quinta-feira, 10 de junho de 2010

Chevrolet Hall

All You Need Is Love e Orquestra - Rock

Dia 16/07 - Sex
Horário: às 22h30
Preço: R$60,00 a R$320,00 - $$$$

Chevrolet Hall

Av. Nossa Senhora do Carmo - 230
Savassi
Fone: 3209-8989 ou 2191-5700

A banda brasileira faz show em homenagem aos 50 anos da formação dos Beatles, e aposta em um figurino original, com um amplo repertório - acompanhado de uma orquestra -, além de reproduzir os diálogos de palco do grupo de Liverpool.
Os integrantes do All you Need Is Love já tocaram no lendário estúdio de Abbey Road, além de terem realizado apresentações no Cavern Club. O grupo é formado por Andro Peretto (John Lennon), César Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison), Renato Almeida (Ringo Starr) e Anselmo Ubiratan (George Martin).

Livro - NELSON MOTTA



Um elenco de estrelas numa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexo, drogas e MPB. Nelson Motta acompanhou e viveu intensamente cada momento da música brasileira de 1958 a 1992, do surgimento da bossa nova ao rock Brasil. Em Noites Tropicais, suas memórias musicais, há tanto esperadas, ele conta essa história, recheada de episódios apaixonantes. São 464 páginas, com 63 fotos e sofisticado projeto gráfico do designer Luiz Stein. Compositor, produtor e diretor artístico, crítico musical e revelador de novos talentos, Nelsinho, com seu texto envolvente, faz do leitor um entusiasmado participante deste arrebatador enredo, que acompanhamos da platéia, e agora, com seu livro, passamos a conhecer também pelo ângulo dos bastidores.
Foi no apartamento em que morava com os pais na rua Paissandu, no Rio de Janeiro, que Nelson conheceu a turma da bossa nova. Tinha 16 anos. Ronaldo Bôscoli, o "Véio", e sua namorada Nara Leão, Johnny Alf, Roberto Menescal e Alaíde Costa eram alguns que freqüentavam essas festinhas musicais. Começava aí, para a surpresa do adolescente, que até então não gostava de música, uma vida nova, em boa parte fundada na paixão avassaladora por João Gilberto, que viu e ouviu de perto pela primeira vez, totalmente hipnotizado, no apartamento de seu avô, em Copacabana.
Daí por diante, a música passou a ser alimento e ar para Nelson. Criando canções (como Saveiros, em parceria com Dory Caymmi, Dancing Days, com Ruban Barra e Como uma Onda, com Lulu Santos); escrevendo em revistas e jornais (foi o título "Cruzada tropicalista", em sua coluna "Roda Viva", no jornal Última Hora, que inspirou o nome do movimento de Caetano e Gil); participando em programas na televisão; produzindo discos; lançando novos nomes (como as Frenéticas e Marisa Monte); criando casas noturnas que marcaram época (como Frenetic Dancing Days, Noites Cariocas e Tropicana), Nelson acompanhou de dentro, lance a lance, o surgimento da bossa nova, jovem guarda, os festivais da canção, tropicalismo, MPB, discoteca e rock. Num meio em que, muitas vezes, dominam divergências e rivalidades, circulou - e circula - sempre muito à vontade, avesso às pequenas e grandes desavenças.

Editora: Objetiva
Autor: NELSON MOTTA
ISBN: 8573022922
Origem: Nacional
Ano: 2000
Edição: 1
Número de páginas: 461
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Valor Aproximado: R$ 50,00

Blues na fronteira

Blues na fronteira
Felipe Cazaux: um dos nomes mais destacados da cena blueseira do Estado lança hoje "Good days have come"

NATALIA KATAOKA 10/6/2010


O guitarrista Felipe Cazaux caminha em direção ao rock em seu segundo álbum solo. "Good days have come" tem produção de Regis Damasceno (Cidadão Instigado)

Ainda que seja incorreto nomear um fonte única de onde teria se originado o rock, é ponto pacífico entre os conhecedores que, dos gêneros anteriores, que mais lhe cedeu elementos foi o blues. Boa parte das bandas de rock inglesas surgidas nos anos 60 (o que vai dos Rolling Stones ao Led Zeppelin, passando por Cream e Jethro Tull) foi formada por garotos que queria tocar blues e que, a ousadia adolescente, lançou ao desafio de cultivar um novo e amaldiçoado ritmo.

Desse rock que queria ser blues saíram alguns dos momentos mais memoráveis do gênero. A fronteira do blues e do rock tornou-se um campo sagrado, que exigia firmeza de quem por ali se aventurasse, com promessa de delícias ao longo da permanência. Eis uma imagem que pode servir de comentário a "Good days have come", segundo álbum solo do guitarrista Felipe Cazaux, um dos principais nomes da cena de blues local.

O bluesman, paulista radicado no Ceará, tem outros dois discos: "Looking for Trouble?!" (2004, independente), a estreia, ainda com a Double Blues Band; e "Help the Dog!" (2007, Blues Time Records), primeiro solo. Entre este e "Good days have come", o guitarrista cresceu na cena, deu melhor acabamento a sua identidade musical e tocou com músicos de destaque do blues e do metal(!).

Com a Double Blues Band, Cazaux já tocava um blues que flertava com o rock, sobretudo no inusitado peso extra das guitarras no disco da banda. Solo, parece ter minimizado elementos mais estritamente blueseiros. No segundo álbum, a guitarra se aproxima do ponto preciso onde blues e rock tornam-se indistinguíveis - e, aí, abre-se o caminho para sonoridades mais pop, que tiram o CD de um possível gueto blueseiro. O resultado deste deslocamento é o melhor álbum de Felipe Cazaux.

Fúria e lágrimas
O lado melancólico do blues (que, aliás, é aquele que dá o nome ao gênero) é colocado de lado em "Good days have come". Há, em seu lugar, certa fúria. Esta se faz presente já nos primeiros acordes de guitarra da faixa-título, a mesma que batiza o disco. Depois da abertura da bateria, a guitarra de Cazaux explode encorpada e crua. Desde já, uma boa opção para abrir os shows do músico.

"The blues never lie" segue vertende semelhante. Hardblues, com destaque a um solo que remete aos bons serviços prestados pelo esquecido Mick Taylor na melhor fase dos Rolling Stones. Em "Never forget", com levada blues e refrão grudento, destaque para a gaitade Vasco Faé.

Canção que certamente ficará é a tristíssima "Made of gold", que na mixagem deu à voz de Cazaux algo de fantasmagórico, como se gravada há décadas. É a melhor canção de um disco de média já elevada. A outra faixa melancólica é "Bad dreams", um bom blues, mais tradicional, mas sem grande destaque entre as demais músicas do álbum. Ainda merecem destaque "Then I´ll do", que parece roubada do repertório do Grateful Dead, e "Hei Mr.", com seu paredão de guitarra e baixo distorcidos.

BLUES
" Good days have come"
Felipe Cazaux
R$ 10,00
10 faixas
2010
Blues Times Records

Lançamento às 19 horas, no Mercado dos Pinhões (Praça Visconde de Pelotas - Centro). Gratuito. 20% do valor arrecadado com a venda dos discos será doado à ONG São Lázaro, entidade de proteção aos animais). Contato: (85) 3105.1490

Fonte: DELLANO RIOS - REPÓRTER