quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hoje é Meu Aniversário... e daí?

16 de julho de 1964 - 16 de julho de 2009


45 Anos ... isso pesa....por onde será que andam os que sobreviveram assim como eu sobrevivi? A ditadura militar dos anos 70? A Moda Discoteca dos anos 80? A abertura e as Diretas Já, no meio da década de 80 do século XX? Cadê todo mundo? Será que ainda pensam sobre tais assuntos ? Eu sei que penso e por isso aprendi que logo existo! Ainda estão acesas e iluminando minha vida, as luzes das lembranças do Grupo Escolar Coronel Flamínio Ferreira de Camargo, pra onde eu ia todo dia vestido de camisa branca, como brasão da escola estampado no bolso e calças curtas de tergal azul marinho, meias e sapatos prêtos, cabelos aparados cortados na barbearia do seu Dito. Depois vieram minhas mudanças decorrentes da observação de meu irmão, o Divino e sua turma: Carlinhos, Claudião, Ivan, Jordal, Israel, Fernando, Zé Gordo, entre outros, cabelos compridos , calças boca de sino, sapatos plataforma coloridos! à tiracolo, gravador AIKO, pra ouvir as fitas do Creedence Clearwater Revival, Stones, Beatles, Pholhas, Marmaled, Light Reflecton, e tantas outras bandas que fizeram minha cabeça. Por outro lado o gosto pela musica veio do meu pai, o cara gostava muito mesmo de musica tipo seresta e não apreciava em nada musica sertaneja, na verdade detestava! Vejam só, como esperar de mim, algo diferente do que sou? Olha só que ambiente? Desde menino observei meu primo Wagnão tocando violão, e com as mesmas carcterísticas descritas do meu irmão. Daí Alguns dos amigos do mesmo brother, o Fernando, o Zé Gordo e o Durvalino, também eram tocadores, dai pra eu me interessar foi um pequeno passo. Tomei gosto pelo instrumento e o super bona personna Fernando me emprestou um violãozinho que ele tinha lá na casas dele pra eu tentar a sorte, e não é que deu certo, aprendi rapidinho, ele me descolou também um livro horizontal de capa amarela e vermelha, escrito na frente: Canhoto, onde eu pude aprender os acordes que iriam me ajudar a compor minha história com o instrumento. Pouco tempo, hoje eu acho pouco tempo, um ano depois, eu ja dominava o violão e acompanhava as musicas cifradas até mesmo em inglês, é claro olha só o repertório que eu tinha a minha disposição! O Zé Gordo, na verdade José Antonio Cruz, morava na Avenida Campinas, era muito bom de violão o cara era mesmo talentoso, mas gostava de uma cachaça que só ele! foi com ele que desenvolvi estilo, repertório e a voz, o Zé era dono de uma senhora voz, quem ainda for vivo e o tenha conhecido pode atestar a esse respeito. Ja o Fernando, lembra do dono do violão emprestado? depois que eu aprendi a tocar , percebi que o cara não tocava porra nenhuma, apenas tinha um violão! mas veja que, sua benevolência em me emprestar o objeto de decoração foi providencial....isso não pode ser negado e nem tão pouco esquecido, jamais. Assim caminhei por essas veredas da Vila Khull, diga Quil, cantando e tocando e naturalmente escrevendo minha próprias canções, enquanto o mundo girava ao meu redór. Meus cabelos começaram a crescer, comecei a fumar e achar os amigos do meu irmão uns caretas, claro eles eram todos pelo mesno 15 anos mais velhos que eu!!! Mas só para ilustrar essa foto que segue ja data do início dos anos 90, sou eu defendendo minha composição sózinho no Vô Lucato, Canta Limeira, sozinho por que o Guilherme Cintra, (outro tocador do caralho e cachaceiro também) meu parceiro na canção meu deu o cano, segundo ele, que Deus o tenha, -" Pô Cauzinho, perrrrrdão meu irrrrmão! tava pedido, fiquei mocozado no sitio do Neizinho". Aí meu irmão... aí eu continuo essa história noutro dia!

Historia do Rock Nacional - Azimuth

Azimuth 1975

01- Linha Do Horizonte
02- Melô Dos Dois Bicudos
03- Brazil
04- Faça De Conta
05- Caça A Raposa
06- Estrada Dos Deuses
07- Esperando Minha Vez
08- Montreal City
09- Manhã
10- Periscópio


Naquele tempo... o que chamamos hoje de banda chamavamos de conjunto, e algum tempo depois, de grupo, prefiro o contemporâneo, pois bem. Essa banda surgiuno início dos anos 70 com o nome Grupo Seleção, tocando basicamente covers. Em 73 mudaram o nome para Azymuth (inspirados em uma música com esse nome, de Marcos e Paulo Sérgio Valle) e dois anos depois lançaram o primeiro disco, "Azymuth", que inclui a música "Linha do Horizonte", incluída na trilha sonora de uma novela. Sua formação era a seguinte: José Roberto Bertrami, teclados; Ivan Conti "Mamão", bateria e Alexandre Malheiros, baixo. Em 1976 gravam "Melô da Cuíca", um compacto ( compacto era o nome dado a um objeto extinto das linhas de produção fonográficas , mas muito popular naqueles dias, era menor que um Long Play - LP - e comportava no máximo 4 faixas normais com uma música em cada faixa, duas de cada lado) que estourou nacionalmente. Ainda nos anos anos 70, sucessão com "Jazz Carnival", do disco "Light As A Feather", de 1978. No princípio dos anos 80 e lançaram vários discos nos Estados Unidos e que não saíram no Brasil, apostando num estilo hibrido de MPB com jazz, misturando samba, funk e jazz. Uma das exceções lançadas no Brasil é "21 Anos", de 1996.





Águia Não Come Mosca (1977)

01- Vôo Sobre o Horizonte 02- Águia Não Come Mosca

03- Despertar 04- Tarde 05- Circo Marimbondo
06- Tamborim, Cuíca, Ganzá, Berimbau
07- Presa
08- A Caça
09- Falcon Love Call (Armazem nº 2)
10- Águia negra x Dragão






Light as a Feather (1979)

1- Jazz Carnival 2- Partido Alto
3- Avenida das Mangueiras 4- Light as a Feather
5- Fly over the Horizon (Vôo Sobre O Horizonte)
6- Amazonia
7- Young Embrace (Um Avraco da Mocidade)
8- Dona Olimpia
9- This Exists (Existe Isto)
10- Montreux (Live)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

INCA: O IMPÉRIO DO SOL

O IMPÉRIO DO SOL
Machu Picchu foi redescoberta em julho de 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham, é considerada patrimônio Cultural da Humanidade. Está localizada a 2 400 metros de altitude sobre o nível do mar e rodeada por uma exuberante vegetação. A área dominada pelo Império Inca foi uma das mais extensas dentre todos os impérios conhecidos. Habitavam a região hoje ocupada pelo Equador, Peru, norte do Chile, Oeste da Bolívia e noroeste da Argentina.
Mais de dez milhões de índios haviam se fundido nesta unidade política e cultural que era de elevado nível. Fisicamente os Incas eram de pequena estatura, pele morena, variando do moreno claro ao escuro, cabelos pretos e lisos quase imberbes.


A organização dos incas era de forma piramidal, sendo o Inca, o chefe supremo, com poderes divinos. Seus deuses eram os elementos naturais. Seu deus principal era o Sol, seguido da Lua, das Estrelas, do Relâmpago e a Chuva. Isto porque tinham uma organização econômica baseada na agricultura e dependiam destes elementos fundamentais para a fartura. Tinham profundo conhecimento de meteorologia e das estações do ano para saber a época apropriada para plantio e a colheita das várias espécies vegetais. Também eram muito hábeis na manipulação da cerâmica, tecidos e do ouro.
A primeira organização piramidal da cultura dos incas deu-se por volta de 1250 d.C., com a conquista dos povos que habitavam a região. No entanto, o inicio da expansão imperialista incaica ocorreu com o grande Imperador Pachacutec em 1440, o nono soberano inca. Em 1460 surge o Tawantinsuyu, ou reino das 4 regiões, com a anexação do reino Chimú pelo Inca Túpac Yupanqui.
A Pachacutec se atribui a reconstrução total de Cusco em uma grande urbe, para o qual o soberano necessitou aumentar a população local e por conseguinte a produção de alimentos. Para tanto foi obrigado a construir um eficiente sistema de canais de irrigação, aquedutos e armazenamento de alimentos.
Sociedade.
A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais.
No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres. Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras. Os yanaconas eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento. Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do yana era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes. Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas tornavam-se esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.
O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.
As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.



Arte, Ciência e Arquitetura

A cultura inca — resultado da mistura das culturas preexistentes na região andina — era muito rica, principalmente no que se refere à arte, intimamente ligada à ciência, à religião e ao cotidiano. A ourivesaria inca possuía caráter funcional e ornamental; o desenho das peças, aspecto de desenhos geométricos. O figurativismo das estatuetas de metal era bem estilizado, tendo a cabeça mais trabalhada que o restante do corpo. A prata era um dos metais mais apreciados para as peças suntuosas, embora se tivesse conhecimento de metais como o ouro. Nessa arte, destacam-se também as facas de sacrifício.
As construções arquitetônicas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos.
As construções arquitetônicas incas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos.
Mas o que marcou a arquitetura inca, foi o trabalho com a rocha; obras civis de pouca importância, fortalezas, torres, templos, palácios e edifícios do governo tinham em suas estruturas pedras arduamente trabalhadas e esculpidas pelos trabalhadores incas. Tais pedras eram constituídas do mais puro granito branco e seus vértices esculpidos em diversos ângulos (de até 40 graus) de tal maneira que os blocos se encaixassem perfeitamente uns nos outros sem a utilização de argamassa ou cimento e que o espaço entre um bloco e outro fosse impenetrável mesmo pela mais fina lâmina.
As pedras, para que pudessem resistir aos freqüentes tremores de terra, tinham forma trapezoidal e eram tão pesadas que chegavam a atingir três toneladas.Não se sabe o tipo de instrumento utilizado na construção das cidades incas, já que não há vestígios de ferramentas ou rodas. Nativos da região dizem que tais ferramentas seriam feitas de hematita, oriunda de meteoritos. Segundo os cientistas, essa hipótese é um tanto improvável.
É incontestável a engenhosidade de certas construções incas, como por exemplo os canais que transportavam água a poderosas cisternas, para que fosse enfim armazenada sem desperdícios, ou mesmo os diversos níveis de terraços, nos terrenos íngremes da região, que permitiram um melhor aproveitamento da terra para a agricultura.
A posição privilegiada de Macchu-Picchu permitiu a execução de profundos estudos científicos e muitos cultos religiosos, principalmente no que se refere ao sol. Por isso, a cidade era considerada um verdadeiro santuário. De seu conjunto arquitetônico, formado por mais de 200 edifícios, destacam-se o Observatório Solar e dois grandes templos: o Principal e o das Três Janelas. No Observatório, encontra-se a Intihuantana (“lugar de pouso do sol”), uma pedra sagrada que tinha como objetivo o culto ao deus Sol (“Inti”), e que servia como instrumento científico para as observações astronômicas e cálculos meteorológicos sobre a forma redonda do céu que ajudavam a prever a época propícia para a colheita.
Os conhecimentos de Geometria e Geografia adquiridos pelos cientistas incas foram provavelmente utilizados nas construções de cidades famosas como Macchu-Picchu, Cuzco e Ollantaytambo. Para o posicionamento de determinadas construções, como os prédios da cidadela de Macchu-Picchu, os incas deveriam saber a exata localização dos pontos cardeais e saber o local exato do nascer e do pôr do Sol no horizonte nos dias de equinócios.
Como eles poderiam sabê-lo, já que a cidade é cercada pela Cordilheira dos Andes e não se pode ver o sol tocar o horizonte, não se sabe ao certo. Talvez o tenham feito através de observações sistemáticas do movimento do sol no céu.
Pouco se conhece de Cuzco, anterior à conquista dos espanhóis. Dizem que foi fundada em torno dos séculos XI e XII d. C. pelo Inca Manco Cápac, segundo uma lenda é proveniente do lago Titicaca. Cidade sagrada e capital do Império Inca do Tawantinsuyu foi o centro do governo das quatro extensas regiões do fabuloso Império Incaico que chegou a abarcar grande parte do que é atualmente o Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile.
Em 1534, Francisco Pizarro fundou sobre a cidade de Cuzco uma cidade espanhola, que se construiu sobre o cimento inca. Cuzco é um exemplo típico de fusão cultural, herdando monumentos arquitetônicos e obras de arte de valor incalculável.

A Morte da Civilização Inca

De acordo com a tradição, todo Inca deveria casar-se com uma mulher de sangue real nascida em Cuzco. Huayna Capac o fez e desse casamento, sem alegria, nasceu Huáscar (“o odiado”), herdeiro legítimo do trono. No entanto, Huayna estava apaixonado pela Princesa de Quito; e desse amor, presenciado com horror pelo Império, nasceu seu querido filho Atahualpa (“filho da fortuna na terra”). Huáscar era odiado pelo pai e amado pelo povo, enquanto Atahualpa tinha o amor do pai e o ódio do povo, isso os fez crescer em constante rivalidade.
Arturo Capdevila no livro Los Incas, retrata a situação do Império: “Sombrio ocaso foi a vida de Huayna Capac. Seus filhos rivais torturavam-lhe a consciência com quem sabe quais duras previsões. Sinais nefastos manchavam o céu pátrio. De espanto em espanto, em misteriosa onda de lenda, corria no entardecer de seu reinado a fama dos espanhóis recém-chegados, homens brancos desembarcados um dia com temível desígnio pelo confim setentrional do país. O céu e a terra assinalavam presságios. Meteoros cárdeos rasgavam o firmamento na noite. Uma auréola de fogo dividida em três círculos rodeava o disco da lua. Os llaycas agouravam o Inca: “o primeiro círculo anuncia guerra; o segundo, a queda do sol; o terceiro, o fim de tua raça”. Antes de morrer, Huayna resolvera quebrar a tradição Inca e repartir o reino entre seus dois filhos: Atahualpa, que seria o monarca do Norte, e Huáscar, que o seria do Sul. Decidira também, em fidelidade à esposa amada, ser enterrado na cidade de Quito, junto às múmias de seus antepassados. A divisão do reino preparava obscuramente o império para o triunfo dos homens brancos. Em 1531, os exércitos de Atahualpa e Huáscar se confrontaram numa sangrenta batalha fratricida em Ambato e Quipaypán, da qual Atahualpa se saiu vencedor. Mas isso iria durar pouco tempo, como bem o sabiam os amautas e haravecs, povos de ciência e saber ocultos; para eles, Atahualpa não era na verdade um Inca, um legítimo filho do Sol; era um intruso. Em 1532, Pizarro, conquistador espanhol, foi recebido por Atahualpa em Cajamarca, onde aprisionou o imperador, iniciando a destruição do império. “Mas certo era que a lua havia se mostrado envolta na tríplice sinistra auréola. O invasor já começava a apoderar-se do solo americano e se cumpria, a seu tempo, a palavra profética de Nezahualcoyotl: virão tempos em que serão desfeitos e destroçados os vassalos, e tudo cairá nas trevas do esquecimento…”
(Arturo Capdevila, Los Incas).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

As Primeiras 1000 !!!

Nossa Quem Diria!!!
O gato que come o rato atingiu, em pouco mais de um mês de instalado o contador de visitas, a fantástica marca de 1000 visitantes! Estou muito orgulhoso, afinal este resultado,não é pouca coisa! Muito obrigado a todos os visitantes.
Espero continuar atendendo as expectativas dos visitantes, bem como recebendo novos amigos.
Para isso peço que os que visitarem postem seu comentário quer seja na matéria em questão, quer seja no campo destinado aos comentários. Valeu gente, muito obrigado!!!

SISTEMA DE NUMERAÇÃO MAIA

SISTEMA DE NUMERAÇÃO MAIA




A cultura Maia usou o sistema vigesimal e, por meio de símbolos figurativos chegaram a estabelecer as datas mais antigas que se registam na história da humanidade.
Criaram um sistema baseado na posição dos símbolos, que incluía a utilização do zero 0 (para indicar que não existem unidades deste valor), um símbolo ovalado que aparece em numerosos vestígios ou códices maias.
No seu sistema vigesimal, os valores dos seus símbolos aumentavam de vinte em vinte, com algumas variações, para uma melhor adaptação à cronologia.
Para eles os dias eram deuses..., e eram benditos os números que os representavam.
Não se interessavam pelo futuro, mas o passado guardava os seus segredos, que eram estudados pelos sacerdotes.
O ano Maia estava dividido em 18 meses com 20 dias cada. Então os Maias não consideravam as posições 200, 201, 202,... mas sim 200, 201, 201×18 (=360), 202×18 (=7200), 203×18 (=144000 ),...
Os numerais eram escritos verticalmente e nos lugares "vazios" punham o sinal
Vejamos o seguinte quadro que, para cada número, (repres. árabe), tem uma representação horizontal e uma vertical:
Vejamos agora o seguinte exemplo:

Temos, então, representado o número 2×144000+0×7200+16×360+7×20+11 = 290311.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock - Por que 13 de Julho?

Dia
Mundial do Rock



Fora das prenuncias místicas, exatamente no dia 13 de Julho comemora-se o Dia Mundial do Rock, um gênero musical que influenciou e influência inúmeras gerações. Com estilo rebelde ou embriagado, ele modificou o mundo com os jovens que se cansaram da mesmice e tradição impostas pela sociedade.
Nesses anos de vida, o rock, que não é apenas música, e sim comportamento, pensamento, moda - uma religião -, está cada vez mais maduro e com espírito evolutivo, vive em constante transição - um camaleão sonoro.
E como esse gênero, que tem seus cavaleiros como Elvis, Dylan, Ozzy, Page, Blackmore, Clapton, Rory Galagher, Raul, Rita, Mutantes, Peso, Titãs, Olho Seco, segue rolando como as pedras durante os anos
.
Além da música, o rock está sempre presente na moda e no comportamento das pessoas, que muitas vezes são ditadas por seus ídolos.
Neste próximo dia 13 é comemorado o Dia Mundial do Rock. A data foi instituída em 1985, quando foi realizado o histórico show Live-Aid. O evento foi idealizado pelo irlandês Bob Geldof, integrante da banda Boomtown Rats, para ajudar as pessoas que passavam fome na África. Os shows aconteceram simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. Cerca de 170 mil pessoas participaram da maratona musical, 70 mil na Inglaterra e 100 mil nos Estados Unidos, enquanto 1,5 bilhão de pessoas assistiram tudo pela TV. O objetivo era reverter toda a renda obtida para as vítimas da seca que devastava a África. Com a venda de ingressos a 35 dólares e a venda dos direitos de transmissão a 160 países, o espetáculo conseguiu arrecadar cerca de 70 milhões de dólares. Participaram do Live-Aid artistas como Mick Jagger, Tina Turner, Madonna, David Bowie, Sting, Phil Collings, Eric Clapton, Elton John, Paul McCartney, Jimmy Page, Robert Plant, além das bandas U2, Ozzy Osbourne e The Who, entre outros. A idéia de montar o espetáculo surgiu quando George Geldof assistiu, pela televisão, o documentário Fome na Etiópia. Ele ficou chocado em ver a situação das pessoas que não tinham forças nem para espantar, do próprio corpo, as moscas que as rodeavam. Os apreciadores de rock certamente se lembrarão do famoso e humanitário evento contra a fome na Etiópia e que aconteceu simultaneamente em Londres e na Filadélfia. Em prol desse movimento, participaram grandes nomes, como Duran Duran, Santana, Bob Dylan, The Who, Queen. E foi por causa dessa ação conjunta de roqueiros, que 13 de julho foi oficializado como o Dia Mundial do Rock.
Hoje, quando assistimos a um festival ou bandas tocando, percebemos que essa exibição é muito influenciada em personagens que se destacaram há gerações, com suas ideologias e maneira de expressar o que sentem.
No início, a juventude - cansada dos rituais impostos pela sociedade -, passou a usar roupa de couro e levantou-se das cadeiras para dançar ao som que um homem branco americano, que cantava, e se mexia sensualmente nos palcos, embalado por um ritmo herdado dos negros - o rhythm’n blues.
O filho do estado de Mississipi, Elvis Presley consolidou o rock’n’roll como um fenômeno de massa e atraiu milhares de pessoas com seu jeito único em cima do palco. Foi em 1955, nos Estados Unidos, quando o cantor invadiu os estúdios da Sun Records, acompanhado de baixo, bateria e guitarra, para gravar, entre outras faixas, a marcante “That’s Alright, Mama”.
Antes mesmo da explosão do rei do rock, nomes como Little Richard, Bill Haley & The Comets com “Rock around the clocks”, Chuck Berry entoando “Johnny B. Good” e “Maybellene”, foram os precursores do gênero rock’n’roll.O estilo tornou-se popular num momento que a sociedade de consumo vivia a neurose da guerra fria, a TV ditava o estilo de vida e a juventude roqueira, desprovida de armas, mostravam seus ideais com as guitarras e canções, em busca de uma vida melhor.
O gênero ganhou inúmeros adeptos, e cada indivíduo tinha a sua originalidade em relação a maneira de se expressar. Cabelos espetados com gel ou compridos, costeletas, barbas, roupas rasgadas, botas de couro, sandálias, jaquetas e calça de couro, blusa de flanela, bermudão, sobretudo, brincos. São incontáveis as atitudes inventadas para mostrar a atitude roqueira.
Durante a história do rock’n’roll, inúmeros artistas fizeram história. The Beatles, The Animals, Bob Dylan, Led Zeppelin, The Doors, Budy Holly, Sex Pistols, The Who, The Beach Boys, Jimmy Hendrix e tantos outros transpareceram suas rebeldias e deram voz aos anseios do público jovem, transportando emoções e conflitos internos para as platéias.
Olhamos para trás e observamos Elvis Presley revelando ao público o gênero musical, e hoje ouvimos The Strokes, The Hives, The Killers tocando e reciclado o rock com a ajuda das novas ferramentas. Mesmo assim, as bandas atuais nunca fogem da linha sem regra que agrada os roqueiros.
Para fechar, comemore o Dia Mundial do Rock no melhor estilo, ouvindo os seus discos em alto e bom som
.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Civilizações Pré Colombianas - Maia

A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central. Estudos realizados na língua maia levam à conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca. Seu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan. Acreditava-se que ele encarnava o espírito da serpente emplumada cuja cabeça está representada na figura logo abaixo.
Assim como os olmecas, a civilização maia instiga uma série de questões não respondidas aos diversos paleontólogos, historiadores e antropólogos que investigam este povo pré-colombiano. Os indícios da origem da civilização maia repousam nos sítios arqueológicos da península do Iucatã, que datam entre 700 e 500 a.C. Contudo, novas pesquisas admitem uma organização mais remota, estabelecida em 1500 a.C..
Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado. Em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México, observamos a presença de vários centros urbanos independentes. Entre as principais cidades integradas a esse sistema podemos destacar Piedras Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná.
O esplendor da sociedade maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos maias, podemos destacar o milho, produto de grande consumo, o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas.
O processo de organização da sociedade era bastante rígido e se orientava pela presença de três classes sociais. No topo da hierarquia encontramos os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes. Logo em seguida, temos funcionários públicos e os trabalhadores especializados. Na base da pirâmide ficavam os camponeses e trabalhadores braçais.

Os maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura. De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérico baseado em unidades vigesimais e, assim como os olmecas, utilizavam do número “zero” na execução de operações matemáticas. Além disso, criaram um calendário bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos.
Um dos grandes desafios para os pesquisadores da civilização maia gira em torno da decifração do seu complexo sistema de escrita. Um dos maiores empecilhos está relacionado ao fato de que os signos empregados podem representar sons, ideias ou as duas coisas ao mesmo tempo. Além disso, indícios atestam que eles utilizavam diferentes formas de escrita para um único conceito.
A arquitetura desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado pela cultura maia. A face politeísta das crenças maias ainda era pautada pela crença na vida após a morte e na realização de sacrifícios humanos regularmente executados.

Por volta do século XIII, a sociedade maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajetória dos maias. Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de dois séculos.






A civilização Maia, quando sofreu a invasão espanhola, já estava em decadência por diversos motivos discutidos entre historiadores. Iremos trabalha-los agora. Um dos problemasl que levou a degradação das cidades Maias defendido aqui é a agricultura. Com modo de produção tributário, era necessário retirar da terra o alimento para o sustento e manutenção da classe-Estado. Tendo em vista que o solo da planície do Yucatan era pobre foi necessário aplicar uma rotatividade de plantios, para possibilitar o descanso da terra. O problema que aí encontramos foi o grande crescimento populacional. A exigência de novas terras para cultivar, no Novo Império, provocou a crise do sistema e a guerra, como forma de estender o controle das cidades sobre um território maior. Com a guerra entre as cidades-Estado a civilização Maia entrou em decadência. Segundo alguns houve outros fatos que só pioraram a situação da população além das guerras como terremotos e pestes, mas estes fatos usados para explicar a decadência giram em torno do aqui demonstrado: a falta de terras para o cultivo. Assim a dominação espanhola foi facilitada pela decadência das cidades Maias, que já estavam abaladas.





Entre todos os sistemas de escrita existentes na Mesoamérica, segundo alguns especialistas, a escrita maia é considerada uma das mais desenvolvidas. Esse sistema de escrita, de fato, foi fruto do intercâmbio cultural estabelecido com a civilização olmeca, que anteriormente ocupou a região mexicana entre os anos de 1500 e 400 a.C.. Desprovido de um sistema alfabético, a escrita maia contava com um extenso conjunto de caracteres que representavam sons ou símbolos. Os pesquisadores ainda não foram capazes de decifrar integralmente os códigos usados pelos maias. Somente com o auxílio de computadores é que, recentemente, cerca da metade dos caracteres foram traduzidos. Toda essa dificuldade é proveniente da falta de um padrão simplificado onde um glifo representa um único som ou letra. A escrita dos maias adota o uso de um mesmo caractere para representar dois ou mais símbolos e sons. Ao mesmo tempo, um mesmo conceito poderia ser representado por caracteres completamente diferentes. Além de constituir uma forma de comunicação entre os maias, a escrita também tinha uma vinculação religiosa. Os maias acreditavam que a escrita era um presente dos deuses e, por isso, deveria ser ensinada a uma parcela privilegiada da população. De maneira geral, utilizavam diferentes materiais para o registro de alguma informação. Pedras, madeira, papel e cerâmica eram os materiais mais recorrentes. Além disso, os maias também fabricavam livros e códices confeccionados a partir de fibra vegetal, resina e cal. De forma geral, os documentos maias privilegiavam o registro dos fatos cotidianos do povo.




Uma importante função da escrita era o registro do tempo, pelo qual eram regulamentados os períodos de celebração religiosa. Outros escritos contavam do desenvolvimento de novos conhecimentos e rituais religiosos. Infelizmente, boa parte desse material foi perdido com o processo de dominação espanhola. O bispo Diego Landa, em 1566, esforçou-se para traduzir alguns documentos com a ajuda dos índios catequizados. O processo de dominação espanhola tratou de incinerar a grande maioria da documentação escrita maia. Sob a aprovação da Igreja, os registros maias foram queimados por conta de sua origem pagã. Atualmente, somente três grandes obras da cultura letrada dos maias foram preservadas. São os códices de Códex Dresdensis, Tro-Cortesianus e Peresianus. Essas valiosas fontes de pesquisas se encontram separadas em museus da Alemanha, Espanha e França.

Os espanhóis, que chegaram à costa de Yucatán em 1511, tiveram sua tarefa de conquista facilitada pela decadência maia e sua fragmentação interna. No final da década de 1520, todos os territórios de influência maia haviam sido dominados. Pedro de Alvarado conquistou a Guatemala em 1525, e Francisco de Montejo ocupou em 1527 o Yucatán, cuja conquista foi consolidada por seu filho e homônimo em 1536. Apenas a região central, sob controle dos itzás, permaneceu independente até 1697, quando foi ocupada por Martín de Ursúa. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas.
Para ilustrar o " encaixe" da civilização Maia dentro da cronologia da historia da humanidade observe o quadro abaixo que serve muituo bem para entendermos um pouco mais a gradeza dessa civilização que a meu ver pode ser considerada mais nossa ancestral, em termo de carga cultura que as européias que invadiram as Américas .

segunda-feira, 29 de junho de 2009

9 DE JULHO FERIADO


Feriado de 9 de julho comemora a Revolução Constitucionalista de 1932

O dia 9 de julho, Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, é feriado em todo o Estado de São Paulo. A data, considerada uma das mais importantes do Estado, foi instituída pela Lei Estadual 9.497, promulgada no dia 05 de março de 1997, pelo então governador Mário Covas.A Revolução Constitucionalista de 1932 ou Revolução de 32, um dos marcos da história republicana, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre julho e outubro de 1932 visando à derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e à instituição de um regime constitucional, após a anulação da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.
O levante teve a duração de oitenta e cinco dias (de 09 de julho a 02 de outubro de 1932) e, em muitas ocasiões, assumiu o aspecto de uma luta selvagem.
O número de mortos em combate, somente do lado paulista, chegou a cerca de 830 soldados, quase o dobro dos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira que perderam a vida nos campos da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.


A Revolução de 32

É considerada por muitos como um marco de nossa história republicana – embora, seja um dos episódios menos conhecidos da história recente do Brasil. Tanto as causas que levaram à guerra, como o entendimento de suas conseqüências na sociedade, ainda são discutíveis,
A Revolução de 32 não foi um movimento de elite, embora a elite tenha liderado, o movimento de maior mobilização de massa em nossa história foi predominantemente popular. As controvérsias sobre a revolução de 32 permanecem como um dos episódios menos conhecidos sobre o Brasil. Não existe outro movimento revolucionário na história do Brasil comemorado por vencidos, é considerada como uma guerra civil e não uma revolução pois o país estava sem um governo legítimo estabelecido.
O movimento armado de 1932 reivindicava o cumprimento dos ideais da Aliança Liberal que havia tomado o poder por meio de um golpe militar em 1930 .
Uma facção militar garante o poder a Getúlio Vargas, depondo Washington Luiz, um presidente institucional em fim de mandato que seria posteriormente substituído por Júlio Prestes.
Prestes havia vencido as eleições. Vargas destitui pela força das armas um governante eleito com a promessa de "salvar" a nação e terminar com os vícios da "República Velha".
O golpe militar de 1930 instaura a ditadura ou "Governo Provisório".
Assim que se instala no poder Vargas fecha o Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados), destitui as Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais, anula a Constituição vigente de 1891 e substitui vereadores, prefeitos, governadores e deputados por delegados de polícia e interventores militares. Instaura-se a censura, perseguições, torturas, prisões e mortes.
A Revolução de 1932 foi principalmente gerada dentro da própria Aliança Liberal que solicitava a convocação de urna Assembléia Constituinte Nacional para a instituição de nova Constituição e retomo do Brasil ao Estado de direito.
O governo provisório do ditador preferiu ignorar. "O mesmo grupo político e militar que colocou Vargas no poder se revolta contra a "provisoriedade", provocando uma cisão dentro da Aliança Liberal e a guerra civil".
Civis voluntários dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Amazonas e uma cisão militar no interior das Forças Armadas uniram-se ao fundamental mecanismo de sustentação financeira da Revolução de 32: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Por intermédio de seus setores produtivos - industriais e operariado - e junto ao comércio de São Paulo converteram-se em eficientes indústrias bélicas.
"Até mesmo as pessoas mais simples doavam seus objetos de valor e principalmente ouro para financiar a guerra, recebendo em troca um anel de ferro simbolizando a participação na Revolução de 32"..
Teve a duração de oitenta e cinco dias (de 09 de julho a 02 de outubro de 1932). Esta Revolução de 1932 assumiu em muitas ocasiões o aspecto de uma luta encarniçada e selvagem.
Ódios, paixões e ideais levavam os dois lados a usarem de quaisquer recursos para abater o adversário. O número de mortos em combate, somente do lado paulista, somou cerca de oitocentos e trinta soldados, quase o dobro dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que perderam a vida nos campos da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
As características deste movimento são sui generis . Pois não encontramos registros em nossa história de algum outro movimento revolucionário em que a preservação da memória, a comemoração do evento e o culto aos heróis, sejam tradicionalmente realizados pelos vencidos e não pelos vencedores da guerra.
Outros aspectos importantes referem-se aos seus dois extremos: visto por muitos como o maior movimento armado que já se registrou em território brasileiro, bem como, a maior mobilização popular já ocorrida na história do país.
As pistas e vestígios encontrados nas fotografias, sugerem perguntas e formulam conjecturas, levando a uma exploração de outras fontes historiográficas.
Essa característica fotográfica, facilitou a construção de leituras traçadas por outros estudos.
Foi possível propor algumas hipóteses interpretativas, com os argumentos sugeridos pelas versões do evento.
Apesar da Revolução de 1932 ser caracterizada como reacionária à de 30, quem venceu a guerra chama-a de contra-revolução paulista. Quem a perdeu, de revolução constitucionalista.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

JAMES BROWN- Padrinho do Soul ( Influência declarada do recém falecido MJ)


James Brown, o funk soul brother


25 de dezembro se tornou uma data mais marcante ainda.

Mais do que isso, mais do que "Mr. Dynamite", mais do que o "Padrinho do Soul", mais do que o "Ministro do Super Heavy Funk", James Brown era o funk em pessoa.

"Cabelo inacreditável em forma de capacete, dentadura alvíssima, roupas acetinadas e extravagantes e aquele suor constante que umidificava seu rosto, resultado do mais puro sexo que a música já experimentou em cima de um palco".

E o sexo que mr. Brown praticava fora dele era tão selvagem quanto a sua música; as moças que apanharam dele que o digam. As pedras fundamentais do funk, soul, r&b e, por transubstanciação, do hip hop anos depois, "Sex Machine", "Hot Pants", "I Got You (I Feel Good)", "Cold Sweat", "I Got Ants in My Pants" (bastariam os nomes dessas músicas para figurarem numa lista de melhores do pop), além da porrada anti-racista "Say It Loud - I'm Black and I'm Proud" (em que crianças brancas e orientais cantam o refrão), rolam 40 anos depois com o mesmo viço. Bem, clássicos são exatamente isso. Ou, como ele imodestamente disse em 1990, "estou sempre 25 anos à frente do meu tempo". A capa de cetim que usava nos shows era só um dos aspectos da africanidade de Brown. Ele era o chefe de uma tribo que "aprendeu tudo que ele ensinou -mas ele não ensinou tudo o que sabia", como escrevera em sua autobiografia. A complexidade negra teve poucos tradutores tão viscerais como James Brown.
EFE
James Brown em show na Suíça (26/07/2002)Apesar de dar voz (improvisada, genial, "good God!") aos negros numa época em que os negros começavam a ganhar voz (e, é claro, ganhava eco entre os brancos), Brown era ambíguo politicamente e conservador em relação aos membros de sua banda, que eram só menos maltratados do que as mulheres que se deitavam com o Funk Soul Brother. Em 1968, ele cantava alto que era negro e tinha orgulho disso. Anos mais tarde apoiava a reeleição do republicano Richard Nixon. Da banda que comandava com cetro de ferro, Brown chegava a cobrar multa por um sapato menos engraxado do que o aceitável --por ele, o homem que brilhava literalmente da cabeça aos pés. Pergunte a Maceo Parker e a Bootsy Collins. E Brown dançava. Como ninguém. Talvez como o Diabo.

Michael Jackson e seu "moonwalk" são tributários dos rodopios, parcerias com o pedestal do microfone e abertura de pernas, dignos de figurarem em "calças quentes". Mick Jagger, Prince e todos esses "Justin Timbalands" dos anos 2000 também só existem como tais porque antes houve Brown. Como se trata do pai do funk (sujo, fedorento em sua acepção pré-Brown), o Mr. Dynamite não teve uma vida limpinha, como, digamos, o pai de um gênero mais comportado como a bossa nova. James Brown era mau, e foi mau até o fim. Criado na infância num puteiro da Georgia, o menino teve problemas com a polícia desde então (por causa de drogas, roubos, armas etc.) e até 2004, quando foi fichado por violência doméstica --"It's a Man's Man's Man's World", já havia avisado. Enfim, o padrinho do soul, o "boss" do ritmo e do blues está, espero, não no céu, mas no inferno que ele ajudou a materializar aqui na Terra: quente, sexy, rico e certamente acompanhado de metais endiabrados (ops!).

Porque o céu deve ser um tédio para Brown, e o groove mora perto dos malfeitores para sempre.

Amém.


MARCELO NEGROMONTE - Editor de Entretenimento do UOL

História do Rock Nacional - CASA DAS MÁQUINAS





Grupo de rock formado por Simbas (voz), Haroldo (guitarra), Pisca (guitarra, baixo e teclados), Marinho (teclados) e Netinho (bateria) na capital paulista em 1974.
Alguns de seus integrantes eram remanescentes do grupo Os Incríveis, da Jovem Guarda.
Lançou três LPs pela Som Livre e encerrou suas atividades no final da mesma década, logo após lançar em 1978 o disco "Ao vivo em Santos"

O grupo se desfez em 1978, quando houveram acusações contra o grupo de que teriam culpa por um triste episódio, onde um cinegrafista da Rede Record faleceu; Além dos discos oficiais já citados, existe ainda um pirata gravado no mesmo ano da dissolução da banda; O disco foi gravado em Santos - SP, em abril de 1978; Traz as músicas de maior sucesso da banda;

O grupo original era formado por: Netinho (bateria e percussão), Aroldo (guitarra, violão e vocal), Carlos Geraldo (baixo e vocal), Pisca (guitarra, violão e vocal) e Pique (saxofone, piano, órgão e flauta); No 3º LP, houveram algumas modificações: Aroldo, Carlos Geraldo e Pique saíram; Entraram: Simbas (líder vocal), Marinho (piano acústico, piano fender, minimoog, Eika strings) e João Alberto (baixo); João Alberto entrou para o grupo após a gravação do 3º disco do CASA; Marinho entrou no lugar de Pique; O único disco que o integrante João Alberto participou e gravou foi o LP pirata do show realizado na cidade de Santos - SP.

1976 - É gravado e lançado o 3º e último LP oficial do grupo intitulado CASA DE ROCK. Talvez este seja o trabalho mais conhecido e mais pesado da banda, onde se ouve um rock bem ao estilo "hardcore" mas de qualidade em músicas como a faixa título, LONDRES, STRESS e EU QUERIA SER;
2000 - Pela série PÉROLAS (Som Livre) sai uma coletânea da banda contendo músicas do 2º e do 3º LPs; Lançamento do 2º e do 3º disco pela Som Livre; O 1º disco permanece apenas em vinil e fora de catálogo.

A maioria dos integrantes originais se aposentaram. Talvez Pisca seja um dos poucos a continuar na ativa, atuando como compositor e produtor para diversos artistas, como Zezé di Camargo e Luciano, Sandy e Júnior, etc.

Pìsca é um dos compositores mais respeitados da atualidade. Netinho continua como baterista em sua antiga banda OS INCRÍVEIS, agora com nova formação, sendo o vocalista, seu filho.

Manito, integrante original do grupo, também continua na ativa. Além de Pisca, Marinho também continua no ramo musical, trabalhando como compositor e músico de outros cantores, principalmente duplas sertanejas.

Casa Do Rock

Esta é a casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

Este é o ninho do passarinho

Que já nasce voando sem asa

Este é o santo remédio pro seu cansaço

É o alimento do nosso pedaço

Esta é casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

Este é o ninho do passarinho

Que já nasce voando sem asa

Esta é a semente que gera terra

Esta é a bomba que acaba com a guerra

Esta é a casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

(X 2) Uh Yeah! rock n'roll

Vou morar no Ar


Abra que eu quero ver

Esse céu azul

Abra que eu quero olhar

Em cima do Sul

Abra que eu quero voar

O mais alto que eu puder

um dia eu vou sair

Vou morar no ar

Ha...... haaaaaa.....

Ha...... haaaaaa.....

Ha...... haaaaaa.....ha....

Moro no ar,

num lugar

olhando pro maaaaar

CANTO LIVRE

Desse mundo que

nada vou querer

só meu canto é livre

Porque

Ando semSaber

sem nen mesmo ter

tempo pra poder amar você

palco iluminado

roupas coloridas

é mais um show

que eu faço semvoce

olhando para cada menininha

querendo que ali estivesse a minha

caio na realidade e choro

Por aí meu canto

dessa multidão

prisioneiro sou

só meu canto é livre

eu vou

nesse mundo que

ando sem saber

sem tempo pra poder amarvocê

nasce um sentimento

cresce em meu ó pranto

e se levantar te ensinou

e vai

o amor que nasce agora entre a gente

quebrando esse tabu indiferente

vivendo em nossa américa é livre o amor (é pra sofrer?abraço meu?)

palco abandonado

onde nós sobrevivemos virgens a crescera

paudmer? (essa eu nao decifrei)

tudo foi um sonho

completo de rosas selvagens

agora eu sei

eu acordei

desse mundo que

nada vou querer

só meu canto é livre

porque

dessa multidao

prisioneiro sou

só meu canto é livre eu vou

Michael Jackson Morreu







28 / 10 /1958



25 / 06/ 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Historia do Rock Nacional - Lee Marcucci


Lee Marcucci nasceu em São Paulo, mesmo no ano de 1953, o cara é Cantor, Compositor, Músico Baixista. Em meados da década de 1970, ao lado de Lúcia Turnbull (guitarra, violão e voz), Luís Sérgio Carlini (guitarra) e Emílson (bateria) integrou como baixista o grupo de rock Tutti Frutti, conjunto de apoio de Rita Lee em shows e gravações de 1974 até 1978.

Com ela, participou dos discos:

"Atrás do Porto Tem Uma Cidade;
Círculo vicioso (c/ Luis Sérgio Carlini e Rita Lee)

Com a boca no mundo (tico tico) (c/ Rita Lee e Luis Carlini)

Departamento de criação (c/ Rita Lee e Luis Carlini)

Jardins da Babilônia (c/ Rita Lee)

Lady babel (c/ Luis Carlini e Rita Lee)

Me recuso (c/ Luis Sérgio e Rita Lee) (...)
E ainda:
Tutti Frutti (c/ Tutti Frutti) (1977) Capitol LP
Você (c/ Tutti Frutti) (1979) EMI-Odeon Compacto simples
Você sabe qual o melhor remédio (c/ Tutti Frutti) (1980) RCA Victor LP
Rádio Taxi (c/ Rádio Táxi) (1982) CBS LP
Rádio Taxi (c/ Rádio Táxi) (1983) CBS LP
6:56 (1984) CBS LP
Matriz (c/ Rádio Táxi) (1986) CBS LP
Rádio Taxi (c/ Rádio Táxi) (1987) CBS LP

Substituiu Nado Reis na banda Titãs em 2002 aonde segue como músico Contratado. Participou de todos os discos da banda em todas as faixas, exceto em MTV Acúsrico, onde a banda contou com os 5 integrantes oficiais da banda em 6 faixas.


Lee Marcucci é esse sentado no braço so sofá, ao lado são: Fábio Haddad, Marcello e Paulo Ziner (Golpe de Estado)- Camarins do Direct TV, a tive oportunidade de ver o cara em execução no palco do show monstros do Rock, no Tutti, no nosso clube nos anos 90 e posso afirmar, que é dificil ver baixista pular e chutar o espaço como esse cara! geralmente os baixistas são uns caras quietos e meio mortos até... sem quere ofender, tenho amogos de instrumento e colegas de palco musicos fantásicos, que nem o Paulinho e o Alexandre cada qual com seu talento. Mas Lee Marcucci...é lenda!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Historia do Rock Nacional - Luis Carlini

Luis Carlini é simplesmente o guitarrista da Banda Tutti Frutti! Ícone do cenário nacional do rock simbolo dos anos 70. Nascida no início dos anos 1970, no bairro da Pompéia, berço do rock nacional, o Tutti Frutti surgiu ao lado de importantes nomes da música como Os Mutantes e Made in Brazil. Que cá entre nós, eles não nos ouçam mas O Tutti supera as outras citadas em léguas de talento.
Além do Fruto Proibido, lançaram outros discos também relevantes como Entradas e Bandeiras, Babilônia e Refestança - este, gravado ao vivo com Rita Lee e Gilberto Gil. "Sou amigo desde criança da Rita Lee e do pessoal dos Mutantes.
A Pompéia é o berço do rock, todos saíram de lá.
Aos 56 anos, Luiz Carlini, dono do solo da canção Ovelha Negra, um dos mais bonitos e mais conhecidos da música brasileira, conta com um currículo invejável. Trabalhou com nomes que passam por Erasmo Carlos, Titãs e Barão Vermelho, entre outros.
"Já participei de mais de 400 discos, como produtor, compositor e guitarrista", afirma o músico, que também subiu aos palcos de cidades como Nova Orleans e Los Angeles.
Tive o privilégio de assistir e conhecer o Carlini aqui mesmo na terra da laranja nos anos 90 do século passado, no salão social do nosso clube num show que se intitulava de Monstros do Rock, do qual participaram O Tutti Frutti, O Made , O Patrulha e o Boca Roxa ( da casa). showzasso!. Foi bom pra dedéu, e devo enfatizar que sem dúvida o brilho do talento do Carlini na Guitarra, com tado respeito as demais, ofuscou as luzes das demais bandas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Historia do Rock Nacional - Rita Lee e Tutti Frutti





















Tutti Frutti foi a segunda banda brasileira de rock que acompanhou Rita Lee, após sua saída dos Mutantes, e que com quem chegou a gravar os seguintes discos:


“Atrás do Porto Tem Uma Cidade” - 1974;


“Fruto Proibido” - 1975;


“Entradas e Bandeiras” - 1976;


“Refestança” - 1977;


“Babilônia” - 1978;




Rita, em 1973 monta a banda, iniciando um trabalho de fortíssima identidade pessoal, como o álbum "Fruto Proibido", considerado por muitos o melhor disco de rock nacional de todos os tempos.

Pioneira nas turnês para grandes públicos, percorre todo o Brasil com enorme aparato de produção, som, luz e cenografia.

Nasce, então, a "Rita Superstar", a maior estrela do rock nacional e a única mulher a atingir tamanha importância no cenário da música brasileira. Performer e compositora inigualável, construiu toda uma obra de verdadeiras preciosidades, entre elas o sempre atual hino dos adolescentes, "Ovelha Negra".

Fazem parte desta fase canções como "Mamãe Natureza", "Menino Bonito", "Esse Tal de Roque Enrow", "Coisas da Vida", "Jardins da Babilônia", "Miss Brasil 2000", "Agora Só Falta Você", "Eu e Meu Gato", "Dançar Para Não Dançar" e "Com a Boca no Mundo".


Nessa época, existia uma alcunha pro roqueiro brasileiro, se dizia o seguinte: "roqueiro brasileiro tem cara de bandido", hoje consiguigo fazer leitura dessa rivalidade, é por que hoje não tenhoimais 17 anos de idade! Na ocasião eu não tinha parâmetros suficientes para avaliar e meus neurônios não se importavam muito em raciocinar a respeito dessas questões. Hoje no entanto esse tempo passou e a produção daquele rock também. Fato é que o rock ali coonstruido tinha qualidades indiscutíveis , justamente por isso, ficaram cravadas no tempo e no espaço da história da musica brasileira de modo irremediável.

Aqui em Limeira o que apareceu de banda( chamadas de conjuntos, por quer banda era sinônimo de corporação musical, daquelas que tocam em coretos) copiando, chupando, carbonando tutti frutti!!! não dá nem pra elenca-los! mas posso afirmar que não foi pouca coisa não! A despeito do fator cópia era muito bom, tudo que era quintal, sala, garagem, qualquer que fosse o espaço, apertado tunha lá uns moleques conectando suas guitarras a aparelhos 3 em 1, rasdio vitrolas e até mesmo em amplificadores de verdade! e fazendo um barulho do cacete.
Posso me considerar um cara de sorte por que meu pai, o Manoel, caminhoneiro escolado e viajado pra dedéu, e ter um gosto muito bom pra musica, gostava de seresta, daqueles cantores que cantavam sem microfone! gritavam bastante assim como os roqueiro que eu estava aprendendo a idolatrar, portanto, pasmem! meu pai gostava da maioria do que eu levava pra casa! que garoto feliz eu era e não sabia! deixei meu cabelo ruim crescer tanto quanto foi possivel e lógico do ponto de vista social! Continuo num próximo momento!



Morte de Tiradentes tem contestação!

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