quarta-feira, 31 de março de 2010

Ser Feliz ou Ter Razão?


Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita...
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Ele questiona: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?
Ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz!!!
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
'Quero ser feliz ou ter razão?'
Outro pensamento parecido, diz o seguinte:
'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam'.
Conte aos seus amigos, para ver se o mundo melhora... Eu já decidi...

EU QUERO SER FELIZ e você?
Contribuição do meu amigo Nicão

Rock'n Roll e Filosofia


Só no Café Filosófico


Publicado: Terça-feira, 30 de março de 2010

por Guilherme Martins


Confira a programação e os temas!


A CPFL Cultura em Sorocaba retoma no dia 9 de abril, às 19 horas, a programação do Café Filosófico CPFL com a série Rockfilosofia, que tem curadoria da filósofa Marcia Tiburi e do músico Fernando Chuí.
Trata-se de uma série de quatro encontros acerca da ponte conceitual - e estética - possível entre o rock e a filosofia, traçando afinidades entre obras de nomes importantes do rock e a poética encontrada em suas canções com as correntes filosóficas ao longo da história.
A filosofia foi bem traduzida pelo rock no imaginário adolescente do século XX, à medida que as bandas e suas canções compõem um verdadeiro roteiro da tentativa jovem de fazer sentido, de contornar o vazio providenciado pela vida nas cidades grandes, na sociedade digital e globalizada, na sociedade do espetáculo. “É claro que o rock também é resultado direto da sociedade do espetáculo mas, ao mesmo tempo, é aquilo que vem denunciar os abusos dos preconceitos desta mesma sociedade. Busca-se a afinidade entre os músicos e os filósofos em uma comparação ao mesmo tempo séria e divertida”, adiantam os curadores. “O objetivo da série é provocar pensamentos sobre o que se ouve, percebendo o que há além de sons e letras, quais as conexões com o estado da cultura, com o espírito do tempo, com as questões que se tornaram decisivas enquanto apareciam apenas como mero entretenimento da juventude”.
Marcia Tiburi é professora da pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie. É autora de vários livros de filosofia e literatura, entre eles, Filosofia em Comum, pela editora Record. É colunista da revista Cult e participante do Programa Saia Justa, do canal GNT.
Fernando Chuí é desenhista, músico e poeta. Artista plástico de formação, realizou os discos Feito a Mão e Nunca Vi Mandacaru, e lançará ainda neste ano seu terceiro álbum, Oâça Rock. Chuí busca mesclar seus trabalhos em obras híbridas de música, literatura e artes visuais. É mestre pela UNESP em artes visuais e divulga também seus desenhos e textos no blog
www.fernandochui.blogspot.com.
O Café Filosófico CPFL em Sorocaba é realizado no Auditório da CPFL Piratininga, localizado na avenida Armando Pannunzio, 1555 - Jardim Romilda. A entrada é gratuita e por ordem de chegada (capacidade de 90 lugares). Mais informações pelo telefone (19) 3756-8000.
Programação
> 9 de abril – 19 horas“Rock and Roll – A invenção da adolescência entre a indústria e a angústia cultural: Chuck Berry e Elvis Presley”Com Marcia Tiburi e Fernando Chuí
> 16 de abril – 19 horas“Para uma metafísica do rock: Bob Dylan, Frank Zappa e Gilles Deleuze”Com Daniel Lins, filósofo
> 23 de abril – 19 horasRock and Roll e as Drogas: Psicodelia, Beatles e Jimmy Hendrix”Com Fernando Chuí, músico> 30 de abril – 19 horas“Radiohead e Flusser: a lírica do homem máquina”Com Marcia Tiburi, filósofa
Tags:
rock, filosofia, radiohead, elvis presley, bob dylan

Semana Santa - Receita: Bacalhau com cerveja


Receita: Bacalhau com cerveja


Ingredientes:

bacalhau, azeite,

pimentão,

alho,

cebola,

azeitonas,

batatas,

sal,

cerveja

e mulher.


Modo de preparo:
Ponha a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta.

Tome cerveja durante duas horas e depois peça para ser servido.

É uma delícia e quase não dá trabalho
!!!

Jazz e rock estão entre as opções desta quarta



Jazz e rock estão entre as opções desta quarta
31/03/2010
Funcionando há um ano, o Genaro Jazz Café abriu as portas para a música ao vivo em novo ambiente no subsolo Lounge e, nesta quarta, às 20h30, recebe o trio de
Rodrigo Bezerra (guitarra) para uma noite dedicada ao jazz. Além do guitarrista, o grupo é composto por Lucas Rodrigues (baixo) e Renato Galvão (bateria). São novos músicos da geração de Brasília, que apresentam composições próprias, música brasileira e releituras de standards do jazz. Para quem curte rock, a dica é a Cervejaria Stadt Bier. Por lá, às 20h, o projeto Capital do Rock terá como atração a banda Mustang 65, que tocará clássicos do estilo. No Feitiço Mineiro, Flávio Henrique apresenta repertório com canções presentes no CD Pássaro pênsil.

April Rock Station começa no próximo domingo na cidade de Rio Claro


Qua, 31 de Março de 2010 06:08

DivulgaçãoAs bandas de garagem de Rio Claro e região terão palco em seis datas durante todo o mês de abril e início de maio na segunda edição do festival de rock que a prefeitura organiza na antiga estação ferroviária.

Após o grande sucesso do October’s Rock Station, no ano passado, o April Rock Station promete agitar a galera roqueira da região a partir do próximo domingo.

A série de shows é aberta ao público e a cada domingo trará um grupo de bandas mostrando os mais variados estilos de rock.

Nesse domingo, abertura do festival, o som começa às 15 horas com Madona Mecânica, em tarde que também terá as apresentações dos grupos 4 Vagas, Adversa e Milintons.

Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, que organiza as apresentações, o “April Rock Station” ganha um domingo a mais em relação ao festival do ano passado devido à ótima receptividade de bandas e público.

Neste ano os shows acontecem, além do próximo domingo, nos dias 11, 18 e 25 de abril, e dois e nove de maio.A ideia de realizar um festival de rock nesses moldes nasceu em 2009 como uma extensão do projeto Quatro e Meia, que oferece ao público música gratuita e dá a oportunidade de talentos locais e regionais mostrarem seu trabalho.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta do chefe Seattle - Inesquecível





Em 1854, "O Grande Chefe Branco" em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma "reserva" para os índios.
A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:



“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.
Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoanas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo,é sagrado na memória e na experiência de meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo a memóriae a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memóriasdo homem vermelho.
Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quandovão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da Terra e ela é parte de nós.


As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que
quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós.


O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugaronde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não ésimplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de queela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de queela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagradae que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisasda vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.
Os rios nossos irmãos saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se deensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmocarinho que têm para com seus irmãos.


Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras. Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranhoque chega à noite e tira da terra tudo o que precisa.


A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.
O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhossão esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, comocoisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.


Não sei.


Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.
Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ouo ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo.


A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.


E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitáriode um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa. Sou um homem vermelho e não entendo.
O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, eo cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ouperfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisascompartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito. O homem branco parece não perceber o ar que respira.


Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.
Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o aré precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritoscom toda a vida que ele sustenta.
Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o ventoque é adoçado pelas flores da campina.
Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem brancodeve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não entendo de outra forma.


Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelohomem branco que os matou da janela de um trem que passava.
Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fumapode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamospara ficarmos vivos.
O que é o homem sem os animais?


Se todos os animais acabassem, o homem morreriade uma grande solidão do espírito.


Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.


Todas as coisas estão ligadas.
Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pésé as cinzas de nossos avós.


Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terraé rica com as vidas de nossos parentes.


Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra.


Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.
Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem –o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.


Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como deamigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.
Podemos ser irmãos, afinal de contas.


Veremos. De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um diadescobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.


Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejampossuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.


Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para como homem vermelho quanto para com o branco.


A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezopor seu criador.


Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.
Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algumpropósito especial lhes deu domínio sobre esta terrae sobre o homem vermelho.


Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando osbúfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantossecretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vistadas montanhas maduras manchadas por fios que falam.
Onde está o bosque?


Acabou.


Onde está a águia?


Acabou.


O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”



Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976 e




sexta-feira, 26 de março de 2010

A Arte da Guerra, de Sun Tzu

O início de A Arte da Guerra, em um livro de bambu da época do reino do Imperador Qianlong, século XVIII.


Trecho de A Arte da Guerra, de Sun Tzu



Capítulo V




Estratégia do Confronto Direto e Indireto



"Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização."
Sun Tzu disse:"Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações".
Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreva-os num catálogo, anotando-lhes o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. Quando surgir oportunidade aja de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que seu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.
As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras atiradas em ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. São as operações chamadas "diretas" e "indiretas" que tornam um exército capaz de deter o ataque das forças inimigas e não ser derrotado.
Em batalha, use geralmente operações "diretas" para fazer o inimigo engajar-se na luta e as operações "indiretas" para conquistar a vitória.
Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento hábil que habita toda a arte. Assim, o perito ao executar o ataque "indireto" assemelha-se ao céu e as terras, cujos movimentos nunca são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis. Assemelham-se ao sol e à lua, eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer. Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.
Não há mais que cinco notas fundamentais, mas, combinadas, produzem mais sons do que é possível ouvir; não há mais que cinco cores primárias, mas, combinadas, produzem mais sombras e matizes do que é possível ver; não há mais que cinco sabores, mas, combinados, produzem mais gostos do que é possível saborear.
Da mesma forma, para ganhar vantagem estratégica na batalha, não há mais que as operações "diretas" e "indiretas", mas suas combinações são ilimitadas dando origem a uma infindável série de manobras. Essas forças interagem, um método sempre conduz ao outro. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos, ou como a roda em movimento, que não se sabe onde começa e onde termina.
Na arte militar, cada operação tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar, empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros, entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques após tê-los minado aos poucos.
Quando uma ave de rapina se abate sobre sua vítima, partindo-a em pedaços, isso se deve à escolha do momento preciso. A qualidade da decisão é como a calculada arremetida de um falcão, que lhe possibilita atacar e destruir sua vítima. Portanto, o bom combatente deve ser brutal no ataque e rápido na decisão.
Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita, afinal, o caos estimulado se origina do controle, o medo fingido exige coragem, a fraqueza aparente se origina da força. Ordem e desordem é uma questão de número, de logística; coragem e medo é uma questão de configuração estratégica do poder, vantagem estratégica; força e fraqueza é uma questão de disposição das forças, posição estratégica.
O sábio comandante possui verdadeiramente a arte de liderar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força, que adquiriram uma autoridade ilimitada, que não se deixam abater por nenhum acontecimento, por mais desagradável que seja. Aqueles que nunca agem com precipitação, que se conduzem, mesmo quando surpreendidos com o sangue-frio, que tem habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente. Aqueles que agem sempre com rapidez, fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável e seu ataque é regulado com precisão.
O primeiro imperador Han (256-195 a.C.), desejando esmagar seu oponente Hsiung-nu, enviou espiões para conhecer sua condição. Mas este, sabedor do fato, ocultou com cuidado todos os soldados fortes e todos os cavalos bem alimentados, deixando apenas homens doentes e gado magro à vista. O resultado foi que os espiões, por unanimidade, recomendaram ao imperador que atacasse.









quarta-feira, 24 de março de 2010

Brave heart - William Wallace - Coração Valente: O Filme

A história é baseada nas lendas que envolvem o personagem histórico William Wallace, que organizou a resistência ao rei da Inglaterra, Eduardo I, no século XVIII. Principalmente pelas majestosas cenas de batalha, com milhares de figurantes, Mel Gibson ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Diretor. A produção também conquistou Oscars nas categorias; Melhor Filme, Maquiagem e Efeitos Sonoros. Foi ainda indicada em outras 5 categorias: Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Roteiro Original. Mel Gibson contracena com Sophie Marceau (princesa Isabelle) e a belíssima Catherine MacCormack (Murron), sua mulher, assassinada logo no início do filme.
Os cinco Oscars, o reconhecimento do público e os aplausos da crítica pelo conjunto do filme são mais que justificáveis. Coração Valente (Braveheart) foi produzido em 1995, transita entre meio ficção, meio fato e possui todos os elementos envolventes necessários a um bom filme. Contudo, mesmo com quase três horas de duração (177 minutos), roteiro, diálogos, figurino, fotografia, ambientação, sonoplastia excelentes, isso são até componentes secundários diante das mensagens que o filme carrega. Entre elas, alguns conceitos: a coragem, a fé, o amor, o simbolismo. A perseverança nos propósitos é destaque especial. Afinal, a Escócia foi liberta somente depois de passados 300 anos, graças àquela primeira resistência.
Em meio a perseguições e traições, William Wallace (Mel Gibson) recebeu a missão de liderar seu povo nessa luta. Mas, não sem antes ressaltar o verdadeiro caráter da nobreza. Se buscarmos em Robin Wood, outra superprodução cinematográfica recente, a personagem principal chega a verbalizar esse caráter. Deserdado, porém, de linhagem nobre, numa das cenas, Robin Wood diz a Lady Mary que a verdadeira nobreza está nas atitudes, na conduta, na postura e não somente em razão de um título ostentado por consangüinidade ou por outros fatores. Quis dizer a personagem que a expressão sim, é meritória, a estampa, não. A velha história do ter e do ser.
William Wallace de Coração Valente, camponês polido e de atitudes nobres por influência de seu tio, que o criou após o falecimento do pai, também demonstrou o sentido da nobreza. A mesquinhez esteve longe dele até em seus últimos suspiros. Recusou-se a se suicidar. Poderia corresponder ao amor que a princesa tinha por ele, mas não. Recusou-se à estampa. Diante da tortura física extrema, voltou a gritar pela liberdade que sempre lutou. Se acreditasse que de nada adiantaria o seu grito, jamais o teria bradado. Ele sabia que outros se espelhariam em seu exemplo e ainda continuariam lutando por um Escócia livre.
A habilidade com que roteiristas, produtores e diretores lidam com o viés da imaterialidade é flagrante. O elemento extrafísico aparece em inúmeras outras produções. William Wallace também teve uma visão final, antes de despedir-se do mundo físico. Foi com a responsabilidade que lhe foi imposta e consciente de seu papel como líder de um povo que William vislumbrou sua amada, assassinada há algum tempo por soldados do império britânico, logo no início de sua luta. Mesmo que a intenção fosse a de demonstrar que tenha sido fruto da perturbação diante da tortura, a inclusão desse ingrediente é motivo para reflexão. Era como se ela o aguardasse para a entrada naquele outro mundo. E feliz por isso. Antes disso, uma outra cena mostra a visão de seu pai, já falecido falando com ele.
Quando finalmente pereceu, William deixou cair de sua mão o pequeno pedaço de pano que estava sendo bordado por sua mulher quando ela morreu. Ele o guardara consigo desde então. Simbolizava o amor que tinha e continuou tendo por ela. A partir dali, o simples pedaço de pano bordado ganhou expressão coletiva. Foi inundado pelo seu espírito. Fez-se expressão sua. Passou a ser a representação dos seus valores, do seu desprendimento, da sua valentia...do sonho de William. Não era apenas ou mais um pedaço de pano bordado, não era somente um artefato do "plano físico", mas a representação memorial de um ser singular que viveu, se fez povo e contribuiu para uma causa nobre. Morreu nobremente, assim como viveu.
Depois de sua morte, os ossos de William continuariam a se misturar com a terra. Seus restos mortais não tinham a conotação que ele deu e mais tarde, outros deram ao pano bordado. Além disso, seu filho se desenvolvia no ventre da futura rainha da Inglaterra. O filho seria o fruto da carne, porém, o pano bordado era muito mais do que a carne de sua carne. Era o símbolo de sua "vida" (material) e de sua "causa", de seu "ideal", de seu "sonho" (imaterial). Era o símbolo do que ainda não havia se concretizado fisicamente. Ainda estava no mundo das idéias. Ainda era utopia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

HISTORIA DO ROCK NACIONAL LIMEIRA SP - TREM FANTASMA ANOS 80

Essa foto ai ao lado é da banda cover de rock dos anos 80, TREM FANTASMA, em primeiro plano o Bene, segurando na ocasião o baixo elétrico, hj ele integra o Elvis Cover mais popular do Estado de São Paulo. Ao seu lado o tecladista cujo nome não me lembro mas o apelido era Disquete.
No centro do palco sou eu que segurava a base e era o cantor da banda e mais ao fundo podemos ver parcialmenet o Guitarrista da banda, o Pastel.
Se observar com atenção vai ver na caixa de som do lado do meu ombro direito o logotipo que era usado pelo Grupo de Blues Manto Negro, eles é que promoveram esse festival de bandas na antiga Chopp Kal, onde foi o Bingo do trevo e hj o local serve de feirão de carros esporadicamente.
Foi nesse festival que fiquei conhecendo oficialmente os musicos do Manto Negro e posteriormente os caras me chamaram pra compor a familia Manto Negro, na qual permaneci até a sua extinção nos idos dos anos 90.
Bons tempos, tempos em que fizemos amizades que duram até hoje...

quarta-feira, 17 de março de 2010

REPASSANDO: Vacina contra gripe suína pode causar doença rara29 de outubro de 2009 • 13h11

Vacina contra gripe suína pode causar doença rara29 de outubro de 2009 • 13h11
A vacinação contra a gripe suína (H1N1) pode aumentar o número de casos da Síndrome de Guillain-Barré, que afeta nervos responsáveis pela função motora, impedindo a locomoção, segundo neurologistas. Em nota, o Ministério da Saúde admite que "acompanhará a possível ocorrência da Síndrome de Guillain-Barré associada à vacina da nova gripe, que começou a ser distribuída no Hemisfério Norte".
Segundo o ministério, "no Brasil, a possibilidade de ocorrência da síndrome em virtude da vacina, ainda que esta seja rara, será monitorada em parceria com as secretarias estaduais e municipais".
Professor de neurologia da Universidade Federal Fluminense, o médico Osvaldo Nascimento explica que a ocorrência da síndrome está associada a algumas vacinas. "A vacina modifica o sistema imunológico, que se prepara para combater o vírus. Às vezes, a reação do organismo ataca também o nervo periférico e o paciente apresenta fraqueza nas pernas, que atinge também os braços. E pode afetar ainda a face, provocando paralisia facial. Em casos mais graves, o paciente tem dificuldades para respirar, alterações na pressão e na frequência cardíaca, necessitando de terapia intensiva e suporte respiratório", explica.
Alerta entre especialistasO médico, que é da Academia Americana de Neurologia, recebeu comunicado da entidade alertando para possível aumento dos casos da síndrome devido à vacinação contra a gripe suína. "A população não deve ficar alarmada porque os casos são raros. Além disso, o problema tem tratamento. O fundamental é identificar a síndrome no início", afirma.
Um dos tratamentos é com imunoglobulina, derivado do sangue que não é produzido no País. Além de caro, o produto não é fabricado na quantidade suficiente para abastecer o mercado mundial.
Em agosto, o governo inglês enviou, em caráter sigiloso, carta aos 600 principais neurologistas do país pedindo alerta para um possível aumento do número de casos da sídrome.
Tamiflu: receitas serão retiradasO ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem que o governo estuda a liberação da venda do Tamiflu, medicamento usado contra a gripe suína, nas farmácias do Brasil a partir de 2010. O remédio, que antes do início da pandemia era vendido sob prescrição médica, deverá ter controle muito mais rígido: a ideia é exigir a retenção da receita.
"Estamos revendo a estratégia de distribuição do medicamento. Temos que evitar a automedicação e a compra sem receita porque foram registrados casos de resistência", disse.
Segundo a Anvisa, que recebeu a incumbência de rever a política de controle do medicamento, a previsão é que a nova classificação do Tamiflu seja colocada em análise na próxima reunião da diretoria.
Durante a pandemia, o medicamento sumiu das farmácias e todo estoque foi centralizado no Ministério da Saúde, que o distribuiu nos estados.

JOHNNY ALF OU GENIAL - 2010
















SITE DA SAÚDE : OPBTENHA INFORMAÇÕES SOBREGRIPE SUINA E VACINA

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=124



http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=124



http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=124

CALENDÁRIO DA VACINA H1N1


terça-feira, 16 de março de 2010

Comentários sobre a greve dos professores

Vinicius Splugues [ 09/03/2010 ]
Eu e alguns alunos estamos nos movimentando contra o governo tbm, e vamos todos para a assembléia. Não aguentamos mais essa idiotice do governo. Si é isso que o Governo faz, toda essa idiotice, Intão NÓS ALUNOS TBM IREMOS PARA A RUA! Tão incrivel como um pequeno grupo de pessoas mandam num pais e todos ficamos calados, agr todo isso vai mudar...! Quem quiser juntar-se a nós, estamos com uma cominidade no orkut "Nunca quietos, Justiça sempre".
Vlw!

beatriz feitosa alves [ 09/03/2010 ]
nos alunos queremos estudar nao ficar em casa sem ter nada para fazer sem greve queremos estudar

fabia bellato [ 09/03/2010 ]
Gostaria de dizer que nínguém gosta de greve, mas é o uníco recurso,mas como a educaçaõ não é importante e virou "creche" onde os pais deixam seus filhos , por um ´período,e para alunos que só vão para brincar,é uma idiotíce mesmo,concordo!

Infelizmente nossa cultura é muito pobre !!!!!!!!!!
Julie menezes da silva [ 09/03/2010 ]

Concordo, essa profissão exige muito deles, e depois de anos aposentam com 1.250... eles são educadores, merecem ser valorizados!
Amanda concordo com você... e só pra completar o que você disse: o governo deveria valorizar mais essa profissão, eles não estão fazendo a greve à toa... Você já viu politico entrar em greve?
obs: ñ sou professora.
Vanessa Reis Palmeira Macedo [ 09/03/2010 ]

Nossa! Fico impressionada com alguns descasos em relação a figura do professor!!!! O professor da rede estadual de São Paulo está correndo atrás dos seu direitos, da sua dignidade como profissional. Dignidade essa que reflete direntamente em sala de aula, pois professor que esta contente com a sua carreira ensina melhor. E no entanto o que vemos? Pessoas sem nenhuma informação preocupadas apenas com seu próprio umbigo, se vai ter que repor aula, se vai ter que fazer trabalho e etc... A impressão que me passa quando escuto estas coisas é que pouco importa se a carreira de magistério está sendo destruida lentamente, tanto melhor se o professor é obrigado a passar quem não sabe nada, desde que não de trabalho para os alunos. O aluno pensa no seu prórprio ego, e esquece que o professor é o profissional responsavel pela educação que ele levará para a vida inteira. Acredito que um pouco de consciência social faz toda a diferença, principalmente num pais como o nossso.
Claudia Neves Monteiro [ 09/03/2010 ]

O que os trabalhadores têm que fazer quando não tem reajuste salarial há muitos anos, condições de trabalho sofríveis e quase nenhum reconhecimento? A única saída é uma paralisação maciça, uma greve geral. Se todos participassem, a greve não precisaria ser tão longa.
Cleber Fagundes Rodrigues [ 08/03/2010 ]

Concordo plenamente com tal greve...Mas esse nosso governo é um grande estrategista, dividiu a classe com algumas novas normas. A educação do Estado está um caos, o governo literalmente obrigou os professores a passar de ano alunos que não tem rendimento. "Ou passa ou nem tem bônus em dinheiro." Precisamos nos unir e pensar em nosso futuro e de nossas crianças, com essa educação corrompida vamos acabar com o valor moral que nos resta.....AVANTE PROFESSORES
Marcelly Carvelho Lippi [ 08/03/2010 ]

quando começará a greve , em São Paulo ?
renan augusto hilario silva [ 08/03/2010 ]

os professores da minha escola nao falaram se ia ter aula amanha.
mas tambem eles merecem um aumento ne.
por que e dificil ensinar mais de trinta alunos numa sala de aula e ainda ter q aguenta uns que vai so pra bagunça,nao pra estudar.
Amanda Lopes da Silva [ 08/03/2010 ]

Quero ser professora, e a minha opinião é que o governo poderia melhorar muito todas as condições de professores...aliás o que seria de nós sem essas pessoas que entram em nossas vidas desde pequenos e nos ensinam coisas maravilhosas?
Amanda Lopes da Silva

STU solidariza-se com professores estaduais


Na sexta-feira, 5/3, os professores anunciaram o indicativo de greve.

A principal reivindicação dos professores, segundo a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Isabel Azevedo Noronha, é um aumento salarial de 34,3%. Em Campinas, são cerca de 3 mil professores do Estado espalhados por cerca de 80 unidades escolares.

Segundo Maria Isabel, os professores comparecerão nas escolas para orientar os pais de alunos, mas não darão aula. A Secretaria de Estado da Educação, em nota divulgada na sexta-feira, classificou a greve como uma “decisão política” e afirmou que a pauta de reivindicação da Apeoesp é “inimiga da melhoria da qualidade da educação de São Paulo”, uma vez que seria contra provas de reavaliação de professores, e “só prejudica o ensino público e que é contrária aos próprios interesses dos professores”.

“Esse não é o ponto central dessa greve, estamos lutando por aumento de salário. O que prejudica (o ensino público) é a política deles (governo)”, disse Maria Isabel. Ela afirmou que sua entidade está orientando os professores a não baterem ponto ao chegar nas escolas hoje. Os professores devem ficar nas escolas apenas orientando a comunidade sobre os motivos da greve.

As entidades de classe dos professores marcaram para o próximo dia 12 mais uma assembleia para decidir se a paralisação continuará na próxima semana. Não está descartada para depois do encontro uma manifestação na Avenida Paulista, na Capital.

Na sexta-feira, segundo cálculos da Apeoesp, a assembleia reuniu 10 mil docentes em frente ao prédio da secretaria, na Praça da República, região central de São Paulo. Após a votação da greve, os professores saíram em passeata até a Praça da Sé. No total, a categoria conta com 215 mil docentes em atividade. A rede estadual atende 5 milhões de alunos em 4,5 mil escolas.

Além do reajuste salarial, os sindicatos dos docentes pedem o fim do programa de promoção por mérito, que instituiu uma prova para dar aumentos anuais apenas para os 20% mais bem classificados. As organizações também são contrárias às provas de classificação para os temporários. Os professores com melhores notas são chamados antes para a atribuição de aulas, independentemente do tempo de serviço. “Isso está errado e temos que mudar essa condição. Não é possível continuarmos sofrendo tanto”, disse uma professora. (Com agências Folhapress e Estado)

O STU apoia luta dos professores

O STU solidariza-se com os professores estaduais e oferece seu apoio à Apeoesp.
O período da Campanha Salarial é um momento muito importante para todas as categorias. Neste sentido, o STU entende que a união da classe trabalhadora é a única forma de termos nossas reivindicações atendidas.
O STU acredita que a luta dos professores é justa, por isso, presta sua sincera solidariedade para que o movimento tenha êxito em suas reivindicações.


Fonte: Com informações do Correio Popular

Miserere Nobis

Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga

"Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."

D. Pedro II


Dom Pedro II do Brasil (nome completo: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga;

Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1825Paris, 5 de dezembro de 1891), chamado O Magnânimo, foi o segundo e último Imperador do Brasil de facto.

D. Pedro II foi o sétimo filho de Dom Pedro I e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria. Sucedeu ao seu pai, que abdicara em seu favor para retomar a coroa de Portugal, à qual renunciara em nome da filha mais velha, D. Maria da Glória. Pelo lado paterno, era sobrinho de Miguel I de Portugal, enquanto, pelo lado materno, sobrinho de Napoleão Bonaparte e primo dos imperadores Napoleão II da França, Francisco José I da Áustria e Maximiliano I do México. Sendo o irmão mais novo de D. Maria da Glória, também fora tio de D. Pedro V e D. Luís I, reis de Portugal.
Pedro II governou de
1840, quando foi antecipada sua maioridade, até 1889 ano em que foi deposto com a proclamação da república brasileira.

Além dos registros históricos e jornalísticos da época, Pedro II deixou à posteridade 5.500 páginas de seu diário registradas a lápis em 43 cadernos, além de correspondências, que nos possibilitam conhecer um pouco mais do seu perfil e pensamento.
Ele é, ainda hoje, um dos políticos mais admirados do cenário nacional, e é lembrado pela defesa à integridade da
nação, ao incentivo à educação e cultura, pela defesa à abolição da escravidão e pela diplomacia e relações com personalidades internacionais, sendo considerado um príncipe filósofo por Lamartine, um neto de Marco Aurélio por Victor Hugo e um homem de ciência por Louis Pasteur.

Durante todo a sua administração como imperador, o Brasil viveu um período de estabilidade e desenvolvimento econômico e grande valorização da cultura, além de utilizar o patriotismo como força de defesa à integridade nacional.

Apesar de, muitas vezes, demonstrar certo desgosto pelas intensas atividades políticas, o último imperador do Brasil construiu em torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros.

Ordem:
2.º Imperador do Brasil
Cognome(s):
O Magnânimo
Início do Reinado:
7 de abril de 1831
Término do Reinado:
15 de novembro de 1889
Aclamação:
18 de julho de 1841, Capela Imperial, Rio de Janeiro, Brasil
Predecessor:
D. Pedro I
Sucessor:
Nenhum
Proclamação da República do Brasil
Pai:
D. Pedro I
Mãe:
D. Leopoldina de Áustria
Data de Nascimento:
2 de dezembro de 1825
Local de Nascimento:
Rio de Janeiro
Data de Falecimento:
5 de dezembro de 1891 (66 anos)
Local de Falecimento:
Paris
Consorte(s):
D. Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias
Príncipe Herdeiro:
Princesa Isabel do Brasil (filha)
Dinastia:
Bragança


O Império do Brasil foi o Estado brasileiro existente entre 1822 e 1889, que precedeu a atual República Federativa do Brasil e teve a monarquia parlamentar constitucional como seu sistema político. O Império do Brasil foi governado por um dos ramos da Casa de Bragança, conhecido como família imperial brasileira e constituiu o 12º maior império da história da humanidade[3] Teve seu início após a declaração da Independência em relação ao reino de Portugal, em 7 de setembro de 1822, e seu fim após o golpe de Estado militar que instaurou a forma republicana presidencialista, em 15 de novembro de 1889. Foi dividido em dois períodos: o Primeiro Reinado, que se iniciou em 7 de setembro de 1822 e teve por fim quando D. Pedro I abdicou em 7 de abril de 1831, e o Segundo Reinado, que foi iniciado na mesma data com a aclamação de D. Pedro II e perdurado até a proclamação da República. Este período da História do Brasil é denominado, tradicionalmente pela historiografia, como "Brasil Império", "Brasil Imperial" e "Brasil Monárquico".


O segundo reinado


É um período na história do Brasil que compreende 58 anos, se computado o período regencial (1831 - 1840). O período iniciou em 23 de julho de 1840, com a declaração de maioridade de D. Pedro II, e teve o seu término em 15 de novembro de 1889, quando o império foi derrubado pela Proclamação da República. Caso se considere apenas o governo pessoal de D. Pedro II (1840 - 1889), compreende 49 anos de duração.
É historicamente incorreto referir-se a este período como "segundo império", já que o Brasil teve um único período imperial contínuo, dividido em
primeiro e segundo reinados.
O segundo reinado foi uma época de grande progresso cultural e industrial, com o crescimento e a consolidação da nação brasileira como um país independente, e como importante membro entre as nações
americanas. Denota-se nesta época a solidificação do exército e da marinha, culminando na Guerra do Paraguai em 1870, e mudanças profundas na situação social, como a gradativa libertação dos escravos negros e o incentivo de imigração para a força de trabalho brasileira.
O regime monárquico novamente consolidou-se com a ascensão de D. Pedro II, personalidade principal deste período. O prestígio internacional que o Brasil alcançou nessa época, e seu progressivo desenvolvimento social e econômico, foram em grande parte devidos à firmeza com que D. Pedro II conduziu o país

quinta-feira, 11 de março de 2010

Protocolos dos Sábios do Sião - 1897

No Brasil são inúmeras as publicações dos Protocolos dos Sábios de Sião. A tradução que deu origem a todas elas é a da edição comentada do historiador laureado e membro e presidente da Academia Brasileira de Letras Gustavo Dodt Barroso (1888-1959). Entre outras coisas foi um dos ideólogos do Integralismo, que tenta se mostrar "não anti-semita", mas enxergando o mundo pelas letras de Gustavo Barroso em livros como: Brasil - Colônia de banqueiros (1934); História secreta do Brasil, 3 vols. (1936, 1937 e 1938) e Os protocolos dos sábios de Sião (1936). Nos últimos 25 anos, tais livros tem sido publicados pela Editora Revisão de Siegfried Elwanger "Castan" e podem ser encontrados para venda na Internet e em diversas livrarias e feiras de livros. Algumas outras editoras publicaram os Protocolos, inclusive com propagandas de venda (acima) como em 2000 no Rio de Janeiro.
Pela lei brasileira, os Protocolos não são proibidos, pois não fazem apologia ao nazismo, tendo sido escritos quase 30 anos antes do surgimento da ideologia nazista. Os Protocolos formam a base do conceito de Hitler para a perseguição dos judeus como você verá mais abaixo, mas em momento algum falam contra os judeus. A edição comentada por Gustavo Barroso é legal. As diversas edições sem os dados do editor e gráfica ou autor, são ilegais em em relação a "Lei de Imprensa" brasileira. Os Protocolos são indicados como leitura obrigatória em sites de grupos separatistas, nazistas, nacionalistas, do Poder Branco, KKK e até mesmo do MV - Movimento Pela Valorização da Língua Portuguesa.
Protocolos dos Sábios do Sião - 1897
O livro apócrifo, Protocolos dos Sábios do Sião é uma fraude feita na Rússia pela Okhrana (polícia secreta do Czar Nicolau II), que culpa os judeus pelos males do país. Foi publicado privadamente em 1897 e tornado público em 1905, por Serguei Nilus em seu livro "Velikoe v Malom" (Os Grandes e Os Pequenos). É copiado de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) e afirma que uma cabala secreta judaica conspira para conquistar o mundo.
A base da história foi criada por um novelista alemão anti-semita chamado Hermann Goedsche que usou o pseudônimo de Sir John Retcliffe. Goedsche roubou a idéia de um outro escritor, Maurice Joly, cujos "Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu" (1864) envolviam uma conspiração dos Infernos contra Napoleão III. A contribuição original de Goedsche consistiu na introdução dos judeus como os conspiradores para a conquista do mundo.
O Império Russo usou partes da tradução Russa da novela de Goedsche, publicando-as separadamente como os Protocolos, e afirmando serem atas autênticas de reuniões secretas de Judeus.
O seu propósito era político: reforçar a posição do Czar Nicolau II apresentando os seus oponentes, como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. O Czar já via no Manifesto Comunista de Marx e Engels, de 1848, uma ameaça. Como Marx era judeu de nascimento, apesar de não seguir a religião e pregar por um regime político onde a religião seria banida, a "ameaça judaica poderia ser fundamentada"
Os Protocolos são uma fraude de uma ficção plagiada.Os Protocolos foram denunciados como fraude em 1921 por Philip Grave, um correspondente do London Times; por Herman Bernstein em "The Truth About The Protocols of Zion: A Complete Exposure" (Ktav Publishing House, New York, 1971); e Lucien Wolf em "The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion" (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920).
Os Protocolos foram publicados nos EUA num jornal de Michigan cujo proprietário era Henry Ford (o criador dos carros Ford), ele mesmo, autor de um livro tremendamente anti-semita chamado de O Judeu Internacional. Mesmo após a sua denúncia como fraude, o jornal continuou a citar o documento. Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda, usaram os Protocolos para justificar a necessidade do extermínio de judeus desde mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial.
Segundo a retórica nazista, a conquista do mundo pelos Judeus, descoberta pelos russos em 1897, estava obviamente sendo levada a cabo 33 anos depois.
Os Protocolos continuam a enganar pessoas e ainda são citados por indivíduos e grupos racistas, supremacistas brancos, nazistas e neo-nazistas como a causa dos males dos povos, quer estejam sob governos democráticos, ditatoriais, de esquerda, de direita, teocráticos ou qualquer outro regime.
Os Protocolos estão publicados em várias línguas, inclusive português, espanhol, inglês, russo, outras línguas da Europa Oriental, árabe e línguas asiáticas etc. Enquanto Hitler os usou para "provar" que os judeus eram culpados pela Revolução Comunista na Rússia em 1917, os neo-nazis russos e nacionalistas-comunistas russos os usam, hoje, para provar que os judeus são os responsáveis pela queda do Comunismo e pela democratização do país.
O texto falso, a fraude feita por um governo imperial decadente e cruel com seu próprio povo, é tão convincente que 104 anos depois ainda é apresentado como uma das maiores revelações que todo bom racista deve conhecer.

O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.
PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem amaior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente quecausem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução dessesorganismos prejudiciais.
Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologiasambientais seguras.
Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionaisatuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelasconseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros dafamília.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seupapel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição emmassa.
Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

Repassando: matéria de inteligência Pública - A Guerra dos Brasis

A guerra dos Brasis O Estado de S. Paulo 18 Jun 2019 FERNÃO LARA MESQUITA JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM Sob os rep...