segunda-feira, 31 de maio de 2010

Monstros sagrados do rock




Aerosmith se despede do Brasil em grande estilo

Adreana Oliveira
Editora

Jornal Correio de Uberlândia - Atualizada: 30/05/2010 - 22h16min

Se o show ocorrido no sábado (29), no Parque Antártica, em São Paulo foi o último do Aerosmith no Brasil não se sabe. O que se constata após quase duas horas de shows é que, se quiserem, eles podem continuar a rodar o mundo enquanto tiverem fôlego para tal e sem gravar novos discos. Afinal, nessas quatro décadas de história, eles já prestaram um serviço inestimável para o rock and roll.

Quando a banda de despediu com o tradicional “obrigado, boa noite”, ficou aquela sensação de que “faltava alguma coisa”. Para alguns, hits como “Jane´s Got a Gun” ou “I Don´t Want To Miss a Thing”; para outros, resposta a perguntas como “vocês vão mesmo se aposentar?”

Segundo a Time for Fun, o público no Parque Antártica para o concerto desta “Cocked, locked, ready to rock tour” foi de 35 mil pessoas. Na plateia, a idade variava dos 12 aos 60 anos, casais, grupos de amigos e famílias inteiras reunidas serviram de testemunhas para a redenção dos amigos Joey Perry (guitarra) e Steven Tyler (vocal).

No ano passado, Perry chegou a “demitir” Tyler do grupo e anunciar que procurava um novo vocalista. Ele deve ter recobrado o juízo por que é difícil imaginar Aerosmith sem Mr. Tyler, seu vocal inconfundível, suas roupas espalhafatosas e a atitude apimentada de rock star.

Eles abriram o show já ovacionados com "Eat The Rich", do album “Get a Trip” (1993). A histeria aumentava cada vez que Tyler se aproximava das extremidades do palco, tocava gaita ou soltava seus clássicos agudos. Durante toda a apresentação, ele, Perry e mais Brad Whitford (guitarra), Tom “Sweet Emotion” Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria) interagiram entre si e com a plateia. Talvez um desejo intrínseco de dizer “nós estamos bem”. E foi o que pareceu durante as 2 horas de concerto.

Legado

O disco mais recente de estúdio do Aerosmith é de 2004, “Honkin` on Bobo”, um apanhado de clássicos do blues. Dele entraram no repertório do show de sábado (29), no Parque Antártica, em São Paulo, apenas "Baby, Please Don`t Go", um cover de Big Joe Williams e "Stop Messin` Around", do Fleetwood Mac. Mas tem aquelas que todos sempre vão cantar junto e a cada introdução levam o público ao delírio como acontecem em “Love in the Elevator”, “Crazy”, “Jaded” e “Walk This Way”. Mas um dos melhores momentos do show - que remete a um dos melhores e mais emocionantes momentos do show de 2007 - só é possível por causa da participação da plateia. Em “What it takes” Steven Tyler cantou a primeira frase e deixa o restante por conta do público, que não decepcionou.

Joey Perry e Steven Tyler trocam elogios

“O maior cantor do mundo, Mr. Steven Tyler." Foi assim que Joey Perry apresentou Steven Tyler antes de deixar o palco. Tyler chamava o guitarrista de “Joey Fucking Perry” e pareciam se apoiar um no outro durante vários momentos e, um pouco mais do que na apresentação de abril de 2007 também em São Paulo, Perry teve mais momentos para brilhar solo. Cantou e até fez um duelo contra ele mesmo no Guitar Hero. “Toda semana alguém me para e diz que me venceu no jogo. Agora vocês vão me dizer quem é melhor, ele [seu avatar no game] ou o original."

Aerosmith
Cocked, locked, ready to rock tour
São Paulo
29 de maio de 2010

Setlist completo
"Eat The Rich"
"Back In The Saddle"
"Love In An Elevator"
"Falling in Love (Is Hard On the Knees)"
"Pink"
"Dream On"
"Livin` on the Edge"
"Jaded"
"Kings and Queens"
"Crazy"
"Cryin`"
"Lord Of The Thighs"
"Stop Messin` Around"
"What It Takes"
"Sweet Emotion"
"Baby, Please Don`t Go"
"Draw The Line"
Bis
"Walk This Way"
"Toys In The Attic
"

INSUBSTITUIVEL‏

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua
equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
"ninguém é insubstituível" .

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o
atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu
Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e
achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no
fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e
que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank
Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles?
Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?
etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que
sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim
insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado
para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e
começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no
brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/
deficiências' .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era
instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de
arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus
talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e
voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer
brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as
fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico,
que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas
baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria
perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios
seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem
mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras
moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou
menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão
Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso
Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza
ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso
fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco
que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e
outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com
muita paz de espírito. ..".

É bom para refletir e se valorizar!

Uma bom dia ... Insubstituível!

Príncipe Dom Pedro Luiz: Missa pelo aniversário de falecimento, no Rio de Janeiro, terça feira 1º de junho‏


Cumprimos o dever de informar aos monarquistas e amigos da Família Imperial que na próxima terça-feira, dia 1º de junho, será celebrada, no Rio de Janeiro, Missa pelo 1º aniversário de falecimento do muito querido e saudoso Príncipe D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, tragicamente desaparecido no acidente do vôo Rio-Paris da Air France.

Encomendada por seus Pais o Príncipe e a Princesa D. Antônio de Oleans e Bragança e seus Irmãos os Príncipes D. Rafael, D. Amélia e D. Maria Gabriela, a Missa será celebrada na Abadia de Nossa Senhora de Montserrat (Mosteiro de São Bento), à Rua D. Gerardo, 40/68, Centro, às 12 horas.

Aqueles a quem as circunstâncias imposibilitem o comparecimento desejarão por certo unir-se em oração a este ato de piedade e conforto.

Atenciosamente,
Pró Monarquia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aerosmith -


Aerosmith invade o Palestra Itália com legítimo rock’n’roll
Apesar dos rumores de separação, não é surpresa que a banda permaneça unida com formação original
28 de maio de 2010

O vocalista Steven Tyler ainda é a alma do Aerosmith. Foto: Sony BMG/Divulgação

Carol Pascoal - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A turnê ‘Cocked, Locked, Ready to Rock Tour’, do Aerosmith, não foi anunciada como uma série de apresentações de despedida, mas esta pode ser, quem sabe, a última oportunidade de assistir a um show da banda. Pelo menos, com a formação original.

O segundo semestre de 2009 não foi nada fácil para o quinteto. Desde que Steven Tyler caiu do palco em um show em agosto, nos EUA, só surgiram notícias negativas: parte da turnê foi cancelada, o guitarrista Joe Perry anunciou que o grupo estava atrás de outro vocalista e Tyler se internou (de novo) em uma clínica de reabilitação.

Apesar dos rumores de separação, não é surpresa que a banda permaneça unida. Afinal, mesmo sem lançar um disco de estúdio há seis anos, eles venderam mais de 500 mil cópias no ano passado. De quebra, ganharam um título próprio na linha de games ‘Guitar Hero’, com hits como ‘Sweet Emotion’, ‘Pink’ e ‘Walk This Way’, fazendo com que uma nova geração conhecesse sua carreira de mais de 40 anos.

Se, nos bastidores, as relações entre os integrantes são intermediadas por empresários e advogados - que cuidam da ‘grife’ Aerosmith -, todas as intrigas são deixadas de lado quando a banda se posiciona no palco. Ali, a prioridade continua sendo o rock’n’roll, e esse entrosamento pode ser conferido por novos e antigos fãs na turnê que passa neste sábado, 29, por São Paulo.

Aerosmith - Parque Antártica (38.213 lug.). R. Turiaçu, 1.840, Pompeia, 4003-0848. Quando: Sáb. (29), 21h30. Quanto: R$ 150/R$ 500

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,aerosmith-invade-o-palestra-italia-com-legitimo-rocknroll,557757,0.htm

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O IMPERIO PERSA

CAPACETE DE BATALHA PERSA
XERXES


SANTORO NO FILME: "300 DE ESPARTA" REPRESENTANDO XERXES


MOSAICO RETRATANDO COLUNA DO EXERCITO PERSA








CIRO O GRANDE





Os Persas

Os persas viviam onde hoje é o Irã. A partir do século VI a.C., iniciaram a conquista de um dos maiores impérios da Antiguidade. Em 1935, a Pérsia passou a se chamar Irã.

1. Localização:
Os persas formaram o maior império do Oriente Antigo, unificando vários povos do Crescente Fértil, suas fronteiras se estendiam do Mar Mediterrâneo até o Oceano Índico. Habitavam o planalto do Irã, situado a leste da Mesopotâmia, uma região semi-árida, com montanhas, ricas em minerais, desertos e poucos vales férteis, de clima seco, com grandes oscilações de temperatura Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. A partir do ano 2000 a.C., a região foi sendo ocupada por pastores e agricultores, vindos da Rússia, os quais se destacavam os medos, que se estabeleceram no norte, e os persas, no sul do planalto iraniano.

2. Origem do Império Persa:

A partir de 2000 a.C., a região foi ocupada por povos de pastores e agricultores, vindos do sul da atual Rússia, que invadiram o planalto. Os medos fixaram-se ao norte do planalto do Irã, enquanto os persas se estabeleceram na parte sudeste, próxima ao golfo Pérsico.

Os primeiros habitantes desse planalto dedicaram-se ao pastoreio e, nos vales férteis, desenvolveram o cultivo de cereais, frutas e hortaliças.

A região era também rica em recursos minerais, encontrados nas montanhas vizinhas: ferro, cobre, prata etc.
Os medos, desde o século VIII a.C., tinham estabelecido um exército forte e organizado, submetendo os persas a pagarem altos tributos. Isso durou até quando o príncipe persa Ciro, o Grande, liderou com sucesso uma rebelião contra os medos. Depois isso, Ciro foi aceito como o único imperador de todos os povos da planície iraniana.

Para obter riquezas e desenvolvimento, Ciro deu início ao expansionismo persa. Em poucos anos, o exército persa apoderou-se de uma imensa área. Seus sucessores Cambises e Dário I deram continuidade a essa política, ampliando as fronteiras do território persa, que abrangeu desde o Egito ao norte da Grécia até o vale do rio Indo.

Naturalmente, ocorriam diversas rebeliões separatistas promovidas pelos povos dominados. Para garantir a unidade do território e de seu poder, Dário I dividiu o Império persa em várias províncias, denominadas satrapias, nomeando os sátrapas, que eram altos funcionários, para poder administrar cada satrapia


3. Formação:

No século VIII a.C., os medos possuíam um reino com exército organizado, que dominava povos iranianos e persas, obrigando-os a pagar impostos.

Em 550 a.C. (séc. VI a.C.), Ciro, do clã persa dos aquemênidas, liderou uma rebelião contra os medos, vitorioso, reuniu sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano. A partir daí, começou a formação do Império Persa. Ciro conduziu a Pérsia à expansão, conquistando várias regiões, solucionando o problema do aumento da população e da pequena produção agrícola na região.


Fundador do Império Persa, Ciro, o Grande, após vencer os medos e reunir sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano, conquistou os reinos da Lídia e as cidades gregas da Ásia Menor. Em 539 a.C., conquistou a Mesopotâmia. Por sua ordem, nesse mesmo ano, os judeus retornaram à Palestina, terminando assim o cativeiro da Babilônia. Ciro incorporou ao império toda a Mesopotâmia, a Fenícia e a Palestina.


Ciro morreu em combate, em 529 a.C., e foi sucedido pelo filho, Cambises, que com um grande exército conquistou o Egito, em 525 a.C., na batalha de Pelusa. Ao voltar para a Pérsia, Cambises morreu assassinado em uma revolta interna. Foi sucedido por Dario I (521-486 a .C.).

4. Administração:

O sistema administrativo persa foi um dos mais eficientes da Antiguidade Oriental. O Império Persa era governado por uma monarquia absoluta teocrática. Possuía quatro capitais: Susa, Persépolis, Babilônia e Ecbátana.

Dario I enfrentou diversas rebeliões dos povos dominados. A fim de combater as rebeliões, Dario I dividiu o Império Persa em 20 províncias denominadas Satrápias, e nomeou sátrapas, altos funcionários reais, para administrá-las. Com a intenção de não dar poderes absolutos aos sátrapas, nomeou para cada província um general e um secretário subordinados diretamente ao sátrapa.

O sátrapa era responsável pela arrecadação dos impostos em seu território. Uma parte dos tributos ele usava para manter a administração e o exército, a outra, ele enviava para o rei.

Para evitar traições, Dario I, enviava fiscais reais às Satrápias, conhecidos como “os olhos e os ouvidos do rei”, para fiscalizá-los. Para garantir o controle do império, o rei possuía um poderoso exército e mandou construir uma rede de estradas ligando os grandes centros, que lhe permitiram mandar seus funcionários ou o exército de um extremo ao outro com relativa facilidade. A mais famosa era estrada real, que ia de Susa até Sardes, na Ásia Menor, com uma extensão de 2500 quilômetros.

Ele organizou um eficiente sistema de correios e instituiu uma moeda, o dárico, cunhada em prata ou ouro, para facilitar as atividades comerciais.

O rei dos persas não era considerado um deus, mas apenas um representante de Deus diante dos homens. Cuidava da administração do país, a partir de grandes capitais como Pasárgada, Babilônia e Susa, deslocando-se muito pouco através do império.

Com o tempo a metrópole tornou-se parasitária, vivendo fundamentalmente dos tributos cobrados dos povos conquistados. Estes tributos permitiram grandes construções em Persépolis, nova capital do império, e contribuíram para o fortalecimento econômico e político da burocracia persa, ao mesmo tempo em que arruinaram a economia das regiões conquistadas.

Apesar dos conquistadores persas respeitarem os usos e costumes das regiões conquistadas, era constante as rebeliões das populações subjugadas contra a dominação persa. Isto é facilmente explicável: era o excedente econômico, produzido por estas populações, que financiava as grandes construções e a expansão militar persa. Com o aumento das guerras de conquista, aumentavam constantemente os tributos cobrados pela metrópole.

Como no Egito, a agricultura (base de sua economia) dependia das cheias dos rios Tigre e Eufrates. O controle econômico era exercido pelo Estado, conforme os padrões do “modo de produção asiático”. Plantava-se a cevada, o trigo e o centeio.

5. Declínio:

O governo de Dario I não só marcou o apogeu do império (período compreendido entre o final do século VI a.C. e o início do século V a.C), mas também o início de sua decadência. O grande objetivo de Dario I era conquistar a Grécia; mas, em 490 a.C., foi derrotado pelas cidades gregas sob o comando de Atenas.

Xerxes, filho de Dario que o sucedeu no poder, também foi derrotado pelos gregos. Em 330 a.C., o Império Persa caiu sob o domínio de Alexandre, da Macedônia.

Com dificuldades de manutenção do poder interno, a Pérsia enfraqueceu-se, sendo alvo de vários golpes políticos. Alexandre, o Grande, da Macedônia, conquista a Pérsia em 330 a.C.

Por volta do século VIII a.C., iniciou-se a expansão grega pelas costas e ilhas do mar Egeu, pelo mar Negro, pelas costas da Ásia Menor. Nos fins do século VI a.C., o Império Persa, que havia se expandido pela Ásia Menor, havia conquistado as colônias gregas desta região. Com o enfraquecimento do Império Persa, motivado pelas rebeliões internas e pela derrota dos persas na Frigia, estas colônias gregas se revoltaram. Isto levou às guerras Médicas onde os persas foram derrotados pelos gregos. Começou aí a retração do Império Persa, que acabou sendo conquistado pelos gregos em 330 a.C.

Apesar de manter um exército superequipado, os persas tiveram grande dificuldade em administrar os vastos territórios conquistados. Em consequência, o império persa chegou ao fim em 331 a.C. quando Alexandre Magno derrotou Dario III na Batalha de Arbelas.

Mais tarde, depois da dominação macedônica, os persas caíram sob o jugo romano, só ressurgindo de forma independente no século III d. C. No século VII, o Império Persa acabou conquistado pelos árabes, incorporando traços de sua cultura, como a religião islâmica.

6. Economia e sociedade:
Baseava-se na agropecuária, com irrigação pela água das montanhas, na criação de gado e na exploração de minérios. A moeda era o dárico, cunhada em ouro, que estimulou o comércio e consequentemente o artesanato.

Com a formação do império, o comércio passou a ser uma atividade importante, dando origem a uma camada de ricos comerciantes. Por ele passavam rotas de caravanas comerciais ligando a Índia e a China ao mar Mediterrâneo. O comércio impulsionou a indústria de tecidos de luxo, jóias, mosaicos e tapetes de rara beleza.

A sociedade persa era dividida em rígidas camadas sociais. No topo da sociedade estava o rei, abaixo do rei estavam os aristocratas (sacerdotes, nobreza e os grandes comerciantes). Depois, a camada média da população (pequenos comerciantes, artesãos e soldados).

Os camponeses, considerados homens livres, formavam outra classe social. Estes viviam miseravelmente, muito explorados eram obrigados a entregar quase tudo o que produziam para os donos das terras. Eram obrigados também a prestar serviços na construção de palácios e de obras públicas (canais de irrigação, estradas, etc.). Por último, vinham os escravos, aprisionados nas conquistas militares, formavam um grupo numeroso, que executavam os trabalhos mais pesados na construção de palácios e obras públicas.


7. Religião:
O profeta Zoroastro ou Zaratustra criou uma religião dualista, que afirmava ser o universo dividido entre um deus mau, Arimã; e um deus bom, Ormuz, que lutam até a vitória final do bem. Zoroastro viveu entre 628 e 551 a. C. Seus princípios estão contidos no livro sagrado denominado Zend-Avesta.

Os persas aceitavam a existência de duas divindades opostas, que estavam sempre em luta: Aura-Mazda (o Bem) era o deus da luz e criador das coisas boas da Terra e Arimã (o Mal) era o responsável pelas doenças e pelas desgraças do mundo, sendo o deus das trevas.

A vitória final seria de Aura-Mazda, que lançaria Arimã num precipício. Acreditavam também na imortalidade da alma, na ressurreição dos mortos e no juízo final.

Na Pérsia não existiam templos ou cultos. Zoroastro acabou com as crenças nos antigos ídolos ao demonstrar que a verdade e a pureza eram expressões do próprio culto.

Muita característica do zoroastrismo influenciou outras religiões, como o cristianismo e o judaísmo. Algumas virtudes recomendadas pelo zoroastrismo, como o cumprimento às obrigações de trabalho, obediência aos governantes, criação de muitos filhos e cultivo da terra, serviam também para convencer a camada mais inferior da sociedade persa a não se revoltar contra a situação de exploração a que vivia submetida. Essa concepção religiosa acabou por se transformar em importante fator de controle político e social por parte dos reis e da aristocracia persa.

8. Cultura:
As criações artísticas e intelectuais sofreram influência das culturas dos povos vizinhos. Os persas optaram a princípio pela escrita cuneiforme, inventada pelos sumérios, que depois foi substituída por uma escrita alfabética. Adotaram o uso de moeda (o dárico), visando ao desenvolvimento do comércio.

Na arquitetura, os persas usaram como modelo as construções babilônicas e egípcias, embora os grandes monumentos persas não fossem templos – como no Egito e na Mesopotâmia – e sim palácios reais.

A grande herança cultural deixada pelos persas foi a religião, diferente de todas as outras existentes no Oriente Próximo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

DESSA VEZ FOI VERDADE O DIO MORREU






O ícone do heavy metal

Ronnie James Dio, morreu na manhã deste domingo (16), em decorrência de um câncer de estômago. O roqueiro ganhou fama como vocalista das bandas Rainbow, Black Sabbath e Heaven & Hell, além de ter feito uma bem-sucedida carreira solo.
A informação foi divulgada pela mulher do cantor, Wendy, em seu site oficial. "Hoje meu coração está partido, Ronnie se foi às 7h45", publicou ela, que também pediu privacidade para lidar com a perda. A notícia do câncer do músico foi divulgada em novembro de 2009, ainda em estágio inicial. O cantor havia diminuído a agenda de shows para cuidar melhor da doença.

"Ronnie sabia o quanto era amado por todos. Nós agradecemos muito o amor e o apoio que todos tem dado para nós. Por favor, nos dê alguns dias de privacidade para lidar com esta perda terrível", escreveu. "Ele amava a todos e sua música viverá para sempre", publicou no final do comunicado.

Dio, cujo nome de batismo é Ronald James Padavona, nasceu em Portsmouth, New Hampshire. Ele começou a carreira tocando em bandas de rockabilly durante os anos 1950.

O cantor ganhou notoriedade nos anos 1970, quando Ritchie Blackmore, guitarrista do grupo inglês Deep Purple, contratou Dio para ser o vocalista de sua nova banda, o Rainbow.

Em 1979, quando Ozzy Osborne foi expulso do Black Sabbath, Dio o substituiu e ao lado da banda gravou os discos Heaven and Hell (1980), Mob Rules (1981) e Live Evil (1983). Deixou o grupo para seguir carreira solo, mas voltou em 1983, quando lançou Dehumanizer (1992).

Dio também é o criador do chifrinho feitos com os dedos, usado até hoje por fãs de diferentes gêneros de rock, sobretudo entre os headbangers.

O último álbum de estúdio com o cantor foi The Devil You Know, lançado em abril de 2009. Meses depois, em novembro, ele veio ao Brasil para divulgar o álbum, gravado com a banda Heaven & Hell, que reúne seus ex-companheiros de Black Sabbath, o guitarrista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e baterista Vinnie Appice






Na manhã da última segunda-feira (17),
o site oficial de Ronnie James Dio informava a morte do cantor em uma mensagem assinada por sua esposa Wendy Dio. "Hoje meu coração está partido.
Ronnie morreu às 7h45 do dia 16 de maio",
anunciava ela aos fãs.

A causa oficial de sua morte ainda não foi revelada, mas desde novembro do ano passado o cantor anunciou que sofria de um câncer no estômago. No início deste mês, o grupo Heaven and Hell anunciou o cancelamento da turnê da banda que começaria em junho.
Desde então, Dio estava sendo submetido a um intensivo tratamento de quimioterapia, e entrava já em sua sétima sessão. O cantor estava com 67 anos.

Tendo se tornado uma das mais populares personalidades da primeira geração do heavy metal, na década de 1970, Dio começou cedo na carreira musical ainda aos 15 anos, como guitarrista e vocalista de sua primeira banda The Red Caps, fundada em 1957. Uma década mais tarde, ele tocava já com uma importante banda, The Electric Verve, que mais tarde mudaria seu nome para Elf.

Em 1972, Elf faria diversas participações em shows do Deep Purple, e Dio acabaria convidado por Roger Glover, baixista da banda, a participar de seu projeto pessoal, "Butterfly Ball and The Grasshopper's Feast", que é gravado em 1974. Uma gravação em ópera rock de clássicos da literatura infantil.

Um ano mais tarde, Ritchie Blackmore guitarrista fundador do Deep Purple, junta-se a Dio para formarem a popular Rainbow. Seria ali que James Dio ganharia cada vez mais notoriedade, através de sucessos como "Rainbow In The Dark," "The Last In Line" e "Holy Diver".

Em 1980, Dio seria convidado a substituir o cantor Ozzy Osbourne, que havia se desligado do Black Sabbath. A saída de Osbourne, que havia sido até então a grande personalidade carismática do grupo colocava em risco a existência do grupo. Foi com muita cautela que elegeram o novo vocalista, apostando o destino do Sabbath em James Dio.

O vocalista, por sua vez, mostrando grande talento e presença de espírito, conseguiu não apenas sustentar a carreira da banda pelos três anos seguintes, mas também foi responsável por dar uma nova personalidade a ela, tornando-a agressiva como nunca antes.

O primeiro álbum que grava com o grupo, "Heaven And Hell" é um imenso sucesso entre o público da banda, com músicas essenciais à discografia do Sabbath, como "Neon Knights", "Heaven and Hell" e "Die Young".

O segundo, "Mob Rules", gravado em 1981 tornou-se também outro clássico do Sabbath, consolidando o novo estilo do grupo sem Osbourne. Dio ainda gravaria um terceiro disco com a banda, em 1982, era "Live Evil".

Depois disso, James Dio afastou-se para um projeto solo, formando uma banda com seu próprio nome, "Dio", lançando o disco "Holy Diver".

Menos bem sucedido que em sua carreira no Sabbath, ele voltaria a se reunir com seus integrantes em 1992 para gravar o disco "Dehumanizer".

O grupo ainda voltaria a tocar junto em 2007 para a turnê “Black Sabbath - The Dio Years”, relembrando os três anos em que o vocalista permaneceu à frente do grupo.

No ano passado, graças a brigas por direitos autorais, os integrantes do Sabbath perderam o direito de utilizarem o nome, rebatizando-o então como Heaven and Hell, em homenagem ao disco de estréia de Dio na banda.

O grupo estava em atividades até o começo deste ano, quando o agravamento do câncer de Dio obrigou a banda a suspender suas atividade
s.

Cartoon é coisa antiga !!! século XIX !!!! Na França !!!

HISTÓRIA

Pessoal, meu eterno interesse em cultura, perpassa por todas as sua variáveis e esta questão das origens dos cartoons me despertou uma curiosidade especial. Motivada pelo Salão de Humor de Limeira.
Pois, bem, vejam em minhas pesquisas, que encontrei este site angolano especialista no assunto e que desencava a historicidade sobre o tema, mesmo que em português de Portugal.
Veja , acesse, e confira!!!
Para que não restem mais dúvidas, afinal de especuladores o inferno esta repleto" ehehe ouvi dizer...

Aqueles que pensam que a Banda desenhada e o Cartoon são formas de arte recentes, ou que, no melhor dos casos, remontam ao princípio do século XX, estão enganados. A coisa veio sendo cozinhada desde há séculos , e no século 18, lá para 1820, a banda desenhada foi tomando forma e personalidade próprias.

Nesta labuta, constam os nomes de um suíço, de um alemão e de vários franceses. Isso ainda em mil oitocentos e tal.
Mas foram os kaméricas (sempre eles!) que, em finais do sec. XIX (em 1895) deram o retoque final naquilo que lá no país deles ficaria para sempre conhecido como “comics”.
Na Europa franco-belga chamaram-lhe Bande Dessinée (BD) e os portugueses adaptaram a expressão francesa para Banda Desenhada.
Resta a expressão algo redutora Histórias em quadradinhos.
Os brasileiros, entretanto, trataram de transformar os quadradinhos em quadrinhos (o que não melhorou grande coisa) e assim apelidaram-na de Histórias em Quadrinhos.
Entretanto, quando a Banda Desenhada começou a ser apreciada e considerada como objecto de estudo, surgiu o pomposo nome de Literatura de Expressão Gráfica. Fino, não?

Mas eu aqui, avilos e avilas, Mankiko – o imbumbável, o próprio, não me meto nessa maka! Até porque não moro neste bairro. Os especialistas que se entendam.

Acompanhemos então a história, por agora até 1929.

A PRÉ-HISTÓRIA (1820 a 1892)


Fonte:
http://www.netangola.com/mankiko/historia_da_bd.htm




MUSEU




Cartoons, Histórias, Artigos, Livros, Revistas...
Aqui você encontrará material de BD que nunca pensou ver antes.

Escolha abaixo a categoria que pretende ver, e terá acesso a todo o material divulgado e guardado em nosso banco de dados sobre banda desenhada Nacional e Internacional.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

DVD relembra o primeiro Salão de Humor do Brasil




DVD relembra o primeiro Salão de Humor do Brasil


Por Marcelo Naranjo (15/05/07)


Em plena época da ditadura militar, foi realizado, em São Paulo, o primeiro Salão de Humor de nosso país.

Idealizado por Fernando Coelho dos Santos, o 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, inaugurado em 1973, ganhará um DVD que relembra sua história.

Entre os parceiros e colaboradores daquele evento, estiveram nomes como Zélio Alves Pinto e o pessoal do Pasquim, um dos jornais mais famosos daquele período.

A boa nova é que Fernando Coelho preparou uma verdadeira "viagem no túnel do tempo", na forma de um documentário que relembra como foi essa primeira edição do evento.

O DVD, com 15 minutos de duração, tem direção, textos e reportagem de Marcelo Dias e imagens de Antônio Pimentel, Gustavo Borges e Ivan Marchini, e é uma realização da TV Mackenzie. A obra será distribuída somente para pessoas convidadas num coquetel que será realizado no Jeremias, o Bar (São Paulo/SP), neste mês de maio.

Fernando informou ao Universo HQ que o DVD não estará à venda, mas que o filme passou recentemente na TV Universitária, e que, além de ter chances de entrar na programação da TV Cultura e da TV Futura, pode ser exibido em eventos da área, desde que não haja cobrança de ingresso. Outra possibilidade é que o documentário seja incluído em sites específicos, desde que com autorização da TV Mackenzie.

Outro ponto interessante foi a escolha do local para a exposição, na época. Devido ao trauma de 1968, da briga generalizada que ocorreu entre o pessoal do Mackenzie com o pessoal de Filosofia da USP, acabaram optando fazer o evento fora do Mackenzie, e ele ocorreu no Museu Lasar Segall (São Paulo), em outubro de 1973, e no Museu da Arte Moderna (Rio de Janeiro), em dezembro do mesmo ano.

Fernando destacou, entre os pontos positivos de ter sido responsável por essa iniciativa, "uma alegria enorme em poder realizar um feito que beneficiou a cultura e os artistas brasileiros; uma prova de que os estudantes podem ousar e a recompensa de ver meu trabalho reconhecido e registrado nos anais".

A partir da primeira edição do Salão Mackenzie, jovens jornalistas de Piracicaba pediram a ajuda de Zélio e do Pasquim para realizar o já tradicional Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Frutos posteriores surgiram com o passar dos anos - o Salão Internacional de Humor do Piauí, o Salão de Humor de Volta Redonda, o Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Pernambuco, o Salão Carioca de Humor e o Salão de Imprensa de Porto Alegre.

Outros eventos contemplando a temática foram aparecendo por todos os cantos do país, destacando-se os de Foz do Iguaçu, Caratinga, Bahia, Brasília e Minas Gerais.

Finalizando, Fernando comentou que o lançamento do DVD representa "o registro do evento pioneiro que deu sustentação ao aparecimento de outros. Com a sua veiculação nos eventos de desenho de humor e de quadrinhos brasileiros e, eventualmente, internacionais, ampliará o conhecimento da nossa longa história de realização nesta área, o que, acredito, servirá de apoio aos nossos artistas".

"Também é um registro do que pode ser feito, mesmo com dificuldades, sem medo de ser feliz. E cabe um comentário, feito pelo pelo Gualberto (Costa, um dos criadores do Troféu HQ Mix): o desenho do Salão Mackenzie até hoje é utilizado. Inclusive foi copiado por salões internacionais. Um dos detalhes: os trabalhos até hoje medem 30x40!", concluiu.

A celebração, que ocorrerá neste mês de maio, tem como objetivo reunir pessoas que contribuíram para a realização deste sonho, bem como disseminar para a sociedade a cultura dos quadrinhos e do humor, que conta com grandes nomes saídos desses eventos.

Entre eles, figuram cartunistas que hoje atuam na grande imprensa, tais como Laerte, Paulo e Chico Caruso, Angelí, Luscar, Glauco, Lailson, Dálcio Machado, Pelicano, Jean, Spacca e muitos outros

Rolling Stones no topo da parada inglesa



Rolling Stones assumem topo da parada inglesa pela 1ª vez desde 94

Portal Terra

24/05/2010

LONDRES :

A versão remasterizada de Exile On Main Street, do Rolling Stones, que assumiu o topo da parada britânica em 1972 no seu lançamento original, repetiu o feito nesta semana, no Reino Unido. Este é o primeiro disco da banda de Mick Jagger e Keith Richards que atinge o lugar mais alto da lista desde Voodoo Lounge, de 1994.

O "lançamento" dos veteranos superou outras estreias da semana, como The Dance, de Faithless, e The Defamation of Strickland Banks, do Plan B.

Já entre os singles, Nothin On You, de B.o.B., ficou com o lugar mais alto da parada, enquanto canções de Jason Derulo e Roll Deep completaram o pódio.

Confira a parada:

Álbuns

1. The Rolling Stones - 'Exile On Main St'

2. Faithless - 'The Dance'

3. Plan B - 'The Defamation Of Strickland Banks'

4. The Baseballs - 'Strike 5'

5. Lady Gaga - 'The Fame'

6. Keane - 'Night Train'

7. LCD Soundsystem - 'This Is Happening'

8. Alicia Keys - 'The Element Of Freedom'

9. AC/DC - 'Iron Man 2 OST'

10. Florence and The Machine - 'Lungs'

Singles

1. B.o.B - 'Nothin' On You' (feat. Bruno Mars)

2. Jason Derulo - 'Ridin' Solo'

3. Roll Deep - 'Good Times'

4. Alexandra Burke - 'All Night Long' (feat. Pitbull)

5. Edward Maya - 'Stereo Love' (feat. Vika Jigulina)

6. Usher - 'OMG' (feat. Will I Am)

7. Aggro Santos - 'Candy' (feat. Kimberly Wyatt)

8. Plan B - 'She Said'

9. Fyfe Dangerfield - 'She's Always A Woman'

10. Leeds United Team & Supporters - 'Leeds Leeds Leeds (Marching On Together)'

REPASSANDO Exile On Main St, Rolling Stones

segunda-feira, 24 de Maio de 2010 12:20

«Exile On Main St.», Rolling Stones»
Davide Pinheiro

Um dos capítulos mais importantes na história do rock conhece uma reedição revista e aumentada absolutamente imperdível.
Na história do rock`n`roll, «Exile On Main St.» é uma das poucas verdades absolutas. O álbum que os Rolling Stones gravaram em 1972 em plena febre de drogas e mulheres continua a ser um manual de referência; uma bíblia de comportamento que extravasa as fronteiras da música e que influenciou gerações e gerações vindouras.

Ora isto é o B-A BA que qualquer enciclopédia se encarregará de confirmar mas se tantas vezes se disse que o rock havia morrido (tese que deve ser contextualizada à luz da paixão que a música produzida por guitarras desperta e relativizada para «o rock não evoluiu»), uma das razões foi este «Exile On Main St.», uma experiência contagiante obtida a partir de um corpo imperfeito de canções.

O que é que torna esta reedição absolutamente imperdível? Mais do que a dezena de inéditos - e mesmo assim, vale a pena descobrir o material que então ficou fora da convocatória dos Stones - o processo de remasterização é suficientemente inteligente para melhorar a qualidade do som sem retirar calor a uma produção rugosa mas naturalista.

O êxito surpreendente de «Exile On Main St.» - foram apenas editados dois singles, «Tumbling Dice» e «Happy», sem grande notoriedade - é-o menos agora, talvez pela distância. As pistas que os Rolling Stones deixaram foram seguidas por outros - dos Primal Scream aos White Stripes - mas o rock nunca mais voltou a soar tão verdadeiro. Nem mesmo o dos próprios.

Rolling Stones
«Exile On Main St.»
Polydor/Universal

davidevasconcelos@gmail.com


Àfrica - continuação


O continente africano possui uma das maiores diversidades culturais do planeta.
Na chamada África Branca, ao norte, predominam os povos caucasóides e semitas e na chamada África Negra, ao sul do Deserto do Saara, encontram-se os povos pigmeus, bosquímanos, hotentotes, sudaneses e os bantos. Esta diversidade por sua vez, se reflete nas mais de mil línguas diferentes que existem no continente africano, sem contar os inúmeros dialetos. Em algumas regiões inclusive, fala-se o português com algumas influências locais, como Moçambique e Angola.
O terceiro maior continente da terra, situado entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio, possui baixa densidade demográfica como conseqüência das características de seu território.
Com uma extensão de cerca de 30 milhões de km² e mais de 800 milhões de habitantes em 54 países, a África é freqüentemente dividida em cinco regiões de acordo com características geográficas e demográficas: a África Oriental, África Ocidental, África Setentrional, África Central e África Meridional.
Ao norte o continente é delimitado pelo Mar Mediterrâneo, na costa ocidental encontra-se o Oceano Atlântico, na costa oriental o Oceano Índico e o Istmo de Suez que a liga com a Ásia e, ao sul com os Oceanos Atlântico e Índico sendo cercada pelas ilhas de Madagascar, Reunião, Maurício, Cabo Verde, Seychelles, Canárias e Madeira.
Em torno de 20 países do continente africano a população sofre de subnutrição crônica. Com um PIB (Produto Interno Bruto) de 1% do total mundial, é na África Subsaariana onde se encontram os países considerados os mais pobres do mundo e os maiores índices de desnutrição e propagação de epidemias.
Característica que se ameniza em regiões como a África do Sul e ao norte na Líbia, Argélia e Nigéria. O que acentua ainda mais as discrepâncias do continente.
O clima é equatorial ou tropical na maior parte do país, exceto no extremo norte e extremo sul onde é temperado.
O deserto do Saara, ao norte, é uma das regiões mais áridas do planeta e ocupa um terço do território africano. Em contraste, na bacia do Rio Nilo (o maior do mundo, em extensão) se encontram as regiões mais férteis do planeta, onde surgiu a civilização egípcia (Egito Antigo).
O Kilimanjaro é o ponto mais alto da África com 5.895m
A vegetação africana constitui-se basicamente de savanas e florestas equatoriais onde se encontra uma grande variedade faunística.
Nas savanas encontram-se os leões, girafas, leopardos e hienas, entre outros animais. E nas florestas equatoriais encontram-se principalmente símios, aves, anfíbios e répteis.
A principal ameaça para esses ecossistemas já foi a caça predatória praticada pelos colonizadores, principalmente nas savanas. Mas, atualmente o maior problema encontrado é o processo de desertificação provocado pelo desmatamento nas florestas equatoriais.
Nas savanas esse processo é ainda mais grave por causa das condições climáticas propícias ao processo de desertificação, como baixa densidade pluviométrica e solo frágil.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Africa

Considerada o berço da humanidade - teses indicam que a espécie humana tenha surgido no continente africano há 1,8 milhões de anos ( Homo rudolfensis) - a Àfrica en sua história recente vive inumeros conflitos politicos e uma grave crise social e economica.




























































































terça-feira, 4 de maio de 2010

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL BRASILEIRO

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL

A partir do século XVIII, a América Colonial passa a conhecer movimentos que reivindicam a separação política em relação à metrópole. Vários foram os fatores que conduziram a esta situação, entre eles houve o chamado desenvolvimento interno da colônia. Vamos iniciar o estudo da crise do sistema colonial observando este aspecto.
O desenvolvimento interno do Brasil colônia pode ser constatado pela expansão territorial e pelo desenvolvimento do sentimento nativista, que passou a expressar a repulsa dos colonos com o absolutismo metropolitano.
A expansão territorialDurante o século XVI, a colonização portuguesa no Brasil limitava-­se ao litoral brasileiro, região onde se concentrava os engenhos para a produção do açúcar, e onde se realizava a extração do pau-brasil.No século XVII tem início o processo de expansão territorial, ou seja, a interiorização da colonização. Contribuíram para este processo a pecuária, o bandeirantismo, a União Ibérica, as missões jesuíticas e a mineração.

PECUÁRIA
Atividade econômica inicialmente ligada à atividade açucareira, o gado expandiu-se em direção ao sertão nordestino- dada a necessidade de pastagens. Deve-se recordar que a pecuária era uma atividade complementar e essencial por ser fonte de alimentação, força motriz, meio de transporte. O gado também era usado para a confecção de calçados, roupas, móveis e outros utensílios. A pecuária efetiva a ocupação do Vale do rio São Francisco - o rio dos currais - e o sertão nordestino.
Com a descoberta do ouro, a região de Minas Gerais passa a conhecer a criação de gado, para abastecer a enorme concentração populacional.Na parte sul da colônia, o Rio Grande do Sul, tem a pecuária desenvolvida, tendo como principal mercado a região mineradora.A mão-de-obra da pecuária, como já dissemos, era predominante livre -a figura do vaqueiro e do tropeiro. No entanto, na região das minas os rebanhos não eram criados de foram extensiva, ou seja, soltos nos pastos. Nesta região o gado vivia cercado, sendo utilizada a mão-­de-obra escrava.Desta forma, a pecuária favoreceu a ocupação do interior brasileiro e foi uma importante atividade de integração econômica, ao interligar as diversas regiões.
OS BANDEIRANTES
Fenômeno vinculado a região de São Vicente, onde, diferentemente das áreas coloniais nordestina, praticava-se uma economia de subsistência. São Vicente era uma área de muita miséria e pobreza.A expansão dos bandeirantes foi motivada pela necessidade de procurar riquezas no interior, tais como metais preciosos e mão-de-obra indígena.A partir de São Vicente, os colonos iniciam a ocupação do interior do planalto paulista, sendo esta ocupação marcada pela predominância de atividades econômicas de subsistência.A expansão patrocinada pelos bandeirantes pode ser observada nos chamados "ciclos".
O ciclo de apresamento indígenaEm virtude da pobreza na região e dado o alto preço do escravo africano, foram organizadas expedições para obtenção de mão-de-obra escrava indígena, visando atender as necessidades da pequena lavoura paulista e também vendê-la para regiões próximas. Com a ocupação dos holandeses no nordeste brasileiro, a prática de apresamento indígena aumenta. Isto em virtude da ocupação da região fornecedora de negros-Angola -pelos mesmos holandeses. A dificuldade de se conseguir mão-de-obra africana, leva os grandes proprietários da Bahia a optar pela mão-de-obra escrava indígena.Após o fim do domínio espanhol, o tráfico negreiro com a África é normalizado e a atividade de apresamento entra em decadência.Ao longo deste ciclo, houve um intenso choque do bandeirantes com os jesuítas, que tinham por missão a catequização indígena. Os bandeirantes tinham por alvos preferenciais as missões jesuíticas. O bandeirante Manuel Preto foi o responsável pela destruição das missões jesuíticas de Guairá, onde 60.000 indígenas foram aprisionados.
O ciclo do ouroAs expedições destinadas à procura de metais preciosos tinham apoio da metrópole, principalmente após o declínio da atividade açucareira nordestina. A expansão bandeirante desta etapa resultou na descoberta de ouro na região de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.Antônio Rodrigues de Arzão, em 1693, encontrou ouro em Catagüases ( Minas Gerais ), Antônio Dias de Oliveira, em 1698 descobriu ouro em Vila Rica e em 1700, Borba Gato encontrou ouro em Sabará. Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro em Cuiabá, no ano de 1719 e Bartolomeu Bueno Filho achou em Goiás, em 1722.
O ciclo do sertanismo de contratoBandeirantes eram contratados para recapturar negros foragidos e que viviam em Quilombos. Destaque para a expedição do bandeirante Domingos Jorge Velho, que destruiu o Quilombo de Palmares.As bandeiras contribuíram, de forma significativa, para a ocupação e povoamento do interior do Brasil. Porém, foram responsáveis pela dizimação de muitos grupos indígenas.

A UNIÃO IBÉRICA (1580/1640)
A União Ibérica favoreceu o processo de expansão territorial em virtude do fim do Tratado de Tordesilhas e pela necessidade de expulsão de estrangeiros que invadiram o Brasil durante este período. A Espanha sustentava longas guerras contra a Inglaterra, a França e a Holanda.
A presença inglesaA Inglaterra não reconhecia o Tratado de Tordesilhas, ocorrendo longas batalhas contra a Espanha, às quais resultaram na destruição da Invencível armada espanhola. Com o domínio espanhol sobre Portugal e as proibições, por parte dos reis espanhóis, a qualquer comércio que não fosse ibérico, os ingleses iniciaram uma série de ataques ao Brasil. O porto de Santos foi saqueado duas vezes, como também Salvador e Recife.
A presença francesaOs franceses já haviam tentado uma ocupação no Brasil, 1555 e a fundação da França Antártica, no Rio de Janeiro. Porém, a presença de franceses era uma constante, desde o período pré-colonial. Estes procuravam se fixar no litoral brasileiro, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.Foi contudo no Maranhão, que os franceses procuraram fundar uma colônia - a chamada França Equinocial. Em 1612 foi enviada uma expedição, chefiada por Daniel de La Touche, que fundou o forte de São Luís. As autoridades portugueses organizaram expedições militares para a expulsão dos franceses, comandadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre Moura.
A presença HolandesaPortugal e Holanda serem foram bons parceiros comerciais, desde a Baixa Idade Média. Os holandeses tiveram um enorme papel na montagem do engenho colonial no Brasil, realizavam o financiamento e participavam do transporte, do refino e da distribuição do açúcar brasileiro na Europa.
Com a União Ibérica, estas relações sofreram profundas alterações.Em 1568, os holandeses ( também conhecidos por flamengos), iniciaram uma guerra contra a intervenção da Espanha. Em 1581 surge as Províncias Unidas dos Países Baixos.Por conta disto, Filipe II proíbe que as colônias ibéricas mantivessem comércio com os flamengos. Em virtude dos enormes lucros holandeses na economia açucareira, no ano de 1621 foi fundada a Companhia das Índias Ocidentais, com o objetivo de ocupar as regiões produtoras de açúcar no Brasil.A primeira tentativa de ocupação deu-se no ano de 1624, na Bahia- um grande centro produtor de açúcar - Em 1625 os holandeses eram derrotados e expulsos da Bahia, episódio conhecido como Jornada dos Vassalos.No entanto, no ano de 1630 ocorreu uma Segunda invasão, desta vez em Pernambuco, e os holandeses não encontraram resistência. O governador de Pernambuco, Matias de Albuquerque organizou uma resistência, destacando-se o Arraial do Bom Jesus. Esse movimento, baseado na tática de guerrilha, foi desfeito, graças a ajuda de Domingos Fernandes Calabar, que denunciou aos holandeses a localização do principal núcleo de resistência.Os holandeses ficam no Brasil até o ano de 1654, e realizaram uma extensão territorial, conquistando o Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e parte do Ceará- foi o chamado Brasil holandês.Este Brasil holandês será governado por Maurício de Nassau, que permanece no cargo entre 1637 e 1644. Neste período foi normalizada a produção açucareira- mediante uma política de concessão de empréstimos. Visando suprir a região com mão-de-obra, foram conquistadas praças fornecedoras de escravos, tais como Angola e São Tomé.Nassau destacou-se por urbanizar a cidade de Recife, pela construção de um observatório astronômico, teatros e palácios. Sob seu governo foram realizados estudos sobre a fauna e flora tropicais, destacando-se os nomes de Frans Post, Albert Eckhout e William Piso, que escreveu um tratado sobre medicina brasileira.Os holandeses permitiram a liberdade de culto, para evitar conflito com os portugueses e os colonos brasileiros.Em 1640, inicia-se em Portugal um movimento contra o domínio espanhol, a chamada Restauração. Os portugueses recebem apoio dos holandeses, sendo por isto assinado um acordo, a Trégua dos Dez Anos (1641). Desta forma, os holandeses continuavam seu domínio sobre o Brasil.As despesas com as guerras, levaram a Companhia das Índias Ocidentais a adotar uma política financeira mais rigorosa em relação ao Brasil holandês, iniciando a cobranças dos empréstimos feitos ao senhores. Maurício de Nassau, não concordando com a nova política foi demitido em 1644, e as relações entre os holandeses e a população ficaram tensas, iniciando o movimento pela expulsão dos holandeses, conhecido como Insurreição Pernambucana (1645/1654).A expulsão dos holandeses do Brasil vai acarretar uma séria crise na economia colonial. Os holandeses irão implantar a empresa açucareira em suas colônias das Antilhas. A concorrência faz com que o Brasil perca a supremacia na produção do açúcar.

AS MISSÕES JESUÍTICAS
Os jesuítas estavam no Brasil para, entre outras coisas, catequizar os indígenas. Isto dava nas chamadas missões, que eram aldeamentos indígenas. Tais missões localizavam-se, em sua grande maioria, no interior da colônia.
A MINERAÇÃO
Foi uma atividade econômica que intensificou ocupação do interior do Brasil, lembre-se que o ouro foi encontrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.Além destes fatores, acima mencionados, podemos citar a economia das drogas do sertão, como cacau, baunilha, pimenta, guaraná, cravo, castanha, ervas medicinais e aromáticas - responsáveis pela ocupação da Amazônia. Destaque para os jesuítas, que fundaram uma série de missões na região e irão explorar a mão-de-obra indígena para a extração dos produtos.Assim, a pecuária, os bandeirantes, o período da União Ibérica, a ação das missões religiosas e a mineração; patrocinam a expansão territorial da colonização. Há um dinamismo econômico maior, há a formação de núcleos populacionais e o desenvolvimento de classes sociais intermediárias. Estes elementos, somados à opressão metropolitana, contribuíram para o desenvolvimento do nativismo ­rebeldia contra o absolutismo lusitano, gerando as chamadas
Rebeliões Nativistas
As rebeliões (revoltas) nativistas.Movimentos caracterizados por rebeldias contra o aumento do fiscalismo português após a Restauração (1640). Para sair da crise financeira imposta pelo domínio espanhol, Portugal enrijece o pacto­colonial, com a criação do Conselho Ultramarino. É contra esta nova política que os colonos se posicionam.Os movimentos nativistas foram de caráter local e não reivindicavam a independência da colônia. Refletem o conflito entre os interesses da metrópole - o chamado centralismo - e os interesses dos colonos - o chamado localismo.A Insurreição Pernambucana é tida como a responsável pelo despertar do sentimento nativista, visto que, ao longo de sua ocorrência registraram-se divergências entre os colonos e os interesses da Metrópole.
ACLAMAÇÃO DE AMADOR BUENO
(1641)Movimento onde Amador Bueno da Ribeira foi aclamado rei de São Paulo. Este fato está relacionado como uma ameaça aos interesses espanhóis na região.
A REVOLTA DE BECKMAN
(1684)Ocorrida no Maranhão e liderada pelos irmãos comerciantes, Manuel e Tomás Beckman, contra a Companhia de Comércio do Maranhão, que exercia o monopólio do comércio e do tráfico negreiro. A Companhia não cumpria seus objetivos, levando os colonos a suprirem a falta de mão-de-obra escravizando os índios. Isto gerou um novo conflito, desta vez com a Companhia de Jesus.

A GUERRA DOS EMBOABAS ( 1708/1709)
Ocorrida em Minas Gerais, resultado das rivalidades entre os colonos paulistas e os "emboabas" -forasteiros que, sob proteção da metrópole, exerciam o monopólio de diversas atividades comerciais.

A GUERRA DOS MASCATES (1710)
Desde a expulsão dos holandeses de Pernambuco, a aristocracia rural de Olinda estava em decadência econômica. No entanto, Olinda continuava a controlar a capitania de Pernambuco através de sua Câmara Municipal.Enquanto Olinda passava por uma crise econômica, o povoado de Recife -submetido à autoridade da Câmara de Olinda -estava prosperando, graças ao crescimento da atividade comercial. O comércio era exercido por portugueses, conhecidos por mascates. Estes emprestavam dinheiro a juros aos proprietários de terras de Olinda.Em 1703 o povoado de Recife conquista o direito de vila, tendo sua autonomia política em relação a Olinda. Não aceitando a nova situação os proprietários de terras atacaram Recife e destruíram o pelourinho- símbolo da autonomia.Os conflitos estenderam-se até 1711 quando a região foi pacificada e Recife passou a ser a sede administrativa de Pernambuco.

A REVOLTA DE VILA RICA (1720)
Também conhecida como Revolta de Filipe dos Santos, ocorreu em Minas Gerais contra o excessivo fiscalismo português, marcado pelos aumentos dos impostos e pela criação das Casas de Fundição.As rebeliões nativistas, como se viu, não defendiam a emancipação política do Brasil em relação a Portugal. No entanto, ao longo do século XVIII, motivados pelo desenvolvimento interno da colônia e por fatores externos, a colônia será palco dos chamados movimentos emancipacionistas, que tinham como principal meta a busca da independência.
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Os movimentos emancipacionistas.
Foram influenciados pelo desenvolvimento interno da colônia e por fatores externos, tais como o Iluminismo, com seu ideal de liberdade, igualdade e fraternidade; a Independência dos EUA, que servirá de inspiração a toda América colonial; a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, e a necessidade de ampliar mercados consumidores e fornecedores, surgindo o interesse de acabar com os monopólios; a Revolução Francesa, que pôs fim ao Antigo Regime e a chamada Era Napoleônica, período de consolidação dos ideais burgueses.

INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)
Movimento que ocorreu em Minas Gerais e teve forte influência do Iluminismo e da independência dos Estados Unidos da América.Este movimento separatista está relacionado aos pesados impostos cobrados por Portugal, especialmente a decretação da derrama.Os conjuras, em sua maioria, pertenciam a alta sociedade mineira. Entre os mais ativos encontram-se Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio José Alvarenga, José de Oliveira Rolim e o alferes Joaquim José da Silva Xavier.Entre os objetivos estabelecidos pelos conjuras estavam a criação de um regime republicano, tendo a Constituição dos Estados Unidos como modelo, o apoio a industrialização e a adoção de uma nova bandeira, tendo ao centro um triângulo com os dizeres: Libertas quae sera tamen, quem em latim, significa "Liberdade ainda que tardia". Quanto à questão da escravidão nada ficou definido.O movimento ficou apenas nos planos das idéias, pois ele não aconteceu. Alguns de seus participantes denunciou o movimento, em troca do perdão de seus dívidas.O governador - visconde de Barbacena - suspendeu a derrama e iniciou a prisão dos conspiradores, que aguardaram o julgamento na prisão. Apenas Tiradentes assumiu integralmente a responsabilidade pela conspiração, sendo por isto, condenado à morte no ano de 1792, sendo enforcado no dia 21 de abril, na cidade do Rio de Janeiro.Outros conspiradores foram condenados ao desterro e Cláudio Manuel da Costa enforcou-se na prisão. Acredita-se que tenha sido assassinado pelos carcereiros.

CONJURAÇÃO CARIOCA (1794)
Inspirada pela Revolução Francesa, os conjuras fundaram a Sociedade Libertária para divulgação dos ideais de liberdade. O movimento não ultrapassou de poucas reuniões intelectuais, que contavam com a presença de Manuel Inácio da Silva Alvarenga e Vicente Gomes.Foram denunciados e acusados de criticarem a religião e o governo metropolitano.

A INCONFIDÊNCIA BAIANA (1798)
No século XVIII, em virtude da decadência da economia açucareira e da transferência da capital da colônia para o Rio de Janeiro, em 1763, a Bahia passava por uma grave crise econômica, atingindo toda a população baiana, especialmente as camadas inferiores, constituída por ex-escravos, pequenos artesãos e mestiços. Contra esta situação haviam manifestações, através de ruaças e motins.No ano de 1797 é fundada, em Salvador, a primeira loja maçônica do Brasil - Loja dos Cavaleiros da Luz -, que se propunha a divulgar os "abomináveis princípios franceses"; participavam das reuniões os nomes de Cipriano Barata e Francisco Muniz Barreto. Os intelectuais contaram com grande apoio de elementos provenientes das camadas populares, destacando as figuras de João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens.A partir de 1798, circulam panfletos dirigidos à população, conclamando a todos a uma revolução e a proclamação da República Baiense. Os panfletos defendiam a igualdade social, a liberdade de comércio, o trabalho livre, extinção de todos os privilégios sociais e preconceito de cor.Este movimento apresenta um forte caráter social popular, sendo por isto também conhecido como a "Conjuração dos alfaiates".
O Estado português no Brasil.
No ano de 1808, a família real portuguesa chega ao Brasil, inaugurando uma nova era política-administrativa na colônia e abrindo caminho para a ruptura definitiva dos laços entre metrópole e colônia.
A transferência da Corte portuguesa para o BrasilA vinda da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da conjuntura européia do início do século XIX. Neste momento, Napoleão Bonaparte procurava enfraquecer a Inglaterra, mediante a imposição do Bloqueio Continental, pelo qual, nenhuma nação da Europa Continental poderia manter relações comerciais com a Inglaterra.Como Portugal era dependente economicamente da Inglaterra, não conseguiu cumprir as determinações do Bloqueio Continental, sendo por isto invadido pelo exército francês.Com a ajuda do embaixador inglês em Lisboa, Lord Strangford, D. João transferiu-se, no dia 29 de novembro de 1807, para o Brasil - com sua Corte e por cerca de 15.000 pessoas. No dia 30 de novembro as forças francesas, comandadas pelo general Junot, invadiam Lisboa. D. João chegou à Bahia em 22 de janeiro de 1808, dando início a uma nova etapa na História do Brasil.

ADMINISTRAÇÃO JOANINA NO BRASIL (1808/1820)28/01/1808-
Abertura dos Portos às Nações Amigas: Decreto que pôs fim ao monopólio luso sobre o comércio brasileiro. A principal interessada na medida era a Inglaterra, que procurava ampliar o mercado consumidor de seus produtos manufaturados.
01/04/1808-Alvará de Permissão Industrial: Concedia liberdade para o estabelecimento de indústrias e manufaturas na colônia. Tal medida não se efetivou em virtude da concorrência dos produtos ingleses - principalmente após 1810 - e pela concentração de recursos na lavoura exportadora.
1810 -Tratados de Aliança, Comércio e Navegação: Assinados com a Inglaterra e teriam validade por 14 anos. O mais importante deles é o Tratado de Comércio, que estabelecia taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses; produtos portugueses pagariam uma taxa de 16% e produtos de outras nações pagariam 24%. Os súdito ingleses ainda teriam o direito de extraterritorialidade, ou seja, continuariam submetidos às leis britânicas. O tratado determinava que o governo português deveria abolir o tráfico negreiro.Com este acordo, o mercado brasileiro passou a ser dominado pelos ingleses- desde panos e ferragens até caixões de defunto e patins para gelo!
16/12/1815-Elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves.O novo estatuto jurídico representava um passo a mais em direção à emancipação política.Outras medidas de D. João -fundação do Banco do Brasil; instalação de ministérios, tribunais, cartórios; criação da Imprensa Régia, surgindo os primeiros jornais brasileiros: A Gazeta do Rio de Janeiro (1808) e A idade D'Ouro do Brasil, em Salvador (1810); criação de escolas, bibliotecas; o Jardim Botânico etc...Destaque para a Missão Artística Francesa, uma missão cultural que visitou o Brasil a convite de D. João. O mais famoso desta missão foi Jean Baptist Debret, que deixou várias pinturas, desenhos e aquarelas, retratando os costumes do Brasil joanino.

A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)
As dificuldades econômicas do Nordeste somadas aos pesados impostos cobrados após a chegada da família real ao Brasil, contribuíram para a eclosão de outro movimento separatista, desta feita em Pernambuco e ano de 1817.O aumento dos impostos, para custear os gastos da monarquia instalada no Rio de Janeiro, gerou profunda insatisfação dos colonos ­que enfrentavam dificuldades econômicas. Somadas às idéias de liberdade e igualdade que agitavam a Europa e a América, em março de 1817 tem início a conspiração, com a criação do Governo Provisório. O movimento recebeu a adesão da Paraíba e do Rio Grande do Norte.A Lei Orgânica, publicada pelo governo republicano destacava a igualdade de direitos e a garantia da propriedade privada. Entre seus líderes, destacaram-se Domingos José Martins e o padre Miguel Joaquim de Almeida e Castro. O novo governo decretou também a extinção do impostos.No entanto, este movimento, de caráter republicano, separatista e anti-lusitano fracassou, não obstante, deixou profundas raízes na sociedade pernambucana, que anos mais tarde ( 1824 ) revolta-se novamente.

POLÍTICA EXTERNA-
Ocupação da Guiana Francesa, em 1809, num ato de represália a Napoleão Bonaparte. A região foi devolvida em 1817;-Anexação da Cisplatina, como pretexto de salvaguardar os interesses espanhóis. Carlota Joaquina era irmã de Fernando VII, que foi deposto por Napoleão Bonaparte.

REVOLUÇÃO DO PORTO (1820)
Movimento marcado por um duplo caráter. De um lado, mostrava­se liberal, acabando com o absolutismo português e elaborando uma Constituição que limitava os poderes do rei e ampliava os poderes das Cortes ( o Parlamento ). Por outro lado, era um movimento de caráter conservador, visto que a burguesia lusitana pretendia recolonizar o Brasil.Por força da revolução, D. João VI retorna a Portugal e deixa seu filho, Pedro, como príncipe regente do Brasil.Contra a tentativa de recolonização do Brasil surgiram dois grupos políticos: o Partido Português, composto por grandes comerciantes e militares portugueses e que defendiam as propostas da Revolução do Porto e o Partido Brasileiro, formado por fazendeiros escravistas e comerciantes brasileiros e atuaram pela independência do Brasil. Os principais nomes deste grupo eram José Bonifácio, Gonçalves Ledo e Clemente Pereira.

A REGÊNCIA DE D.PEDRO (1821/22)09/01/1822- Dia do Fico -
Respondendo com o Fico após uma petição com oito mil assinaturas e desobedecendo ás ordens da Corte de retornar a Portugal.04/04/1822- decretado o "Cumpra-se", onde nenhum ato das Cortes teriam validade no Brasil.13/05/1822- D. Pedro recebe o título de Defensor Perpétuo do Brasil.03/06/1822-D. Pedro convoca uma Assembléia Geral Constituinte, uma declaração formal de independência.07/09/1822- D. Pedro proclamou a independência às margens do riacho do Ipiranga.A proclamação da independência do Brasil não provocou rupturas históricas, ou seja, o Brasil manteve a estrutura legada do período colonial, qual seja, a permanência do latifúndio monocultor escravocrata, voltado para atender os interesses do mercado externo.A monarquia foi mantida como forma de manter os privilégios da classe dominante brasileira.

Atividade Procedimental I: Trabalho em grupo 9º Ano 2 Pesquisa, Produção e Recuperação Continua de Geografia

 Alunos  desenvolvem atividade de  Recuperação Contínua - Revisão dos temas abordados nos bimestres anteriores -  em grupos de traba...