sexta-feira, 24 de julho de 2009

Castelos Medievais

A fortaleza e as construções auxiliares que formam o castelo variam de uma fortificação para outra. Às vezes, as construções (como a capela, o grande salão e as cozinhas) eram encontradas dentro da torre principal, outras vezes não.
A torre principal era a residência principal do governante. Era feita de pedra e poderia ter o formato quadrado ou redondo. As torres principais poderiam estar integradas ao muro ou à parte e tinham várias funções.
Os apartamentos residenciais continham camas e mobília. Eram normalmente aquecidos por lareiras e a
luz vinha através das janelas.
Castelo de Warwick
O grande salão podia estar na torre principal ou em uma construção separada. Nos primeiros castelos, como o descrito no poema épico "Beowulf", os grandes salões eram usados para refeições e para dormir. Mais tarde, foram usados para divertir e reunir a corte. Normalmente tinham o pé direito alto e grande lareiras. O chão era geralmente de pedra ou de terra batida.
A despensa de
comida, bebidas e ouro era localizada nos andares inferiores da torre de menagem.
A parte relacionada à defesa do castelo (abertura para flechas, depósito de armas, ameias) ficava nos andares superiores.

Os prisioneiros eram mantidos na masmorra . As masmorras ficavam nas partes superiores da torre de menagem, porque era mais difícil escapar, porém depois foram transferidas para os andares inferiores.
Os poços, eram fundamentais para a sobrevivência do castelo.
A religião era importante na vida cotidiana da Idade Média. As pessoas iam à igreja todos os dias, normalmente na missa matinal. A maioria dos castelos tinha suas próprias capelas e padres, fossem do próprio castelo ou visitantes. As capelas poderiam ser salas simples da torre principal ou requintadas construções à parte.
Os cavalos eram essenciais na vida medieval. Os cavaleiros montavam neles durante a batalha. Os animais empurravam carroças. Eles eram o meio de transporte, como o seu
carro. Logo, eles precisavam de uma garagem - ou estábulos, que ficavam no pátio.
Por causa da ameaça do fogo, as cozinhas nos primeiros castelos ficavam separadas da torre de menagem em locais preparados para elas. Como as construções em tijolo tornaram-se mais comuns, os projetistas mudaram as cozinhas para dentro da torre.
Os poços e cisternas armazenavam
água para o castelo. Normalmente, a facilidade de ter água era um fator primordial para o castelo resistir ou não a um ataque. Os poços ficavam dentro da torre principal ou no pátio. As cisternas eram reservatórios de água da chuva que escorria do telhado. Alguns castelos tinham um encanamento rudimentar que canalizavam a água das cisternas para as pias.
Os castelos precisavam de vários artesãos, incluindo carpinteiros, ferradores e serralheiros para a manutenção das construções e dos pátios. As oficinas de trabalho deles eram locais separados dentro do pátio.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Astecas

Até o século XIII, na porção noroeste do México, observamos a presença de uma pequena tribo seminômade na região Aztlan. Por razões históricas não muito bem esclarecidas, essa população decidiu se deslocar para a direção sul, até alcançar o território do lago Texcoco, no vale do México. Após derrotar algumas populações que dominavam a região, este povo foi responsável pela criação da civilização asteca.
Ao longo de dois séculos de dominação, os astecas formaram um imponente império contendo mais de quinhentas cidades e abrigando mais de quinze milhões de habitantes. Nesse processo de deslocamento, também é importante falar sobre o estabelecimento da agricultura como atividade econômica fundamental. Graças à agricultura, os astecas tornaram-se uma numerosa civilização.
Primeiramente, as técnicas de plantio rudimentares se aliavam a uma latente indisponibilidade de terras propícias ao plantio. Contudo, esse obstáculo foi superado através da dominação do sistema de chinampas. Na chinampa, temos uma esteira posta sobre a superfície das regiões alagadiças. Na parte superior dessas esteiras, a fértil lama do fundo desses terrenos alagados era aproveitada para a plantação.
A dieta dos astecas era basicamente dominada pelo consumo de pratos feitos a partir do milho. Além disso, consumiam um líquido extraído do cacau, conhecido como xocoalt, uma espécie de ancestral do popular chocolate. Tabaco, algodão, abóbora, feijão, tomate e pimenta também integravam a rica mesa dos astecas. Curiosamente, o consumo de algumas carnes era reservado a membros das classes privilegiadas.
Portadores de uma forte cultura voltada ao conflito, os astecas tinham sua sociedade controlada por uma elite militar. O rei era o líder maior de todos os exércitos e exercia as principais funções políticas ao lado de outro líder destinado a criação de leis, a distribuição dos alimentos e a execução de obras públicas. Logo após essa elite política, tínhamos os militares e sacerdotes limitados à elite da sociedade asteca.
Logo em seguida, tínhamos a presença de comerciantes e artesãos que definiam a classe intermediária. O comércio tinha grande importância na civilização asteca, a troca comercial geralmente envolvia gêneros agrícolas, artesanato, tecidos, papel, borracha, metais e peles. Em algumas situações, os comerciantes atuavam como espiões e, por isso, recebiam a isenção de impostos.

Os camponeses ocupavam a mais baixa posição da hierarquia social asteca. Também devemos assinalar a existência de uma pequena população de escravos, obtidos por meio dos conflitos militares. A única via de ascensão acontecia por meio de algum ato de bravura executado em guerra. O soldado era prestigiado com a doação de terras, joias e roupas.
A cultura e o saber dos astecas tiveram expressão nos mais diversificados campos. Assim como os maias, estabeleceram a criação de um calendário que organizava a contagem do tempo e também cunharam um sistema de escrita. Em suma, a escrita deste povo era dotada de um sistema pictórico que combinava o uso de objetos e figuras e outro hieroglífico, sistematizado por símbolos e sons.
A medicina asteca não reconhecia limites e distinções para com as práticas religiosas. Curandeiros e sacerdotes integravam uma rica cultura religiosa cercada por vários dos deuses formadores de uma complexa mitologia fornecedora de sentido a vários eventos e dados da cultura asteca. Em algumas festividades, o sacrifício e o derramamento de sangue humano integravam os rituais astecas.



Mapa do império asteca no período do seu apogeu, quando Hernán Cortês chegou em 1519.


Teotihuacán

Estamos diante de uma civilização que incorporou a arquitetura, o cálculo, a escrita, e a religião ao seu dia-a-dia. A confederação Asteca, em termos culturais, era uma degeneração de civilizações preexistentes, eles absorveram aspectos dessa cultura incorporando à sua. Os Astecas, foram um dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana. Ocuparam como se autodenominaram os habitantes do Vale do México (em uma ilha do Lago Texcoco), vieram para essa região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado Aztlán, situado no sudoeste do atual Estados unidos, onde viviam como tribos guerreiras nômades. Desde a Era Cristã, existiam civilizações urbanas, sedentárias e agrícolas na região a exemplo dos toltecas. Os últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano foram os astecas sedentarizaram-se e mesclaram-se com os toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan, surgiu o "Império Asteca", tendo como centro a cidade asteca de Tenochtitlán. Cada uma das cidades-estados possuía o seu próprio rei, mas os astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação espanhola, o imenso império só reconhecia um chefe: Montezuma, o imperador asteca. A partir de sua capital, Tenochtitlán (hoje a cidade do México, tinha uma população de 400.000 habitantes, na época, maior que qualquer cidade Européia, era uma vasta metrópole cercada de água, como em Veneza, com um labirinto de canais que atravessava em todas as direções), os Astecas controlavam um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida. Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns grupos de indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México.
Curiosidade: Quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas palavras assemelha-se ao português, por exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle é tomatl, chocolete.

Teotihuacán


Esta cidade Asteca apresentava um gigantesco conjunto arquitetônico, no qual se destacavam a "pirâmide do Sol" (60m de altura, 225m de lado na base quadrada, resultando em 1 milhão de metros cúbicos de terra revestida de pedra) e a "pirâmide da Lua" (42m de altura, 1600 m² na base). Os Astecas construíram a pirâmide dos Ninchos de El Tajin, com 365 ninchos, um para cada dia do ano, e a célebre "pedra do sol", um imenso calendário solar.

A Conquista do México

Os Astecas acreditavam que viria um grande Deus pelo mar. Quando os espanhóis então chegaram com suas caravelas, eles achavam que eles eram Deuses. Assim, a princípio, Montezuma, o imperador asteca, ofereceu vários presentes a Hernán Cortés. Era comum na civilização asteca sacrificar humanos para celebrar os seus deuses, assim vários foram sacrificados, e apesar de parecer hoje bárbara essa atitude, na época era comum, e as pessoas iam felizes para seus sacrifícios (abaixo).
Depois, os astecas perceberam o real interesse dos espanhóis e então, juraram a seus deuses não deixar os invasores saírem com vida. Ocorreu então uma longa batalha durante dias e noites que foi responsável pela morte de várias pessoas (abaixo).
Os espanhóis uniram-se aos índios tlaxcalas (povo dominado pelos astecas), mas sofreram uma destruidora oposição. Cortés ainda pediu a paz, porém negada pelos astecas. Escasseando a pólvora e os mantimentos os espanhóis recuaram. Porém os brancos contaram com reforços e reorganizaram as tropas com mais 600 espanhóis, 40 cavalos e 1000 guerreiros tlaxcalas ansiosos para destruírem definitivamente seus inimigos de sempre. Entre os provimentos encontrava-se material para construir 13 embarcações para dar apoio às tropas no lago de Tenochitlán. Dessa vez a guerra foi longa e sangrenta. Uma epidemia de varíola trazida como sempre pelos europeus estava causando uma mortalidade elevadíssima em Tenochtitlán. Além disso, famintos que Diaz descreveu como "tão magros, amarelos e sujos que era um dó vê-los", tinham de arrastar-se pelo chão em busca de raízes e arrancavam a casca das árvores para se alimentarem. A seguir, a resistência dos astecas enfraquecera a tal ponto que conseguiram entrar no centro da cidade. Capturaram Cualhtemoc, sucessor de Montezuma; Aos espanhóis, o México pertencia-lhes. Lenda Os astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, esta lenda diz respeito apenas aos tenochca, um dos grupos astecas. Esta tribo dominou o Vale do México e fundou Tenochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do ano 1325 d.C. Conta a lenda que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Segundo uma profecia, este seria o sinal divino para o local da construção de sua cidade. Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo tornaram-se os líderes da grande nação asteca. A primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livros astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519.
Em nome da Igreja Católica e da Monarquia do Velho Mundo, o conquistador espanhól Hernán Cortés e seus soldados, chegaram em 1519 no México, conquistaram e destruíram a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo de seu deus mais importante, uma catedral cristã. A prisão do imperador Montezuma e sua submissão direta a Hernán Cortés. Por incrível que possa parecer, a civilização asteca simplesmente desapareceu. Várias são as hipóteses para sua "fuga". Uma delas alega que o massacre dos astecas teria impelido os membros da civilização a debandarem para a Floresta da América Central. Outra hipótese, coadunada por ufólogos e fanáticos em discos voadores, afirma que os astecas eram seres extraterrestres ou produtos híbridos, que teriam retornado aos seus planetas de origem, assim que a missão tivesse sido concretizada. Poucos indícios revelam o paradeiro desse povo misterioso. Entretanto, por volta de 1988 uma equipe de reportagem de uma TV de El Salvador encontrou um achado um tanto desconcertante. Incrustadas na parede de um templo estavam escritas, em náuatle (língua tradiocional dos astecas), as palavras: "Nós voltaremos no dia 24 de dezembro de 2010".

Os astecas fascinam a arqueologia e despertam suposições em torno do seu desaparecimento. Comunidade marcada pelo trabalho e pelas crenças religiosas, os astecas habitavam a região de Aztlán, a noroeste do México. Sucessores diretos da linhagem dos toltecas, os astecas inicialmente formavam uma pequena tribo de caçadores e coletores que, em 1325, se deslocou em direção à zona central mexicana e desenvolveu uma agricultura moderna e de subsistência. Entre as invenções dos astecas, constam a irrigação da terra e a construção dos "jardins flutuantes" - cultivo de vegetais em terrenos retirados do fundo dos lagos. A construção das chinampas (nome dado a esses jardins) era feita nos lugares mais rasos dos lagos. Os astecas demarcavam o local das futuras chinampas com estacas e juncos, enchiam-nos com lodo extraído do fundo do lago e misturavam com um tipo de vegetação aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma massa espessa sobre a qual se podia caminhar. Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e sobrevivência de Tenochtitlán. Tenochtitlán, capital do império asteca, era bela e bem maior que qualquer cidade da Europa na época. Esta metrópole teve seu apogeu de 400-700 d.C. Com suas enormes pirâmides do Sol e da Lua (63 e 43m de altura, respectivamente), sua Avenida dos Mortos (1.700m de comprimento, seus templos de deuses agrários e da Serpente Plumada, suas máscaras de pedra dura, sua magnífica cerâmica, ela parece ter sido uma metrópole teocrática e pacífica, cuja influência se irradiou até a Guatemala. Sua aristocracia sacerdotal era sem dúvida originária da zona dos Olmecas e de El Tajín, enquanto a população camponesa devia ser composta por indígenas Otomis e outras tribos rústicas. A religião compreendia o culto do deus da água e da chuva (Tlaloc), da serpente plumada (Quetzalcoatl) símbolo da fecundidade agrária e da deusa da água (Chalchiuhtlicue). Acreditavam na vida após a morte, em um paraíso onde os bem-aventurados cantariam sua felicidade resguadardos por Tlaloc.

A Religião Asteca

Desde os indígenas do México, os Astecas foram os que mais cultuaram seus Deuses. À época da chegado dos Espanhóis, a religião Asteca era uma síntese de crenças e cultos. Os Deuses agrários dos povos agrícolas do centro do México fundiram-se com os Deuses astrais dos povos guerreiros bárbaros. Um dos tipos de Cerimônia de Sacrifício Humano era: Que o mais bravo dos prisioneiros de guerra era sacrificado a cada ano. No dia de sua morte, ele tocava flauta no cortejo. Sacerdotes e quatro belas moças acompanhavam-no. Cultura Embora fossem herdeiros culturais de outras grandes civilizações, os Astecas conseguiram desenvolver técnicas e conhecimentos bastante elevados. A arquitetura sobressaiu na construção de monumentos, diques e aquedutos. Na arte da ourivesaria eram mestres. Os sacerdotes, astrônomos e astrólogos Astecas tinham com um de seus deveres contemplação do céu e o estudo do movimento dos astros. Os livros eram importantíssimos, os colégios dos nobres e os palácio possuíam volumosas bibliotecas. a escrita era uma mistura de ideografia com a escrita fonética, pois alguns caracteres derrotaram idéias e objetos, e outros, designavam sons. O Calendário No Calendário se encontram representadas a cosmogonia e a cronologia dos antigos mexicanos. Ao centro destaca-se o Sol (Deus Tonatiuh) sedento de sangue com o signo nauiollin, símbolo do nosso universo. Os quatro braços da Cruz de Santo André, correspondentes ao signo Ollin, contêm os símbolos dos quatro antigos Sóis. Em torno destes hieróglifos, círculos concêntricos mostram os signos dos dias (vide abaixo), os anos, representados pelo glifo xiuitl composto de 5 pontos, sendo 4 em cruz e mais outro no meio e, enfim, duas "serpentes de turquesa", isto é, os dois períodos de 52 anos que correspondem aos 65 anos do planeta Vênus, os dois constituindo o ciclo de 104 anos denominado ueuetiliztli ("velhice"). Os astecas tinham conhecimento precisos sobre a duração do ano, a determinação dos solstícios, as fases e eclipses da Lua, a revolução do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa. Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética que tinha como base o número 20. Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o "Fogo Novo" no cimo da montanha de Uixachtecatl. Isto era denominado "liga dos anos". Era comemorado como um verdadeiro "Reveillon" místico com sacrifícios, danças, renovação de utensílio domésticos etc.


Códice Borbônico asteca mostra os deuses Tezcatlipoca e Quetzalcóatl, este em sua forma de serpente verde devorando um homem. A ilustração mostra a importância do sacrifício humano na religião asteca, assim como a lenda de que Quetzalcóatl, o deus desterrado por Tezcatlipoca, voltaria para comandar os astecas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Historia do Rock Nacional - Câmbio Negro - Limeira

Atendendo ao pedido do meu amigo Janjão, poeta e revolucionário, vou contar um pouco da minha passagem por essa que me parece a banda mais "ovelha negra" da cidade de Limeira. Nos idos dos anos 80, de acordo com minhas preferencias musicais conheci um pórre de gente ligada ao rock & roll, minha passsagem pelo Cambio Negro deu-se após minha saida da banda de baile "Les Charman's" - que por maior que fosse meu amor pela música, precisava ganhar algum -$ - e da banda não saía quase nada! Apenas para não pecar pela falta de informação: Betão ( Gordo)na bateria, Donizette ( Bomba) na guitarra, Japa no baixo, depois o Cidão, Quincas no Saxofone, Ivan no trompete e eu cantando e fazendo os vocais tbm!!! diga-se de passagem fizemos muito baile bom na redondeza! O baterista o Beto, foi pro Cambio Negro e posteriormente me chamou pra cantar com eles. Aformação naquele tempo ficou assim: Beto na bateria, Loice no contra baixo, Nando Lencione na Guitarra, Toco e eu Cau , os cantores; Ah! que tempos esses...pena que quase todas as histórias são impublicáveis, mas vamos lá...Foi nesse período que a banda produziu o disco de vinil Super Bandido, um barato, os shows então , bicho , dificilmente não saia uma briga - na banda ehehehehe. Boa parte das brigas de toda e qualquer banda repousa em causas como errar na hora de fazer um vocalize, baterista que demorou demais no solo, baixista com ciúme do guitarrista por que as garotas olham mais pra ele, um cantor acha que canta melhor que o outro, o outra ja acha que o inglês dele é melhor e assim por diante. Mas o que fica de bom são as lembranças positivas, nenhuma dessas pessoas jamais sairá da história da minha vida e vice - versa! o Loice faleceu inda há pouco tempo, mas durante esse espaço de tempo publicava um tablóide, O Toco ehehe...chegou a ser diretor de cultura e se denomina historiador dada a sua atividade na área, o Beto, bom...o Beto esteve em cana, e hoje me parece que comercializa automóveis, o Nando é responsável juridico da Câmara Municipal de Limeira, e eu fui estudar e sou sociólogo, professor e etc.... O Cãmbio Negro gravou outros dois trabalhos dos quais eu não participei por diversos motivos, um deles foi não ter sido convidado outro foi por arrebanhar gente que não era musico e dai é claro que o resultado ficou comprometido. Se ficar em duvida com o meu depoimento, é muito simples procure ouvir os trabalhos...a verdade é que as histórias criadas a partir da reunião de detrerminados grupos resulta muito mais importante que a produção musical, propriamente dita, é bem o caso do nosso C N.
Sei que existe banda homônima hoje, e sabíamaos que havia outra que não a de hoje, contemporânea do CN de Limeira. Mas isso não tem a menor importância...o que importa é a nossa história, o que fomos e nos trornamos, o que significamos para as gerqções que vieram, fomos referencia e exemplo, ora bom , ora mal. e como gosto não se discute! tivemos até mesmo fãns... olha só que barato, de uma forma ou de outra passamos a fazer parte da história da musica brasileira em especial da cidade de Limeira.

MPF pede suspensão da lei que regulamenta profissão de músico

Para procuradora, lei é inconstitucional por violar a liberdade de expressão.‘Se o profissional for mau músico, nenhum dano causará à sociedade’, diz.

A procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat, protocolou na terça-feira (14) ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a lei 3.857/60, que estabelece critérios para o exercício da profissão de músico. No ofício, ela pede uma liminar (decisão provisória) para suspender alguns dispositivos da lei e que, no julgamento definitivo, a legislação seja revogada.
Segundo a procuradora, que exerce interinamente o cargo de chefe do Ministério Público Federal (MPF), as restrições profissionais impostas pela legislação são incompatíveis com a liberdade de expressão da atividade artística, prevista no artigo 5º da Constituição Federal. Com esse argumento, Deborah Duprat classifica a lei como inconstitucional. Ela alega ainda que a norma confronta até com a liberdade profissional, também prevista na Constituição.
Ordem dos Músicos
A lei questionada instituiu a Ordem dos Músicos do Brasil, cuja finalidade é “exercer, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico, mantidas as atribuições específicas do Sindicato respectivo”. A norma prevê a possibilidade da aplicação de penalidades que vão desde advertência, censura e multa, até a suspensão e cassação do exercício profissional.
“Numa democracia constitucional, não cabe ao estado policiar a arte, nem existe justificativa legítima que ampare a imposição de quaisquer requisitos para o desempenho da profissão de músico”, explica a procuradora-geral.
Na ação, ela acrescenta que a profissão de músico não figura entra os ofícios em que a Constituição autoriza o legislador a estabelecer qualificações profissionais.
“Se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo causará à sociedade. Na pior das hipóteses, as pessoas que o ouvirem passarão alguns momentos desagradáveis. Além do que, em matéria de arte, o que é péssimo para alguns pode ser excelente para outros, não cabendo ao Estado imiscuir-se nesta seara, convertendo-se no árbitro autoritário dos gostos do público”.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Como Uma Onda...

Como Uma Onda...

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta


Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar


Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo


Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar















quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hoje é Meu Aniversário... e daí?

16 de julho de 1964 - 16 de julho de 2009


45 Anos ... isso pesa....por onde será que andam os que sobreviveram assim como eu sobrevivi? A ditadura militar dos anos 70? A Moda Discoteca dos anos 80? A abertura e as Diretas Já, no meio da década de 80 do século XX? Cadê todo mundo? Será que ainda pensam sobre tais assuntos ? Eu sei que penso e por isso aprendi que logo existo! Ainda estão acesas e iluminando minha vida, as luzes das lembranças do Grupo Escolar Coronel Flamínio Ferreira de Camargo, pra onde eu ia todo dia vestido de camisa branca, como brasão da escola estampado no bolso e calças curtas de tergal azul marinho, meias e sapatos prêtos, cabelos aparados cortados na barbearia do seu Dito. Depois vieram minhas mudanças decorrentes da observação de meu irmão, o Divino e sua turma: Carlinhos, Claudião, Ivan, Jordal, Israel, Fernando, Zé Gordo, entre outros, cabelos compridos , calças boca de sino, sapatos plataforma coloridos! à tiracolo, gravador AIKO, pra ouvir as fitas do Creedence Clearwater Revival, Stones, Beatles, Pholhas, Marmaled, Light Reflecton, e tantas outras bandas que fizeram minha cabeça. Por outro lado o gosto pela musica veio do meu pai, o cara gostava muito mesmo de musica tipo seresta e não apreciava em nada musica sertaneja, na verdade detestava! Vejam só, como esperar de mim, algo diferente do que sou? Olha só que ambiente? Desde menino observei meu primo Wagnão tocando violão, e com as mesmas carcterísticas descritas do meu irmão. Daí Alguns dos amigos do mesmo brother, o Fernando, o Zé Gordo e o Durvalino, também eram tocadores, dai pra eu me interessar foi um pequeno passo. Tomei gosto pelo instrumento e o super bona personna Fernando me emprestou um violãozinho que ele tinha lá na casas dele pra eu tentar a sorte, e não é que deu certo, aprendi rapidinho, ele me descolou também um livro horizontal de capa amarela e vermelha, escrito na frente: Canhoto, onde eu pude aprender os acordes que iriam me ajudar a compor minha história com o instrumento. Pouco tempo, hoje eu acho pouco tempo, um ano depois, eu ja dominava o violão e acompanhava as musicas cifradas até mesmo em inglês, é claro olha só o repertório que eu tinha a minha disposição! O Zé Gordo, na verdade José Antonio Cruz, morava na Avenida Campinas, era muito bom de violão o cara era mesmo talentoso, mas gostava de uma cachaça que só ele! foi com ele que desenvolvi estilo, repertório e a voz, o Zé era dono de uma senhora voz, quem ainda for vivo e o tenha conhecido pode atestar a esse respeito. Ja o Fernando, lembra do dono do violão emprestado? depois que eu aprendi a tocar , percebi que o cara não tocava porra nenhuma, apenas tinha um violão! mas veja que, sua benevolência em me emprestar o objeto de decoração foi providencial....isso não pode ser negado e nem tão pouco esquecido, jamais. Assim caminhei por essas veredas da Vila Khull, diga Quil, cantando e tocando e naturalmente escrevendo minha próprias canções, enquanto o mundo girava ao meu redór. Meus cabelos começaram a crescer, comecei a fumar e achar os amigos do meu irmão uns caretas, claro eles eram todos pelo mesno 15 anos mais velhos que eu!!! Mas só para ilustrar essa foto que segue ja data do início dos anos 90, sou eu defendendo minha composição sózinho no Vô Lucato, Canta Limeira, sozinho por que o Guilherme Cintra, (outro tocador do caralho e cachaceiro também) meu parceiro na canção meu deu o cano, segundo ele, que Deus o tenha, -" Pô Cauzinho, perrrrrdão meu irrrrmão! tava pedido, fiquei mocozado no sitio do Neizinho". Aí meu irmão... aí eu continuo essa história noutro dia!

Historia do Rock Nacional - Azimuth

Azimuth 1975

01- Linha Do Horizonte
02- Melô Dos Dois Bicudos
03- Brazil
04- Faça De Conta
05- Caça A Raposa
06- Estrada Dos Deuses
07- Esperando Minha Vez
08- Montreal City
09- Manhã
10- Periscópio


Naquele tempo... o que chamamos hoje de banda chamavamos de conjunto, e algum tempo depois, de grupo, prefiro o contemporâneo, pois bem. Essa banda surgiuno início dos anos 70 com o nome Grupo Seleção, tocando basicamente covers. Em 73 mudaram o nome para Azymuth (inspirados em uma música com esse nome, de Marcos e Paulo Sérgio Valle) e dois anos depois lançaram o primeiro disco, "Azymuth", que inclui a música "Linha do Horizonte", incluída na trilha sonora de uma novela. Sua formação era a seguinte: José Roberto Bertrami, teclados; Ivan Conti "Mamão", bateria e Alexandre Malheiros, baixo. Em 1976 gravam "Melô da Cuíca", um compacto ( compacto era o nome dado a um objeto extinto das linhas de produção fonográficas , mas muito popular naqueles dias, era menor que um Long Play - LP - e comportava no máximo 4 faixas normais com uma música em cada faixa, duas de cada lado) que estourou nacionalmente. Ainda nos anos anos 70, sucessão com "Jazz Carnival", do disco "Light As A Feather", de 1978. No princípio dos anos 80 e lançaram vários discos nos Estados Unidos e que não saíram no Brasil, apostando num estilo hibrido de MPB com jazz, misturando samba, funk e jazz. Uma das exceções lançadas no Brasil é "21 Anos", de 1996.





Águia Não Come Mosca (1977)

01- Vôo Sobre o Horizonte 02- Águia Não Come Mosca

03- Despertar 04- Tarde 05- Circo Marimbondo
06- Tamborim, Cuíca, Ganzá, Berimbau
07- Presa
08- A Caça
09- Falcon Love Call (Armazem nº 2)
10- Águia negra x Dragão






Light as a Feather (1979)

1- Jazz Carnival 2- Partido Alto
3- Avenida das Mangueiras 4- Light as a Feather
5- Fly over the Horizon (Vôo Sobre O Horizonte)
6- Amazonia
7- Young Embrace (Um Avraco da Mocidade)
8- Dona Olimpia
9- This Exists (Existe Isto)
10- Montreux (Live)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

INCA: O IMPÉRIO DO SOL

O IMPÉRIO DO SOL
Machu Picchu foi redescoberta em julho de 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham, é considerada patrimônio Cultural da Humanidade. Está localizada a 2 400 metros de altitude sobre o nível do mar e rodeada por uma exuberante vegetação. A área dominada pelo Império Inca foi uma das mais extensas dentre todos os impérios conhecidos. Habitavam a região hoje ocupada pelo Equador, Peru, norte do Chile, Oeste da Bolívia e noroeste da Argentina.
Mais de dez milhões de índios haviam se fundido nesta unidade política e cultural que era de elevado nível. Fisicamente os Incas eram de pequena estatura, pele morena, variando do moreno claro ao escuro, cabelos pretos e lisos quase imberbes.


A organização dos incas era de forma piramidal, sendo o Inca, o chefe supremo, com poderes divinos. Seus deuses eram os elementos naturais. Seu deus principal era o Sol, seguido da Lua, das Estrelas, do Relâmpago e a Chuva. Isto porque tinham uma organização econômica baseada na agricultura e dependiam destes elementos fundamentais para a fartura. Tinham profundo conhecimento de meteorologia e das estações do ano para saber a época apropriada para plantio e a colheita das várias espécies vegetais. Também eram muito hábeis na manipulação da cerâmica, tecidos e do ouro.
A primeira organização piramidal da cultura dos incas deu-se por volta de 1250 d.C., com a conquista dos povos que habitavam a região. No entanto, o inicio da expansão imperialista incaica ocorreu com o grande Imperador Pachacutec em 1440, o nono soberano inca. Em 1460 surge o Tawantinsuyu, ou reino das 4 regiões, com a anexação do reino Chimú pelo Inca Túpac Yupanqui.
A Pachacutec se atribui a reconstrução total de Cusco em uma grande urbe, para o qual o soberano necessitou aumentar a população local e por conseguinte a produção de alimentos. Para tanto foi obrigado a construir um eficiente sistema de canais de irrigação, aquedutos e armazenamento de alimentos.
Sociedade.
A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais.
No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres. Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras. Os yanaconas eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento. Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do yana era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes. Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas tornavam-se esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.
O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.
As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.



Arte, Ciência e Arquitetura

A cultura inca — resultado da mistura das culturas preexistentes na região andina — era muito rica, principalmente no que se refere à arte, intimamente ligada à ciência, à religião e ao cotidiano. A ourivesaria inca possuía caráter funcional e ornamental; o desenho das peças, aspecto de desenhos geométricos. O figurativismo das estatuetas de metal era bem estilizado, tendo a cabeça mais trabalhada que o restante do corpo. A prata era um dos metais mais apreciados para as peças suntuosas, embora se tivesse conhecimento de metais como o ouro. Nessa arte, destacam-se também as facas de sacrifício.
As construções arquitetônicas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos.
As construções arquitetônicas incas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos.
Mas o que marcou a arquitetura inca, foi o trabalho com a rocha; obras civis de pouca importância, fortalezas, torres, templos, palácios e edifícios do governo tinham em suas estruturas pedras arduamente trabalhadas e esculpidas pelos trabalhadores incas. Tais pedras eram constituídas do mais puro granito branco e seus vértices esculpidos em diversos ângulos (de até 40 graus) de tal maneira que os blocos se encaixassem perfeitamente uns nos outros sem a utilização de argamassa ou cimento e que o espaço entre um bloco e outro fosse impenetrável mesmo pela mais fina lâmina.
As pedras, para que pudessem resistir aos freqüentes tremores de terra, tinham forma trapezoidal e eram tão pesadas que chegavam a atingir três toneladas.Não se sabe o tipo de instrumento utilizado na construção das cidades incas, já que não há vestígios de ferramentas ou rodas. Nativos da região dizem que tais ferramentas seriam feitas de hematita, oriunda de meteoritos. Segundo os cientistas, essa hipótese é um tanto improvável.
É incontestável a engenhosidade de certas construções incas, como por exemplo os canais que transportavam água a poderosas cisternas, para que fosse enfim armazenada sem desperdícios, ou mesmo os diversos níveis de terraços, nos terrenos íngremes da região, que permitiram um melhor aproveitamento da terra para a agricultura.
A posição privilegiada de Macchu-Picchu permitiu a execução de profundos estudos científicos e muitos cultos religiosos, principalmente no que se refere ao sol. Por isso, a cidade era considerada um verdadeiro santuário. De seu conjunto arquitetônico, formado por mais de 200 edifícios, destacam-se o Observatório Solar e dois grandes templos: o Principal e o das Três Janelas. No Observatório, encontra-se a Intihuantana (“lugar de pouso do sol”), uma pedra sagrada que tinha como objetivo o culto ao deus Sol (“Inti”), e que servia como instrumento científico para as observações astronômicas e cálculos meteorológicos sobre a forma redonda do céu que ajudavam a prever a época propícia para a colheita.
Os conhecimentos de Geometria e Geografia adquiridos pelos cientistas incas foram provavelmente utilizados nas construções de cidades famosas como Macchu-Picchu, Cuzco e Ollantaytambo. Para o posicionamento de determinadas construções, como os prédios da cidadela de Macchu-Picchu, os incas deveriam saber a exata localização dos pontos cardeais e saber o local exato do nascer e do pôr do Sol no horizonte nos dias de equinócios.
Como eles poderiam sabê-lo, já que a cidade é cercada pela Cordilheira dos Andes e não se pode ver o sol tocar o horizonte, não se sabe ao certo. Talvez o tenham feito através de observações sistemáticas do movimento do sol no céu.
Pouco se conhece de Cuzco, anterior à conquista dos espanhóis. Dizem que foi fundada em torno dos séculos XI e XII d. C. pelo Inca Manco Cápac, segundo uma lenda é proveniente do lago Titicaca. Cidade sagrada e capital do Império Inca do Tawantinsuyu foi o centro do governo das quatro extensas regiões do fabuloso Império Incaico que chegou a abarcar grande parte do que é atualmente o Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile.
Em 1534, Francisco Pizarro fundou sobre a cidade de Cuzco uma cidade espanhola, que se construiu sobre o cimento inca. Cuzco é um exemplo típico de fusão cultural, herdando monumentos arquitetônicos e obras de arte de valor incalculável.

A Morte da Civilização Inca

De acordo com a tradição, todo Inca deveria casar-se com uma mulher de sangue real nascida em Cuzco. Huayna Capac o fez e desse casamento, sem alegria, nasceu Huáscar (“o odiado”), herdeiro legítimo do trono. No entanto, Huayna estava apaixonado pela Princesa de Quito; e desse amor, presenciado com horror pelo Império, nasceu seu querido filho Atahualpa (“filho da fortuna na terra”). Huáscar era odiado pelo pai e amado pelo povo, enquanto Atahualpa tinha o amor do pai e o ódio do povo, isso os fez crescer em constante rivalidade.
Arturo Capdevila no livro Los Incas, retrata a situação do Império: “Sombrio ocaso foi a vida de Huayna Capac. Seus filhos rivais torturavam-lhe a consciência com quem sabe quais duras previsões. Sinais nefastos manchavam o céu pátrio. De espanto em espanto, em misteriosa onda de lenda, corria no entardecer de seu reinado a fama dos espanhóis recém-chegados, homens brancos desembarcados um dia com temível desígnio pelo confim setentrional do país. O céu e a terra assinalavam presságios. Meteoros cárdeos rasgavam o firmamento na noite. Uma auréola de fogo dividida em três círculos rodeava o disco da lua. Os llaycas agouravam o Inca: “o primeiro círculo anuncia guerra; o segundo, a queda do sol; o terceiro, o fim de tua raça”. Antes de morrer, Huayna resolvera quebrar a tradição Inca e repartir o reino entre seus dois filhos: Atahualpa, que seria o monarca do Norte, e Huáscar, que o seria do Sul. Decidira também, em fidelidade à esposa amada, ser enterrado na cidade de Quito, junto às múmias de seus antepassados. A divisão do reino preparava obscuramente o império para o triunfo dos homens brancos. Em 1531, os exércitos de Atahualpa e Huáscar se confrontaram numa sangrenta batalha fratricida em Ambato e Quipaypán, da qual Atahualpa se saiu vencedor. Mas isso iria durar pouco tempo, como bem o sabiam os amautas e haravecs, povos de ciência e saber ocultos; para eles, Atahualpa não era na verdade um Inca, um legítimo filho do Sol; era um intruso. Em 1532, Pizarro, conquistador espanhol, foi recebido por Atahualpa em Cajamarca, onde aprisionou o imperador, iniciando a destruição do império. “Mas certo era que a lua havia se mostrado envolta na tríplice sinistra auréola. O invasor já começava a apoderar-se do solo americano e se cumpria, a seu tempo, a palavra profética de Nezahualcoyotl: virão tempos em que serão desfeitos e destroçados os vassalos, e tudo cairá nas trevas do esquecimento…”
(Arturo Capdevila, Los Incas).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

As Primeiras 1000 !!!

Nossa Quem Diria!!!
O gato que come o rato atingiu, em pouco mais de um mês de instalado o contador de visitas, a fantástica marca de 1000 visitantes! Estou muito orgulhoso, afinal este resultado,não é pouca coisa! Muito obrigado a todos os visitantes.
Espero continuar atendendo as expectativas dos visitantes, bem como recebendo novos amigos.
Para isso peço que os que visitarem postem seu comentário quer seja na matéria em questão, quer seja no campo destinado aos comentários. Valeu gente, muito obrigado!!!

SISTEMA DE NUMERAÇÃO MAIA

SISTEMA DE NUMERAÇÃO MAIA




A cultura Maia usou o sistema vigesimal e, por meio de símbolos figurativos chegaram a estabelecer as datas mais antigas que se registam na história da humanidade.
Criaram um sistema baseado na posição dos símbolos, que incluía a utilização do zero 0 (para indicar que não existem unidades deste valor), um símbolo ovalado que aparece em numerosos vestígios ou códices maias.
No seu sistema vigesimal, os valores dos seus símbolos aumentavam de vinte em vinte, com algumas variações, para uma melhor adaptação à cronologia.
Para eles os dias eram deuses..., e eram benditos os números que os representavam.
Não se interessavam pelo futuro, mas o passado guardava os seus segredos, que eram estudados pelos sacerdotes.
O ano Maia estava dividido em 18 meses com 20 dias cada. Então os Maias não consideravam as posições 200, 201, 202,... mas sim 200, 201, 201×18 (=360), 202×18 (=7200), 203×18 (=144000 ),...
Os numerais eram escritos verticalmente e nos lugares "vazios" punham o sinal
Vejamos o seguinte quadro que, para cada número, (repres. árabe), tem uma representação horizontal e uma vertical:
Vejamos agora o seguinte exemplo:

Temos, então, representado o número 2×144000+0×7200+16×360+7×20+11 = 290311.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock - Por que 13 de Julho?

Dia
Mundial do Rock



Fora das prenuncias místicas, exatamente no dia 13 de Julho comemora-se o Dia Mundial do Rock, um gênero musical que influenciou e influência inúmeras gerações. Com estilo rebelde ou embriagado, ele modificou o mundo com os jovens que se cansaram da mesmice e tradição impostas pela sociedade.
Nesses anos de vida, o rock, que não é apenas música, e sim comportamento, pensamento, moda - uma religião -, está cada vez mais maduro e com espírito evolutivo, vive em constante transição - um camaleão sonoro.
E como esse gênero, que tem seus cavaleiros como Elvis, Dylan, Ozzy, Page, Blackmore, Clapton, Rory Galagher, Raul, Rita, Mutantes, Peso, Titãs, Olho Seco, segue rolando como as pedras durante os anos
.
Além da música, o rock está sempre presente na moda e no comportamento das pessoas, que muitas vezes são ditadas por seus ídolos.
Neste próximo dia 13 é comemorado o Dia Mundial do Rock. A data foi instituída em 1985, quando foi realizado o histórico show Live-Aid. O evento foi idealizado pelo irlandês Bob Geldof, integrante da banda Boomtown Rats, para ajudar as pessoas que passavam fome na África. Os shows aconteceram simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. Cerca de 170 mil pessoas participaram da maratona musical, 70 mil na Inglaterra e 100 mil nos Estados Unidos, enquanto 1,5 bilhão de pessoas assistiram tudo pela TV. O objetivo era reverter toda a renda obtida para as vítimas da seca que devastava a África. Com a venda de ingressos a 35 dólares e a venda dos direitos de transmissão a 160 países, o espetáculo conseguiu arrecadar cerca de 70 milhões de dólares. Participaram do Live-Aid artistas como Mick Jagger, Tina Turner, Madonna, David Bowie, Sting, Phil Collings, Eric Clapton, Elton John, Paul McCartney, Jimmy Page, Robert Plant, além das bandas U2, Ozzy Osbourne e The Who, entre outros. A idéia de montar o espetáculo surgiu quando George Geldof assistiu, pela televisão, o documentário Fome na Etiópia. Ele ficou chocado em ver a situação das pessoas que não tinham forças nem para espantar, do próprio corpo, as moscas que as rodeavam. Os apreciadores de rock certamente se lembrarão do famoso e humanitário evento contra a fome na Etiópia e que aconteceu simultaneamente em Londres e na Filadélfia. Em prol desse movimento, participaram grandes nomes, como Duran Duran, Santana, Bob Dylan, The Who, Queen. E foi por causa dessa ação conjunta de roqueiros, que 13 de julho foi oficializado como o Dia Mundial do Rock.
Hoje, quando assistimos a um festival ou bandas tocando, percebemos que essa exibição é muito influenciada em personagens que se destacaram há gerações, com suas ideologias e maneira de expressar o que sentem.
No início, a juventude - cansada dos rituais impostos pela sociedade -, passou a usar roupa de couro e levantou-se das cadeiras para dançar ao som que um homem branco americano, que cantava, e se mexia sensualmente nos palcos, embalado por um ritmo herdado dos negros - o rhythm’n blues.
O filho do estado de Mississipi, Elvis Presley consolidou o rock’n’roll como um fenômeno de massa e atraiu milhares de pessoas com seu jeito único em cima do palco. Foi em 1955, nos Estados Unidos, quando o cantor invadiu os estúdios da Sun Records, acompanhado de baixo, bateria e guitarra, para gravar, entre outras faixas, a marcante “That’s Alright, Mama”.
Antes mesmo da explosão do rei do rock, nomes como Little Richard, Bill Haley & The Comets com “Rock around the clocks”, Chuck Berry entoando “Johnny B. Good” e “Maybellene”, foram os precursores do gênero rock’n’roll.O estilo tornou-se popular num momento que a sociedade de consumo vivia a neurose da guerra fria, a TV ditava o estilo de vida e a juventude roqueira, desprovida de armas, mostravam seus ideais com as guitarras e canções, em busca de uma vida melhor.
O gênero ganhou inúmeros adeptos, e cada indivíduo tinha a sua originalidade em relação a maneira de se expressar. Cabelos espetados com gel ou compridos, costeletas, barbas, roupas rasgadas, botas de couro, sandálias, jaquetas e calça de couro, blusa de flanela, bermudão, sobretudo, brincos. São incontáveis as atitudes inventadas para mostrar a atitude roqueira.
Durante a história do rock’n’roll, inúmeros artistas fizeram história. The Beatles, The Animals, Bob Dylan, Led Zeppelin, The Doors, Budy Holly, Sex Pistols, The Who, The Beach Boys, Jimmy Hendrix e tantos outros transpareceram suas rebeldias e deram voz aos anseios do público jovem, transportando emoções e conflitos internos para as platéias.
Olhamos para trás e observamos Elvis Presley revelando ao público o gênero musical, e hoje ouvimos The Strokes, The Hives, The Killers tocando e reciclado o rock com a ajuda das novas ferramentas. Mesmo assim, as bandas atuais nunca fogem da linha sem regra que agrada os roqueiros.
Para fechar, comemore o Dia Mundial do Rock no melhor estilo, ouvindo os seus discos em alto e bom som
.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Civilizações Pré Colombianas - Maia

A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central. Estudos realizados na língua maia levam à conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca. Seu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan. Acreditava-se que ele encarnava o espírito da serpente emplumada cuja cabeça está representada na figura logo abaixo.
Assim como os olmecas, a civilização maia instiga uma série de questões não respondidas aos diversos paleontólogos, historiadores e antropólogos que investigam este povo pré-colombiano. Os indícios da origem da civilização maia repousam nos sítios arqueológicos da península do Iucatã, que datam entre 700 e 500 a.C. Contudo, novas pesquisas admitem uma organização mais remota, estabelecida em 1500 a.C..
Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado. Em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México, observamos a presença de vários centros urbanos independentes. Entre as principais cidades integradas a esse sistema podemos destacar Piedras Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná.
O esplendor da sociedade maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos maias, podemos destacar o milho, produto de grande consumo, o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas.
O processo de organização da sociedade era bastante rígido e se orientava pela presença de três classes sociais. No topo da hierarquia encontramos os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes. Logo em seguida, temos funcionários públicos e os trabalhadores especializados. Na base da pirâmide ficavam os camponeses e trabalhadores braçais.

Os maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura. De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérico baseado em unidades vigesimais e, assim como os olmecas, utilizavam do número “zero” na execução de operações matemáticas. Além disso, criaram um calendário bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos.
Um dos grandes desafios para os pesquisadores da civilização maia gira em torno da decifração do seu complexo sistema de escrita. Um dos maiores empecilhos está relacionado ao fato de que os signos empregados podem representar sons, ideias ou as duas coisas ao mesmo tempo. Além disso, indícios atestam que eles utilizavam diferentes formas de escrita para um único conceito.
A arquitetura desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado pela cultura maia. A face politeísta das crenças maias ainda era pautada pela crença na vida após a morte e na realização de sacrifícios humanos regularmente executados.

Por volta do século XIII, a sociedade maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajetória dos maias. Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de dois séculos.






A civilização Maia, quando sofreu a invasão espanhola, já estava em decadência por diversos motivos discutidos entre historiadores. Iremos trabalha-los agora. Um dos problemasl que levou a degradação das cidades Maias defendido aqui é a agricultura. Com modo de produção tributário, era necessário retirar da terra o alimento para o sustento e manutenção da classe-Estado. Tendo em vista que o solo da planície do Yucatan era pobre foi necessário aplicar uma rotatividade de plantios, para possibilitar o descanso da terra. O problema que aí encontramos foi o grande crescimento populacional. A exigência de novas terras para cultivar, no Novo Império, provocou a crise do sistema e a guerra, como forma de estender o controle das cidades sobre um território maior. Com a guerra entre as cidades-Estado a civilização Maia entrou em decadência. Segundo alguns houve outros fatos que só pioraram a situação da população além das guerras como terremotos e pestes, mas estes fatos usados para explicar a decadência giram em torno do aqui demonstrado: a falta de terras para o cultivo. Assim a dominação espanhola foi facilitada pela decadência das cidades Maias, que já estavam abaladas.





Entre todos os sistemas de escrita existentes na Mesoamérica, segundo alguns especialistas, a escrita maia é considerada uma das mais desenvolvidas. Esse sistema de escrita, de fato, foi fruto do intercâmbio cultural estabelecido com a civilização olmeca, que anteriormente ocupou a região mexicana entre os anos de 1500 e 400 a.C.. Desprovido de um sistema alfabético, a escrita maia contava com um extenso conjunto de caracteres que representavam sons ou símbolos. Os pesquisadores ainda não foram capazes de decifrar integralmente os códigos usados pelos maias. Somente com o auxílio de computadores é que, recentemente, cerca da metade dos caracteres foram traduzidos. Toda essa dificuldade é proveniente da falta de um padrão simplificado onde um glifo representa um único som ou letra. A escrita dos maias adota o uso de um mesmo caractere para representar dois ou mais símbolos e sons. Ao mesmo tempo, um mesmo conceito poderia ser representado por caracteres completamente diferentes. Além de constituir uma forma de comunicação entre os maias, a escrita também tinha uma vinculação religiosa. Os maias acreditavam que a escrita era um presente dos deuses e, por isso, deveria ser ensinada a uma parcela privilegiada da população. De maneira geral, utilizavam diferentes materiais para o registro de alguma informação. Pedras, madeira, papel e cerâmica eram os materiais mais recorrentes. Além disso, os maias também fabricavam livros e códices confeccionados a partir de fibra vegetal, resina e cal. De forma geral, os documentos maias privilegiavam o registro dos fatos cotidianos do povo.




Uma importante função da escrita era o registro do tempo, pelo qual eram regulamentados os períodos de celebração religiosa. Outros escritos contavam do desenvolvimento de novos conhecimentos e rituais religiosos. Infelizmente, boa parte desse material foi perdido com o processo de dominação espanhola. O bispo Diego Landa, em 1566, esforçou-se para traduzir alguns documentos com a ajuda dos índios catequizados. O processo de dominação espanhola tratou de incinerar a grande maioria da documentação escrita maia. Sob a aprovação da Igreja, os registros maias foram queimados por conta de sua origem pagã. Atualmente, somente três grandes obras da cultura letrada dos maias foram preservadas. São os códices de Códex Dresdensis, Tro-Cortesianus e Peresianus. Essas valiosas fontes de pesquisas se encontram separadas em museus da Alemanha, Espanha e França.

Os espanhóis, que chegaram à costa de Yucatán em 1511, tiveram sua tarefa de conquista facilitada pela decadência maia e sua fragmentação interna. No final da década de 1520, todos os territórios de influência maia haviam sido dominados. Pedro de Alvarado conquistou a Guatemala em 1525, e Francisco de Montejo ocupou em 1527 o Yucatán, cuja conquista foi consolidada por seu filho e homônimo em 1536. Apenas a região central, sob controle dos itzás, permaneceu independente até 1697, quando foi ocupada por Martín de Ursúa. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas.
Para ilustrar o " encaixe" da civilização Maia dentro da cronologia da historia da humanidade observe o quadro abaixo que serve muituo bem para entendermos um pouco mais a gradeza dessa civilização que a meu ver pode ser considerada mais nossa ancestral, em termo de carga cultura que as européias que invadiram as Américas .

Repassando: matéria de inteligência Pública - A Guerra dos Brasis

A guerra dos Brasis O Estado de S. Paulo 18 Jun 2019 FERNÃO LARA MESQUITA JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM Sob os rep...