segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rock in Rio 2011????????????? SERÁ??? TOMARA!


Rio de Janeiro, 19 jul (EFE).- As autoridades do Rio de Janeiro, que organizou as três primeiras edições do Rock in Rio (1985, 1991 e 2001), pretendem negociar o retorno do festival a cidade no próximo ano.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se reunirá com o empresário Roberto Medina, proprietário dos direitos e organizador do festival, no dia 9 de agosto para negociar o retorno do Rock in Rio à cidade, disse hoje à Agência Efe uma fonte da assessoria de imprensa da Prefeitura.
"O único concreto até agora é a reunião que o prefeito terá com Medina e o grande interesse do Rio de Janeiro de organizar o Rock in Rio 2011", disse o assessor.
Apesar das autoridades ainda não confirmarem o retorno do festival, há indicações de que o festival será realizado em setembro do próximo ano em um terreno que a Prefeitura pretende expropriar na zona oeste da cidade.
O terreno será transformado no Parque do Atleta, um local próximo à Vila Olímpica no qual serão realizados espetáculos e eventos durante os Jogos Olímpicos que o Rio de Janeiro organizará em 2016.
Até o ano passado, Medina tinha previsto o retorno do festival ao Rio de Janeiro em 2014, para que coincidisse com a Copa do Mundo no Brasil.
O plano do empresário era organizar o festival em 2014 tanto no Rio de Janeiro como em Lisboa e Madri, cidades europeias que se transformaram na sede do evento nos últimos anos.
Após estrear no Rio de Janeiro, o festival se transferiu para Lisboa, onde foi realizado em 2004, 2006, 2008 e 2010, e para Madri, com edições em 2008 e 2010.
Em sua última edição no Rio de Janeiro, em 2001, o festival teve como atrações bandas como R.E.M., Foo Fighters, Guns N'Roses, Neil Young, Oasis e Rede Hot Chilli Peppers.
Na edição inaugural as maiores atrações foram Queen, Rod Stewart, AC/DC, Yes, The B-52's, Prince e Joe Cocker.

terça-feira, 13 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

07 de Julho Aniversário do Heitor !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


No dia
07 de julho de 2010
 o pequeno grande homem
Heitor de Carvalho Correa
 comemora  seu 4º aniversário!
Parabéns jovem guerreiro, que Deus o proteja, abençoe e o cubra de graças neste dia e sempre, conservando essa sua vivacidade, alegria, força e garra, inteligencia e ainda
esse sorriso simpático que combina tão bem com
 a força do seu abraço, que não tem preço!
Seu pai e sua mãe, corujas,
que tanto te amam
Cau e Angela



Segue abaixo a letra da musica do Toquinho e do Vinicius que sempre me encantou e fez chorar desde a minha dolescencia e que tão bem ilustra a necessidae de um homem vir a ter um filho. Essa é a minha simples e singela homenagem...
Cau




O Filho Que Eu Quero Ter


Toquinho

Composição: Toquinho/ Vinicius de Moraes

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer

Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr

E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem

Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem





De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim

Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim

Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim

Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim

Dorme menino levado, dorme que a vida já vem

Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem





Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu

Sentir-lhe a barba me roçar no derradeiro bei..jo seu

E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus

Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus

Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer

Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer Ter.





segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cosmologia do rock metal -

Cosmologia do rock metal

4/7/2010




Pesquisadora dos rituais na cena metaleira de Fortaleza, a socióloga Abda Medeiros, doutoranda pela Universidade Federal do Ceará, escreve sobre as "festas" de metal e os códigos identitários dos headbangers

Os lugares e os espaços que compõem os espetáculos de metal se configuram como territórios em movimento, deslocamentos, uma espécie de caminho que se constrói na medida em que se passa e se segue adiante. Já o tempo é o elemento-chave em que as narrativas constituidoras das apresentações de metal encontram a base de sustentação percebida nas apresentações, na performance e nos valores ali embutidos e renovados a cada show. E, em algumas ocasiões, trazendo certas modificações.

A passagem das bandas pelo lugar-espaço-tempo do metal e a forma como os participantes do show as recebem contribuem para a efetivação das características visuais, comportamentais e ideológicas referentes ao metal que os afinados com esse estilo necessitam imortalizar, sob pena de verem seus laços identitários (des)simbolizados por um mercado que os apreende. Ou, no limite, sob pena de os verem desfeitos. É importante pensar que lugar-espaço-tempo nos shows de metal são representações simbólicas que estabelecem intrínseca relação com as atividades que ordenam esses eventos, ou seja, a demarcação do lugar, a ocupação do mesmo por um grupo específico (espaço) e a efetivação das referidas atividades que os constituem (o tempo) indicam a realização de um acontecimento de metal. Evento que, por sua vez, faz referência, no presente, a outros, vivenciados no passado e que são reelaborados e resignificados nos shows.

Além disso, as apresentações de metal são as expressões máximas do caráter "estrangeirista" do rock que, ao mesmo tempo em que invoca valores "de fora" (concebidos como internacionais), adapta-se e funde-se àqueles "de dentro" (nacional, regional, local). E transforma as apresentações de metal outrora virtuais em reais, observadas nas letras das músicas e na linguagem visual expressa nas estampas das camisas, nos símbolos, na estrutura física e sonora compatível aos decibéis emitidos pelas caixas de som e nas gestualidades que unificam a gramática do metal.

O importante é que o show aconteça e, onde quer que ele ocorra, seja num anfiteatro, na via pública ou no teatro, o som ecoe no mais alto volume. Que os pescoços se contorçam, as cabeças "batam", os cabelos longos (para quem os tem) voem e "captem" as ondas sonoras que não apenas estremecem os corpos dos presentes, mas, acima de tudo, "chocam" e tornam visíveis para as estruturas físicas, sonoras e sociais da cidade, que a partir das minhas observações em campo anunciam que outra cidade - viva, pulsante e oxigenada pelo "sangue" de cor preta - performatiza suas ações no lugar-espaço-tempo onde ocorrem os shows de metal.

Roupas e adereços

Na plateia, as pessoas trajam jaquetas de couro, capas pretas, calças spandex ou couro, blusas estampadas em cinza e preto, camisas de bandas como Iron Maiden, Sepultura, AC/DC, Guns N´ Roses, Shaaman. Em sua grande maioria, os frequentadores usam adereços de metal no pescoço, lenços na cabeça alusivos a bandas ou bandeiras nacionais como a da Inglaterra. Alguns homens usam saias, longos vestidos pretos por cima da calça e da camisa, maquiagem preta no rosto (aludindo a cruzes invertidas), calçam tênis ou coturnos pretos. Já as mulheres, acentuam os cílios, contornos dos olhos e lábios com as cores marrom ou preta, utilizam vestidos pretos longos, combinando com botas, ou calça/saia jeans em combinação com o tênis.

Quando os participantes dos shows de metal se deslocam em direção aos mesmos, não apenas caminham; acima de tudo, trazem impressos nos gestos, vestimentas, sentimentos e emoções o jeito próprio de falar, as características das vivências de cada bairro, as experiências vivenciadas nas esferas pessoal, musical e em grupo. Dessa forma, o que os participantes carregam em si e expressam para o "outro" possui intrínseca relação com o conjunto de ideias e valores que orientam suas condutas.

Além do corpo, da estrutura física e do comportamento da plateia nos shows de metal, devem-se mencionar os cheiros que exalam no ambiente. Refiro-me ao cheiro que cada indivíduo traz impresso na pele e que é potencializado mediante os gestos viscerais que a música proporciona. Inclui-se, também, o cheiro da bebida, eventualmente do cigarro e dos psicotrópicos que não são exclusivos do rock. É preciso relativizar o rock como estilo musical que não possui relação direta com as drogas. Ele se situa para além da música, das drogas e do sexo, porque transcende as experiências individuais, alocando-se nas experiências coletivas de onde são retirados os significados, as classificações e as hierarquizações que configuram a gramática do rock metal.

Os eventos de metal podem significar, para os frequentadores, o motivo para sair da rotina escola-casa-escola. O momento de diversão, de festa. O lugar onde se fazem e se encontram amigos. As apresentações musicais proporcionam, conforme me relatou um frequentador, "muita emoção". "Escutar Metal é muito emocionante, porque é um tipo de som que eles fazem com os instrumentos que ninguém consegue fazer", conclui. Além das emoções e das experiências que os shows proporcionam para a plateia, eles representam para as bandas muito mais que o marcar presença ou uma reafirmação do pacto estabelecido consigo no que diz respeito a ser "metaleiro". Seja participando como plateia ou como banda, os eventos de metal não podem ser compreendidos por si mesmos. Explicam-se muito mais por aquilo que eles proporcionam para cada indivíduo que os frequenta.

Ao longo dos shows, há os intervalos que, entre outros desempenhos, permitem a recomposição das energias liberadas a cada apresentação para serem armazenadas e extravasadas tão logo recomece a execução do som. É interessante notar que alguns frequentadores aproveitam esses intervalos para fazer uma visita à chamada "banquinha" onde estão expostos os materiais produzidos pelas bandas. Os materiais expostos para serem adquiridos pelos frequentadores não estão exclusivamente ligados aos grupos musicais que não possuem contratos com gravadoras. Percebem-se ali desde o DVD produzido por bandas, como, por exemplo, a finlandesa Children Of Bodom, até os CDs-demo produzidos por bandas locais.

Mainstream e underground

A articulação entre o local e os produtos oriundos de outras partes do mundo dinamiza a relação de consumo e trocas que se dá entre o mainstream e o underground. Em outras palavras, os bens culturais difundidos pelos conglomerados midiáticos são consumidos lado a lado daqueles bens cuja opção de produção, divulgação e consumo não se dá de acordo com as regras de investimento e obtenção de lucro, sugeridas pelo modo de produção capitalista.

Os contornos aqui envolvem a produção de músicas sonoramente menos polidas que as apresentadas pelos conglomerados midiáticos, as trocas de CDs, cassetes, vinis, fotos, flyers, fanzines, endereços eletrônicos, downloads pela internet, roupas, adereços, gestos, aparição em programas de TVs, reportagens em jornais impressos, revistas, livros, equipamentos musicais, shows, palestras, workshops e gente. Forma-se, assim, uma rede de relações que viabilizam os fluxos desses bens produzidos pelos "metaleiros".

Por isso, após essa parada nos shows a fim de conferir as tendências do metal, os frequentadores retomam seus lugares na plateia assim que escutam o recomeço do som no palco. Os finais das apresentações, como dos próprios eventos, dão-se após os agradecimentos da banda e o anúncio de que a última música será executada. A plateia começa a se dispersar lentamente, aos pares ou em grupos, pelos portões por onde haviam entrado.

Dentro dessa perspectiva, ao final dos eventos, o show e as experiências vivenciadas não apenas motivam o acontecimento de outros eventos. Além disso, os motivam porque permitem aos participantes liberarem-se de si mesmos e exercem função catártica. Tomando por empréstimo as palavras do psicólogo americano James Hillman, isso é possível porque "sentir e imaginar o mundo não se separam na reação estética do coração. O coração percebe tanto sentindo como imaginando: para sentir penetrantemente devemos imaginar e, para imaginar com precisão, devemos sentir".



ABDA MEDEIROS*
ESPECIAL PARA O CADERNO 3

* Socióloga, autora da dissertação "Cosmologias do Rock em Fortaleza. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFC, com pesquisas financiadas pelo CNPq na área de Antropologia

Rir é o melhor Remédio - PROFESSOR

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
-O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'.

'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural.
Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

COMENTÁRIO

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou 'acreditarem' que o tem (ADOREI ESSA!), se acham no direito de subestimar os outros . . .

Viva a humildade . . .
E haja capim!!!


COLABORAÇÃO: LUCIANO RODRIGO

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ROCK DE GALPÃO

01 de julho de 2010 |

MÚSICA

Rock de Galpão lança DVD
Regionalismo gaúcho com linguagem roqueira – a receita sonora do projeto Rock de Galpão surgiu no palco, virou disco e agora ganha registro em DVD.

O grupo, reunindo o cantor Neto Fagundes e a banda Estado das Coisas, lança seu novo álbum com show no Teatro do Bourbon Country hoje, a partir das 21h (mais detalhes no Roteiro do Guia hagah).

Rock de Galpão Ao Vivo, que chega às lojas em CD e DVD, é a síntese de uma proposta surgida no verão de 2004, quando Neto dividiu o palco do Dado Tambor com a Estado das Coisas em uma série de shows. Ali se forjou uma combinação que se revelou das mais eficazes: vestir o repertório gauchesco – canções conhecidas, como Mercedita, Semeadura e Canto Alegretense – com um figurino que inclui gaita e violão, mas também guitarra, baixo, bateria e teclado. A ideia logo foi levada para os palcos do Interior e rendeu um CD, lançado em 2007.

– Temos tocado para plateias de rock, um pessoal que talvez não ouvisse a música regional de outra forma – explica Neto.

O show de hoje segue o roteiro do DVD, gravado em dezembro passado em Caxias do Sul sob direção de Hique Gomez, o Kraunus Sang do Tangos & Tragédias. Neto (voz e violão) e a Estado das Coisas – Tiago Ferraz (voz e guitarra), Alexandre Gaiga (teclados), David Fontoura (baixo), Rafa Schuler (guitarra) e Guilherme Gul (bateria) –, com o acordeonista Paulinho Cardoso, vão tocar músicas como Vento Negro (Fogaça) e Bochincho (Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá) com convidados como Bagre Fagundes e o próprio Hique, além do dançarino Diablo Jr.

– Não estamos inventando nada. Almôndegas, Kleiton & Kledir, Mário Barbará e o Saracura já experimentaram essa combinação do rock e do regional – diz Ferraz.

– Não queremos romper com nada, a ideia é integrar, fortalecer a questão regional – completa Neto.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dragão ao som do CE

A BANDA BRECULÊ vem colhendo bons frutos a partir da divulgação do disco "Vidas Volantes"

30/6/2010

As bandas Breculê e Água Ardente Blues e a bateria do bloco Unidos da Cachorra abrem amanhã à noite a programação de férias no Anfiteatro do Dragão do Mar

A noite de amanhã, no Centro Dragão do Mar, tem três atrações cearenses como destaque inicial da programação musical das férias. A partir das 20h sobem ao palco do anfiteatro as bandas Breculê, Aguardente Blues e Unidos da Cachorra. Propostas e ritmos bem diferenciados, reunidos em uma apresentação com entrada franca.

Trabalhando um repertório essencialmente autoral, a Breculê vem ganhando destaque a partir da divulgação do disco de estreia do grupo, "Vidas Volantes", lançado em uma esmerada apresentação em março último, no Theatro José de Alencar. O grupo conta com Pedro Fonseca (violão e composições), Fabrício da Rocha (violão e composições), Fábio Marques (percussão e composições), Igor Caracas (percussão), Milton Ferreira (baixo), Jordão Nogueira (trompete e gaita), além do multi-instrumentista Túlio Furtado.

Já a banda Água Ardente Blues tem seu som calcado em clássicos do gênero norte-americano, consagrado por grandes nomes, como Muddy Waters, uma das maiores influências da banda. Chuck Berry, Janis Joplin e James Brown são outras referências para o grupo que vem ajudando a movimentar a forte cena blueseira da capital cearense.

Encerrando os trabalhos da noite, a bateria da Unidos da Cachorra acrescenta o samba à mistura, representando a diversidade da programação musical agendada pelo Dragão para este mês de julho. Uma temporada de shows que inclui do reggae do grupo Tribo de Jah ao violão solo de Nonato Luiz, passando pelo grupo Sucata Sonora e também por festivais já consolidados no calendário cultural da capital, como o Fórum Harmônicas Brasil e o ForCaos. Por férias mais musicais. (DM)


MAIS INFORMAÇÕES:

Breculê, Água Ardente Blues e Unidos da Cachorra. Shows das bandas cearenses amanhã, a partir das 20h, no Anfiteatro do Dragão do Mar, abrindo a programação musical de férias. Entrada franca.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nesta segunda-feira (28), Raul Seixas, o roqueiro mais famoso do Brasil faria 65 anos

Nesta segunda-feira (28), Raul Seixas, o roqueiro mais famoso do Brasil faria 65 anos. Baiano, é a principal referência do rock no nordeste, conquistando o resto do País para até hoje ser lembrado em qualquer show de rock. Afinal, quem nunca ouviu o tradicional "Toca Raul"?

Raul começou a carreira se interessando por Luiz Gonzaga e repente, influências que ele nunca abandonaria. Mas a proximidade de sua casa do consulado americano o levou a conhecer Elvis Presley e o rock'n roll. Elvis seria a grande inspiração de Raul por toda a carreira.

No começo dos anos 60, Raul teve a banda Raulzito e os Panteras, com quem fez os primeiros grandes shows. Em 1967, o cantor foi convidado para abrir um show de Jerry Adriani, o que lhe deu alguma projeção nacional. Mas foi em 1974, com o LP Gita, que Raul conquistou definitivamente o País.

Sempre controverso, Raul ia à contra-mão da Bossa Nova, frequentemente criticando o movimento e chamando seus fundadores de esnobes. Entretanto, a relação com o pessoal da Tropicália era mais tranquila, e o roqueiro ganhou até uma homenagem do amigo Caetano Veloso na música Rock'N Raul.

Mas amizade mesmo Raul construiria com o escritor Paulo Coelho. Os dois foram grandes parceiros, escrevendo juntos diversas letras e fundando em 1974 a Sociedade Alternativa, uma organização que tinha como lei que o indivíduo poderia fazer o que quisesse e isso seria lei. Para divulgar a Sociedade, Raul e Paulo compuseram Sociedade Alterntiva, música pela qual foram perseguidos e se exilados.

Uma das grandes paixões de Raul era o universo extraterrestre. A inclinação pelo tema fazia parte das letras, como em Ouro de Tolo e S.O.S. Entre outras paixões de Raul, estavam HQs, principalmente do Tarzã e Durando Kid. O último entrou na letra de Cowboy Fora da Lei, um de seus últimos sucessos de 1987.

O Maluco Beleza também fez colaborações para a TV, sendo a mais significativa o especial Plunct Plact Zuuum, exibido na Rede Globo em 1983. O programa fazia parte de uma serie de especiais para crianças e até hoje é um dos mais lembrados por pequenos daquela geração. Na abertura do programa, Raul retoma mais uma vez o tema do espaço, surgindo em um disco voador.

Em 1989, faz sua última turnê, com Marcelo Nova, divulgando o disco Panela do Diabo. Morreu no fim daquele ano, aos 45 anos, vítima de uma parada cardíaca. Após sua morte, seu último álbum recebeu um disco de ouro pelas mais 150 mil cópias vendidas.

Noite com passeio pelo blues

sexta-feira, 25 de junho de 2010 7:05

Ângela Corrêa



Do Diário do Grande ABC





Blues é sinônimo de melancolia apenas nos dicionários de inglês. O gênero surgido no Sul dos Estados Unidos remete a sonoridades tão variadas quanto vibrantes. É isso que mostra o show As Linguagens do Blues, que o gaitista e cantor paulistano Robson Fernandes mostra no Sesi Santo André hoje, às 20h. A apresentação tem entrada franca e integra a série Jazz & Blues.
"Já vinha fazendo isso na minha carreira e no show eu abordo vários tipos de blues, de Chicago, do Texas, da Califórnia, de Nova Orleans... O pessoal tem aquela visão de que blues é algo triste, parado. Não é nada disso", afirma.
O formato do show é bastante livre, sem um programa pré-definido de assuntos a serem abordados. "Eu me preocupo em não perder o ritmo, para não transformá-lo em um worksphop. É difícil porque eu nunca tinha feito isso, de conversar sobre música estando no palco", explica Fernandes. As explicações virão sempre entre uma música e outra.
O repertório da apresentação é composto basicamente por músicas de sua própria autoria. Fernandes, aos 34 anos, tem três CDs lançados.
O último deles, Cool, fez bonito no Exterior. No ano passado, foi escolhido pela revista especializada Real Blues Magazine como um dos melhores álbuns de blues em todo o mundo. O gaitista também excursionou por Argentina e Europa para lançar o CD.
Entre suas músicas apresentadas no show estão Outside Out Rhumba, I Can''t Hide the Truth, She''s Gone, Don''t Wanna Lose Your Love e a faixa-título do disco mais recente.
Para finalizar, também faz covers de Muddy Waters (Mojo Wording e Long Distance Call) e Jimmy Rogers (Walking by Myself).







As Linguagens do Blues - Show com Robson Fernandes.
Praça Dr. Armando de Arruda Pereira, 100. Tel.: 4997-3177.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Relatório aponta para uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil


24/06/2010

Relatório aponta para uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil

'Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores', afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano


Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento. É o que apontam os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF).

Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

Nesta situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.

De acordo com o diretor da Anvisa, “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”. “Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Européia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países”, pondera Barbano.

A Anvisa realiza a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde humana. Em 2008, a Agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos de agrotóxicos, dentre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós.

Juntos, esses 14 ingredientes representam 1,4 % das 431 moléculas autorizadas para serem utilizadas como agrotóxicos no Brasil. Entretanto, uma séria de decisões judiciais, também em 2008, impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação desses ingredientes.

De lá pra cá, a Agência consegui concluir a reavaliação de apenas uma molécula: a cihexatina. O resultado da reavaliação prevê que essa substância seja retirada do mercado brasileiro até 2011. “Todos os citricultores que exportam suco de laranja já não utilizam mais a cihexatina, pois nenhum país importador, como Canadá, Estados Unidos, Japão e União Européia, aceita resíduos dessa substância nos alimentos”, diz o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles.

Para outras cinco substâncias, a Anvisa já publicou as Consulta Públicas e está na fase final da reavaliação. Nesses casos, houve quatro recomendações de banimento (acefato, metamidofós, endossulfan e triclorfom) e uma indicação de permanência do produto com severas restrições nas indicações de uso (fosmete).

Confira aqui a evolução das importações de agrotóxicos no país.

Balanço

Outra irregularidade apontada pela PARA foi a presença, em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, de resíduos de agrotóxicos acima dos permitidos. “Esses resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, explica Meirelles.

Tiveram amostras, ainda, que apresentaram as duas irregularidades: resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados para aquela cultura. No balanço geral, das 3.130 amostras coletadas, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade.

Os casos mais problemáticos foram os do pimentão (80% das amostras insatisfatórias), uva (56,4% das amostras insatisfatórias), pepino (54,8% das amostras insatisfatórias), e morango (50,8% das amostras insatisfatórias). Já a cultura que apresentou melhor resultado foi a da batata com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma o gerente da Anvisa.

PARA

O objetivo do PARA, criado em 2001, é garantir a segurança alimentar do trabalhador brasileiro e a saúde do trabalhador rural. Em 2009, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Anvisa monitorou 20 culturas em 26 estados do Brasil. Apenas Alagoas não participou do PARA em 2009.

O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios em supermercados. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e para um laboratório contratado, nos quais foram investigadas até 234 diferentes agrotóxicos em cada uma das amostras.

Apesar das coletas realizadas pelo Programa não serem de caráter fiscal, o PARA tem contribuído para que os supermercados qualifiquem seus fornecedores e para os produtores rurais adotem integralmente as Boas Práticas Agrícolas. Prova disso, foi a criação do Grupo de Trabalho de Educação e Saúde sobre Agrotóxicos (GESA).

Integrado por diferentes órgãos e entidades, o Grupo tem como objetivo elaborar propostas e ações educativas para reduzir os impactos do uso de agrotóxicos na saúde da população, implementar ações e estratégias para incentivar os sistemas de produção integrada e orgânicos e, no caso dos cultivos convencionais, orientar o uso racional de agrotóxicos. “Além de orientar, é preciso que o Estado fiscalize de forma efetiva o uso desses produtos no campo e coíba o uso indiscriminado e, até mesmo ilegal, de alguns agrotóxicos”, comenta Meirelles.

Os estados também têm realizado diversas ações com o objetivo de ampliar o número de amostras rastreadas até o produtor. Das amostras coletadas em 2009, 842 (26,9%) foram rastreadas até o produtor/associação de produtores, 163 (5,2%) até o embalador e 2032 (64,9%) até o distribuidor. Somente 93 (3%) amostras não tiveram qualquer rastreabilidade.

Resultados 2009





Autor: ANVISA     Fonte: Imprensa         http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/!

Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento!!!


22/06/2010 - 10h06




Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento



Por Bruno Calixto, da Amazônia.org.br


Segundo interpretação de Ana Cristina Barros, da TNC, o substitutivo do deputado Aldo Rebelo para o Código Florestal vai eliminar todos os controles do desmatamento por um período de cinco anos. Em entrevista ao Amazonia.org.br, a pesquisadora explica problemas da proposta e alternativas.

A proposta de mudança do Código Florestal brasileiro, indicada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), vai permitir cinco anos sem qualquer controle do desmatamento - contrariando a afirmação do projeto de que durante cinco anos o desmatamento seria proibido.

A interpretação é de Ana Cristina Barros, da ONG The Nature Conservancy (TNC). Ela acompanha os debates e as votações do Código Florestal na Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro, na Câmara dos Deputados.

A ambientalista destaca três pontos prejudiciais do substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo: o período de cinco anos sem controle do desmatamento, a anistia dos desmatamentos ilegais ocorridos até 2008, e a isenção de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais.

Ana Cristina também criticou o "clima de cabo-de-guerra" entre ruralistas e ambientalistas. "Os deputados vão querer votar para dizer 'ganhei essa batalha', e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil".

A próxima reunião para debater a reforma do Código Florestal acontece na segunda-feira, dia 28, às 14h.

Confira a entrevista na íntegra.







Amazonia.org.br - O deputado Aldo Rebelo disse que fez mais de 50 audiências públicas sobre o Código Florestal. Os ambientalistas não participaram dessas audiências?



Ana Cristina Barros - Não sabia que eram mais de cinqüenta, mas soube de algumas audiências. Soube da audiência de Mato Grosso, a de Goiânia. Infelizmente não pude participar de nenhuma. Depois eu soube que o meu nome foi aprovado para falar nas audiências públicas, mas o convite nunca foi efetivamente enviado.
Acho que as audiências públicas são um processo importante de discussão, de propostas, um espaço para abrir o debate à sociedade. Mas elas não deveriam ser tratadas nem como escudo nem como a única forma de informação.
Falando pela TNC, nós temos uma série de trabalhos de campo, mostrando que dá sim para implementar o código florestal. São trabalhos que mostram que existem empresas de produtores rurais interessadas em comprovar a qualidade ambiental de sua produção, e parece que isso não entrou como subsídio no texto proposto na comissão.
Também me surpreendeu não haver menção ao decreto Mais Ambiente, a regulamentação mais recente relacionada ao Código Florestal, que institui o Cadastro Ambiental Rural e cria cinco anos de prazo para o produtor se regularizar. É uma tentativa de regularização que a gente considera louvável, pois não recebe mais o produtor com uma multa quando ele se apresenta ao governo para se regularizar, e ainda permite que as multas sejam suspensas a partir do momento em que ele assume um compromisso. Dá pra citar também os termos de ajustamento de conduta com a pecuária no Pará. Ou seja, várias iniciativas como essas, que estavam criando condições gradativas para a regularização, parece que não foram usadas como insumo. No conteúdo do substitutivo elas não aparecem e não foram contestadas no relatório.







Amazonia.org.br - O que a TNC considera prejudicial nas propostas do substitutivo para o novo código?
Ana Cristina - A gente identificou quase uma dúzia dos assuntos dos mais quentes. Outras organizações chegaram a listar até 30 pontos. Para não fazer uma lista enorme, eu destaco três.
O primeiro, e mais importante, é o período de desmatamento liberado no país. A proposta diz que no prazo de cinco anos os Estados devem implementar programas de regularização ambiental, e, dentro desse tempo, ela diz que, por um lado, o desmatamento está proibido, mas, por outro, as multas estão suspensas. E ainda diz que o produtor que já esteja em algum processo de regularização tem a possibilidade de, unilateralmente, romper esse compromisso. Eu só consigo traduzir isso como um período de cinco anos sem qualquer controle sobre o desmatamento.


Amazonia.org.br - Então a proposta diz que são cinco anos com desmatamento proibido, mas o que acontece na verdade é o oposto?

Ana Cristina - Exatamente. Quando você diz que são cinco anos sem desmatamento, mas nesse período tira todos os instrumentos de controle - e não tira administrativamente, mas escreve na lei que as multas estão suspensas - você na verdade está fazendo o oposto.
O segundo ponto mais grave é a anistia do desmatamento ilegal acontecido até 22 de julho de 2008. O texto anistia o desmatamento que já aconteceu, e cria um período onde não tem governo.
O terceiro ponto é a isenção de reserva legal para áreas de até quatro módulos fiscais. Na Amazônia, um módulo fiscal pode ter 100, 150 hectares, então são áreas de 400, 500 hectares que poderão desmatar a reserva legal.

Amazonia.org.br - O argumento do relator é de que essa isenção facilitaria a atividade da agricultura familiar. Qual seria a alternativa para o pequeno agricultor?

Ana Cristina - Se a gente definir pequeno agricultor pelo Estatuto da Terra, isenta da reserva legal apenas o minifúndio, que é aquela propriedade de até um módulo fiscal. Isso se for para seguir na linha da isenção de reserva legal, o que não necessariamente é a melhor medida.

O pequeno produtor rural muitas vezes é dependente da reserva legal - ele tira produtos não-madeireiros, produtos da floresta, uma agropecuária que usa sombreados, e pode até extrair madeira de vez em quando. Ele tem muito mais o uso potencial da sua reserva legal. Assumindo que é para isentar a reserva legal para alguém, isenta o minifúndio, um módulo.

Agora, a receita ideal é dar subsídios ao pequeno agricultor para manter sua reserva, como o decreto - que não saiu - que facilita a tramitação da burocracia de averbação da reserva legal e a capacitação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] para que possa dar melhor assistência aos produtores. Acho que é como propõem os movimentos sociais: o que a gente precisa não é a mudança do código, mas um conjunto de políticas que permitam o seu cumprimento.


Amazonia.org.br - Outro ponto polêmico no substitutivo é a redução das Áreas de Proteção Permanente, as APPs.

Ana Cristina - Acho que isso é problemático, principalmente porque o parecer dá aos Estados a competência para fazer isso. Um problema que foi levantado - não é a minha área, mas foi levantado pelo pessoal da área urbana - é que ele define que as APPs urbanas devem ser registradas como parte do plano diretor de uma cidade, e dá direito pleno à prefeitura para revogar a APP. Ou seja, as cinco mil prefeituras do país vão ter direito de revogar a APP, e você pode imaginar o que vai acontecer com especulação imobiliária


Amazonia.org.br - Qual a sua expectativa para a votação do código? Acredita que será aprovado?

Ana Cristina - É de uma apreensão enorme. O que eu vejo é que a comissão tem uma parcialidade muito grande, uma representação que chamamos de ruralista, mas que não representa todos os produtores rurais.
Meu medo, por conta do ano eleitoral, do debate ter sido colocado num cabo de guerra entre ambientalistas e ruralistas, é que os deputados vão querer votar para dizer "ganhei essa batalha", e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil.



(Envolverde/Amazônia.org.br)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Rir é o melhor Remédio - O ANIVERSÁRIO


Era meu aniversário de 39 anos e meu humor não estava lá essas coisas.



Naquela manhã, ao acordar, dirigi-me à copa para tomar café, na expectativade que meu marido dissesse:


"Feliz aniversário, querida!"


Mas ele não disse nada...


Aí pensei:


“ Esse é o homem que eu mereço !”


Mas continuei a sonhar:


"As crianças certamente lembrarão..."


Quando elas chegaram para o café, não disseram nada também...


Saí bastante desanimada, mas, me senti um pouco melhor quando entrei no Fórum e meu estagiário disse:


"Bom dia, Dra... Feliz Aniversário!"


Finalmente alguém havia lembrado!


Trabalhei até o meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala dizendo:





"Sabe, Dra Promotora... está um dia lindo lá fora, e já que é o dia do seu aniversário, poderíamos almoçar juntos, só a senhora e eu, o que acha?"



Achei a idéia excelente e fomos a um lugar bastante reservado.


Divertimo-nos muito e, no caminho de volta, ele sugeriu:


"Dra... com esse dia tão lindo, acho que não devemos voltar ao Fórum.


Vamos até o meu apartamento, e lá tomaremos um drinque."
Fomos então para o apartamento dele, e, enquanto eu saboreava um Martini, ele disse:




"Se não se importa, eu vou até o meu quarto vestir uma roupa maisconfortável."


"Tudo bem", respondi, "Fique à vontade."


Decorridos mais ou menos uns cinco minutos, ele saiu do quarto carregando um bolo enorme,
...seguido de meu marido, meus filhos, amigas e todo o pessoal do Fórum...




Todos cantando, “Parabéns Para Você!!!”


E... lá estava eu...


Sem sutiã, sem calcinha, sentada no sofá da sala !...


É por isso que eu sempre digo:


"Estagiário só faz merda!..."




FONTE: MY DEAR FRIEND NICÃO

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O QUE É CONCEITO ?

o que é uma idéia ou um conceito?

4 o algarismo é um conceito que representa uma idéia, qual seja a do número quatro (tudo é número, diz Pitágoras), que pode ser representado por inúmeras formas = IV, IIII, etc. Deduzimos que conceito "são mecanismos mentais que permitem ao homem empreender, externamente, a luta com os desafios específicos da natureza externa e da realidade social"[¹]. Os conceitos são utilizados como ferramentas mentais que tornam possível o conhecimento por parte do intelecto, bem como a operacionalização da ciência em tela . O Direito é um campo do saber repleto de conceitos: constituição, legítima defesa, crime, bom pai de família, etc.

Todo conceito tem atrás de si, animando-o, uma ou várias idéias. O perigo é não diferenciarmos as idéias e os conceitos, visto que os dois são semelhantes, mas totalmente diversos "quem inventou o amor teve certamente inclinações musicais, tantas canções parecidas mas tão desiguais, são como as coisas da vida, coisas tão parecidas, mas tão desiguais..." [²].

Idéias e conceitos divergem na sua serventia e no modo através do qual eles se dão a conhecer. Conceito já vimos para que serve, idéias "movem o homem em direção ao confronto de suas duas naturezas devido ao seu poder de sustentar a ação do autoquestionamento total." Idéias são, portanto, ferramentas do autoquestionamento, veículos de crescimento pessoal e espiritual. Conceitos são apreendidos, podem ser guardados na nossa memória e os acessamos quando necessário. Já idéias são objeto de uma integral aprendizagem[³] requerem não um relacionamento professor/aluno, mas uma comunhão de saberes entre mestre/discípulo. Pitágoras na sua comunidade, Platão na Academia, Aristóteles no Liceu, Goffredo Telles Jr. no Largo de São Francisco, etc. A lista, felizmente, foi só exemplificativa...

Conceito de Mercantilismo


O Mercantilismo corresponde a uma doutrina económica se afirmou na Europa colonial dos séculos XVI e XVII e que se baseava na convicção de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que esse mesmo país conseguia acumular. Dado que a grande maioria dos pagamentos internacionais se faziam, nessa altura, com ouro e prata, toda a política económica centrava os seus esforços na manutenção de uma Balança Comercial favorável de forma a que a entrada de metais preciosos para pagamento das exportações fosse superior à sua saída para pagamento das importações. Para isso eram criadas medidas restritivas às importações através de pesadas taxas alfandegárias e em simultâneo eram fomentadas as exportações através do estimulo ao desenvolvimento da produção manufactureira nacional. A par deste aumento do intervencionismo do Estado na regulação da produção e do comércio e no desenvolvimento de mecanismos proteccionistas da economia nacional, são também criados regimes de exclusividade nas relações comerciais com as colónias.

O mercantilismo teve a sua máxima expressão em França, facto que em grande medida se deveu a Jean-Baptiste Colbert, ministro do rei Luís XIV, razão pela qual o mercantilismo também seja conhecido como Colbertismo. As medidas implementadas por Colbert assentavam essencialmente na criação e desenvolvimento de manufacturas, quer do Estado, quer de particulares, e na criação de medidas proteccionistas dos interesses económicos nacionais através da implementação de elevadas taxas alfandegárias e da atribuição de diversos privilégios às manufacturas.

Em Inglaterra e na Holanda o mercantilismo não assumiu uma profundidade tão elevada, com o intervencionismo estatal a ser muito menos acentuado e a manifestar-se essencialmente no incremento das actividades mercantis através do desenvolvimento das suas frotas mercantes e através de medidas limitadoras do acesso de embarcações estrangeiras aos seus portos.

Quanto a Portugal e Espanha, emergiu um outro tipo de mercantilismo: o mercantilismo metálico ou bulionismo. O mercantilismo metálico assentava numa política de procura directa dos metais preciosos na sua origem (América e África) e a sua acumulação nos seus cofres.


Autor: Paulo Nunes
Economista, Professor e Consultor de Empresas
Data de criação: 01/12/2007

Mercantilismo na França

Jean-Baptiste Colbert: ministro da França e defensor do mercantilismo

Na França, o mercantilismo (sistema econômico típico do absolutismo) surgiu durante o século XVI, dentro do processo de fortalecimento da monarquia e centralização do poder.

Já no século XVII, o mercantilismo estava fortemente implantado no sistema econômico francês. O principal aplicador do sistema mercantilista na França foi o ministro das finanças francês Jean-Baptiste Colbert. Ocupando este importante cargo, durante 22 anos no governo do rei absolutista Luis XIV, Colbert estimulou a industria francesa, incentivou as exportações e reduziu as taxas alfandegárias internas.

Estas práticas mercantilistas ficaram conhecidas na França como colbertismo e fizeram com que a economia do país se fortalecesse, equiparando-se a das potências européias da época

Morte de Tiradentes tem contestação!

  INCONFIDÊNCIA MINEIRA Para historiador, ladrão teria assumido identidade em troca de dinheiro Morte de Tiradentes tem contestação São Paul...