quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Nabucodonosor - parte II

Filho de Nabopolassar, Nabu-cudurru-usur, universalmente conhecido, sobretudo por mérito de Giuseppe Verde, com o nome de Nabucodonosor II.


O jovem príncipe obedeceu de bom grado à ordem paterna conquistando Carchemich, onde esperou que o exército de Necau desencadeasse o contra-ataque.
 Aqui deu-se o encontro entre as duas civilizações mais antigas do mundo em 605 a.e.c.
O resultado conhecemos pelas palavras de Jeremias: o exército egípcio desfeito, espicaçado pelo vencedor e em fuga desordenada passou sob os muros de Jerusalém e o grande profeta não disfarça sua satisfação.

“Contra o Egito, contra o exército do faraó Necau, rei do Egito, que estava junto ao rio Eufrates, em Carchemich, a quem derrotou Nabukhadnezar, rei de Babel, no ano quarto de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá.

Mas que acontece?
Eu vi-os medrosos, e voltar as costas os seus valentes derrotados; fogem precipitados, nem para trás olham; o terror cerca-os de todas as partes, diz o Senhor: ‘Não fuja o ágil nem espere salvar-se o valente’; para a parte do aquilão, junto ao rio Eufrates, foram vencidos, e caíram por terra... porque esta é a vítima do Senhor Deus dos exércitos na terra do aquilão, junto ao rio Eufrates. (Jeremias, XLVI, 2, 5-10).

Em 605 a.e.c., Nabucodonosor, porém, foi obrigado a interromper a perseguição; em Hamath alcança-o a notícia da imprevista morte de seu pai.
Confiou assim a missão a seus generais, voltou a Babel, onde assumiu as insígnias reais e logo voltou a tomar posse, como rei, daquela parte do mundo que lhe competia.
O seu reinado inicia-se assim sob os auspícios de uma fulgurante vitória.
Seguiram-se muitas outras ao longo de todos os quarenta anos de governo.
Este período de tempo transformará Nabucodonosor, depois de Sargão, Naram-Sin e Hammurabi, no maior rei da Babilônia.

Mas, já como seu pai, nas inscrições fala só fugazmente, pelo que saberíamos muito pouco dele se não tivesse chegado a nós uma crônica detalhada, mas que se encerra no XI ano, ou seja, 549 a.e.c.
Por sorte, para preencher a ampla lacuna concorreram seus dois grandes contemporâneos, Jeremias e Ezequiel.

Para consolidar o próprio império, Nabucodonosor conduziu algumas campanhas com as quais livrou suas terras de qualquer instrução egípcia:

“E o rei do Egito, daquele tempo em diante, não tentou mais sair de seu reino, porque o rei da Babilônia tinha levado tudo o que tinha sido do rei do Egito desde o torrente do Egito (Uadi El-Arich) até o rio Eufrates.

Restava porém, a questão do Reino de Judá; à sua frente, Joaquim, entronizado por Necau e, portanto, a ele fiel.
Porém, examinada a nova situação, também ele se submeteu espontaneamente ao novo dominador.

Mas na realidade Joaquim, que Jeremias descreve com um tiranete despótico e dissipador, começou logo a fazer “jogo duplo”, conspirando com Necau, e por duas vezes tentou reconquistar a sua independência.
A primeira tentativa foi prontamente frustrada pelas fortalezas babilônias na Palestina, mas a segunda, em 599 a.e.c., teve um feliz êxito: Nabucodonosor, provavelmente absorvido por outros problemas, não se preocupou muito.

Em 599 a.e.c. Joaquim morreu e sucedeu-lhe o filho, aos dezoito anos, de nome quase igual ao seu, Joahin (ou Jeconias).
E no ano seguinte, o exército babilônio avança em redor de Jerusalém.
O jovem rei acha melhor render-se.

“E Nabucodonosor levou dali todos os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa real; e despedaçou todo os vasos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito no templo do Senhor, conforme a palavra do Senhor.

E levou para o cativeiro toda a Jerusalém, todos os príncipes e todos os valentes do exército, ao todo dez mil, e todos os artistas e ferreiros; e não ficou nada, à exceção dos pobres, dentre o povo do país.
Deportou também para Babel, Joahin e a mãe do rei, e as mulheres do rei, os seus eunucos, e levou cativos para Babel todos os juízes do país. (Reis, 2 XXV, 13-15).


Nabucodonosor - parte I

Nabucodonosor II


Nabucodonosor II, Nebucadrezar ou Nebucadnezar foi o filho e sucessor de Nabopolassar, rei da Babilônia que libertou o reino da Assíria e destruiu Nínive. Em uma inscrição, ele se chamava de o favorito de Nebo. Foi o mais poderoso rei da Babilônia. WikipediaNascimento: 634 a.C.


Falecimento: 562 a.C.


Cônjuge: Amitis da Média


Filiação: Nabopolasar


Estruturas: Jardins Suspensos da Babilónia, Porta de Ishtar


Nabucodonosor II, Nebucadrezar ou Nebucadnezar (na ortografia babilônia Nabu - kudur - uzur, Nebo, proteja a coroa! ou Nebo, proteja as fronteiras!) foi o filho e sucessor de Nabopolassar, rei da Babilônia que libertou o reino da Assíria e destruiu Nínive.

Em uma inscrição, ele se chamava de o favorito de Nebo.
Foi o mais poderoso rei da Babilônia.
 

Ele se casou com uma filha de Ciáxares, unificando as dinastias da Babilônia e da Media.


Após Neco II, faraó do Egito, haver derrotado os Assírios em Carquêmis, as províncias da Siria que estavam sob controle dos assírios passaram ao controle egípcio, enquanto que as demais províncias assírias foram divididas entre os medos e os babilônios; Nabopolassar, porém, pretendia conquistar a Síria, e lutou contra Neco, em Carquêmis, derrotou os egípcios, e conquistou a Síria e a Palestina.


Nabucodonosor também conquistou a Palestina, tomou Jerusalém, e levou cativos para a Babilônia vários judeus, inclusive o profeta Daniel. Em 598 a.C., após a revolta de Joaquim de Judá, que tinha o apoio do faraó Neco, Nabucodonosor o derrota.
Nabucodonosor derrota os judeus uma terceira vez, e leva cativo o rei Jeconias de Judá em 597 a.C.
Na última revolta, de Zedequias, Nabucodonosor arrasa Jerusalém (586 a.C.), fura os olhos de Zedequias e o deixa prisioneiro por toda a vida.


Nabucodonosor também lutou, no trigésimo ano de seu reinado, contra Amasis, faraó do Egito.


Ele reconstruiu e adornou a Babilônia com canais, aquedutos e reservatórios. De acordo com o Easton's Bible Dictionary, 9/10 dos tijolos das ruínas da Babilônia, e 19/20 das demais ruínas, contém o nome de Nabucodonosor inscrito nelas. Ele provavelmente construiu ou reformou toda cidade ou templo no seu país.


Ele reinou sobre o maior reino jamais visto na Terra, e tinha o título de "reis dos reis".

No final de sua vida, após haver punido os judeus, jogando-os na fornalha ardente, Nabucodonosor sofreu de uma doença mental, com sintomas parecidos com a licantropia.
Ele sobreviveu à loucura, e morreu em c. 562 a.C., aos oitenta e três ou oitenta e quatro anos de idade, após haver reinado por quarenta e três anos, e foi sucedido por seu filho Evil-Merodaque.

Seus sucessores tiveram reinados breves.
 Evil-Merodaque reinou por dois anos, foi sucedido por Neriglissar (559 - 555), este por Nabonadius (555 - 538) em cujo reinado a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande.