segunda-feira, 24 de maio de 2010

REPASSANDO Exile On Main St, Rolling Stones

segunda-feira, 24 de Maio de 2010 12:20

«Exile On Main St.», Rolling Stones»
Davide Pinheiro

Um dos capítulos mais importantes na história do rock conhece uma reedição revista e aumentada absolutamente imperdível.
Na história do rock`n`roll, «Exile On Main St.» é uma das poucas verdades absolutas. O álbum que os Rolling Stones gravaram em 1972 em plena febre de drogas e mulheres continua a ser um manual de referência; uma bíblia de comportamento que extravasa as fronteiras da música e que influenciou gerações e gerações vindouras.

Ora isto é o B-A BA que qualquer enciclopédia se encarregará de confirmar mas se tantas vezes se disse que o rock havia morrido (tese que deve ser contextualizada à luz da paixão que a música produzida por guitarras desperta e relativizada para «o rock não evoluiu»), uma das razões foi este «Exile On Main St.», uma experiência contagiante obtida a partir de um corpo imperfeito de canções.

O que é que torna esta reedição absolutamente imperdível? Mais do que a dezena de inéditos - e mesmo assim, vale a pena descobrir o material que então ficou fora da convocatória dos Stones - o processo de remasterização é suficientemente inteligente para melhorar a qualidade do som sem retirar calor a uma produção rugosa mas naturalista.

O êxito surpreendente de «Exile On Main St.» - foram apenas editados dois singles, «Tumbling Dice» e «Happy», sem grande notoriedade - é-o menos agora, talvez pela distância. As pistas que os Rolling Stones deixaram foram seguidas por outros - dos Primal Scream aos White Stripes - mas o rock nunca mais voltou a soar tão verdadeiro. Nem mesmo o dos próprios.

Rolling Stones
«Exile On Main St.»
Polydor/Universal

davidevasconcelos@gmail.com


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