quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dragão ao som do CE

A BANDA BRECULÊ vem colhendo bons frutos a partir da divulgação do disco "Vidas Volantes"

30/6/2010

As bandas Breculê e Água Ardente Blues e a bateria do bloco Unidos da Cachorra abrem amanhã à noite a programação de férias no Anfiteatro do Dragão do Mar

A noite de amanhã, no Centro Dragão do Mar, tem três atrações cearenses como destaque inicial da programação musical das férias. A partir das 20h sobem ao palco do anfiteatro as bandas Breculê, Aguardente Blues e Unidos da Cachorra. Propostas e ritmos bem diferenciados, reunidos em uma apresentação com entrada franca.

Trabalhando um repertório essencialmente autoral, a Breculê vem ganhando destaque a partir da divulgação do disco de estreia do grupo, "Vidas Volantes", lançado em uma esmerada apresentação em março último, no Theatro José de Alencar. O grupo conta com Pedro Fonseca (violão e composições), Fabrício da Rocha (violão e composições), Fábio Marques (percussão e composições), Igor Caracas (percussão), Milton Ferreira (baixo), Jordão Nogueira (trompete e gaita), além do multi-instrumentista Túlio Furtado.

Já a banda Água Ardente Blues tem seu som calcado em clássicos do gênero norte-americano, consagrado por grandes nomes, como Muddy Waters, uma das maiores influências da banda. Chuck Berry, Janis Joplin e James Brown são outras referências para o grupo que vem ajudando a movimentar a forte cena blueseira da capital cearense.

Encerrando os trabalhos da noite, a bateria da Unidos da Cachorra acrescenta o samba à mistura, representando a diversidade da programação musical agendada pelo Dragão para este mês de julho. Uma temporada de shows que inclui do reggae do grupo Tribo de Jah ao violão solo de Nonato Luiz, passando pelo grupo Sucata Sonora e também por festivais já consolidados no calendário cultural da capital, como o Fórum Harmônicas Brasil e o ForCaos. Por férias mais musicais. (DM)


MAIS INFORMAÇÕES:

Breculê, Água Ardente Blues e Unidos da Cachorra. Shows das bandas cearenses amanhã, a partir das 20h, no Anfiteatro do Dragão do Mar, abrindo a programação musical de férias. Entrada franca.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nesta segunda-feira (28), Raul Seixas, o roqueiro mais famoso do Brasil faria 65 anos

Nesta segunda-feira (28), Raul Seixas, o roqueiro mais famoso do Brasil faria 65 anos. Baiano, é a principal referência do rock no nordeste, conquistando o resto do País para até hoje ser lembrado em qualquer show de rock. Afinal, quem nunca ouviu o tradicional "Toca Raul"?

Raul começou a carreira se interessando por Luiz Gonzaga e repente, influências que ele nunca abandonaria. Mas a proximidade de sua casa do consulado americano o levou a conhecer Elvis Presley e o rock'n roll. Elvis seria a grande inspiração de Raul por toda a carreira.

No começo dos anos 60, Raul teve a banda Raulzito e os Panteras, com quem fez os primeiros grandes shows. Em 1967, o cantor foi convidado para abrir um show de Jerry Adriani, o que lhe deu alguma projeção nacional. Mas foi em 1974, com o LP Gita, que Raul conquistou definitivamente o País.

Sempre controverso, Raul ia à contra-mão da Bossa Nova, frequentemente criticando o movimento e chamando seus fundadores de esnobes. Entretanto, a relação com o pessoal da Tropicália era mais tranquila, e o roqueiro ganhou até uma homenagem do amigo Caetano Veloso na música Rock'N Raul.

Mas amizade mesmo Raul construiria com o escritor Paulo Coelho. Os dois foram grandes parceiros, escrevendo juntos diversas letras e fundando em 1974 a Sociedade Alternativa, uma organização que tinha como lei que o indivíduo poderia fazer o que quisesse e isso seria lei. Para divulgar a Sociedade, Raul e Paulo compuseram Sociedade Alterntiva, música pela qual foram perseguidos e se exilados.

Uma das grandes paixões de Raul era o universo extraterrestre. A inclinação pelo tema fazia parte das letras, como em Ouro de Tolo e S.O.S. Entre outras paixões de Raul, estavam HQs, principalmente do Tarzã e Durando Kid. O último entrou na letra de Cowboy Fora da Lei, um de seus últimos sucessos de 1987.

O Maluco Beleza também fez colaborações para a TV, sendo a mais significativa o especial Plunct Plact Zuuum, exibido na Rede Globo em 1983. O programa fazia parte de uma serie de especiais para crianças e até hoje é um dos mais lembrados por pequenos daquela geração. Na abertura do programa, Raul retoma mais uma vez o tema do espaço, surgindo em um disco voador.

Em 1989, faz sua última turnê, com Marcelo Nova, divulgando o disco Panela do Diabo. Morreu no fim daquele ano, aos 45 anos, vítima de uma parada cardíaca. Após sua morte, seu último álbum recebeu um disco de ouro pelas mais 150 mil cópias vendidas.

Noite com passeio pelo blues

sexta-feira, 25 de junho de 2010 7:05

Ângela Corrêa



Do Diário do Grande ABC





Blues é sinônimo de melancolia apenas nos dicionários de inglês. O gênero surgido no Sul dos Estados Unidos remete a sonoridades tão variadas quanto vibrantes. É isso que mostra o show As Linguagens do Blues, que o gaitista e cantor paulistano Robson Fernandes mostra no Sesi Santo André hoje, às 20h. A apresentação tem entrada franca e integra a série Jazz & Blues.
"Já vinha fazendo isso na minha carreira e no show eu abordo vários tipos de blues, de Chicago, do Texas, da Califórnia, de Nova Orleans... O pessoal tem aquela visão de que blues é algo triste, parado. Não é nada disso", afirma.
O formato do show é bastante livre, sem um programa pré-definido de assuntos a serem abordados. "Eu me preocupo em não perder o ritmo, para não transformá-lo em um worksphop. É difícil porque eu nunca tinha feito isso, de conversar sobre música estando no palco", explica Fernandes. As explicações virão sempre entre uma música e outra.
O repertório da apresentação é composto basicamente por músicas de sua própria autoria. Fernandes, aos 34 anos, tem três CDs lançados.
O último deles, Cool, fez bonito no Exterior. No ano passado, foi escolhido pela revista especializada Real Blues Magazine como um dos melhores álbuns de blues em todo o mundo. O gaitista também excursionou por Argentina e Europa para lançar o CD.
Entre suas músicas apresentadas no show estão Outside Out Rhumba, I Can''t Hide the Truth, She''s Gone, Don''t Wanna Lose Your Love e a faixa-título do disco mais recente.
Para finalizar, também faz covers de Muddy Waters (Mojo Wording e Long Distance Call) e Jimmy Rogers (Walking by Myself).







As Linguagens do Blues - Show com Robson Fernandes.
Praça Dr. Armando de Arruda Pereira, 100. Tel.: 4997-3177.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Relatório aponta para uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil


24/06/2010

Relatório aponta para uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil

'Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores', afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano


Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento. É o que apontam os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF).

Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

Nesta situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.

De acordo com o diretor da Anvisa, “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”. “Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Européia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países”, pondera Barbano.

A Anvisa realiza a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde humana. Em 2008, a Agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos de agrotóxicos, dentre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós.

Juntos, esses 14 ingredientes representam 1,4 % das 431 moléculas autorizadas para serem utilizadas como agrotóxicos no Brasil. Entretanto, uma séria de decisões judiciais, também em 2008, impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação desses ingredientes.

De lá pra cá, a Agência consegui concluir a reavaliação de apenas uma molécula: a cihexatina. O resultado da reavaliação prevê que essa substância seja retirada do mercado brasileiro até 2011. “Todos os citricultores que exportam suco de laranja já não utilizam mais a cihexatina, pois nenhum país importador, como Canadá, Estados Unidos, Japão e União Européia, aceita resíduos dessa substância nos alimentos”, diz o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles.

Para outras cinco substâncias, a Anvisa já publicou as Consulta Públicas e está na fase final da reavaliação. Nesses casos, houve quatro recomendações de banimento (acefato, metamidofós, endossulfan e triclorfom) e uma indicação de permanência do produto com severas restrições nas indicações de uso (fosmete).

Confira aqui a evolução das importações de agrotóxicos no país.

Balanço

Outra irregularidade apontada pela PARA foi a presença, em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, de resíduos de agrotóxicos acima dos permitidos. “Esses resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, explica Meirelles.

Tiveram amostras, ainda, que apresentaram as duas irregularidades: resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados para aquela cultura. No balanço geral, das 3.130 amostras coletadas, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade.

Os casos mais problemáticos foram os do pimentão (80% das amostras insatisfatórias), uva (56,4% das amostras insatisfatórias), pepino (54,8% das amostras insatisfatórias), e morango (50,8% das amostras insatisfatórias). Já a cultura que apresentou melhor resultado foi a da batata com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma o gerente da Anvisa.

PARA

O objetivo do PARA, criado em 2001, é garantir a segurança alimentar do trabalhador brasileiro e a saúde do trabalhador rural. Em 2009, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Anvisa monitorou 20 culturas em 26 estados do Brasil. Apenas Alagoas não participou do PARA em 2009.

O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios em supermercados. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e para um laboratório contratado, nos quais foram investigadas até 234 diferentes agrotóxicos em cada uma das amostras.

Apesar das coletas realizadas pelo Programa não serem de caráter fiscal, o PARA tem contribuído para que os supermercados qualifiquem seus fornecedores e para os produtores rurais adotem integralmente as Boas Práticas Agrícolas. Prova disso, foi a criação do Grupo de Trabalho de Educação e Saúde sobre Agrotóxicos (GESA).

Integrado por diferentes órgãos e entidades, o Grupo tem como objetivo elaborar propostas e ações educativas para reduzir os impactos do uso de agrotóxicos na saúde da população, implementar ações e estratégias para incentivar os sistemas de produção integrada e orgânicos e, no caso dos cultivos convencionais, orientar o uso racional de agrotóxicos. “Além de orientar, é preciso que o Estado fiscalize de forma efetiva o uso desses produtos no campo e coíba o uso indiscriminado e, até mesmo ilegal, de alguns agrotóxicos”, comenta Meirelles.

Os estados também têm realizado diversas ações com o objetivo de ampliar o número de amostras rastreadas até o produtor. Das amostras coletadas em 2009, 842 (26,9%) foram rastreadas até o produtor/associação de produtores, 163 (5,2%) até o embalador e 2032 (64,9%) até o distribuidor. Somente 93 (3%) amostras não tiveram qualquer rastreabilidade.

Resultados 2009





Autor: ANVISA     Fonte: Imprensa         http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/!

Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento!!!


22/06/2010 - 10h06




Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento



Por Bruno Calixto, da Amazônia.org.br


Segundo interpretação de Ana Cristina Barros, da TNC, o substitutivo do deputado Aldo Rebelo para o Código Florestal vai eliminar todos os controles do desmatamento por um período de cinco anos. Em entrevista ao Amazonia.org.br, a pesquisadora explica problemas da proposta e alternativas.

A proposta de mudança do Código Florestal brasileiro, indicada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), vai permitir cinco anos sem qualquer controle do desmatamento - contrariando a afirmação do projeto de que durante cinco anos o desmatamento seria proibido.

A interpretação é de Ana Cristina Barros, da ONG The Nature Conservancy (TNC). Ela acompanha os debates e as votações do Código Florestal na Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro, na Câmara dos Deputados.

A ambientalista destaca três pontos prejudiciais do substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo: o período de cinco anos sem controle do desmatamento, a anistia dos desmatamentos ilegais ocorridos até 2008, e a isenção de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais.

Ana Cristina também criticou o "clima de cabo-de-guerra" entre ruralistas e ambientalistas. "Os deputados vão querer votar para dizer 'ganhei essa batalha', e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil".

A próxima reunião para debater a reforma do Código Florestal acontece na segunda-feira, dia 28, às 14h.

Confira a entrevista na íntegra.







Amazonia.org.br - O deputado Aldo Rebelo disse que fez mais de 50 audiências públicas sobre o Código Florestal. Os ambientalistas não participaram dessas audiências?



Ana Cristina Barros - Não sabia que eram mais de cinqüenta, mas soube de algumas audiências. Soube da audiência de Mato Grosso, a de Goiânia. Infelizmente não pude participar de nenhuma. Depois eu soube que o meu nome foi aprovado para falar nas audiências públicas, mas o convite nunca foi efetivamente enviado.
Acho que as audiências públicas são um processo importante de discussão, de propostas, um espaço para abrir o debate à sociedade. Mas elas não deveriam ser tratadas nem como escudo nem como a única forma de informação.
Falando pela TNC, nós temos uma série de trabalhos de campo, mostrando que dá sim para implementar o código florestal. São trabalhos que mostram que existem empresas de produtores rurais interessadas em comprovar a qualidade ambiental de sua produção, e parece que isso não entrou como subsídio no texto proposto na comissão.
Também me surpreendeu não haver menção ao decreto Mais Ambiente, a regulamentação mais recente relacionada ao Código Florestal, que institui o Cadastro Ambiental Rural e cria cinco anos de prazo para o produtor se regularizar. É uma tentativa de regularização que a gente considera louvável, pois não recebe mais o produtor com uma multa quando ele se apresenta ao governo para se regularizar, e ainda permite que as multas sejam suspensas a partir do momento em que ele assume um compromisso. Dá pra citar também os termos de ajustamento de conduta com a pecuária no Pará. Ou seja, várias iniciativas como essas, que estavam criando condições gradativas para a regularização, parece que não foram usadas como insumo. No conteúdo do substitutivo elas não aparecem e não foram contestadas no relatório.







Amazonia.org.br - O que a TNC considera prejudicial nas propostas do substitutivo para o novo código?
Ana Cristina - A gente identificou quase uma dúzia dos assuntos dos mais quentes. Outras organizações chegaram a listar até 30 pontos. Para não fazer uma lista enorme, eu destaco três.
O primeiro, e mais importante, é o período de desmatamento liberado no país. A proposta diz que no prazo de cinco anos os Estados devem implementar programas de regularização ambiental, e, dentro desse tempo, ela diz que, por um lado, o desmatamento está proibido, mas, por outro, as multas estão suspensas. E ainda diz que o produtor que já esteja em algum processo de regularização tem a possibilidade de, unilateralmente, romper esse compromisso. Eu só consigo traduzir isso como um período de cinco anos sem qualquer controle sobre o desmatamento.


Amazonia.org.br - Então a proposta diz que são cinco anos com desmatamento proibido, mas o que acontece na verdade é o oposto?

Ana Cristina - Exatamente. Quando você diz que são cinco anos sem desmatamento, mas nesse período tira todos os instrumentos de controle - e não tira administrativamente, mas escreve na lei que as multas estão suspensas - você na verdade está fazendo o oposto.
O segundo ponto mais grave é a anistia do desmatamento ilegal acontecido até 22 de julho de 2008. O texto anistia o desmatamento que já aconteceu, e cria um período onde não tem governo.
O terceiro ponto é a isenção de reserva legal para áreas de até quatro módulos fiscais. Na Amazônia, um módulo fiscal pode ter 100, 150 hectares, então são áreas de 400, 500 hectares que poderão desmatar a reserva legal.

Amazonia.org.br - O argumento do relator é de que essa isenção facilitaria a atividade da agricultura familiar. Qual seria a alternativa para o pequeno agricultor?

Ana Cristina - Se a gente definir pequeno agricultor pelo Estatuto da Terra, isenta da reserva legal apenas o minifúndio, que é aquela propriedade de até um módulo fiscal. Isso se for para seguir na linha da isenção de reserva legal, o que não necessariamente é a melhor medida.

O pequeno produtor rural muitas vezes é dependente da reserva legal - ele tira produtos não-madeireiros, produtos da floresta, uma agropecuária que usa sombreados, e pode até extrair madeira de vez em quando. Ele tem muito mais o uso potencial da sua reserva legal. Assumindo que é para isentar a reserva legal para alguém, isenta o minifúndio, um módulo.

Agora, a receita ideal é dar subsídios ao pequeno agricultor para manter sua reserva, como o decreto - que não saiu - que facilita a tramitação da burocracia de averbação da reserva legal e a capacitação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] para que possa dar melhor assistência aos produtores. Acho que é como propõem os movimentos sociais: o que a gente precisa não é a mudança do código, mas um conjunto de políticas que permitam o seu cumprimento.


Amazonia.org.br - Outro ponto polêmico no substitutivo é a redução das Áreas de Proteção Permanente, as APPs.

Ana Cristina - Acho que isso é problemático, principalmente porque o parecer dá aos Estados a competência para fazer isso. Um problema que foi levantado - não é a minha área, mas foi levantado pelo pessoal da área urbana - é que ele define que as APPs urbanas devem ser registradas como parte do plano diretor de uma cidade, e dá direito pleno à prefeitura para revogar a APP. Ou seja, as cinco mil prefeituras do país vão ter direito de revogar a APP, e você pode imaginar o que vai acontecer com especulação imobiliária


Amazonia.org.br - Qual a sua expectativa para a votação do código? Acredita que será aprovado?

Ana Cristina - É de uma apreensão enorme. O que eu vejo é que a comissão tem uma parcialidade muito grande, uma representação que chamamos de ruralista, mas que não representa todos os produtores rurais.
Meu medo, por conta do ano eleitoral, do debate ter sido colocado num cabo de guerra entre ambientalistas e ruralistas, é que os deputados vão querer votar para dizer "ganhei essa batalha", e não necessariamente para fazer um bem para o Brasil.



(Envolverde/Amazônia.org.br)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Rir é o melhor Remédio - O ANIVERSÁRIO


Era meu aniversário de 39 anos e meu humor não estava lá essas coisas.



Naquela manhã, ao acordar, dirigi-me à copa para tomar café, na expectativade que meu marido dissesse:


"Feliz aniversário, querida!"


Mas ele não disse nada...


Aí pensei:


“ Esse é o homem que eu mereço !”


Mas continuei a sonhar:


"As crianças certamente lembrarão..."


Quando elas chegaram para o café, não disseram nada também...


Saí bastante desanimada, mas, me senti um pouco melhor quando entrei no Fórum e meu estagiário disse:


"Bom dia, Dra... Feliz Aniversário!"


Finalmente alguém havia lembrado!


Trabalhei até o meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala dizendo:





"Sabe, Dra Promotora... está um dia lindo lá fora, e já que é o dia do seu aniversário, poderíamos almoçar juntos, só a senhora e eu, o que acha?"



Achei a idéia excelente e fomos a um lugar bastante reservado.


Divertimo-nos muito e, no caminho de volta, ele sugeriu:


"Dra... com esse dia tão lindo, acho que não devemos voltar ao Fórum.


Vamos até o meu apartamento, e lá tomaremos um drinque."
Fomos então para o apartamento dele, e, enquanto eu saboreava um Martini, ele disse:




"Se não se importa, eu vou até o meu quarto vestir uma roupa maisconfortável."


"Tudo bem", respondi, "Fique à vontade."


Decorridos mais ou menos uns cinco minutos, ele saiu do quarto carregando um bolo enorme,
...seguido de meu marido, meus filhos, amigas e todo o pessoal do Fórum...




Todos cantando, “Parabéns Para Você!!!”


E... lá estava eu...


Sem sutiã, sem calcinha, sentada no sofá da sala !...


É por isso que eu sempre digo:


"Estagiário só faz merda!..."




FONTE: MY DEAR FRIEND NICÃO

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O QUE É CONCEITO ?

o que é uma idéia ou um conceito?

4 o algarismo é um conceito que representa uma idéia, qual seja a do número quatro (tudo é número, diz Pitágoras), que pode ser representado por inúmeras formas = IV, IIII, etc. Deduzimos que conceito "são mecanismos mentais que permitem ao homem empreender, externamente, a luta com os desafios específicos da natureza externa e da realidade social"[¹]. Os conceitos são utilizados como ferramentas mentais que tornam possível o conhecimento por parte do intelecto, bem como a operacionalização da ciência em tela . O Direito é um campo do saber repleto de conceitos: constituição, legítima defesa, crime, bom pai de família, etc.

Todo conceito tem atrás de si, animando-o, uma ou várias idéias. O perigo é não diferenciarmos as idéias e os conceitos, visto que os dois são semelhantes, mas totalmente diversos "quem inventou o amor teve certamente inclinações musicais, tantas canções parecidas mas tão desiguais, são como as coisas da vida, coisas tão parecidas, mas tão desiguais..." [²].

Idéias e conceitos divergem na sua serventia e no modo através do qual eles se dão a conhecer. Conceito já vimos para que serve, idéias "movem o homem em direção ao confronto de suas duas naturezas devido ao seu poder de sustentar a ação do autoquestionamento total." Idéias são, portanto, ferramentas do autoquestionamento, veículos de crescimento pessoal e espiritual. Conceitos são apreendidos, podem ser guardados na nossa memória e os acessamos quando necessário. Já idéias são objeto de uma integral aprendizagem[³] requerem não um relacionamento professor/aluno, mas uma comunhão de saberes entre mestre/discípulo. Pitágoras na sua comunidade, Platão na Academia, Aristóteles no Liceu, Goffredo Telles Jr. no Largo de São Francisco, etc. A lista, felizmente, foi só exemplificativa...

Conceito de Mercantilismo


O Mercantilismo corresponde a uma doutrina económica se afirmou na Europa colonial dos séculos XVI e XVII e que se baseava na convicção de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que esse mesmo país conseguia acumular. Dado que a grande maioria dos pagamentos internacionais se faziam, nessa altura, com ouro e prata, toda a política económica centrava os seus esforços na manutenção de uma Balança Comercial favorável de forma a que a entrada de metais preciosos para pagamento das exportações fosse superior à sua saída para pagamento das importações. Para isso eram criadas medidas restritivas às importações através de pesadas taxas alfandegárias e em simultâneo eram fomentadas as exportações através do estimulo ao desenvolvimento da produção manufactureira nacional. A par deste aumento do intervencionismo do Estado na regulação da produção e do comércio e no desenvolvimento de mecanismos proteccionistas da economia nacional, são também criados regimes de exclusividade nas relações comerciais com as colónias.

O mercantilismo teve a sua máxima expressão em França, facto que em grande medida se deveu a Jean-Baptiste Colbert, ministro do rei Luís XIV, razão pela qual o mercantilismo também seja conhecido como Colbertismo. As medidas implementadas por Colbert assentavam essencialmente na criação e desenvolvimento de manufacturas, quer do Estado, quer de particulares, e na criação de medidas proteccionistas dos interesses económicos nacionais através da implementação de elevadas taxas alfandegárias e da atribuição de diversos privilégios às manufacturas.

Em Inglaterra e na Holanda o mercantilismo não assumiu uma profundidade tão elevada, com o intervencionismo estatal a ser muito menos acentuado e a manifestar-se essencialmente no incremento das actividades mercantis através do desenvolvimento das suas frotas mercantes e através de medidas limitadoras do acesso de embarcações estrangeiras aos seus portos.

Quanto a Portugal e Espanha, emergiu um outro tipo de mercantilismo: o mercantilismo metálico ou bulionismo. O mercantilismo metálico assentava numa política de procura directa dos metais preciosos na sua origem (América e África) e a sua acumulação nos seus cofres.


Autor: Paulo Nunes
Economista, Professor e Consultor de Empresas
Data de criação: 01/12/2007

Mercantilismo na França

Jean-Baptiste Colbert: ministro da França e defensor do mercantilismo

Na França, o mercantilismo (sistema econômico típico do absolutismo) surgiu durante o século XVI, dentro do processo de fortalecimento da monarquia e centralização do poder.

Já no século XVII, o mercantilismo estava fortemente implantado no sistema econômico francês. O principal aplicador do sistema mercantilista na França foi o ministro das finanças francês Jean-Baptiste Colbert. Ocupando este importante cargo, durante 22 anos no governo do rei absolutista Luis XIV, Colbert estimulou a industria francesa, incentivou as exportações e reduziu as taxas alfandegárias internas.

Estas práticas mercantilistas ficaram conhecidas na França como colbertismo e fizeram com que a economia do país se fortalecesse, equiparando-se a das potências européias da época

Agrotóxicos. Um problema brasileiro - Jean Remy Davée Guimarães

Um mal necessário. Assim, Jean Remy Davée Guimarães define os agrotóxicos, frutos da indústria química e utilizados em larga escala no último século. Em entrevista, concedida, por telefone, à IHU On-Line, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho afirma que, além de ser uma questão científica e técnica, o uso de pesticidas trata-se, também, de uma discussão cultural e política. “

Jean Remy Davée Guimarães é doutor em Biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atualmente é professor. Também é professor da Universidade Federal de Rondônia.


IHU On-Line – Historicamente, quando os pesticidas começaram a ser usados?

Jean Remy Davée Guimarães – A partir do século XX, os pesticidas começaram a ser usados em larga escala em função do desenvolvimento da indústria química.

IHU On-Line – A evolução da agricultura fortaleceu aquilo que os pesticidas combatem, ou seja, ervas daninhas e insetos. Para ser sustentável, que caminhos a agricultura deveria seguir?

Jean Remy Davée Guimarães – Deveríamos voltar a uma agricultura mais natural. Já conhecemos as relações entre as plantas, as pragas e o solo que nos permite fazer isso. Existe uma técnica bem desenvolvida, mas pouco difundida, chamada Manejo Integrado de Pragas. É mais trabalhoso, implica mais conhecimento e treinamento, mas permite a produção de alimentos sem prejudicar agricultores e consumidores. Além disso, tenta interromper esse ciclo perverso que é o desenvolvimento sem pensar novos produtos para combater as mesmas pragas que não respondem aos antigos produtos.

Tive a oportunidade de avaliar alguns projetos de agricultura no Equador, e achei muito interessante as técnicas que lá são utilizadas. As pragas têm um ciclo bem determinado, têm uma época de reprodução, por isso não precisamos envenenar a agricultura o ano inteiro para deter uma praga que, na verdade, desenvolve-se em um ou dois meses. Essas técnicas ainda não permitem a eliminação total dos agrotóxicos nos cultivos, mas permitem, no mínimo, uma forte redução do uso.

“A indústria adora isso, quanto menos opções nós tivermos, mais dependente ficaremos dela”

Existe uma série de produtos naturais que tem eficiência comprovada. Mas esta é uma cultura que tem se perdido com o tempo, e a indústria adora isso, quanto menos opções nós tivermos, mais dependente ficaremos dela. Se vamos ao supermercado, vemos a mesma coisa. Paramos de cozinhar e ficamos dependentes da comida pronta da indústria. Dentro de caixas de bolo pronto, por exemplo, tem farinha, fermento e açúcar. Em casa, acrescentamos leite e ovos. Se é para fazer isso, poderíamos comprar os ingredientes da caixa. Esta é uma questão não só científica, técnica, mas cultural e política também.

IHU On-Line – Há alguma relação entre o uso de agrotóxicos e casos epidêmicos recentes, como a dengue e a febre amarela?

Jean Remy Davée Guimarães – A maioria pensa que a dengue e febre amarela são questões epidemiológicas e de saúde, e que a questão das pragas pertence ao pessoal da agricultura. É óbvio que tudo está sempre conectado, mas vivemos em gavetas. Nas universidades, são departamentos, na política, são secretarias e ministérios, e, muitas vezes, em vez de colaborarem, competem.

Enquanto isso, os problemas continuam aí. Porém, algo que é usado, que é tão poderoso quanto os pesticidas faz uma pressão seletiva sobre populações naturais, como, por exemplo, quando se borrifa a cultura por causa do pulgão, se está atingindo todos que estão vivos ao redor, as plantas, os insetos, as aves etc. Acaba se atirando em uma coisa e atingindo muitas outras. Não acharia nada surpreendente que acabasse se encontrando algum tipo de relação entre os agrotóxicos e os casos epidêmicos. Deve haver um equilíbrio ecológico sempre. Se há maior proliferação de mosquitos, é porque eles não têm mais seus ambientes naturais, os animais que os comeriam estão escassos. No caso da dengue, esta é uma doença essencialmente urbana.

Nós mesmos criamos milhares de proliferadores através do lixo sólido mal gerido, por exemplo. Até a questão do mosquito da malária, se entrarmos em uma área de mata, vemos mosquitos, mas em uma densidade baixa. Se, na beira desta mata, temos uma área agrícola recém aberta, é ali que teremos a maior infestação de mosquitos, em função da perturbação ao ambiente que foi criado. Em área rural, por exemplo, o pessoal da agronomia já percebeu isso.

IHU On-Line – A agricultura familiar é um modelo viável?

Jean Remy Davée Guimarães – Sim. Primeiro porque é boa para consumo de alimentos para o mercado local. Também é um setor onde há maior empregabilidade e onde as pessoas estão mais preocupadas com a qualidade e a saúde do solo porque eles só terão aquela terra, e esta deverá produzir bens para a venda. Eles não podem ter uma visão empresarial. Para a agricultura industrial, o que interessa é o lucro em curto prazo. Se, por acaso, a indústria detona 100 quilômetros quadrados de solo, não haverá problema, pois, no ano que vem, eles repetirão a mesma coisa em outra área, plantando o que tiver dando mais lucro naquele momento. Não há compromisso algum, nem com o solo nem com a sustentabilidade.

“O objetivo é, como toda economia hoje em dia, o lucro em curto prazo”

O objetivo é, como em toda economia hoje em dia, o lucro de curto prazo. Na agricultura industrial, ninguém conhece ninguém. Os investidores são os “caras” de Paris, São Paulo ou Dubai, que nunca foram à terra onde estão investindo. A primeira coisa que eles fazem é contratar uma empresa para desmatar esta área, mesmo não conhecendo o pessoal dessa empresa. Depois, contratam outra para fazer a pulverização, uma terceira para fazer o plantio, uma quarta para fazer a colheita e assim por diante. Cria-se uma espécie de anonimato, e o resultado é erosão, degradação do solo e da saúde. E vai se processar quem, por isso? Seis empresas diferentes?

Com a agricultura familiar, a história é outra. O sujeito está morando na terra, com sua família, e estará mais motivado para praticar uma agricultura menos agressiva do que o latifúndio do lado que não tem essa opção. Ele é obrigado a se utilizar das ações mais sustentáveis possíveis, se não, daqui a cinco anos, ele vira favelado.

IHU On-Line – O que a agricultura familiar tem a nos ensinar?

Jean Remy Davée Guimarães – O que ela tem a nos ensinar e nos fornecer são técnicas tradicionais antigas que, aos poucos, vão se perdendo em função da agricultura industrial. Há uma valorização da diversidade, pois não se veem áreas de agriculturas familiares em que as pessoas se dedicam à monocultura. Em uma terra que está sendo explorada em regime de agricultura familiar, as pessoas praticam a diversidade através de fruteiras, hortas etc.

Isso é muito bom para a sustentabilidade, para o solo, para manter uma dieta mais variada e para a preservação de variedades de plantas que a indústria agrícola não está interessada em preservar. Um exemplo são bananas, existem oito tipos diferentes da fruta, mas, se fizermos plantio em grande escala, existe uma variedade que se sustenta mais do que as outras. Se esta variedade começar a predominar a nível mundial, as outras irão se extinguir. É neste caminho que estamos andando.

Historicamente, existe uma quantidade enorme de variedades de arroz e várias delas estão desaparecendo por conta do predomínio das variedades que a indústria resolveu produzir em função da agenda econômica e política. Se toda a superfície agrícola começa a ser coberta por essas poucas variedades, daqui a pouco, as outras espécies somente serão encontradas em museu. Esta é uma erosão de conhecimento muito trágica, pois essas variedades que tínhamos, há até pouco tempo, são resultados do esforço e da imaginação da humanidade.

É uma espécie de capital que é muito importante, porque se o ambiente muda todas as variedades que costumávamos usar, de repente, não existem, e poderemos ser salvos por aquela variedade que desprezávamos. O mundo natural funciona tão bem até hoje por causa deste tipo de mecanismo, quanto mais diversidade biológica se tiver, mais equilíbrio, eficiência, produtividade e resistência se terá.

“Existe uma quantidade absurda de variedades de arroz e várias delas estão desaparecendo por conta do predomínio das variedades que a indústria resolveu produzir”

É muito perigoso o caminho que estamos seguindo. Se reduzirmos mais o foco de espécies e ficarmos extremamente dependentes dessas variedades dos pesticidas que somos obrigados a usar, a tendência é ir tornando o horizonte cada vez mais estreito. Vamos jogar fora o trabalho de nossos antepassados. Claro que existem instituições de agronomia que se preocupam em fazer bancos de sementes de diversas variedades, objetivando criar uma reserva estratégica. Porém, tradicionalmente, essa reserva estava espalhada nas nossas hortas e campos.

IHU On-Line – Que tipo de intoxicações os agrotóxicos usados hoje provocam?

Jean Remy Davée Guimarães – Há intoxicação aguda e crônica. O problema hoje do uso dessas substâncias é que é quase impossível usar o produto sem se intoxicar de alguma forma, seja na aplicação, no manuseio, na preparação, seja jogando a embalagem vazia em um lugar qualquer. Sempre imaginamos que isso intoxica o aplicador, pois essa é a parte mais visível do ciclo. Subestimamos barbaramente a quantidade de intoxicações domésticas de crianças e mulheres, que são as vítimas menos visíveis neste ciclo.

“Subestimamos barbaramente a quantidade de intoxicações domésticas de crianças e mulheres, que são as vítimas menos visíveis neste ciclo”

Na ponta do iceberg estão as intoxicações que não puderam ser evitadas e são de conhecimento geral porque as vítimas foram parar no hospital que, por falta de transversalidade, muitas vezes, não faz um diagnóstico correto. Se aparece alguém com um quadro de alteração neurológica, isso pode ser problema exclusivamente neurológico ou toxicológico com sintomas neurológicos. Como há pouco diálogo entre essas áreas, existem muitos médicos que não fazem um diagnóstico certo e, assim, é dado o mesmo tratamento de sempre. Tudo é muito segmentado, e isso dificulta saber a real dimensão do problema.

Existe um sistema nacional de registro de intoxicações que registra desde a pessoa que tentou se matar em casa com um formicida até a intoxicação agrícola. Mas, se formos a uma área agrícola, vemos uma espécie de complô que conspira contra a notificação. O pessoal geralmente tenta tratar em casa, e vai fazer o possível para que o caso não chegue ao posto de saúde. Alguns efeitos que essa classe de produto provoca não são só de ordem neurológica, mas também psiquiátrica. O nível de depressão e suicídios entre agricultores é muito alto. Na cultura em que vivemos, não gostamos de falar sobre isso, mas muitas pessoas já estudaram o tema mais de perto.

“O Ministério da Agricultura está infiltrado até a medula pelas indústrias”

Quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária resolve testar os principais produtos em uso no Brasil, e que já são proibidos na Europa e Estados Unidos, e o Ministério da Agricultura resolve processar a ANVISA para impedi-la de fazer estes testes e divulgar os resultados, vemos que temos um caminho muito longo pela frente. Um braço do governo está tentando estrangular o outro. Isso indica que o Ministério da Agricultura está infiltrado até a medula pelas indústrias. Em minha opinião, isso é completamente inaceitável.

IHU On-Line – Hoje, é possível dar fim ao uso de agrotóxicos?

Jean Remy Davée Guimarães – Parar radicalmente de utilizá-los, acredito que seria difícil. Temos que começar querendo, e querendo se consegue. Criou-se uma cultura de que não há agricultura sem agrotóxico, e, assim, as pessoas não tentam mais fazer diferente. Há toda uma rede de atores sociais que estão envolvidos nisso, não adianta só o agricultor decidir não fazer mais esse tipo de agricultura química e passar para a biológica.

Enquanto sociedade, devemos decidir o que é melhor e ordenar que agrônomos parem de condicionar o crédito agrícola para compra de doze venenos diferentes e que gerentes de banco parem de condicionar o crédito para compra de produtos químicos. Isso é possível. Imagine, criaram-se impérios como o Maia, o Asteca, o Egípcio, o Chinês, e não existiam pesticidas naquela época. Se eles conseguiram, porque nós não?

IHU On-Line – O que significa o Brasil ser o maior consumidor de agrotóxicos hoje?

Jean Remy Davée Guimarães – Isso é uma péssima notícia e significa que usamos muito mais do que devíamos. Estamos usando mal e não temos controle nenhum. O Estado não sabe nem tapar buraco em estradas, não consegue impedir contrabando de drogas e armas. No caso dos pesticidas, acontece a mesma coisa. Se vamos ao mundo real, que não é o gabinete em Brasília, as pessoas estão comprando, nas lojas, pesticidas embalados em garrafas que nem rótulo têm. As pessoas nem sabem o que aplicam, acham que é uma coisa e é outra.

Descobrimos isso quando estamos em um barco que transporta alimentos, que chega em um porto da Europa e volta do mesmo jeito. Lá, eles analisam, conforme as regras européias, que são muito mais restritivas, e percebem que, no tomate, tem um agrotóxico que deveria ter sido usado, se usado, no abacaxi. Às vezes, aqui é usado um agrotóxico que lá já está proibido há vinte anos. O que acontece é que viramos o grande depósito de lixo, a nível global, de todas as porcarias que já não são produzidas em lugar algum, mas que aqui, por serem permitidos, esses produtos ganham uma sobrevida.

Consumimos, aqui, produtos que são produzidos na Índia, que era produzido na Europa, mas teve a produção exportada para um país mais tolerante. Pagamos com a nossa saúde para darmos uma sobrevida a um setor industrial que já foi declarado morto em todo o resto do mundo civilizado. Isso não é nenhum motivo de orgulho.

(Ecodebate, 16/06/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

O Mercantilismo

Conseqüência da ampliação de horizontes econômicos propiciada pelos descobrimentos marítimos do século XVI, o mercantilismo, apesar de apresentar variantes de país para país, esteve sempre associado ao projeto de um estado monárquico poderoso, capaz de se impor entre as nações européias.

Mercantilismo é a teoria e prática econômica que defendiam, do século XVI a meados do XVII, o fortalecimento do estado por meio da posse de metais preciosos, do controle governamental da economia e da expansão comercial. Os principais promotores do mercantilismo, como Thomas Mun na Grã-Bretanha, Jean-Baptiste Colbert na França e Antonio Serra na Itália, nunca empregaram esse termo. Sua divulgação coube ao maior crítico do sistema, o escocês Adam Smith, em The Wealth of Nations (1776; A riqueza das nações).

Para a consecução dos objetivos mercantilistas, todos os outros interesses deviam ser relegados a segundo plano: a economia local tinha que se transformar em nacional e o lucro individual desaparecer quando assim conviesse ao fortalecimento do poder nacional. A teoria foi exposta de maneira dispersa em numerosos folhetos, meio de comunicação então preferido pelos preconizadores de uma doutrina.

Programa da política mercantilista. Alcançar a abundância de moeda era, efetivamente, um dos objetivos básicos dos mercantilistas, já que, segundo estes, a força do estado dependia de suas reservas monetárias. Se uma nação não dispunha de minas, tinha de buscar o ouro necessário em suas colônias ou, caso não as tivesse, adquiri-lo por meio do comércio, o que exigia um saldo favorável da balança comercial -- ou seja, que o valor das exportações fosse superior ao das importações.

Para obter uma produção suficiente, deviam ser utilizados hábil e eficazmente todos os recursos produtivos do país, em especial o fator trabalho. Toda nação forte precisava possuir uma grande população que fornecesse trabalhadores e soldados, e ao mesmo tempo o mercado correspondente. As possessões coloniais deveriam fornecer metais preciosos e matérias-primas para alimentar a manufatura nacional, ao mesmo tempo em que constituíssem mercados consumidores dos produtos manufaturados da metrópole. Proibiam-se as atividades manufatureiras nas colônias, e o comércio, em regime de monopólio, era reservado à metrópole.

Em território nacional, o mercantilismo preconizou o desaparecimento das alfândegas interiores, a supressão ou redução dos entraves à produção forçados pelas corporações de ofício, o emprego de sistemas de contabilidade e acompanhamento das contas de receitas e despesas do estado, a troca de funcionários corruptos ou negligentes por outros honestos e competentes, a criação de uma fiscalização centralizada e a adoção de leis que desestimulassem a importação de bens improdutivos e de grande valor.

Avaliação do mercantilismo. A crítica mais abrangente do mercantilismo foi movida por Adam Smith, que denunciou a falsa identificação, feita por muitos teóricos dessa corrente econômica, entre dinheiro e riqueza. Com efeito, o forte protecionismo alfandegário e comercial, e a subordinação da economia das colônias à da metrópole, não tinham como fim último o desenvolvimento da manufatura nacional mas, como foi assinalado, a maior acumulação possível de metais nobres.

A economia clássica posterior, cujo principal representante foi Smith, preconizou, ao contrário, a livre atividade comercial e manufatureira em qualquer território -- colônia ou metrópole --, já que, segundo seus princípios, a riqueza não se identificava com o simples acúmulo de reservas monetárias, mas com a própria produção de bens. No século XX, porém, o economista britânico John Maynard Keynes retomou formulações do mercantilismo e afirmou a existência de similitudes entre sua própria teoria do processo econômico e a teoria mercantilista.

Independentemente das diversas análises econômicas a que foi submetido, o mercantilismo foi o instrumento que assegurou as condições econômicas e financeiras necessárias a garantir a expansão dos estados absolutistas europeus. Entre os representantes do mercantilismo distinguiu-se o francês Jean-Baptiste Colbert, ministro da Fazenda de Luís XIV, de tal importância que seu nome serviu para se cunhar o termo por que é conhecida a variante francesa do mercantilismo, o colbertismo.

Na Grã-Bretanha, além de Thomas Mun, sustentaram a mesma orientação James Steuart e Josiah Child, assim como na França Jean Bodin e Antoine de Montchrestien. Em Portugal, as primeiras reformas do marquês de Pombal revelam sua filiação à teoria mercantilista.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A resposta do Chefe Seattle - Indios Americanos II

"Em 1854, "O Grande Chefe Branco" em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma "reserva" para os índios.



A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:



“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.
Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.



Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo.



A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.



Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da Terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos.
Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.



Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós.
O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente.
Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra.
Mas não vai ser fácil.
Pois esta terra é sagrada para nós.



A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais.
Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais.
Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo.
O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.



Os rios nossos irmãos saciam nossa sede.
Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças.
Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo
carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa.
A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente.
Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa.
Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.



O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos.
Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes.
Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei.
Nossas maneiras são diferentes das suas.
A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho.
Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.



Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco.
Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto.
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo.
A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.
E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.



O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.



O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira.
Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.



Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta.



Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.



Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.



Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava.



Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.



O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito.
Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.
Todas as coisas estão ligadas.



Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes.
Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra.
Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.



Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra.
Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.



Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.



Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.



Podemos ser irmãos, afinal de contas.
Veremos.
De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco.
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador.
Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.



Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra
e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.



Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.
O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”



Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976."

Nativos Americanos I

Os nativos americanos são os povos indígenas da América do Norte já integravam os Estados Unidos continentais, incluindo partes do Alasca e do Estado-ilha do Havaí. Eles compreendem um grande número de distintas tribos, estados e grupos étnicos, muitos dos quais sobrevivem intactos como comunidades políticas. A terminologia usada para se referir aos nativos americanos é controverso: de acordo com um 1995 E.U. Census Bureau conjunto de entrevistas domiciliares, a maioria dos inquiridos com uma preferência expressa continuar a referir-se a si mesmos como os índios americanos ou índios.



Colonização européia das Américas levou séculos de conflito e ajustamento entre a Velha e as sociedades do Novo Mundo. A maior parte do registro histórico escrito sobre os nativos americanos foi feito pelos europeus após o contato inicial. Os nativos americanos viviam em sociedades de caçadores / agricultor de subsistência com os sistemas de valor significativamente diferente do que as dos colonizadores europeus. As diferenças culturais entre os nativos americanos e europeus, e as alianças entre as diferentes nações deslocamento de cada cultura, levou a mal-entendidos grande e duradoura conflitos culturais.



Estimativas da população pré-colombiana do que hoje constitui os Estados Unidos da América variar significativamente, variando de 1 a 18 milhões.



Após as colónias revoltaram-se contra a Grã-Bretanha e criada nos Estados Unidos da América, a ideologia do destino manifesto tornou-se parte integrante do movimento americano nacionalista. No final do século 18, George Washington eo Henry Knox concebeu a idéia de "civilizar" os nativos americanos na preparação da cidadania americana. Assimilação (seja voluntária, com o Choctaw ou forçada) tornou-se uma política coerente com as administrações americanas. No início do século 19, a maioria dos americanos nativos do Deep sul-americano foram removidas de suas terras para acomodar a expansão americana com alguns grupos que residem atualmente no Alabama, Flórida, Lousianna, Mississippi, Carolina do Norte e Tennessee. Pela Guerra Civil Americana, muitas nações indígenas americanos tinham sido transferidas a oeste do rio Mississippi. Maior resistência time americano aconteceu em forma de "Guerras Indígenas", que eram freqüentes, até a década de 1890.



Hoje os americanos nativos têm uma relação única com os Estados Unidos da América, porque elas podem ser encontradas como membros de nações, tribos ou bandos de nativos americanos que têm a soberania ou independência do governo dos Estados Unidos. Suas sociedades e culturas ainda florescem no meio de uma maior população emigrou americano do Africano, Asiático, Oriente Médio, e os povos europeus. Os nativos americanos que não eram cidadãos E.U. já foi concedida a cidadania em 1924 pelo Congresso dos Estados Unidos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

16 DE JUNHO NA HISTORIA



A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte. Expulsos os franceses , um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se ...A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte. Expulsos os franceses , um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se mantinha exilado, e dão-lhe a boa nova da vitória sobre os invasores. Reconhecido pelos feitos heróicos, D. João VI, eleva o sítio a vila, passando a chamar-se Olhão Vila da Restauração.

Olhão da Restauração existe há 200 anos, contudo a história desta terra remonta ao Neolítico.

Vestígios arqueológicos comprovam que existe presença humana no concelho de Olhão desde o período Neolítico. Os testemunhos mais importantes referem-se ao Calcolítico (2000 a 1500 a.C.).

Os romanos também deixaram a sua marca neste concelho algarvio, com diversos vestígios no litoral associados à pesca e à salga de peixe.

Marim, junto à ria, foi uma importante “villa” e a sua vasta necrópole voltou a ser utilizada durante o domínio visigótico (sécs. V a VIII).

A abundância de peixe foi um chamariz para pescadores, que se fixaram no local onde hoje se localiza a cidade de Olhão.

Vivendo em humildes cabanas construídas com madeira, canas e palha, utilizando a ancestral arte da xávega, em que a rede em forma de saco é arrastada para terra, eram apenas umas escassas dezenas de habitantes em 1378, data do primeiro documento que refere Olhão.

Durante séculos, as únicas construções no areal foram cabanas. A população foi crescendo e, em 1679, a sua importância justificava a construção da fortaleza de São Lourenço para defesa contra os ataques dos piratas do Norte de África. Surge o primeiro edifício de pedra - a Igreja de Nossa Senhora do Rosário - em 1698.

Apenas em 1715 é autorizada a construção da primeira habitação em alvenaria, através de alvará da rainha D. Maria ao mareante João Pereira.


Século XIX decisivo para a expansão de Olhão
A 16 de Junho de 1808 os olhanenses protagonizaram a primeira rebelião bem sucedida contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte.

Expulsos os franceses, um grupo de olhanenses embarca no caíque “Bom Sucesso”, rumo ao Brasil, onde o rei D. João VI se mantinha exilado, e dão-lhe a boa nova da vitória sobre os invasores.

Reconhecido pelos feitos heróicos, D. João VI, eleva o sítio a vila, passando a chamar-se Olhão Vila da Restauração.

Em 1842 é criada na vila uma Alfândega que, em cerca de 20 anos, se torna o mais importante posto aduaneiro do Algarve devido à pesca e outros produtos algarvios. Por esta razão em 1864 é criada uma Capitania do Porto e, em 1875, o Tribunal Judicial de Olhão.

Na última metade do séc. XIX, a actividade comercial desenvolvida pelos marítimos olhanenses, cresceu imenso, estendendo-se até ao Mediterrâneo Oriental.

São os contactos comerciais e a emigração para Marrocos que leva muitos olhanenses a construir as suas habitações de modo semelhante, cúbicas e caiadas de branco, o que valeu a Olhão a alcunha de "vila cubista".

Na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, fez de Olhão uma vila rica e extremamente produtiva. A primeira fábrica de conservas surgiu em 1881, fundada pela empresa francesa Delory, e em 1919 já existiam cerca de 80 fábricas.



Olhão é elevada a cidade em 1985.
Actualmente, Olhão já não vive da indústria conserveira apontado baterias ao desenvolvimento turístico do conselho.


FONTE: Inês Correia - http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=19084