terça-feira, 21 de julho de 2009

Historia do Rock Nacional - Câmbio Negro - Limeira

Atendendo ao pedido do meu amigo Janjão, poeta e revolucionário, vou contar um pouco da minha passagem por essa que me parece a banda mais "ovelha negra" da cidade de Limeira. Nos idos dos anos 80, de acordo com minhas preferencias musicais conheci um pórre de gente ligada ao rock & roll, minha passsagem pelo Cambio Negro deu-se após minha saida da banda de baile "Les Charman's" - que por maior que fosse meu amor pela música, precisava ganhar algum -$ - e da banda não saía quase nada! Apenas para não pecar pela falta de informação: Betão ( Gordo)na bateria, Donizette ( Bomba) na guitarra, Japa no baixo, depois o Cidão, Quincas no Saxofone, Ivan no trompete e eu cantando e fazendo os vocais tbm!!! diga-se de passagem fizemos muito baile bom na redondeza! O baterista o Beto, foi pro Cambio Negro e posteriormente me chamou pra cantar com eles. Aformação naquele tempo ficou assim: Beto na bateria, Loice no contra baixo, Nando Lencione na Guitarra, Toco e eu Cau , os cantores; Ah! que tempos esses...pena que quase todas as histórias são impublicáveis, mas vamos lá...Foi nesse período que a banda produziu o disco de vinil Super Bandido, um barato, os shows então , bicho , dificilmente não saia uma briga - na banda ehehehehe. Boa parte das brigas de toda e qualquer banda repousa em causas como errar na hora de fazer um vocalize, baterista que demorou demais no solo, baixista com ciúme do guitarrista por que as garotas olham mais pra ele, um cantor acha que canta melhor que o outro, o outra ja acha que o inglês dele é melhor e assim por diante. Mas o que fica de bom são as lembranças positivas, nenhuma dessas pessoas jamais sairá da história da minha vida e vice - versa! o Loice faleceu inda há pouco tempo, mas durante esse espaço de tempo publicava um tablóide, O Toco ehehe...chegou a ser diretor de cultura e se denomina historiador dada a sua atividade na área, o Beto, bom...o Beto esteve em cana, e hoje me parece que comercializa automóveis, o Nando é responsável juridico da Câmara Municipal de Limeira, e eu fui estudar e sou sociólogo, professor e etc.... O Cãmbio Negro gravou outros dois trabalhos dos quais eu não participei por diversos motivos, um deles foi não ter sido convidado outro foi por arrebanhar gente que não era musico e dai é claro que o resultado ficou comprometido. Se ficar em duvida com o meu depoimento, é muito simples procure ouvir os trabalhos...a verdade é que as histórias criadas a partir da reunião de detrerminados grupos resulta muito mais importante que a produção musical, propriamente dita, é bem o caso do nosso C N.
Sei que existe banda homônima hoje, e sabíamaos que havia outra que não a de hoje, contemporânea do CN de Limeira. Mas isso não tem a menor importância...o que importa é a nossa história, o que fomos e nos trornamos, o que significamos para as gerqções que vieram, fomos referencia e exemplo, ora bom , ora mal. e como gosto não se discute! tivemos até mesmo fãns... olha só que barato, de uma forma ou de outra passamos a fazer parte da história da musica brasileira em especial da cidade de Limeira.

MPF pede suspensão da lei que regulamenta profissão de músico

Para procuradora, lei é inconstitucional por violar a liberdade de expressão.‘Se o profissional for mau músico, nenhum dano causará à sociedade’, diz.

A procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat, protocolou na terça-feira (14) ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a lei 3.857/60, que estabelece critérios para o exercício da profissão de músico. No ofício, ela pede uma liminar (decisão provisória) para suspender alguns dispositivos da lei e que, no julgamento definitivo, a legislação seja revogada.
Segundo a procuradora, que exerce interinamente o cargo de chefe do Ministério Público Federal (MPF), as restrições profissionais impostas pela legislação são incompatíveis com a liberdade de expressão da atividade artística, prevista no artigo 5º da Constituição Federal. Com esse argumento, Deborah Duprat classifica a lei como inconstitucional. Ela alega ainda que a norma confronta até com a liberdade profissional, também prevista na Constituição.
Ordem dos Músicos
A lei questionada instituiu a Ordem dos Músicos do Brasil, cuja finalidade é “exercer, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico, mantidas as atribuições específicas do Sindicato respectivo”. A norma prevê a possibilidade da aplicação de penalidades que vão desde advertência, censura e multa, até a suspensão e cassação do exercício profissional.
“Numa democracia constitucional, não cabe ao estado policiar a arte, nem existe justificativa legítima que ampare a imposição de quaisquer requisitos para o desempenho da profissão de músico”, explica a procuradora-geral.
Na ação, ela acrescenta que a profissão de músico não figura entra os ofícios em que a Constituição autoriza o legislador a estabelecer qualificações profissionais.
“Se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo causará à sociedade. Na pior das hipóteses, as pessoas que o ouvirem passarão alguns momentos desagradáveis. Além do que, em matéria de arte, o que é péssimo para alguns pode ser excelente para outros, não cabendo ao Estado imiscuir-se nesta seara, convertendo-se no árbitro autoritário dos gostos do público”.