sexta-feira, 26 de junho de 2009

JAMES BROWN- Padrinho do Soul ( Influência declarada do recém falecido MJ)


James Brown, o funk soul brother


25 de dezembro se tornou uma data mais marcante ainda.

Mais do que isso, mais do que "Mr. Dynamite", mais do que o "Padrinho do Soul", mais do que o "Ministro do Super Heavy Funk", James Brown era o funk em pessoa.

"Cabelo inacreditável em forma de capacete, dentadura alvíssima, roupas acetinadas e extravagantes e aquele suor constante que umidificava seu rosto, resultado do mais puro sexo que a música já experimentou em cima de um palco".

E o sexo que mr. Brown praticava fora dele era tão selvagem quanto a sua música; as moças que apanharam dele que o digam. As pedras fundamentais do funk, soul, r&b e, por transubstanciação, do hip hop anos depois, "Sex Machine", "Hot Pants", "I Got You (I Feel Good)", "Cold Sweat", "I Got Ants in My Pants" (bastariam os nomes dessas músicas para figurarem numa lista de melhores do pop), além da porrada anti-racista "Say It Loud - I'm Black and I'm Proud" (em que crianças brancas e orientais cantam o refrão), rolam 40 anos depois com o mesmo viço. Bem, clássicos são exatamente isso. Ou, como ele imodestamente disse em 1990, "estou sempre 25 anos à frente do meu tempo". A capa de cetim que usava nos shows era só um dos aspectos da africanidade de Brown. Ele era o chefe de uma tribo que "aprendeu tudo que ele ensinou -mas ele não ensinou tudo o que sabia", como escrevera em sua autobiografia. A complexidade negra teve poucos tradutores tão viscerais como James Brown.
EFE
James Brown em show na Suíça (26/07/2002)Apesar de dar voz (improvisada, genial, "good God!") aos negros numa época em que os negros começavam a ganhar voz (e, é claro, ganhava eco entre os brancos), Brown era ambíguo politicamente e conservador em relação aos membros de sua banda, que eram só menos maltratados do que as mulheres que se deitavam com o Funk Soul Brother. Em 1968, ele cantava alto que era negro e tinha orgulho disso. Anos mais tarde apoiava a reeleição do republicano Richard Nixon. Da banda que comandava com cetro de ferro, Brown chegava a cobrar multa por um sapato menos engraxado do que o aceitável --por ele, o homem que brilhava literalmente da cabeça aos pés. Pergunte a Maceo Parker e a Bootsy Collins. E Brown dançava. Como ninguém. Talvez como o Diabo.

Michael Jackson e seu "moonwalk" são tributários dos rodopios, parcerias com o pedestal do microfone e abertura de pernas, dignos de figurarem em "calças quentes". Mick Jagger, Prince e todos esses "Justin Timbalands" dos anos 2000 também só existem como tais porque antes houve Brown. Como se trata do pai do funk (sujo, fedorento em sua acepção pré-Brown), o Mr. Dynamite não teve uma vida limpinha, como, digamos, o pai de um gênero mais comportado como a bossa nova. James Brown era mau, e foi mau até o fim. Criado na infância num puteiro da Georgia, o menino teve problemas com a polícia desde então (por causa de drogas, roubos, armas etc.) e até 2004, quando foi fichado por violência doméstica --"It's a Man's Man's Man's World", já havia avisado. Enfim, o padrinho do soul, o "boss" do ritmo e do blues está, espero, não no céu, mas no inferno que ele ajudou a materializar aqui na Terra: quente, sexy, rico e certamente acompanhado de metais endiabrados (ops!).

Porque o céu deve ser um tédio para Brown, e o groove mora perto dos malfeitores para sempre.

Amém.


MARCELO NEGROMONTE - Editor de Entretenimento do UOL

História do Rock Nacional - CASA DAS MÁQUINAS





Grupo de rock formado por Simbas (voz), Haroldo (guitarra), Pisca (guitarra, baixo e teclados), Marinho (teclados) e Netinho (bateria) na capital paulista em 1974.
Alguns de seus integrantes eram remanescentes do grupo Os Incríveis, da Jovem Guarda.
Lançou três LPs pela Som Livre e encerrou suas atividades no final da mesma década, logo após lançar em 1978 o disco "Ao vivo em Santos"

O grupo se desfez em 1978, quando houveram acusações contra o grupo de que teriam culpa por um triste episódio, onde um cinegrafista da Rede Record faleceu; Além dos discos oficiais já citados, existe ainda um pirata gravado no mesmo ano da dissolução da banda; O disco foi gravado em Santos - SP, em abril de 1978; Traz as músicas de maior sucesso da banda;

O grupo original era formado por: Netinho (bateria e percussão), Aroldo (guitarra, violão e vocal), Carlos Geraldo (baixo e vocal), Pisca (guitarra, violão e vocal) e Pique (saxofone, piano, órgão e flauta); No 3º LP, houveram algumas modificações: Aroldo, Carlos Geraldo e Pique saíram; Entraram: Simbas (líder vocal), Marinho (piano acústico, piano fender, minimoog, Eika strings) e João Alberto (baixo); João Alberto entrou para o grupo após a gravação do 3º disco do CASA; Marinho entrou no lugar de Pique; O único disco que o integrante João Alberto participou e gravou foi o LP pirata do show realizado na cidade de Santos - SP.

1976 - É gravado e lançado o 3º e último LP oficial do grupo intitulado CASA DE ROCK. Talvez este seja o trabalho mais conhecido e mais pesado da banda, onde se ouve um rock bem ao estilo "hardcore" mas de qualidade em músicas como a faixa título, LONDRES, STRESS e EU QUERIA SER;
2000 - Pela série PÉROLAS (Som Livre) sai uma coletânea da banda contendo músicas do 2º e do 3º LPs; Lançamento do 2º e do 3º disco pela Som Livre; O 1º disco permanece apenas em vinil e fora de catálogo.

A maioria dos integrantes originais se aposentaram. Talvez Pisca seja um dos poucos a continuar na ativa, atuando como compositor e produtor para diversos artistas, como Zezé di Camargo e Luciano, Sandy e Júnior, etc.

Pìsca é um dos compositores mais respeitados da atualidade. Netinho continua como baterista em sua antiga banda OS INCRÍVEIS, agora com nova formação, sendo o vocalista, seu filho.

Manito, integrante original do grupo, também continua na ativa. Além de Pisca, Marinho também continua no ramo musical, trabalhando como compositor e músico de outros cantores, principalmente duplas sertanejas.

Casa Do Rock

Esta é a casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

Este é o ninho do passarinho

Que já nasce voando sem asa

Este é o santo remédio pro seu cansaço

É o alimento do nosso pedaço

Esta é casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

Este é o ninho do passarinho

Que já nasce voando sem asa

Esta é a semente que gera terra

Esta é a bomba que acaba com a guerra

Esta é a casa do tal rock n'roll

É o rock que casa com a casa

(X 2) Uh Yeah! rock n'roll

Vou morar no Ar


Abra que eu quero ver

Esse céu azul

Abra que eu quero olhar

Em cima do Sul

Abra que eu quero voar

O mais alto que eu puder

um dia eu vou sair

Vou morar no ar

Ha...... haaaaaa.....

Ha...... haaaaaa.....

Ha...... haaaaaa.....ha....

Moro no ar,

num lugar

olhando pro maaaaar

CANTO LIVRE

Desse mundo que

nada vou querer

só meu canto é livre

Porque

Ando semSaber

sem nen mesmo ter

tempo pra poder amar você

palco iluminado

roupas coloridas

é mais um show

que eu faço semvoce

olhando para cada menininha

querendo que ali estivesse a minha

caio na realidade e choro

Por aí meu canto

dessa multidão

prisioneiro sou

só meu canto é livre

eu vou

nesse mundo que

ando sem saber

sem tempo pra poder amarvocê

nasce um sentimento

cresce em meu ó pranto

e se levantar te ensinou

e vai

o amor que nasce agora entre a gente

quebrando esse tabu indiferente

vivendo em nossa américa é livre o amor (é pra sofrer?abraço meu?)

palco abandonado

onde nós sobrevivemos virgens a crescera

paudmer? (essa eu nao decifrei)

tudo foi um sonho

completo de rosas selvagens

agora eu sei

eu acordei

desse mundo que

nada vou querer

só meu canto é livre

porque

dessa multidao

prisioneiro sou

só meu canto é livre eu vou

Michael Jackson Morreu







28 / 10 /1958



25 / 06/ 2009