Grécia antiga, epicuristas e cirenaicos baseavam suas teorias éticas na idéia de que o prazer é o maior bem. Mas os epicuristas acreditavam que os homens devem buscar os prazeres da mente, e não os prazeres do corpo. Achavam que o sábio evita os prazeres que mais tarde podem lhe causar dor.





















Morte de Tiradentes tem contestação!

  INCONFIDÊNCIA MINEIRA Para historiador, ladrão teria assumido identidade em troca de dinheiro Morte de Tiradentes tem contestação São Paul...