terça-feira, 24 de maio de 2011

Lei da homofobia: Marta Suplicy seria fulminada pela Primeira Emenda nos EUA


Blog  Reinaldo Azevedo  Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

postado originalmente em 18/05/2011 às 14:48 e reproduzido  hoje por Cau

O Jornal da Globo apresentou ontem uma reportagem sobre a PL 122, a tal lei que criminaliza a homofobia. No senado, militantes gays — a militância gay, já disse, está para os homossexuais como o MST está para o trabalhador rural — se reuniram para defender o texto, tendo como sacerdotisa a senadora Marta Suplicy (PT-SP), a mesma que disse bobagens estonteantes ontem em defesa de Antônio Palocci (ver posts abaixo).
Ela estava sendo “progressista” nos dois casos, tá?
A reportagem fazia parecer que as pessoas estão apenas empenhadas na defesa de direitos e que o texto, se aprovado, não terá conseqüências que dizem respeito à democracia. A PL 122, sob o pretexto de defender os homossexuais, oficializa a censura no país.
Já demonstrei isso mais de uma vez.
Marta teve uma idéia genial, bem Marta!, para resolver o problema da liberdade religiosa, por exemplo. As pessoas poderão falar contra o casamento gay, mas só dentro dos templos! Fora deles, estariam sujeitos à pena de reclusão, num crime que passaria a ser considerado inafiançável e imprescritível, como o racismo.
Se nem a cor de pele é raça — somos todos da raça humana! —, a condição sexual passará a ser.
Como é fabulosa essa Marta Suplicy! Se nos EUA, seria fulminada, de cara, pela Primeira Emenda, aquela que proíbe o Congresso de legislar sobre liberdade de expressão e liberdade religiosa. Ela faz as duas coisas! No Brasil, o jornalismo também concluiu que a Primeira Emenda é coisa de americano… Fala-se da PL 122 como se ela estivesse apenas garantindo direitos, jamais agredindo-os.
ai ser aprovado? Sei lá eu! A pressão da imprensa sobre o Senado é grande. Aprovada a lei, o Brasil vai se transformar numa indústria de ações judiciais. O texto permitirá que pessoas sejam denunciadas ou por demitirem gays das empresas — ou por não os admitirem, ainda que por outros motivos nos dois casos. Um professor “transgênero” poderá alegar que não foi contratado pela escolinha de educação infantil porque o diretor não passa de um preconceituoso…
Não só isso. Ainda que o suposto ofendido não faça a denúncia, um terceiro poderá fazê-la.
O texto permite que se acuse alguém de homofobia porque o acusador se sentiu “subjetivamente” atingido, entenderam?
 Esses absurdos partem do princípio, falso, de que inexistem leis para punir agressões aos gays. Estatísticas furadas são usadas para fazer proselitismo, como aquelas que indicam que este seria um dos países do mundo que mais assassinam gays.
Qualquer delegacia de polícia sabe que boa parte dos crimes dessa natureza é cometida por garotos de programa, que são também… gays! Ou não? Esses “profissionais” seriam o quê? Prestadores heterossexuais de serviços?
Se essas ocorrências servem para afirmar que o Brasil é um dos países que mais matam gays, será preciso admitir, então, que é um dos que mais têm gays assassinos. Uma e outra coisa são falsas.
Mas volto a Marta. Esta iluminista acha que liberdade religiosa tem hora e lugar, compreenderam? Dentro dos templos e igrejas, os crentes poderão professar a sua fé, como atividade quase clandestina; fora de lá, não!

Por Reinaldo Azevedo

O que é Comunismo? 1ª Parte ( 3º EM )




COMUNISMO, DESIGUALDADES SOCIAIS E DIFERENÇAS INDIVIDUAIS


Diz-se que o comunismo quer tornar as pessoas todas "iguais" - na realidade, é generalizada a idéia segundo a qual o projeto comunista é a proposta de uma sociedade onde reine uma igualdade total. é compreensível, frente a esta noção, que as pessoas alimentem sérias reserva sem face do projeto comunista.


Afinal, uma sociedade onde todos sejam absolutamente iguais, idênticos, deve ser o império do tédio; e depois, as desigualdades entre os homens são tão constantes na história que o senso comum as considera como eternas e inelimináveis.

Teremos ocasião de precisar com mais cuidado o projeto comunista.

Mas desde já, é necessário afirmar que o componente igualitário do comunismo refere-se exclusivamente às oportunidades sociais reais que a sociedade deve oferecer a todos e a cada um dos indivíduos para o desenvolvimento da sua personalidade.

A igualdade que está na base do comunismo não tem nada a ver com um eventual projeto de sociedade centrado na identidade entre as pessoas: o que os comunistas defendem é a igualdade social, justamente para que todos e cada um dos indivíduos possam desenvolver as suas características pessoais se obstáculos e constrangimentos. No que se relaciona a este problema os textos de Marx - o fundados do comunismo - são nítidos e cristalinos, não deixando qualquer margem para dúvidas: a igualdade social é apenas o pressuposto para o livre desenvolvimento dos indivíduos.

No entanto, o senso comum não só confunde igualdade com identidade como está convencido de que a própria proposta da igualdade social é inviável, uma vez precisa manter a desigualdade parece algo presente ao longo de toda a história da humanidade. Isto é um equívoco.