segunda-feira, 12 de março de 2012

Sócrates Origem

Sócrates


Principais interesses: Conhecimento / Filosofia /Epistemologia/ Ètica/ Religião/ Política/ Virtude

Trabalhos notáveis: Maiêutica

Método socrático

Paradoxo Socrático

Idéias Filosóficas

Influênciado por: Parmênides

Anaxágoras

Arquelau

Influências: Filosofia ocidental

Platão

Aristóteles

Aristipo

Antístenes

Xenofonte

 
Sócrates [em grego antigo: Σωκράτης, transl. Sōkrátēs] (* Atenas, 469 a.C. – † Atenas, 399 a.C. foi um filósofo ateniense, e um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental
É considerado por muitos filósofos como o modelo de filósofo.
Não a toa, foi o professor do Platão, um dos mais influentes filósofos da atualidade.
 
Pouco se sabe ao certo sobre sua vida.
As fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são fornecidas por Platão (alguns historiadores afirmam só poder falar de Sócrates como um personagem de Platão por nunca ter deixado nada escrito de sua própria autoria) e Xenofonte, que o exaltam, e por Aristófanes, que o combate e o satiriza.
Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade.
 Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se escalava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo.
Dedicava-se ao parto das idéias (Maiêutica) dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.

A razão para sua cooperação com a justiça da pólis e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton

Coversa proveitosa...O Mito da Caverna

A produção do conhecimento implica entre tantos elementos constitutivos que suscitermos nossa imaginação e troquemos nossas idéias e pensamentos refletidos com outros que igualmente pensem a reflexão dos mesmos temas. Muito bem, em recente encontro com dois amigos, pai e filho, Nando e Rafa, como carinhosamento me dirijo a eles, tratamos de uma sorte de temas que nos são comuns e recorrentes, como é de costume, pensamos e refletimos em loco e nos envolvemos numa ampla discussão que muitas das vezes chega a ficar digamos acalorada, e que por fim nos remetem ao prazer,  não como único resultado,mas como resultado final da reflexão.
Ora, exercitar o pensamento remete ao prazer aquele que percebe a importância do pensamento como construção do saber humano, e a construção do pensamento do homem pode verter das mãos de um homem, mas não proceder de uma única mente. Em suma, esta postagem assenta-se sobre um dos temas abordados dentro de nossa recente conversa que tem por principal interesse o prazer do encontro e da conversa densa. Confesso que não me lembrava da alegoria  da caverna por isso a revi e posto pra vcs agora! Boa leitura!



SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO - Não.

SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO - Sem dúvida.

SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO - Claro que sim.

SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO - Necessariamente.

SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via. Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o

que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO - A princípio nada veria.

SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO - Não há dúvida.

SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
 
GLAUCO - Fora de dúvida.

SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.