quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Escolas Públicas Estaduais Sofrem corte de verbas...pra onde foi a grana?

Verbas: a Udemo protesta !

De acordo com o Comunicado Conjunto CISE (Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares) / COFI (Coordenadoria de Orçamentos e Finanças) nº 02 / 2014, o sistema de compras por meio da Rede de Suprimentos, para atender as escolas, foi fechado em 01/11/2014, “para revisão”, e será reaberto em 15 / 01 / 2015.
Em resumo, a verba que a escola recebia para comprar materiais de consumo foi cortada, sumariamente, sem nenhuma consulta, sem nenhum aviso prévio. Como essa verba tinha um fluxo mensal e não podia ser usada para estocagem, as escolas ficarão sem material de consumo nos meses de novembro, dezembro e janeiro.
“Mas não ficarão totalmente sem material, porque as Diretorias de Ensino receberão uma quantia para dividir entre as unidades” – cerca de dez por cento (!!) do total necessário ! Essa informação foi enviada às DREs ! É um misto de ‘cara de pau’ com demagogia barata. Cortaram a verba e ainda “jogaram as DREs no fogo”. Como elas vão se virar para fazer a distribuição ? Essa é uma daquelas medidas que conseguem desagradar a todos, indistintamente, desviando o foco do problema, do governo – lá em cima -  para seus agentes – aqui embaixo.
Como diz o jornalista, “isso é uma vergonha” ! Passadas as eleições, o governo federal autoriza aumentos; o governo estadual retira verbas da educação ! Da educação, que foi prioridade na campanha !
Conclamamos todos os nossos associados (e os não – associados, também) a protestar contra esse absurdo, esse crime perpetrado contra as nossas escolas, retirando delas as mínimas condições de funcionamento. Vamos reunir os Conselhos de Escola, as APMs, as Associações de Bairros e mostrar - lhes o que está acontecendo.  Vamos procurar a imprensa e denunciar essa fraude – mais uma cometida contra a escola pública !
E vamos seguir o Decálogo da Udemo: não havendo verba, não haverá material; não havendo material, não haverá trabalho. E vamos oficiar à DRE, relatando os fatos.
Se não há dinheiro para as escolas funcionarem, então vamos, junto com a comunidade, fechar as escolas ! Ao menos, é uma atitude mais séria e mais honesta que alegar que “o sistema foi fechado para revisão” !
Quem ficou com essa verba que assuma as consequências !




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sociabilidade Idéia

Bela Rua quer tornar cidades mais receptivas para seus moradores


por Redação As Boas Novas
Intervenções acontecem em ruas, praças, becos ou qualquer outro espaço de convívio
1 Bela Rua quer tornar cidades mais receptivas para seus moradores
O mesmo pessoal que criou o Curativos Urbanos está agora com mais uma boa ideia para deixar as cidades mais receptivas e seguras para seus moradores. A associação Bela Rua conduz intervenções urbanas para incentivar as pessoas a transformar os espaços públicos em lugares mais bonitos, divertidos e inspiradores.
As ações podem ocorrer em ruas, praças, becos ou qualquer outro espaço de convívio. Hoje há três projetos em andamento: Rua ao Cubo, Bate Papo com Café e Muro dos Sonhos.
O primeiro consiste na ocupação de um espaço com bancos de madeira, mesas, jogos e eventos culturais para atrair as pessoas da vizinhança. A ideia é que elas venham e contribuam com sugestões para melhorar o lugar onde vivem.
17 Bela Rua quer tornar cidades mais receptivas para seus moradores
Já, o Bate Papo com Café funciona em uma pequena estrutura de mesas e bancos para receber quem está passando pela rua para sentar e jogar uma conversa fora, regada a café e biscoitos.
18 Bela Rua quer tornar cidades mais receptivas para seus moradores
O Muro dos Sonhos, por sua vez, funciona como uma intervenção local em uma parede ou muro para que os moradores pintem frases sobre o que desejam para os arredores.
* Publicado originalmente no site As Boas Novas.
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6350555123890633176#editor/target=post;postID=4930718665176132072
(As Boas Novas) 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Curiosidades: Quem foram os vikings e como eles descobriram a América

Quem foram os vikings e como eles descobriram a América

Carolina Vellei | 20/05/2014
Quando eu estava nas primeiras séries do Ensino Fundamental, os professores de Geografia costumavam pedir para os alunos copiarem com papel vegetal (isso ainda existe?) os mapas do mundo. Sempre fiquei intrigada para saber por que ao lado do nome “Groenlândia”, no continente americano, estava escrito “Dinamarca”, um país europeu que a gente pouco ouve falar na escola. Há alguns anos eu descobri o motivo disso. Foi por essa ilha gelada que chegaram os primeiros colonizadores do Velho Mundo, os vikings (saiba mais no quadro abaixo).
Pois é, não foi foi Cristóvão Colombo quem descobriu a América. A versão da descoberta feita pelos vikings é recente, no entanto. Até os anos 1960, pouco se sabia sobre isso. Apenas algumas lendas escandinavas, descritas nas “sagas” (relatos épicos em prosa, presentes nas culturas nórdica e germânica, sobre as viagens dos vikings) apontavam para esse fato. A confirmação científica veio com o trabalho do explorador norueguês Helge Ingstad e de sua mulher, a arqueóloga Anne Stine Ingstad. Eles encontraram, com a ajuda de pescadores, vestígios de um assentamento nórdico em L’Anse aux Meadows, no Canadá. Datações feitas por carbono 14 indicaram que os vestígios são mesmo do ano 1000, o que coincide com os relatos vikings (ou seja, provando a presença europeia na América quase 500 anos antes da chegada de Colombo, em 1492).
Ruínas vikings em L'Anse aux Meadows, em Newfoundland, no Canadá (Foto: Wikimedia Commons)
Ruínas vikings em L’Anse aux Meadows, em Newfoundland, no Canadá (Foto: Wikimedia Commons)
Quem eram os vikings
Como contado nessa reportagem da Aventuras na História, os vikings eram um povo de camponeses e pescadores que viveu no norte da Europa, nos territórios que hoje correspondem à Escandinávia – Dinamarca, Suécia e Noruega. O nome viking significa homem de vik, ou “baía”, embora alguns especialistas afirmem que sua origem pode ser a palavra “pirata” de antigas línguas escandinavas.
Os vikings praticavam a agricultura e dependiam da criação de gado, bodes, ovelhas e porcos para sobreviver. Eles se organizavam em clãs, espécie de tribos unidas por laços familiares e chefiadas por proprietários de terra, que também assumiam o papel de líderes militares. Os proprietários de terra formavam a classe mais alta da sociedade viking. A classe intermediária era composta por artesãos, pescadores e pequenos agricultores e, a mais baixa, por escravos capturados durante ataques a outras regiões.
Ilustração dos vikings invadindo a Inglaterra, aproximadamente no ano 900 (Foto: Getty Images)
Ilustração dos vikings invadindo a Inglaterra (Foto: Getty Images)
A partir do final do século 8, espalharam o terror com os ataques que realizavam nas áreas costeiras da Irlanda, da Inglaterra, da França e da Rússia. Mas não dá para dizer que eles se tratava apenas de um povo bárbaro e violento. Também tinham grandes habilidades para o comércio e a navegação. Entre os séculos 9 e 11, eles foram a maior potência naval da Europa. A maior especialidade viking se concentrava na construção de embarcações, fortes e estáveis para aguentar longas viagens. Isso foi decisivo para a expansão de território e a chegada à Groenlândia.
Descoberta da América
Anos aproximados dos territórios conquistados pelos Vikings (imagem: Wikimedia Commons)
Histórico de viagens dos vikings pelo mundo com data (imagem: Wikimedia Commons)
Por volta do ano 1000, o explorador viking Leif Eriksson decidiu partir para além da Groenlândia. Seu próprio pai, Eric, o Vermelho, descobriu a ilha anos antes, em uma de suas viagens. Leif ouviu relatos de que árvores tinham sido avistadas próximo ao local. Como madeira é um item essencial para a construção e manutenção dos barcos, ele montou sua própria  expedição e conseguiu chegar ao Canadá. Na primeira viagem ao local, acharam uvas, árvores, salmões e clima temperado. O contato com nativos só aconteceu na segunda expedição, em 1004, e não foi nada amistoso. Houve muito sangue. Apesar de também terem sofrido baixas, os vikings apelidaram os moradores da América de skræling, que poderia ser traduzido como “fracotes”. Aconteceram mais duas viagens às terras recém-descobertas antes do fim da colonização viking.
Nessa matéria da Aventuras na História dá para saber detalhes de como eles chegaram ao continente americano e entender alguns dos motivos que podem tê-los levado a abandonarem o território.
De quem é a Groenlândia?
De volta a minha pergunta inicial: o que a Dinamarca tem a ver hoje com a Groenlândia? Vamos do início: em 1500, o português Gaspar Corte Real chegou à Groenlândia pelo Atlântico Sul. Um mapa português de dois anos depois já mostrava a Groenlândia como possessão portuguesa, pois ficava a leste da Linha de Tordesilhas. Mas, nesse caso, a posse ficou só no papel.
Em 1604, o rei Cristiano IV da Dinamarca enviou uma expedição para a ilha, porque ele achava que ainda tinham nórdicos morando lá. Não deu certo, pois o gelo atrapalhou a missão. Em 1721, com Hans Egede, os dinamarqueses conseguiram tomar posse do país novamente, mas não encontraram nórdicos, apenas inuítes, que mostraram a eles as ruínas onde os imigrantes europeus moravam. Hoje, 89% dos 56 mil groenlandeses são inuítes. Desde 2009, a Groenlândia é um país semiautônomo. A maioria da população apoia a independência total da Dinamarca. Um plebiscito vai resolver a questão em 2017.

Fonte: Prof Fredy Ravazzy extraido de:   http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/curiosidades-historicas/2014/05/20/quem-foram-os-vikings-e-como-eles-descobriram-a-america/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_guiadoestudante


EE Prof. Gabriel Pozzi Aula de Sociologia Explanação de trabalho de pesquisa sobre Consumo versus Consumismo Turma 2ª3 EM

 Nesta Situação de Aprendizagem, os alunos são provocados a discutirem os valores que o capitalismo incute no pensamento do consumidor modificando hábitos de consumo de subsistência em vícios de comportamento muitas vezes repletos de mecanicismos repetitivos e ainda,  sem necessidade real, levando ao consumidor a adquirir objetos dos mais variados gêneros e procedências sem que ele necessite daquele item.  


No segmento comida e bebida, a variedade oferecida ao consumidor é tão grande que cada fabricante usa um ou vários tipos de artífices de propaganda para captar o gosto do cliente ou ainda propor a este, algo que ele "nunca" experimentou.

As alunas Rafaela e Isabella da 2ª3 explicam ao professor e a sua turma,  as técnicas mercadológicas usadas pela marca de cerveja, para conquistar o consumidor





sexta-feira, 16 de maio de 2014

Disciplina Mundo do Trabalho da Grade Diversificada Da Escola de Tempo Integral Gabriel Pozzi Limeira

 A disciplina diversificada tem como objetivo contemplar aspectos da vida do educando que na grade comum dificilmente são possíveis de serem trabalhados dentro do espaço da sala de aula. No Mundo Do Trabalho por meio de material com características próprias, numa parceria com o Instituto Unibanco, são abordados temas que por meio de técnicas lúdicas direcionam o educando para o rumo apontado anteriormente em seu Projeto de Vida! Porém, com foco na questão do trabalho e suas ações e relações baseadas no passado, presente e futuro de acordo com a historia de vida de cada aluno envolvido promovendo assim uma aproximação de suas ansiedades com a realidade da convivência com pessoas de diferentes historicidades pessoais. Neste ínterim, como professor da disciplina, percebo a nítida aproximação entre pessoas que não fosse desse modo, talvez não ocorresse.


O Papel do professor nesse modelo de escola ganha proporções muito diferentes da escola regular, no entanto, aspectos pedagógicos ganham intensidade também muito maior. Dentro do contexto particular desta disciplina o educador tem necessariamente de interpretar as diversas realidades possíveis dentro da historia de vida dos educandos e prover uma devolutiva que seja pertinente de forma coletiva, ou seja, equilibrada, mais uma vez, sem perder o foco, o Mundo do Trabalho.







quinta-feira, 15 de maio de 2014

Boas Práticas de Sociologia: Alunos da 3ª Série do Pozzi Em Pesquisa na Biblioteca da Escola buscando as origens do sindicalismo na história

Alunos Oliver, Jaqueline e Malcon discutem como quando e onde se deram as circunstancias que originaram o surgimento do movimento sindical, um dos assuntos das aulas de Sociologia deste bimestre

Prof. Claudio orientando o trabalho de pesquisa da 3ª Série


Alunos dispostos nas mesas da sala de leitura da biblioteca do Pozzi



PCA de Humanas Profª Cleusa acompanhando o trabalho
dos alunos supervisionados pelo prof. Claudio

Aluna Dandara tirando dúvidas com seu professor






O espaço físico da biblioteca além de diversificar a prática de sala de aula possibilita a interação de grupos de trabalho diferentes daqueles que se formam viciosamente no ambiente tradicional de sua sala.

Possuir ou Partilhar? por Martin Denoun e Geoffroy Valadon*

Sociedade
14/5/2014 - 10h54

Possuir ou Partilhar?



por Martin Denoun e Geoffroy Valadon*

compartilhamento Possuir ou Partilhar?
Possuir ou Partilhar? | Envolverde

Espalham-se pelo mundo serviços de compartilhamento de casas, quartos, carros, outros objetos. Novo modelo de negócio? Ou sinais de pós-capitalismo?
“Na casa de cada um de nós existe um problema ambiental com potencial econômico. Temos vários objetos que não utilizamos: uma furadeira dormindo no armário que não será usada por mais de 13 minutos, em média, durante toda a vida; um DVD já sem uso ocupando espaço, a câmera que atrai mais poeira que luz, mas também o carro que usamos solitariamente menos de uma hora por dia ou o apartamento vazio durante todo o verão. A lista é longa. E representa uma quantidade impressionante de dinheiro, assim como de lixo futuro.”
Este é, essencialmente, o argumento de teóricos do consumo colaborativo. Pois, como sustenta com um grande sorriso Rachel Botsman (1), uma de suas lideranças, “você precisa do buraco, não da broca; da projeção, não do DVD; da viagem, não do carro!”…
Jeremy Rifkin foi quem diagnosticou a transição de uma era da propriedade para uma “era do acesso” (2), na qual a dimensão simbólica dos objetos diminui em benefício de sua dimensão funcional: um carro costumava ser elemento de status que justificava sua compra para além do uso, enquanto agora os consumidores começam a alugar o seu veículo.
Hoje, os jovens propõem alugar seus próprios carros ou casas. Se isso causa desespero a muitos empresários de transportes ou hotelaria, outros veem com esperança esse desapego com relação aos objetos de consumo. Plataformas de troca possibilitam uma melhor alocação de recursos; elas atomizam a oferta, eliminam intermediários e facilitam a reciclagem. Ao fazer isso, corroem monopólios, provocam redução de preços e trazem novos recursos aos consumidores. Estes serão levados a comprar bens de qualidade, mais duráveis, incentivando a indústria a abandonar a obsolescência programada. Seduzido por menores preços e pela conveniência dessas relações pessoa-a-pessoa (P2P, peer to peer), eles contribuem para a redução de resíduos. A imprensa internacional, do New York Times ao Le Monde, passando pelo Economist, já fala em “revolução do consumo.”
Um passe de mágica
Os partidários do consumo colaborativo estão frequentemente entre os desiludidos com o “desenvolvimento sustentável”. Contudo, embora reprovem a superficialidade deste conceito, não costumam criticá-lo mais acidamente. Citando especialmente Rifkin, nunca evocam a ecologia política. Mencionam de bom grado Mohandas Gandhi: “Há atualmente na Terra recursos suficientes para atender às necessidades de todos, mas eles não serão jamais suficientes para satisfazer os desejos de posse de alguns (3).” Isso não os impede de manifestar uma espécie de desdém com relação aos adeptos do decrescimento e ativistas ambientais em geral, percebidos como utopistas marginais e sobrepolitizados.
“Foi em 2008 que batemos contra a parede. Juntos, a Mãe Natureza e o mercado disseram ‘basta’. Bem sabemos que uma economia baseada no hiperconsumo é um esquema Ponzi (4), um castelo de cartas”, argumentou Botsman numa conferência TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) (5).
De acordo com ela a crise, ao fazer com que as pessoas se esforçassem para sobreviver, teria causado uma explosão de criatividade e confiança mútua que supostamente detonou o fenômeno do consumo colaborativo (6).
Mais e mais sites propõem a troca ou aluguel de bens “adormecidos” e caros: máquina de lavar roupa, roupas de marca, objetos high-tech, equipamento de camping, mas também meios de transporte (carro, moto, barco) ou espaços físicos (adega, estacionamento, sala etc). O movimento chega a ser quase uma poupança: ao invés de deixá-la inerte numa conta, as pessoas a compartilham, escapando dos bancos (7).
Na área de transportes, o uso compartilhado de automóveis consiste em dividir o custo de um trajeto; uma espécie de carona organizada e contributiva, que permite, por exemplo, viajar de Lyon a Paris por 30 euros, contra 60 euros da passagem de trem, e conhecer pessoas novas durante o trajeto. Diversos sites que propõem esse serviço surgiram na França nos anos 2000. Isso levou à evolução típica das startups da internet: uma luta para estabelecer-se como referência de gratuidade, para, uma vez alcançada essa posição, impor aos usuários uma comissão de 12% “para maior segurança”. O número um francês, Covoiturage.fr, transformou-se em BlaBlaCar para embarcar na conquista do mercado europeu, e seu equivalente alemão, Carpooling, chegou à França. Enquanto os co-usuários habituais, enfurecidos pelo escorregão mercantil do site francês, lançaram a plataforma colaborativa e gratuita Covoiturage-libre.fr [algo como "Coautomóvel-livre"].
A partilha de carros reflete também um avanço cultural e ecológico. Plataformas como Drivy possibilitam a locação de veículos entre indivíduos, muito embora os atores dominantes do mercado sejam ainda empresas flexibilizadas (aluguel por minuto e self-service), que têm sua própria frota. A redução anunciada no número de veículos é relativa, portanto. Mesmo a frota Autolib’, criada pela prefeitura de Paris com o grupo Bolloré e inspirada no Vélib‘ [para compartilhamento de bicicletas], substitui transporte, mais do que elimina carros (8).
No que diz respeito à hotelaria, a internet também favoreceu o impulso das trocas entre particulares. Vários sites (9) permitem contatar uma multidão de anfitriões dispostos a receber pessoas em suas casas por algumas noites, gratuitamente – e isso em quase todos os países. Mas o fenômeno do momento é o “bed and breakfast” informal e cidadão e seu líder indiscutível, Airbnb. Ele permite passar a noite em Atenas ou Marselha e vai mimá-lo com um generoso café da manhã “opcional” por um preço inferior ao de um hotel. Um quarto vazio em sua casa ou mesmo seu próprio apartamento, quando sair de férias, pode tornar-se uma fonte de renda. Em poucas palavras: “Airbnb: viaje como ser humano”. Na imprensa econômica, contudo, o serviço mostra uma outra face. Ele orgulha-se de capturar mais de 10% do valor pago ao anfitrião, e ver o volume de negócios, de US$ 180 milhões em 2012, aumentar tão rápido quanto a capitalização na Bolsa, de quase US$ 2 bilhões.
compartilhamento2 Possuir ou Partilhar?
Em cartum, o duplo sentido da nova tendência…

“A riqueza está mais no uso que na posse – Aristóteles”, proclama a empresa de uso compartilhado de carros City Car Club. Mas, visto mais de perto, o desapego da posse diagnosticado por Rifkin não parece incluir o desapego do consumo: se no passado o sonho era possuir uma Ferrari, o de hoje é dirigir uma. E, se as vendas diminuem, aumentam os aluguéis. Esta “era do acesso” revela uma mutação das formas de consumo ligada a uma mudança logística: a circulação de bens e habilidades pessoais por meio de interfaces eficientes da web. Longe de assustar-se, as empresas veem nesta diluição um potencial de novas operações, nas quais elas serão os intermediários remunerados.
De um lado, isso possibilita aumentar a base de consumidores: quem não tinha meios para comprar um objeto caro pode agora alugá-lo. De outro, a comercialização estende-se à esfera doméstica e aos serviços entre particulares: o quarto de um amigo ou um assento no carro podem ser oferecidos para alugar, bem como uma mãozinha no encanamento ou no inglês. Podemos também antecipar o mesmo efeito do setor de energia, no qual a redução de gastos resultante de avanços tecnológicos leva ao aumento no consumo (10): a renda que uma pessoa ganha com o aluguel do seu projetor vai incentivá-la a gastar mais.
No entanto, existem novas práticas que irão reverter o consumismo. São muito diversas: os couchsurfers (literalmente, “surfistas de sofá”) permitem que desconhecidos durmam gratuitamente em suas casas ou desfrutem de sua hospitalidade. Os usuários do Recupe.net ou do Freecycle.org preferem doar a jogar fora objetos que não têm mais utilidade. Nos sistemas locais de trocas (SEL, na sigla em francês), as pessoas oferecem suas competências em base igualitária: uma hora de jardinagem vale uma hora de encanamento ou design. Em associações para a manutenção de uma agricultura camponesa (AMAP, na sigla em francês), cada um assume o compromisso de abastecer-se por um ano com o mesmo agricultor local, com quem pode desenvolver um relacionamento, e participar voluntariamente da distribuição semanal de legumes. Esse compromisso relativamente obrigatório reflete uma abordagem que vai além da simples ação de consumo, que consiste em “escolher com a carteira”.
Qual o ponto em comum entre esses projetos associativos e as empresas da distribuição C2C — de consumidor para consumidor? Comparemos os “surfistas de sofá” e os clientes do Airbnb: para os primeiros, o essencial reside no relacionamento com as pessoas, sendo o conforto secundário; para os segundos, é o inverso. Os critérios de avaliação são, portanto, sensivelmente diferentes: a atração do Airbnb, além do preço, está na limpeza do local e sua proximidade com o centro turístico, enquanto que no Couchsurfing.org, além da gratuidade, há a convivência com o anfitrião. Da mesma forma, plataformas tais como Taskrabbit.com oferecem troca de serviços entre particulares que pagam, enquanto que os SEL baseiam-se na doação.
Em textos destinados ao grande público, os promotores do consumo colaborativo citam frequentemente iniciativas associativas para vangloriar-se do aspecto “social” e “ecológico” dessa “revolução”. Essas menções desaparecem quando falam na imprensa de negócios. Na verdade, só podemos juntar essas duas abordagens sob o mesmo rótulo, de “economia do compartilhamento”, se levarmos em conta a forma dessas relações e minimizarmos as lógicas, muito diferentes, que as alimentam.
Essa combinação, que culmina no passe de mágica que consiste em traduzir compartilhar por alugar, é largamente encorajada por aqueles que procuram tirar vantagem do fenômeno. Por meio de um subterfúgio semelhante ao greenwashing (“lavagem verde de imagem”), projetos tipo AMAP são utilizados como garantia. Quem não leva em conta os valores sociais subjacentes a esses projetos participa, assim, de uma espécie de “lavagem colaborativa” (collaborative washing). As pessoas que oferecem seu teto, sua mesa ou seu tempo a desconhecidos geralmente se caracterizam, na verdade, pela busca de práticas igualitárias e ecológicas – o que as aproxima ainda mais de cooperativas de consumo e produção e de plataformas de troca C2C.
Essa dualidade coincide com muitas outras: a que separa o “desenvolvimento sustentável” da ecologia política, ou ainda o movimento do software de código aberto – que promove a colaboração de todos para melhorar o software – e o de software livre – que promove a liberdade dos usuários a partir de uma perspectiva política. A distinção feita por Richard Stallman, um dos pais do software livre, poderia ser estendida a cada um desses domínios: “O primeiro é uma metodologia de desenvolvimento; o segundo, um movimento social (11)”.
*Animadores do coletivo La Rotative, www.larotative.org
Fonte: http://envolverde.com.br/sociedade/possuir-ou-partilhar/

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Posse do Grêmio (Parte III) a Solenidade

Diretora do Pozzi Ana Márcia e PCA de Humanas Cleusa Antunes

Prof. Cleusa Antunes, Presidente Eleito do Grêmio Lucas Basílio Lopes
 ladeado por demais membros da diretoria empossada
Todos os membros da diretoria empossada do grêmio reunidos na cerimônia

Alunos das demais turmas prestigiando
os colegas que os representarão doravante 

Profª. Cleusa de Filosofia e Prof.Fredy Ravazzi de Geografia

Nos registros a Vice Diretora Sandra e o Prof. Fredy

Corpo diretor do Grêmio recém empossado

Corpo diretor do Grêmio recém empossado com a Profª Cleusa PCA da Equipe de Humanas que articulou todo o processo de constituição do Grêmio neste ano.