sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ciclista faz expedição de 17 mil quilômetros para fotografar brasileiros e suas bikes


por Gabriel Felix, do CicloVivo

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Baenninger já traçou a rota da viagem, mas ainda é necessário arrecadar fundos para a realização da aventura. - Foto: Reprodução/Facebook
Desde dezembro do ano passado, o fotógrafo Felipe Baenninger, de 25 anos, “mora” em sua bicicleta. Agora, ele vai usar a bike para sair de Porto Alegre e chegar a Belém, no Pará, para vivenciar o projeto Transite – os brasileiros e suas bicicletas. As lentes de sua câmera fotográfica serão usadas para registrar as diferentes relações que os ciclistas brasileiros constroem com suas bicicletas, seja nas grandes cidades ou nas regiões isoladas.
O material será coletado durante um percurso de 17 mil quilômetros de pedaladas, que levarão o projeto para várias cidades do Brasil, desde a capital do Rio Grande do Sul até Belém, no Pará. Além de contar as histórias das pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte no país, a expedição realizada pelo fotógrafo também vai reunir dados importantes sobre as atuais condições das estradas brasileiras para os ciclistas.
Baenninger já traçou a rota da viagem, mas ainda é necessário arrecadar fundos para a realização da aventura. Para captar estes recursos, o projeto Transite aceita doações até a próxima sexta-feira (25) pelo Catarse, plataforma online de financiamento coletivo. Se a meta não for alcançada no prazo, os apoiadores recebem a contribuição de volta ou podem optar por financiar outro projeto.
A principal recompensa para os apoiadores é a reserva do fotolivro do Transite, ainda em fase de pré-produção, que custa R$ 80 e ficará pronto depois da aventura. Fora o livro, também há outras recompensas, como camisetas e adesivos do projeto, além de atualizações exclusivas de conteúdo da viagem e até uma revisão para bicicleta na oficina do bar bicicletaria Las Magrelas, em São Paulo.
* Publicado originalmente no site CicloVivo.
(CicloVivo) 

Regata ecológica da Marinha recolhe 220 quilos de lixo na Baía de Guanabara


por Vladimir Platonow, da Agência Brasil

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O principal objetivo da ação é levar conhecimento ecológico tanto aos alunos como à população que vive no entorno da Baía de Guanabara. - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro – Bonecas, bolsas, sapatos, brinquedos, garrafas de plástico, pedaços de madeira, isopor e até partes de um computador estão entre os 220 quilos de lixo recolhidos das águas da Baía de Guanabara, na tarde de hoje (22), em apenas duas horas, durante uma regata ecológica. Participaram do evento 250 pessoas, distribuídas em 20 embarcações, incluindo alunos da Escola Naval e de cinco universidades.
Para o comandante da Escola Naval, contra-almirante Antônio Carlos Soares Guerreiro, o principal objetivo é levar conhecimento ecológico tanto aos alunos como à população que vive no entorno da Baía de Guanabara.
“Esta regata nasceu com o propósito de conscientizar os alunos para a preservação do meio ambiente e, logo em seguida, integramos os jovens das universidades. Estamos na décima quarta edição e observamos que a quantidade de lixo vem aumentando com o passar dos anos. O grande propósito é educar as pessoas que vivem próximo às margens de rios e riachos para que não joguem lixo neste espelho d´água, principalmente quando se aproximam os Jogos Olímpicos de 2016, que terão importantes regatas aqui, na baía.”
Entidades de defesa do meio ambiente também participaram da regata, com objetivo de denunciar os crimes ecológicos, como o biólogo Rodrigo Gaião, coordenador da organização Guardiões do Mar. “A maior fonte de poluição é o esgoto doméstico, que afeta principalmente a área mais ao fundo da baía [parte mais interna], que de tão assoreada já é possível caminhar com água pelas canelas. Apesar disso, ainda podemos identificar animais silvestres, como boto, jacaré, lontra e capivara. Peixes maiores, como o robalo e o melro, já são difíceis de serem encontrados. A garoupa ainda subsiste, principalmente junto às pedras.”
Entre os projetos desenvolvidos pela Guardiões do Mar, está o Uçá, que busca preservar o caranguejo que dá nome ao projeto. O uçá já foi abundante na Baía de Guanabara, mas hoje só é encontrado em poucas áreas preservadas, como a Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim. A baía recebe 35 rios. Eles banham 16 municípios localizados no entorno da Baía de Guanabara, onde vivem 11 milhões de pessoas.
* Edição: Aécio Amado
** Publicado originalmente no site Agência Brasil.
(Agência Brasil

Ainda incipiente, energia eólica avança a passos largos no Brasil

por Redação Deutsche Welle
 Ainda incipiente, energia eólica avança a passos largos no BrasilNos últimos dois anos, a produção de energia eólica triplicou no Brasil, e especialistas dizem que o país – e principalmente o Nordeste – reúne condições excepcionais para crescer ainda mais.
Com uma extensão de 8 mil quilômetros e ventos constantes, o litoral brasileiro desperta cada vez mais a atenção de empresas de energia, dispostas a suprir as crescentes necessidades energéticas de um dos principais países emergentes do mundo. O potencial é enorme e atrai a atenção de investidores internacionais e locais.
“A eólica é a fonte de energia mais barata no Brasil”, afirma o empresário Everaldo Feitosa, presidente da empresa Eólica Tecnologia e vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês). Também na comparação mundial, nenhuma outra fonte de energia tem custos tão baixos como o uso dos ventos brasileiros, afirma.
Mas, por enquanto, a energia eólica ainda engatinha no maior país da América Latina. Três quartos da produção de eletricidade vêm das usinas hidrelétricas. A capacidade instalada de energia eólica é de 2,5 gigawatts (GW), mais ou menos o que apenas um parque eólico produz no Reino Unido.
Potencial inexplorado
Ainda assim, o setor olha com interesse para o Brasil. Segundo o mais recente relatório da WWEA, a capacidade instalada no país quase triplicou entre 2010 e 2012. Tanto empresas nacionais como internacionais querem participar desse mercado. “Nós temos um projeto para produzir 1,5 gigawatts e vamos levá-lo ao governo”, afirma Feitosa.
A energia eólica avança praticamente sem subvenções no Brasil. O único apoio estatal são empréstimos a juros baixos concedidos pelo BNDES. Para o físico Heitor Scalambrini, da Universidade Federal de Pernambuco, as vantagens do mercado brasileiro estão nas boas condições climáticas. Segundo ele, o vento no Nordeste é constante, calmo e tem uma velocidade média ideal para mover turbinas eólicas.
Esse potencial foi descoberto recentemente, diz Scalambrini. “Estudos mais antigos afirmavam que as turbinas poderiam ficar a 50 metros de altura. Agora estão sendo construídas torres a 100 metros”, relata. Pesquisas mais recentes, feitas há dois anos, mostram um potencial energético de 350 gigawatts a 100 metros de altura. Isso é três vezes a capacidade que o país tem hoje de produzir energia.
Outro detalhe é que a meta de produção eólica do Plano Nacional de Energia foi superada. Em 2007, o objetivo era chegar a 1,4 gigawatts até 2015, e em 2030 a energia eólica responderia por 1% da produção nacional. A previsão foi superada pela realidade: a meta para 2015 foi alcançada já em 2011.
O lado crítico
Apesar da euforia, existem também os posicionamentos críticos. Um deles é exatamente de Heitor Scalambrini, que faz parte da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) e da Articulação Antinuclear Brasileira (AAB). Muitos parques eólicos, segundo Scalambrini, foram construídos fora da lei.
Colega de Heitor na AAB, a pesquisadora Cecília de Mello diz que há relatos de dunas e manguezais comprometidos. “As dunas são filtros de água do mar. Para várias comunidades pesqueiras, o único acesso à água que elas têm é a água das dunas”, explica. Ela conta ainda que muitas hélices ficam sobre as casas e que “as pessoas têm a sensação de viverem debaixo de um avião que nunca pousa”.
Feitosa concorda que houve “projetos errados”, mas diz que hoje eles são construídos longe das cidades, sem causar danos. Além disso, as leis brasileiras são muito rigorosas, afirma. Ele acrescenta que o Brasil está num rumo ascendente e vê o país entre os cinco maiores produtores de energia eólica do mundo em 2020.
* Publicado originalmente no site Carta Capital.
(Carta Capital)

Rumo à 100% de energia renovável, Noronha anuncia nova usina solar



n214 Rumo à 100% de energia renovável, Noronha anuncia nova usina solar

Arquipélago famoso por suas belezas naturais busca cada vez mais a sustentabilidade. Foto: Marta Granville e Zaíra Matheus/Divulgação
O paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, situado a 540 quilômetros do Recife, ganhará uma segunda usina solar em até 12 meses, depois que um acordo de cooperação para instalação do empreendimento foi assinado na terça-feira, 21 de maio, entre o grupo Neonergia, responsável pela gerência da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), e o governo estadual pernambucano.
Cerca de 230 mil litros de óleo diesel deixarão de ser consumidos na ilha, por causa da nova unidade geradora de energia renovável. A usina promete produzir 777 megawatts por ano – esse número equivalente a 6% do consumo de energia na ilha, durante o mesmo período. O equipamento industrial será semelhante à usina de Tauá, instalada no Ceará.
“Essa parceria com o grupo Neoenergia é um passo importante na questão energética do Estado. Vamos instalar uma rede inteligente capaz de medir a produção de energia na casa dos ilhéus. Eles poderão vender o excedente, como já se faz na Europa. Em três anos, Noronha terá a primeira comunidade no Brasil a ter fornecimento de energia 100% renovável”, garantiu o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao Jornal do Commércio.
“Recentemente, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) lançou edital para projetos de produção de energia renovável. Recebemos propostas interessantes, como a produção de energia limpa a partir do lixo e das correntes marítimas. Espero que tenhamos tanto sucesso quanto tivemos com a energia eólica”, completou o governador.
A nova usina solar de Noronha será construída numa área de 6 mil metros quadrados, utilizada no passado para captação de águas pluviais. No local, serão instalados os painéis fotovoltaicos. Os megawatts serão produzidos através de uma potência de 500 quilowatt- pico, que vai converter a radiação solar em energia elétrica.
R$ 50 milhões
De acordo com Solange Ribeiro, presidente do grupo Neoenergia, 65% da energia utilizada nos prédios públicos de Noronha terão procedência de fontes renováveis. “Esta é a terceira usina fotovoltaica de Pernambuco. As outras duas funcionarão numa base da Aeronáutica, também em Noronha, e a outra na Arena da Copa, no Grande Recife.” Segundo ela, cerca de R$ 50 milhões foram empregados em ações de sustentabilidade no arquipélago, pelo governo do Estado e iniciativa privada, nos últimos cinco anos.
Na coletiva de imprensa, Luiz Antônio Ciarlini, presidente da Celpe, garantiu que a usina da Aeronáutica começa a funcionar até o final de 2013. “As duas usinas juntas serão responsáveis por 10% da energia consumida no arquipélago”. Segundo o governo, serão investidos 11 milhões de reais no desenvolvimento e a implantação do sistema.
A nova usina solar em Noronha faz parte de projeto que integra o Programa de Eficiência Energética da Celpe e de Pesquisa e Desenvolvimento da Neoenergia, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A nova unidade geradora de energia renovável integrará o sistema elétrico da ilha.
* Publicado originalmente no site EcoD.