quarta-feira, 10 de outubro de 2012

1 EM Sociologia Prof Claudio Correa atividade 4 bimestre 2012

A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.
O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais. Segundo dados da ONU, em 2005 o Brasil era a 8º nação mais desigual do mundo. O índice Gini, que mede a desigualdade de renda, divulgou em 2009 que a do Brasil caiu de 0,58 para 0,52 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), porém esta ainda é gritante.
Alguns dos pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira atribuem, em parte, a persistente desigualdade brasileira a fatores que remontam ao Brasil colônia, pré-1930 – a máquina midiática, em especial a televisiva, produz e reproduz a ideia da desigualdade, creditando o “pecado original” como fator primordial desse flagelo social e, assim, por extensão, o senso comum “compra” essa ideia já formatada –, ao afirmar que são três os “pilares coloniais” que apoiam a desigualdade: a influência ibérica, os padrões de títulos de posse de latifúndios e a escravidão.
É evidente que essas variáveis contribuíram intensamente para que a desigualdade brasileira permanecesse por séculos em patamares inaceitáveis. Todavia, a desigualdade social no Brasil tem sido percebida nas últimas décadas, não como herança pré-moderna, mas sim como decorrência do efetivo processo de modernização que tomou o país a partir do início do século XIX.

Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.
Segundo Rousseau, a desigualdade tende a se acumular.
Os que vêm de família modesta têm, em média, menos probabilidade de obter um nível alto de instrução.
Os que possuem baixo nível de escolaridade têm menos probabilidade de chegar a um status social elevado, de exercer profissão de prestígio e ser bem remunerado.
É verdade que as desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regular, regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas.
Observa-se que o combate à desigualdade deixou de ser responsabilidade nacional e sofre a regulação de instituições multilaterais, como o Banco Mundial.
Conforme argumenta a socióloga Amélia Cohn, a partir dessa ideia “se inventou a teoria do capital humano, pela qual se investe nas pessoas para que elas possam competir no mercado”. De acordo com a socióloga, a saúde perdeu seu status de direito, tornando-se um investimento na qualificação do indivíduo.
Ou, como afirma Hélio Jaguaribe em seu artigo No limiar do século 21: “Num país com 190 milhões de habitantes, um terço da população dispõe de condições de educação e vida comparáveis às de um país europeu. Outro terço, entretanto, se situa num nível extremamente modesto, comparável aos mais pobres padrões afro-asiáticos. O terço intermediário se aproxima mais do inferior que do superior”.
A sociedade brasileira deve perceber que sem um efetivo Estado democrático, não há como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social no Brasil.



Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola

Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP

Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Sociologia - Brasil Escola

Fonte: Brasil Escola - http://www.brasilescola.com/sociologia/classes-sociais.htm

3 EM Reta Final de 2012 bimestre 4 Sociologia Prof Claudio Correa


A coisificação do Homem e a humanização das coisas



Ter, 22 de Maio de 2012 13:58
Escrito por Major Monteiro

Gabrielle Krystine Virgínia Rodrigues Silva*





Entende-se por “coisificação” um processo no qual cada um dos elementos da vida social perde seu valor essencial e passa a ser avaliada apenas como “coisa”, ou seja, quanto a sua utilidade, quanto a sua capacidade de satisfazer certos interesses.
As pessoas se coisificam porque precisam se oferecer num mercado que está em busca da melhor oferta.
Uma cena do filme Tempos modernos, de Charles Chaplin, retrata bem essa situação: o protagonista fica espremido entre as engrenagens das máquinas numa indústria. Representativa do contexto da Revolução Industrial, a cena na verdade é uma crítica bem elaborada.
A “coisificação” é retratada como a necessidade do Homem de se transformar em ou ser melhor do que as máquinas para não ser substituído pelo aparato de tecnologia.
Mas, atualmente, a coisificação está sendo a transformação das pessoas em coisas.
Corpos sarados, roupas de grifes famosas, carros do ano.
Mentes vazias, egocentrismo, preconceitos, narcisismo, futilidade e excesso.
O valor moral está sendo substituído pelo valor material.
As pessoas estão sendo vendidas como uma propaganda da vida e, assim, o mais importante torna-se o que você tem ao invés do que o que você é.
Primordial é não deixarmos o que possuímos nos possuir, não deixarmos a aparência sufocar a essência.



Aluna do 3º Ano, Turma 303. O texto foi produzido após atividade interdisciplinar (apresentação do filme Tempos modernos, de Charles Chaplin) envolvendo as disciplinas: Filosofia, Sociologia, Literatura e Redação.