quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Rio-São Paulo do Samba Cem Anos de Noel e Adoniran - Dia 05 de outubro de 2010 - às 20h - no teatro Vitória - Limeira.

O Teatro Vitória recebe no dia 05 o espetáculo "Rio-São Paulo do Samba", em homenagem ao centenário de nascimento de dois gigantes da nossa música - Adoniran Barbosa e Noel Rosa. O espetáculo reúne Música, poesia e artes plásticas.
No mesmo palco, o "Quarteto Cunhatã" (Emanuel Massaro - Violão e voz, Débora Vidoretti - Voz, Ricardo Sartori - Pandeiro e Rui Kleiner - Bandolim e violino), executando grandes sucessos desses dois gênios; o poeta limeirense Otacílio Cesar Monteiro, declamando textos exclusivamente selecionados para o espetáculo e o artista plástico José Claro, que retrata os compositores a carvão e coloca os quadros à venda ao final da apresentação.

A estréia aconteceu no Senac, dia 20 de agosto, para 120 pessoas e, devido ao sucesso, o grupo foi incentivado a fazer nova apresentação. “Já temos contatos para novos shows na região”, conta Emanuel Massaro, um dos mentores do projeto.


O show será em prol à "Casa da vovó" - uma entidade sem fins lucrativos criada em 2004, e que atualmente abriga doze idosas/hóspedes, as quais necessitam de acompanhamento permanente devido a problemas de saúde e sequelas de doenças.


Dia 05 de outubro de 2010 - às 20h - no teatro Vitória - Limeira.




Ingressos à venda na entidade "Casa da vovó", no Teatro Vitória, e com
Emanuel Massaro, Otacílio Monteiro e José Claro.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PARA RIR BASTANTE - E IMPULSIONAR O RESTANTE DA SEMANA!

DIA DE MERDA


O que é um peido para quem está todo cagado?

A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que a originou é menos. É um texto de Luis Fernando Veríssimo incluído na obra Veríssima que ele fez numa viagem para Miami.
Só o li recentemente e transcrevo abaixo. Quem não conhece, leia. Vale a pena....
'Aeroporto Santos Dumont , 15:30..
Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.
Mas,atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.
Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.
Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:
'Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.'
'Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.'
O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1hora, devido a obras na pista.
'Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo'. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.
O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada , mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.
Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada.
Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.
Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério:

'Cara, caguei!'
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.
'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei.
'Pior que isso não fico'.
Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.
Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado....
Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco.
Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'
Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. 'Ele tinha despachado a mala com roupas'.
Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'.
A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.
Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história.
As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda . Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de1 a 10.

Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e

mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.



Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão

de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.



Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.



A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.



Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:



'Nada, obrigado.'



Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda...



* Luis Fernando Veríssimo*

COLABORAÇÃO MY DEAR FRIEND MAURO SEABRA

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O BARÃO DE ITARARÉ - ARTE



O BARÃO DE ITARARÉ

Barão de Itararé - (Apparício Torelly)

"Al Barón de Itararé

un grande entre los grandes,

con respeto le saluda de pie

el poeta de los Andes:

 
Neruda.


(Pablo Neruda, 1945)

Nome:


Apparício Fernando


de Brinkerhoff Torelly






Nascimento:
29/01/1895
Natural: Rio Grande do Sul
Morte:  27/11/1971










Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, nasceu na cidade de Rio Grande, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, um local próximo à fronteira com o Uruguai, no dia 29 de janeiro de 1895.



Em 1906 matricula-se, como interno, no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo-RS, onde faz o seu primeiro jornal manuscrito, intitulado "Capim Seco", com tiragem de um exemplar, em 1909.



Deixa o colégio após cursar o 5º. ano ginasial, em 1911. Anos depois, por pressão familiar, matricula-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre-RS.



"Pontas de Cigarros", "versos diversos" e "poemas bem humorados", o primeiro e único livro com seu nome verdadeiro, é publicado em 1916.



Em 1918, durante suas férias, sofre um derrame quando andava a cavalo na fazenda de um tio. Face ao problema surgido, abandona a Faculdade no 4º. ano e inicia viagens pelo interior do estado, fazendo conferências sobre diversos assuntos. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como: "Kodak", "A Máscara" e "Maneca". A partir de então, dedica-se exclusivamente ao jornalismo. Nessa mesma época funda "A Noite e a Reação", "A Tradição" e " O Chico", seu primeiro jornal de humor. Casa-se com Alzira Alves, com quem tem três filhos: Ady, Ary e Arly.



Já separado, em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro. Começa a trabalhar no jornal "O Globo" como articulista, tendo como padrinho Irineu Marinho, Diretor-proprietário daquele matutino. Com sua morte, naquele mesmo ano, Aparício Torelly desliga-se do jornal e, a convite de Mário Rodrigues (pai de Nelson Rodrigues), ex-secretário do Correio da Manhã, começa a escrever uma coluna na primeira página da que, no futuro, seria "A Manhã". Com ele vai Andres Guevara, ilustrador, que conhecera há pouco.



No dia 2 de janeiro de 1926 estréia n'"A Manhã" com a coluna intitulada "A manhã tem mais...", assinada sob o pseudônimo de Apporelly. Diante da boa receptividade que obteve, o humorista é levado a criar outra coluna, também na primeira página.



Aproveitando-se da data, em 13 de maio de 1926 abandona o emprego e funda seu próprio jornal, "A Manha", um tablóide de circulação nacional. O jornal é um sucesso completo, superando as fórmulas já velhas conhecidas dos leitores, como "O Malho", "Fon-Fon" e "Careta".



Historia contada sobre o autor: Corria o ano de 1928. Em Porto Alegre, uma conferência sobre pesquisa para descobrir a causa da aftosa (doença que ataca o gado) mobilizava um público atento. Getúlio Vargas, então deputado no Distrito Federal (Rio de Janeiro), estava presente. O conferencista, dono de argumentação técnica consistente, impressionava. No encerramento, disse:



— É imperioso que desenvolvamos esse tipo de pesquisa, para benefício do Brasil, pois que uma vacina eficaz contra a aftosa tem grande significado econômico.



Criado o clima de gran finale, aumentou a voltagem atmosférica, ao desafiar, subitamente:



— Afinal de contas, quem é que somos nós? Repito: quem é que somos nós?



Ato contínuo, frente a uma platéia literalmente hipnotizada, o conferencista começou a dançar e a cantar o conhecido hino: "Nós somos da pátria amada, fiéis soldados...". E dançando e cantando saiu da sala.



Em 1929 "A Manha" circula como encarte semanal do jornal "O Diário da Noite", por quatro meses. O jornal, do conhecido Assis Chateaubriand, na primeira semana dobra a tiragem, vendendo 15.000 exemplares, até atingir a marca de 125.000 exemplares na data da publicação do programa da Aliança Liberal.



Sempre irreverente, em 1930, com a revolução, o autor proclama-se Duque de Itararé, herói da batalha que não houve. Semanas depois, rebaixa-se a Barão como prova de modéstia. No dia 02 de setembro de 1932 é preso pela 4º. delegacia auxiliar (responsável pela ordem política e social), após "delirante atividade revolucionária" mantida nas páginas d' "A Manha" e constantes estocadas contra o governo instalado pela revolução.



O ano de 1934 marca a abertura do "Jornal do Povo", em outubro, em companhia de Aníbal Machado, Pedro Mota Lima e Osvaldo Costa. Nos dez dias em durou, o jornal publica em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da revolta de 1910. O Barão é seqüestrado e espancado por oficiais da marinha nunca identificados. Depois do atentado retorna à redação e afixa uma placa na porta: "Entre sem bater".



Preso, novamente, em 09 de dezembro de 1935, por ser militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, permanece "em cana" durante todo o ano de 1936, primeiro a bordo do navio presídio D. Pedro I, depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro; juntamente com Hermes Lima, Eneida de Morais, Nise da Silveira e Graciliano Ramos. Dona Zoraide, sua segunda mulher, falece nesse ano.



Este último, em "Memórias do Cárcere", referiu-se por diversas vezes ao Barão, tendo dito: "... Ao fundo, Apporelly arrumava cartas sobre uma pequena mesa redonda, entranhado numa infinita paciência. Avizinhei-me dele, pedi notícias do livro que me anunciara antes: a biografia do Barão de Itararé. Como ia esse ilustre fidalgo? A narrativa ainda não começara, as glórias do senhor barão conservavam-se espalhadas no jornal. Ficariam assim, com certeza: o panegirista não se decidia a pôr em ordem os feitos do notável personagem."



Mas suas citações sobre o Barão em seu famoso livro desagradaram a amigos do enfocado, como se pode perceber nas declaração de Carminda de Azevedo Mendes Steed, amiga de Apparício: "...E quem leu "Memórias do Cárcere" e quem conheceu o Apporelly, fica com uma bruta duma raiva do seu Autor, o insigne, amargo, festejado, realista, seco como o sertão -- ah, um cactos o cáustico Graciliano, quando relata o dia a dia de seus companheiros presos e onde focaliza um Apporelly piadista, loquaz e festeiro, durante o dia sempre tentando levantar o moral de todo o mundo e um pobre desvalido, acometido de tremuras e suadeiras à noite como que atrapalhando, incomodando o repouso de seus companheiros. Um covarde travestido de bufo? Não seria isso mesmo que a gente lê nas entrelinhas?".



E concluía: "...Sabia lá Graciliano se essas noites nos dormitórios extensos de altas paredes e silêncios seculares onde o interno de São Leopoldo, nas mãos daqueles Mestres (que Ele, convenhamos, amava) alemães e jesuítas, como se não bastasse serem só alemães ou só jesuítas, aquele menino carente e vulnerável, órfão de mãe e premiado por um pai truculento e lacônico, ou seriam essas noites no Pedro I não o reflexo de sua infância já tão antiga, mas, a realidade do aqui e agora da infância e adolescência de seus filhos -- sem mãe também e jogados às traças por um amigo desleal a quem Apporelly os confiou."



Solto em 21 de dezembro de 1936, com outros 100 presos, reabre "A Manha", que só consegue funcionar por um ano, sob severa censura do DIP. Casa-se, pela terceira vez, com D. Juracy, que lhe dá mais um filho, Amy Torelly.



Janeiro de 1938 marca sua volta ao "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro, e da coluna "A manhã tem mais...", onde colabora por quase seis anos.



No dia 27 de janeiro de 1939 é preso novamente por três dias. O fato se repetirá diversas vezes até o fim do Estado Novo.



D. Juracy, sua esposa, falece em 1940, ao dar à luz àquele que seria seu segundo filho com ela. A criança também falece. Apporelly retira-se para uma chácara em Bangu, no Rio, cedida pelo industrial Guilherme da Silveira Filho, e ali instala um laboratório onde desenvolve pesquisas sobre a vacina contra a febre aftosa, baseado em teorias de Pasteur.



Sua filha Ady morre em 1943, vítima de complicações pós-operatórias provocadas pela extração do apêndice.



Homenageado com um jantar na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por amigos e jornalistas, em 1944, pelos seus 25 anos de jornalismo, no ano seguinte o Barão encabeça, no ano seguinte, um abaixo-assinado por liberdades democráticas. Ressurge "A Manha" com enorme sucesso, superando o que havia feito nas décadas de 20 e 30, contando com a colaboração de renomados escritores, tais como: José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Rubem Braga, Raimundo Magalhães Jr. e Álvaro Lins. Arnon de Melo assume a área comercial do jornal e incentiva o aparecimento da figura do Barão como garoto-propaganda. Participa ativamente da campanha de Yedo Fiuza, candidato oficial do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à presidência da República.



Candidata-se à Câmara do Distrito Federal pelo PCB e, provando sua popularidade, é o oitavo mais votado de sua bancada, a qual obtém maioria na Câmara de Vereadores. O slogan da campanha foi: "Mais leite, mais água, mas menos água no leite — Vote no Barão de Itararé, Apparício Torelly." A convite de Luiz Carlos Prestes, passa a colaborar com a "Folha do Povo". Faziam parte da equipe Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Jorge Amado e o jovem Sérgio Porto (posteriormente conhecido como Stanislaw Ponte Preta). No final do ano o registro do PCB é cassado e seus representantes eleitos perdem seus mandatos.



Fortuna, um dos melhores humoristas que este país já teve, disse: "...Se, primeiro por inexistência e depois por criancice, não o alcancei nos anos 30, nem por isso ele deixou de me alcançar através d' "A Manha" de 46, "o único quintaferino que sai às sextas". Ele podia achar o máximo essa autogozação, mas em São Luís do Maranhão eu tinha que reciclá-la para "o único quintaferino que chega dois meses depois". Parece que devido a gastos de guerra estava em vigor o racionamento de troco. "A Manha" custava um passe de bonde. Eu ia para o colégio a pé, rindo. Sou-lhe grato por ter amenizado as ladeiras que por sua causa tive que subir."



Em virtude de problemas financeiros, "A Manha" deixa de circular, em 1948.



O Barão associa-se a Guevara e lança o primeiro "Almanhaque" ou "Almanaque d'"A Manha" em São Paulo (1949).



Com o sucesso do lançamento, anima-se o Barão e, em 1950 "A Manha" volta a circular, editada em São Paulo, onde o humorista passa a viver por algum tempo, ou seja, até setembro de 1952, quando o jornal deixa de circular, definitivamente.



Em 1955 lança dois "Almanhaques", no 1º. e 2º. semestres. Colabora com o jornal "Última Hora". Velho e cansado, fixa-se novamente no Rio e casa-se, pela quarta e última vez com Aida Costa, que teve fim trágico anos depois.



Viaja pela China, em 1963, a convite do governo de Pequim, com passagem por Praga e Moscou. Nos anos seguintes (1964/1970), dedica-se a seus "horóscopos biônicos" e "quadrados mágicos". Passa a maior parte do tempo estudando e vive só em um pequeno apartamento em Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro.



Carminda diz mais: "...Esclerose — só é! Sentenciavam alguns sectários, donos da verdade. Pureza, alma sensível, gentil. Caráter impoluto. Teve dignidade por toda sua vida — respeito por todo mundo e por todas coisas. E teve dignidade ao morrer. Morreu sozinho para não sofrerem por ele enquanto estava morrendo."



No dia 27 de novembro de 1971, falece aos 76 anos de idade, Apparício Torelly.



Livros Publicados:



Do Autor:

- Pontas de Cigarros, Apparício Torelly, Rio de Janeiro - 1925

- "O Globo" - Rio de Janeiro - 1925 - artigos

- "A Manhã" - Rio de Janeiro - 1926 - artigos

- "A Manha" - Rio de Janeiro - 1926-1952 - artigos

- "Jornal do Povo" - Rio de Janeiro - 1934 - artigos

- "Avante", "Homem Livre", "O Povo" - RJ - Década de 30 - artigos

- "Diário de Notícias" - Rio de Janeiro - 1938-1942 - artigos

- "Almanhaque" - São Paulo - 1949 - 1º. semestre

- "Almanhaque" - São Paulo - 1955 - 1º. semestre

- "Almanhaque" - São Paulo - 1955 - 2º. semestre

- "Última Hora" - São Paulo - 1955-1959 - artigos esparsos

- "Almanhaque" - Agência Studioma Editora - São Paulo - 1989 (reedição de 1955)


Sobre o Autor:

- "Apporely Cientista", in Revista Diretrizes, 06/03/1941 - Otávio Malta

- "O único Barão da República", in Realidade, janeiro/1970 - Fortuna

- "Barão de Itararé" - Leandro Konder, Edit. Brasiliense - São Paulo/1983

- "O Barão de Itararé" - Ernani Só, Porto Alegre/1984

- "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé" - Afonso Felix de Souza (org) - Editora Record - Rio de Janeiro/1986

- "As duas vidas de Apparício Torelly", Cláudio Figueiredo, Editora Record - Rio de Janeiro/1987

Homenagens:
Há duas escolas com o nome "Barão de Itararé" no Rio de Janeiro: uma em Marechal Hermes e outra em Santa Cruz. Em Japeri, Baixada Fluminense, o CIEP 402 leva o nome de Apparício Torelly.

Fontes: Livros do e sobre o autor, sites da Internet.







segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL

A Evolução da Educação:


Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:



1. Ensino de matemática em 1950:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.


Qual é o lucro?



2. Ensino de matemática em 1970:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?



3. Ensino de matemática em 1980:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é R$ 80,00.


Qual é o lucro?



4. Ensino de matemática em 1990:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é R$ 80,00.


Escolha a resposta certa, que indica o lucro:


( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00



5. Ensino de matemática em 2000:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é R$ 80,00.


O lucro é de R$ 20,00.


Está certo?


( )SIM ( ) NÃO



6. Ensino de matemática em 2009:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é R$ 80,00.


Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.


( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00



7. Em 2010 vai ser assim:


Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.


O custo de produção é R$ 80,00.


Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.


(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).


( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00



E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.





“Todo mundo está 'pensando'

em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que se 'pensará'

em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ENTREVISTA EMPRESTADA DO BLOG DO TERREMOTO BLUES COM O MESTRE EDU GOMES

Edu Gomes é um dos músicos mais queridos da cena de blues do Brasil. Sempre que o assunto é guitarra seu nome é citado, pois além de um instrumentista extraordinária tem uma simplicidade gigantesca.

Neste artigo, Edu Gomes da uma aula para quem quer começar uma carreira na música, então leia e aproveite os conhecimentos e conselhos de um dos maiores mestres do nosso Blues.

TB: Conte qual a maior conquista de sua carreira, aquela que te deixa com orgulho de ter feito e o que você ainda não realizou e gostaria de fazer.


EG: "Primeiramente, o fato de eu ter construido uma carreira musical onde pude registrar minhas canções em CD, como também me apresentar ao vivo com bandas diversas e como sideman ao lado de artistas e músicos maravilhosos. Poder passar seu sentimento e energia para as pessoas através da música é muito gratificante, assim como olhar para trás e ver que a dedicação e amor à musa música trouxe frutos e aprendizados, tanto dos acertos como dos erros.


Gostaria de realizar mais dentro do que já fiz pois este é o maior desafio de uma carreira : dar continuidade com qualidade. Gravar o novo trabalho da Irmandade do Blues, Adriano Grineberg Quartet, ZFG Mob, Concerto de Cura, como também levá-los ao público cada vez mais, produzir novos trabalhos de bandas e artistas para cada vez mais evoluir em captação de som, arranjo, produção etc. Este é meu objetivo por um bom tempo!


Agora pra citar algo mais específico, fico muito feliz em ter depoimentos, tanto de e-mails como em video, do mestre Roberto Menescal, com o qual tive o prazer de gravar e fazer uma série de shows com a cantora Márcia Salomon. Pude experimentar a linguagem do Blues com bends e slides dentro da bossa nova, com seus acordes, cadências e melodias maravilhosas, porém bem mais complexas do que encontramos no Blues. Consegui criar uma liguagem própria dentro deste estilo o que acarretou em convites para outros trabalhos de MPB."



TB: Você tem grandes trabalhos como produtor, você acredita que seu conhecimento e experiência musical contribuem para ter ótimos resultados? Você prefere produzir ou tocar?


EG: "Confesso que adoro produzir, mas prefiro tocar. Tem mais adrenalina e emoção!
Quanto à contribuição como produtor, ela pode ser maior ou menor. Tudo depende do objetivo da banda/artista e o material que ele apresenta para atingi-lo.


Meu trabalho é viabilizar, tanto em termos de produção musical envolvendo arranjos, timbres etc, como na questão organizacional de um CD, que não é tão fácil como parece. Também trabalho muito como psicólogo, pois envolve músicos, artistas etc e consequentemente vaidades e egos. Posso afirmar que é como ser técnico de futebol. É isso! Sou técnico de artistas.rsrsrs


Quando estou tocando, gosto de chamar um produtor para ter uma opinião de fora. Muitas bandas reclamam quando o produtor põe a mão demais, mas na maioria das vezes o som apresentado possui muitas falhas de execução, arranjo e até concepção,entre outras coisas. Pode ser por falta de conhecimento, vaidade excessiva com a própria composição, ou os dois! Já gravei artistas que trouxeram tudo pronto e apenas tirei o som. Quando produzo e também gravo como guitarrista, apenas somo no arranjo, muitas vezes até sugerido pelo próprio artista, que tem convicção no que diz.


Quando interfiro no trabalho, sempre viso engrandecer o que já fazem. Passo a ser parte da banda/artista e portanto preciso trabalhar para que a música alcance seu máximo em potencial, tanto em canção como em som,timbre e interpretação, além de preservar ao máximo a imagem/produto que o artista estará apresentando ao público dele."



TB: Vamos falar especificamente do blues, que já teve momentos muito melhores aqui no Brasil e principalmente em São Paulo. O que você acha que levou a cena do blues estar assim?


EG: "Esta é uma pergunta difícil pois há muitas questões envolvidas, e até mesmo dúvidas à respeito. Tentarei ser sincero, baseado na minha experiência e nada mais, e sucinto pois o assunto é complexo!


Eu acho que em termos de festivais e espaços em Sesc etc, está melhor! Tenho tocado bastante ( bem mais que antes) nesses eventos com a Irmandade do Blues, André Christóvam, Adriano Grineberg e JJ Jackson.


Temos festivais no Sul (serra gaucha),Sudeste (Ilha Comprida, SESCs, Virada Cultural, Rio das Ostras, RJ, Ibitiboca-MG, Juiz de Fora etc) Centro-oeste ( Brasilia e Goiânia) e Nordeste (Oi Blues, Garanhuns, Guaramiranga). Mesmo com o fim do Nescafé Blues, nunca esteve tão bom!


Tem muita gente nova e promissora aparecendo por ai e em todo o Brasil.


Acho que o Blues teve uma queda muito grande em bares. E os bares são os que sustentam o Blues entre os festivais e são uma ótima escola para os novatos e também para os veteranos como sustento finaceiro e de carreira. Perdeu muito espaço para bandas de cover. Os motivos são variados: no fundo o público sempre gosta de ouvir o que conhece, paciência né? Mal sabem que isso mata o novo compositor/artista, que poderá ser famoso um dia e não tem espaço pra se mostar!

Porém, muitos músicos confundem música com showbusines.( o que eles querem!) São coisas distintas. O grande público não quer ficar ouvindo músicos tocando como se fosse uma jam, fato muito comum no Blues. Acabou cansando eu acho. As bandas/artistas de Blues que estão fazendo sucesso são aquelas que adotam a postura para isso, ou seja: fazem um show. Investem realmente em uma carreira. Têm proposta artistica mais concreta, personalidade, visual, performance, arranjo, sequencia lógica na apresentação de músicas em um show, que tem começo, meio e fim. Tudo pensado, e obviamente ( obrigatóriamente!!!) de boa qualidade. Eis ai um fator que pode tambem ter contribuido: qualidade. O Blues é realmente simples, mas não tão fácil. Sua simplicidade permite que pessoas com muito pouco experiência e vivência no mundo real da música, possam tocar o Blues. Isso é realmente um fato e não tem nada de mal, agora querer entrar no mundo da música e showbusines e ter resultados concretos de público, crítica e venda requer muita luta e conhecimento de causa, tanto do instrumento e estilo como da parte funcional. Tenho percebido isso na vida em geral e não só na música. Músicos me perguntam às vezes qual o "peixe" que a Irmandade do Blues tem pra entrar no "esquema" dos Sesc's e festivais e fico pasmo, pois minha resposta é a simples verdade: nosso "peixe" se resume em 18 anos de carreira com muita preocupação à qualidade musical e de show, em respeito à nós mesmos e ao público que nos assiste, e comprometimento profissional com nossos contratantes e colegas de trabalho, além de se melhorar como músico e pessoa. Nada mais que a obrigação!


Por último vem a questão cultural obviamente. Existem muitos fãs de Blues, mas o Brasil é muito grande e não existe, na minha opinião, um numero suficiente, tanto de fãs como artistas de real qualidade, para alimentar o Blues por ai afora dia e noite. Torná-lo uma "cultura". Essa luta será muito longa! Semrpre fui a favor da idéia de que quanto maior o numero de pessoas tocando Blues, mais espaços vão se abrir pois gerará interesse. Se um bar "abarrota" com o Blues, certamente seu concorrente irá abrir uma noite de Blues também!"



TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem anda tocando?


EG: "Estamos divulgando o DVD da Irmandade do Blues, que teve a participação especial dos amigos Andreas Kisser e André Matos. Teremos shows em Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina, interior paulista e Nordeste até o fim do ano. Também estou fazendo o lançamento do CD "Key Blues"do Adriano Grineberg, que é meu parceiro no projeto de música para o bem estar chamado "Concerto de Cura" , cuja parceria já nos rendeu 7 CDs, e com o oitavo no forno. Estou tambem na pré produção do segundo CD do ZFG Mob, um projeto de rock instrumental ao lado do baterista Mário Fabre e do baixista Fábio Zaganin. Continuo na estrada com o cantor americano radicado no Brasil JJ Jackson, cujo último CD pude participar e também com a cantora de MPB Márcia Salomon, que inclusive me convidou para produzir seu 4º CD, o que me deixa feliz ,pois os dois primeiros foram produzidos por Roberto Menescal e o terceiro, o qual gravei, pelo Alexandre Fontanetti .No Cakewalking studio, acabei de produzir o CD de estréia do Leandro Henrique, cantor, compositor e violonista e que também integra a banda de Márcia Salomon. Uma grande promessa da nova MPB!


Meu segundo CD solo, que é instrumental, está em fase de masterização. Em breve!"



TB: Edu, já vi e escutei você tocando muitas vezes e admiro seu trabalho, por este motivo é muito bom ter você no Blog. Deixo este espaço para seus comentários finais.


EG: "Agradeço as palavras e a oportunidade de poder participar de seu blog, que tem divulgado o Blues para todos.


Peço desculpas se feri alguma opinião alheia, mas procurei ser sincero e sempre com o intuito de melhorar nosso meio de trabalho que precisa de renovação e melhorias.

FONTE: http://terremotoblues.blogspot.com/2010/09/mestres-das-seis-cordas-com-edu-gomes.html



Um dos mais frequentados bares de Natal encerra atividades nesta quinta-feira

23/09/2010 - 08:10
Atualizada em: 23/09/2010 às 08:10

Blues em ritmo de tango.
 Será este o clima no Sgt. Peppers na noite de hoje. Um dos maiores guitarristas e vocalistas de blues do cenário nacional será o responsável por jogar fora as chaves da porta do bar - um dos mais populares da cena musical da cidade.
Noite em grande estilo com o gaúcho Fernando Noronha & Black Soul para marcar a história de seis anos do Sgt. Peppers.
A mais nova banda do gênero na cidade, Eu Edu e os Caras, abre o show a partir das 22h.
A apresentação do bluesman Fernando Noronha representa também a edição de setembro do Oi Blues by Night.
Assim como as outras atrações que já subiram ao palco pelo projeto de blues itinerante, Noronha coleciona parcerias com músicos consagrados no estilo musical.
Junto com sua banda, Black Soul, o guitarrista tocou com: B.B King, Buddy Guy, Jeff Healey, Coco Montoya, Chris Duarte, Ron Levy, Phil Guy entre outros.
"Me sinto privilegiado por ter tido oportunidade de tocar com esses mestres e acho que foram muito importantes para o desenvolvimento e amadurecimento do nosso trabalho", disse Fernando Noronha.
Em cima do palco, Noronha tem levado muita música e diversão aos locais em que tem se apresentado.
Com seu "electric blues" contemporâneo, os "bends" e "vibratos" do artista são feitos com a maestria de um bluesman experiente.
Prematuramente ele alcançou o amadurecimento musical, usando a guitarra como voz de sua alma negra. O guitarrista foi elogiado até por B. B. King, que afirmou: "Eu me sinto extremamente feliz e orgulhoso quando vejo uma banda tão jovem tocando o blues tão bem".
Seguidor do estilo "SRV" de blues texano, seus discos - seis no total - costumam contar com a produção de grandes nomes do blues, como Chris Duarte, Solon Fishbone e Ron Levy, que em 2000, prevendo o que os aguardava, disse: "Com todo respeito ao passado, este grupo está forjando sua própria identidade rumo ao futuro.
Não vai demorar para que estejam tocando em todos os lugares".


Eu, Edu e os Caras
A banda é uma das revelações da música local, com repertório baseado em versões diferenciadas de clássicos do rock e do blues. Formada por músicos experientes, tem sido figura presente nos eventos dedicados ao gênero. A banda é formada por Edu Gomez (Poetas Elétricos), Moisés de Lima (Os Grogs), CBI (Mad Dogs) e Samir Santos (Jack Black).


Serviço
Fernando Noronha & Black Soul
Show de abertura: Eu Edu e os Caras
Local: Sgt. Pepper's - Ponta Negra
Quando: hoje, às 22h
Preço: R$ 25

Venda: Botton (Natal Shopping e Midway Mall)
Informações: 2010-3737/8855-3916



"Fomos pegos de surpresa"

Vários boatos foram espalhados pela cidade para justificar o fechamento do Sgt. Peppers. Segundo a sócia Mariana Arêa, não houve "golpe, mocinhos ou bandidos".
"Não há magoa e nem briga entre eu e Rafael (Abreu, o outro sócio).
Existem erros cometidos por ambas as partes.
Normal. Eu só tenho a agradecer por esses seis anos de bar.
Considero um grande sucesso. Como pode um botequim daquele ter se tornado conhecido e tão bem frequentado? Por isso o espanto pelo fechamento".
Mariana explica que o processo de falência do bar iniciou com o pedido de devolução do ponto alugado pelos proprietários do Sgt. Peppers em Petrópolis.
"Fomos pegos de surpresa. Tivemos que demitir muitos funcionários.
 E os custos ficaram altos com apenas uma unidade (a de Ponta Negra).
A consequência foram salários atrasados e insatisfação geral".
Os problemas acumulados provocaram o fim. "Perdi o prazer e o tesão de estar no Sgt", disse.
Os funcionários também estavam desestimulados e queriam receber o mais breve.
"Dessa forma, poderemos vender nossos equipamentos, quitar os salários atrasados, indenizações trabalhistas e eu ter minha paz de volta".
E conclui a empresária: "Tristes ficarão os clientes.
Mas novos lugares surgirão.
Minhas desculpas e o meu muito obrigado".



Por Sérgio Vilar, do Diário de Natal

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GESTÃO DE RESÍDUOS - Senado aprova PNRS: lixo, agora, é problema de todos

Senado pôs fim à “novela” que durou 21 anos no Legislativo ao aprovar a nova lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.
Agora, a responsabilidade sobre os resíduos é de todos: governo, empresas e cidadãos.
E a logística reversa é obrigatória.
Fernando Von Zubben, da Tetra Pak, explica os próximos passos depois da assinatura de Lula e o retorno da nova lei ao Legislativo para regulamentação

- A A +Sérgio Adeodato - Edição: Mônica Nunes

Planeta Sustentável - 07/07/2010

Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 7, a lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, encerrando uma novela que já durou 21 anos no Legislativo. Trata-se de um marco histórico na área ambiental, capaz de mudar em curto tempo a maneira como poder público, empresas e consumidores lidam com a questão do lixo. Entre as novidades, a nova lei obriga a logística reversa -- o retorno de embalagens e outros materiais à produção industrial após consumo e descarte pela população.



As regras seguem o princípio de responsabilidade compartilhada entre os diferentes elos dessa cadeia, desde as fábricas até o destino final. Os municípios, por exemplo, ganham obrigações no sentido de banir lixões e implantar sistemas para a coleta de materiais recicláveis nas residências. Hoje, apenas 7% das prefeituras prestam o serviço.



“A lei consagra no Brasil o viés social da reciclagem, ao reforçar o papel das cooperativas de catadores como agentes da gestão do lixo, com acesso a apoio financeiro, podendo também fazer a coleta seletiva nos domicílios”, destaca Victor Bicca, presidente do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem. Existem no país cerca de 1 milhão de catadores, em sua maioria autônomos, que trabalham em condições precárias e sob exploração de atravessadores.



Empresas que já adotam práticas em favor da reciclagem, dentro do conceito de sustentabilidade, terão maior campo para expansão. “A partir de regras claras”, diz Bicca, “a reciclagem finalmente avançará no país, sem os entraves que a inibiam, apesar dos avanços na última década por conta do dilema ambiental”. E ele acrescenta: “Sem um marco regulatório nacional, a gestão do lixo estava ao sabor de leis estaduais que variam de região para região e, em alguns casos, impõem taxação e metas para a recuperação de embalagens após o consumo”. O empresário lembra que, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país perde R$ 8 bilhões por ano ao enterrar o lixo reciclável, sem contar os prejuízos ambientais.



“O atraso da lei gerou danos ambientais significativos, a exemplo da multiplicação de lixões, que neste ano resultou em mortes nas encostas de Niterói durante as chuvas de verão, além do despejo de resíduos em cursos de água”, afirma o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), responsável pela versão final do projeto na Câmara dos Deputados, onde recebeu mais de cem emendas. “Não foi um tempo jogado fora, porque nesse período a consciência da sociedade despertou para o problema e conseguimos maior convergência de posições”, ressalva o deputado.



Desde fevereiro, a lei aguardava votação no Senado, com apoio do governo federal, consenso entre diferentes setores envolvidos no debate e acordo de lideranças partidárias para acelerar o processo. Nesta quarta-feira, em sessão conjunta das comissões de Cidadania e Justiça, Assuntos Sociais, Assuntos Econômicos e Meio Ambiente, o projeto recebeu os últimos ajustes e foi levado ao Plenário, contendo 58 artigos em 43 páginas. Foi aprovada pouco depois das 21h.



Após a assinatura do Presidente da República, a lei voltará ao Legislativo para a regulamentação, definindo itens ainda pendentes, como incentivos financeiros e regras específicas para a logística reversa, que serão estipuladas mediante acordos entre os setores industriais.

SOS Mata Atlântica comemora Dia do Rio Tietê - campanha de despoluição

O evento “Praia do Tietê”, promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, celebrará o Dia do Rio, comemorado em 22 de setembro. A ideia é que os paulistanos compareçam às margens do Tietê para tomar sol e, assim, demonstrar a vontade dos moradores da cidade de despoluir o Rio e reintegrá-lo ao cotidiano paulista

- A A +Débora Spitzcovsky

Planeta Sustentável - 16/09/2009

A campanha de despoluição do Rio Tietê já não é de hoje. Desde 1991, a Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Rádio Eldorado, reuniu mais de 1 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que foi entregue ao Governo de São Paulo, exigindo a descontaminação das águas do Rio.
Mais de quinze anos depois, ainda há muito o que fazer e é por isso que, na data em que comemora-se o “Dia do Rio Tietê” – 22 de setembro –, a SOS Mata Atlântica promoverá um novo evento de mobilização pela despoluição do Rio: o “Praia do Tietê”.
Das 9h às 12h, entre as pontes das Bandeiras e Cruzeiro do Sul, na Marginal, serão colocados guarda-sóis, cadeiras e esteiras nas margens do Rio. A ideia é que os paulistanos compareçam ao local para tomar sol e, assim, além de comemorar a data, façam uma alusão ao sonho dos moradores da cidade de despoluir o Rio e reintegrá-lo ao dia-a-dia dos moradores.
Os organizadores do evento esperam, ainda, que descansar às margens do Tietê provoque nos paulistanos a vontade de contribuir para a recuperação da qualidade da água, o que, consequentemente, diminuirá a quantidade de lixo jogado diariamente no Rio.

Para participar, basta comparecer ao local no dia 22 de setembro.

Praia do Tietê

Data: 22 de setembro

Horário: das 9h às 12h

Local: Ponte das Bandeiras

Endereço: Marginal do Tietê – São Paulo/SP

Mais informações no site da Fundação SOS Mata Atlântica

Leia também:

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O rio (ainda) não está para peixe

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Projeto da Nova Marginal não resiste ao toró

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*Fundação SOS Mata Atlântica

Repassando: matéria de inteligência Pública - A Guerra dos Brasis

A guerra dos Brasis O Estado de S. Paulo 18 Jun 2019 FERNÃO LARA MESQUITA JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM Sob os rep...