quinta-feira, 29 de março de 2012

Cai nº de leitores no País e metade não lê






A terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a ser apresentada hoje na Câmara, revelou que a população leitora diminuiu no País. 
Enquanto em 2007 55% dos brasileiros se diziam leitores, hoje esse porcentual caiu para 50%.

São considerados leitores aqueles que leram pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa.
Diminuiu também, de 4,7 para 4, o número de livros lidos por ano. 
Entraram nessa estatística os livros iniciados, mas não acabados. 
Na conta final, o brasileiro leu 2,1 livros inteiros e desistiu da leitura de 2.

A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência por encomenda do Instituto Pró-Livro (IPL), entidade criada em 2006 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares. 
"É no mínimo triste a gente não poder comemorar um crescimento", disse Karine Pansa, que acumula a direção do IPL e da CBL. Ontem, o Estado mostrou que 75% dos brasileiros nunca pisaram em uma biblioteca.

Participaram da apresentação representantes de entidades livreiras e do poder público, entre eles a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. 
Ela destacou a importância do estudo para o direcionamento das políticas públicas do Minc e do Ministério da Educação. 
"Temos de ter um olhar da cultura que vai além do ensino e que abra os olhos para outras dimensões. 
O livro é que vai permitir a formação da cidadania", disse a ministra.

O levantamento foi realizado entre junho e julho de 2011, com 5.012 pessoas de 315 municípios, com 5 anos ou mais, em suas próprias casas. 
Todas as regiões do País foram incluídas e a margem de erro é de 1,4%.

Questões diversas. 
Para compor o mapa da leitura, questões diversas foram analisadas. 
Os principais motivos que mantêm leitores longe de livros são falta de tempo (53%) e desinteresse (30%). 
O livro digital, novidade deste ano, já é de conhecimento de 30% dos brasileiros e 18% deles já os usaram. A metade disse que voltaria a ler nesse formato.

A mãe não é mais a maior incentivadora da leitura, como aparecia na pesquisa passada. Para 45% dos entrevistados, o lugar é ocupado agora pelo professor. 
A biblioteca é o lugar escolhido para a leitura de um livro por apenas 12% dos brasileiros - 93% dos que leem o fazem em casa. 
Ter mais opções de livros novos foi apontado por 20% dos entrevistados como motivo para frequentar uma biblioteca. 
Porém, para 33% dos brasileiros, nada os convenceria a entrar em uma.
Entre o passatempo preferido, ler livros, periódicos e textos na internet ocupa a sexta posição (28%). 
Na pesquisa anterior, o índice era de 36%. 
Assistir à televisão segue na primeira posição (85%) - em 2007, era a distração de 77% dos entrevistados.

Dos 197 escritores citados, os mais lembrados foram Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade. 
Já os títulos mais mencionados foram a Bíblia, A Cabana, Ágape, O Sítio do Picapau Amarelo - que não é exatamente título de nenhum livro de Lobato - e O Pequeno Príncipe. Best-sellers como Crepúsculo, Harry Potter e O Monge e o Executivo também aparecem.

Fonte: Estadão 

MEUS COMENTÁRIOS ( Tiago):

Esse tipo de resultado tem que ressoar nos meios públicos e de cidadania quase que como uma catástrofe. A perda do incentivo pela leitura colocam um mundo de pessoas na obscurecência intelectual.

O Brasil não aumentará a quantidade nem a qualidade de seus leitores em 1 ou 2 anos. Isso é um processo, onde as grandes mudanças podem aparecer depois de 1 geração. Mas os investimentos e a melhoria tem que ser contínua e ascendente.

Um ano que não crescemos significa a perda de quantos milhões de pessoas que não "consumiram" cultura? Que não se autodesenvolveram?

Ver números que mostram que 75% das pessoas nunca entraram numa biblioteca é o resultado do descaso público e privado para esse tipo de equipamento cultural. Por exemplo, em Limeira, a Biblioteca não abre aos finais de semana! Como querem participação das pessoas? Enquanto não conseguirmos demonstrar que a leitura pode e deve ser uma forma de prazer e de lazer, não adianta.

Influenciar e estimular a leitura não pode e nem deve ser obrigação apenas das escolas e dos professores. Tem que ser uma obrigação de todos nós enquanto sociedade, pois todos somos diretamente afetados por isso. Com as pessoas buscando aprender mais, teremos maior interatividade e fluxo de boas formações.

Não poderemos ter bons eleitores, cidadãos, motoristas, profissionais ou familiares sem a prática da leitura e da busca pelo aprendizado. Se não nos abastecemos com saber, não reproduziremos saber. Continuaremos apenas criticando os políticos pela corrupção, o câmbio pela queda nas exportações e o subemprego pelo baixo salário dos trabalhadores. E todos esses casos, poderiam facilmente ser melhorados, se tivéssemos mais leitores e cidadãos mais sedentos pelo saber, que por consequência criariam mais e exigiriam mais cidadania!
fonte: http://acaonacaminhada.blogspot.com.br Tiago Georgette - Tiagão filho do Claudião!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Utilidade pública!!!

MUITO INTERESSANTE!!!

Cinco informações úteis não divulgadas! Principalmente a QUARTA

1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperAr um tempão na fila.

O cartório eletrônico, já está no ar!



Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.

Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.



Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.



2. DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA

Telefone 102... não!

Agora é: 08002800102

Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes......

NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.

SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.



Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.



3. Importante: Documentos roubados - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???



Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:

Habilitação (R$ 42,97);

Identidade (R$ 32,65);

Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11)..



Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..



4. ARTISTA FAMOSOS FICAM EM FORMA COM EXERCICIO E DIETA?



Tudo mentira, os famosos tem uma receita secreta que deixa o corpo em forma sem esforço,

porisso conseguem perder peso muito rapido.

Tem uma coluna da Globo que mostra como funciona - http://www.dicasboaforma.com/



5. MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia



No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro

Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

 

DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!





















































Maior mostra de rock da América Latina chega a São Paulo em abril e... Viva o Rock & Roll !!!


John Lennon, por Bob Gruen. Fotógrafo terá fotos exposta no 'Let's Rock'





São Paulo recebe a partir do dia 4 de abril a exposição Let's Rock, a maior mostra referente ao gênero musical produzida na América Latina.
Com pocket shows, workshops, fotos e documentários espalhados em mais de 10 mil m² da Oca, no Parque do Ibirapuera, o evento acontece até o dia 27 de maio.


Ouça músicas grátis no Sonora
 
Em uma parceria com museus como o Rock and Roll Hall of Fame and Museum, de Cleveland, nos Estados Unidos, e colecionadores nacionais e internacionais, a exposição irá mostrar alguns dos principais fatos das seis décadas da história do rock, desde os anos 1950 até a primeira década do século XXI.
 
A exposição apresenta bandas e artistas que revolucionaram o rock n' roll, como Led Zeppelin, Pink Floyd e Jimi Hendrix, além dos brasileiros que fizeram história no gênero, como Sepultura, Secos & Molhados e Mutantes. Tudo em três andares de mostra, que ainda conta com uma coleção de instrumentos clássicos e capas memoráveis da revista Rolling Stone.
 
Let's Rock também relembra aqueles que apresentaram o apelo visual do rock n' roll: os fotógrafos. Entre eles estão trabalhos de Bob Gruen e dos brasileiros Rui Mendes e Marcelo Rossi.
 
Serviço
Let's Rock: A Exposição - de 4 de abril a 27 de maio
Oca - Parque do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, portão 3
Entrada: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para idosos e estudantes)
Dias e horário: de terça a domingo, das 10h às 22h

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sociologia - A Metodologia é o estudo dos métodos - para esclarecer

A Metodologia é o estudo dos métodos
Ou então as etapas a seguir num determinado processo.
Tem como objetivo captar e analisar as características dos vários métodos indispensáveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização.
Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciência e arte.
A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.
É a explicação do tipo de pesquisa, dos instrumentos utilizados (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.
Em Gestão de Projetos, existe a metodologia geral e a metodologia detalhada.
A metodologia pode ser dividida em vários métodos até chegar num determinado objetivo.
 
Conceito
Deve-se notar que a palavra metodologia é muitas vezes usada onde seria mais adequado usar método.
É um exemplo claro de inflation.
Por exemplo tomemos a frase "Já que os estudantes não estavam disponíveis para responder a pesquisa sobre o sucesso acadêmico, nós mudamos nossa metodologia e, em vez deles, utilizamos respostas dos instrutores".
Nesse caso, a metodologia (fazer pesquisa presumindo que isso fornece resultados confiáveis) não mudou.
O que mudou foi o método (perguntar a professores em vez de a estudantes).
 
O termo metodologia inclui os seguintes conceitos, em relação a uma disciplina particular ou campo de estudo:
 
1.coleção de teorias, conceitos e idéias;

2.estudo comparativo de diferentes enfoques;

3.crítica de um método individual.

Metodologia refere-se a mais do que um simples conjunto de métodos, mas sim refere-se aos fundamentos e pressupostos filosóficos que fundamentam um estudo particular.
É por isso que a literatura acadêmica geralmente inclui uma seção sobre a metodologia dos pesquisadores.
Esta seção faz mais do que delinear os métodos dos pesquisadores (como em "Realizamos uma pesquisa com 50 pessoas ao longo de um período de duas semanas e os resultados submetidos à análise estatística", etc), que poderia explicar o que os investigadores ' ontológica ou epistemológica são vistas.
 
Outra chave de uso de metodologia não se refere à pesquisa ou às técnicas de análise específica.
Isso muitas vezes refere-se a tudo e qualquer coisa que possa ser encapsulado por uma disciplina ou uma série de processos, atividades e tarefas.
Exemplos disto são encontrados em desenvolvimento de software, gerenciamento de projetos e campos de processo de negócio.
Esse uso do termo é tipificado pelo contorno quem, o quê, onde, quando e porquê.
Na documentação dos processos que compõem a disciplina, que está sendo apoiado por "esta metodologia", que é onde iríamos encontrar os "métodos" ou processos.
Os processos em si são apenas uma parte da metodologia, juntamente com a identificação e uso das normas, políticas, normas, etc

Sociologia - Método e Ética - para os alunos do 1º Ano do EM da E.E.Prof. Paulo Chaves - 16 03 12


método científico é
 um conjunto de regras básicas de como se deve proceder
 a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto de uma integração, correção (evolução) ou uma expansão da área de abrangência de conhecimentos pré-existentes.
 Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis  - baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência.

As Regras do Método Sociológico 
(em francêsLes règles de la méthode sociologique), primeiramente publicado em 1895, é um livro de Émile Durkheim
É reconhecido por ser resultado direto do projeto próprio de Durkheim de estabelecer a sociologia como uma nova ciência social. Assim sugere duas teses principais, sem as quais a sociologia não poderia ser uma ciência:
  1. Precisa ter um objeto específico de estudo. Diferentemente da filosofia ou da psicologia, o objeto próprio da sociologia é o fato social.
  2. Precisa respeitar e aplicar um reconhecimento objetivo, um método científico, trazendo-a para perto, dentro do possível, das outrasciências exatas. Este método pode evitar a todo custo preconceitos e julgamentos subjetivos.



A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. 
Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.
Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra "ética" é derivada do grego ἠθικός, e significa aquilo que pertence ao ἦθος, ao caráter.
Diferencia-se da Moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.
Na filosofia clássica, a ética não se resumia à moral (entendida como "costume", ou "hábito", do latim (mos, mores), mas buscava a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver e conviver, isto é, a busca do melhor estilo de vida, tanto na vida privada quanto em público
A ética incluía a maioria dos campos de conhecimento que não eram abrangidos na física, metafísica, estética, na lógica, na dialética e nem na retórica
Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia,economia, pedagogia, às vezes política, e até mesmo educação física e dietética, em suma, campos direta ou indiretamente ligados ao que influi na maneira de viver ou estilo de vida.


terça-feira, 13 de março de 2012

SOBRE O CIDADAO, A CIDADE E A CIDADANIA - para os alunos do EM da EEP Paulo Chaves - Disciplina de Sociologia - Por que Pensar é necessário ao ser!

Cidadela quer dizer “fortaleza que defende uma cidade” e veio do Italiano cittadela, “pequena cidade”, de città, “cidade”, do Latim civitas, “cidade”.
Naturalmente, as pessoas que habitavam uma cidade eram os cidadãos.
Uma palavra com o mesmo significado de cidadela, aplicada especialmente à cidade de Atenas, é acrópole, de akropolis, formada por akros, “mais alto”, e polis, “cidade”.
Multiplicam-se os estudos sobre aspectos específicos do tema como a cidadania ativa (Maria Victória de Mesquita Benevides), a cidadania regulada — já chamada "estadania" — (Wanderley Guilherme dos Santos), "a geografização da cidadania" (Milton Santos), a cidadania urbana e rural, a cidadania dos trabalhadores etc. Mas parece importante fixar tanto uma idéia-base quanto sua evolução no tempo. Isto porque se percebe que em muitos casos o essencial do problema acaba ficando de fora.

Ao longo da história, pelo menos três visões distintas da cidadania se sucederam.
A visão medieval, a liberal ou moderna e a atual são distintas mas conexas, como veremos.
Da ausência de submissão pessoal passou-se à noção de simples titularidade de direitos e desta à atual, concernente ao gozo efetivo dos direitos individuais, coletivos, sociais e políticos (ou de participação na vida política), todos embasados na nacionalidade — o direito a ter direitos (sobre a classificação dos direitos fundamentais, v. José Afonso da Silva).
Com efeito, a noção atual de cidadania é a de fruição concreta desses direitos todos, necessários e fundamentais para a expansão da personalidade humana.
Mas para que se chegasse a ela um longo caminho teve antes que ser percorrido.
É importante, desde logo, esclarecer que os direitos da cidadania não se confundem com os direitos humanos, embora haja uma zona comum entre eles.
Dalmo Dallari, por exemplo, em textos e aulas, deixa claro esta diferenciação quando analisa, em profundidade, a problemática dos direitos humanos no mundo atual.
Pode-se dizer, em suma, que os direitos da cidadania dizem respeito aos direitos públicos subjetivos consagrados por um determinado ordenamento jurídico, concreto e específico.
Já os direitos humanos — expressão muito mais abrangente — se referem à própria pessoa humana como valor-fonte de todos os valores sociais (Miguel Reale).
A discussão sobre os direitos humanos (direito à vida, direito a não ser submetido à tortura, direito a não ser escravizado, direito a uma nacionalidade etc) se coloca, pois, num outro plano de análise teórica.
No plano do global, do universal, numa perspectiva jusnaturalista, e não do positivo e tópico.

A autonomia das cidades medievais na Baixa Idade Média (sécs. XII a XV), transformou-as num lugar privilegiado para o exercício da liberdade. Liberdade entendida aqui como libertação da servidão.
O servo da gleba fugia então dos feudos e penetrava nos muros da cidade, onde se considerava ao mesmo tempo protegido e livre do senhor feudal e da sujeição que devia a ele (a vassalagem).
Daí o dito que demonstra o "espírito da época" (cf. Maria Encarnação B. Spósito): "O ar da cidade é o ar da liberdade" ou, melhor, "o ar da cidade é libertador" (Stadtluft macht frei).
Tratava-se, como é claro, de uma liberdade de fato, o que não impedia de torná-las pólos de atração para uma população que crescia desde o século XI.

Mas, ligado ao renascimento do comércio, o processo de urbanização da Europa da Idade Média — um fenômeno complexo e controvertido — era "lento demais para permitir às cidades absorver a imigração em massa da população rural" (Bronislaw Geremek).
Surge, então, uma massa de miseráveis — os excluídos — que tornam-se um elemento constante da paisagem social da Europa, muito embora a pobreza não tenha certidão de nascimento (id).
Quer dizer: paradoxalmente, liberdade e pobreza caminhavam juntas pois, com efeito, a liberdade — que não se confunde com a libertação — pode se reduzir ao direito de morrer de fome (ainda não se cogitava da transformação do freedom from no freedom to).
É interessante notar que a etimologia da palavra "cidadão" remete obviamente à "cidade" (do latim civitas, que, no mundo romano, corresponde a pólis, a Cidade-Estado dos gregos). Isto significa que, na origem, a idéia-força da cidadania diz respeito à idéia da liberdade — real ou ilusória — de que dispunha o habitante da cidade em comparação com o servo da gleba, no limiar do sistema capitalista.
A palavra "cidadão" surge no português em 1361, segundo o "Dicionário Etimológico" de José Pedro Machado (outro dicionarista, Antonio Geraldo da Cunha, aponta seu aparecimento no século XIII), sendo certo no entanto que, no século XVIII, expandiu-se através do francês (citoyen) e do imaginário da revolução.
Assim, as expressões "direito à cidade" e seu derivativo "direito da cidadania" têm, hoje, significados muito próximos: são as liberdades públicas vistas ex parte populi (O desenvolvimento do capitalismo diluiu estruturalmente a velha dualidade cidade-campo.

Nos séculos seguintes, a expansão do capitalismo tornou necessária a definição de um quadro institucional que garantisse o novo modo de produção. O Estado moderno se consolida, então, na data emblemática de 1648 (Paz de Westphália que pôs fim à Guerra dos Trinta Anos) lutando, ao mesmo tempo, contra a autonomia das cidades medievais e contra as pretensões do império.
E por isso nasce absolutista, concentrando poder político.
Em reação a isso e à possibilidade de "abuso" do poder, diversas teorias surgiram buscando limitar o poder do Estado para salvaguardar as liberdades: a "separação de poderes" (Montesquieu e Locke); os direitos naturais, a democracia ou a soberania popular (Rousseau).
Na Revolução Francesa estas teorias são consagradas e ganham um estatuto jurídico.
Seu mais importante documento é, sem dúvida, a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, que, como informa o Preâmbulo, se destina a resgatar os direitos naturais dos homens, os quais estavam esquecidos.
Direitos esses que estão elencados no artigo 2º: liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão (o último logo esquecido).
São direitos individuais e, como tais, quase coincidem com o caput do artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988 que arrola o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

O cidadão passa a ser, assim, um titular de direitos individuais num Estado regido por leis e não mais um súdito do reino.
No ano de 1774, Beaumarchais, em famoso discurso, proclamava: "Eu sou um cidadão, isto é, alguma coisa de novo, alguma coisa de imprevisto e de desconhecido na França".
Não importava se tais direitos estavam sendo de fato exercidos ou não (inverte-se a questão): juridicamente eles estavam sendo afirmados.
É importante grifar que, a partir da Revolução Francesa, consolida-se a idéia de "liberdades públicas" (ou, tecnicamente, direitos públicos subjetivos) que nada mais são do que os direitos do homem consagrados pelo direito positivo ou, em outras palavras, os poderes de autodeter-minação reconhecidos e organizados pelo Estado (Jean Rivero).
No entanto, a expressão "liberdades públicas", no plural, só vai surgir tardiamente com a Constituição francesa de 1852 (art. 25). Antes do século XVIII, era impossível pensar-se em direitos subjetivos oponíveis ao Estado, que caracterizava-se, como dito, pelo absolutismo monárquico.

Um Estado verdadeiramente democrático, e, além disso, "poroso", "permeável", que abra canais de participação popular no Governo e na Administração pública, valorizando-a a base verdadeira desta transformação está na educação política (em sentido amplo) do povo, envolvendo tanto a participação na vida coletiva quanto a educação para a ética na política.
Segundo o pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966), artigo 13, a educação deve capacitar todas as pessoas a participar efetivamente de uma sociedade livre.
Ela é, na verdade, uma "precondição para o exercício da cidadania" (Evaldo Vieira).
Assim, a educação, além de ser um direito social básico e elementar, é também o caminho — ou a condição necessária — que vai permitir o exercício e a conquista do conjunto dos direitos da cidadania, que se ampliam a cada dia em contrapartida às necessidades do homem e da dignidade humana.
Além do que os direitos da cidadania não são apenas oponíveis ao Estado, mas também em face da atuação de outros particulares que não os respeitam, como se verifica, por exemplo, no caso da poluição.
Como sublima Milton Santos, "a cidadania, sem dúvida, se aprende". Tanto assim que a Constituição Federal, no artigo 205, estabelece que a educação — direito de todos e dever do Estado e da família — deve visar o pleno desenvolvimento da pessoa humana, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, que é também, como vimos, uma das várias dimensões da idéia-força da cidadania. Ela se amplia na medida em que se afirma como prática social, para além dos textos legais.

Cumpre, ao cabo, concluir que o processo de construção da cidadania é antigo e não tem fim.
Não se completa nunca.
"Onde quer que seja, existirão sempre homens e mulheres, grupos e indivíduos singulares, minorias e estratos particulares, submetidos a algum tipo de humilhação, degradação, injustiça ou opressão" (Marco Aurélio Nogueira) e, por isso, reivindicando direitos em concreto, exigindo a fruição efetiva das liberdades públicas.








Fontes: CIDADANIA: ESBOÇO DE EVOLUÇÃO E SENTIDO DA EXPRESSÃO - José Roberto Fernandes Castilho + Claudio Correa / em http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/revistaspge/revista2/artigo8.htm




segunda-feira, 12 de março de 2012

Sócrates Origem

Sócrates


Principais interesses: Conhecimento / Filosofia /Epistemologia/ Ètica/ Religião/ Política/ Virtude

Trabalhos notáveis: Maiêutica

Método socrático

Paradoxo Socrático

Idéias Filosóficas

Influênciado por: Parmênides

Anaxágoras

Arquelau

Influências: Filosofia ocidental

Platão

Aristóteles

Aristipo

Antístenes

Xenofonte

 
Sócrates [em grego antigo: Σωκράτης, transl. Sōkrátēs] (* Atenas, 469 a.C. – † Atenas, 399 a.C. foi um filósofo ateniense, e um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental
É considerado por muitos filósofos como o modelo de filósofo.
Não a toa, foi o professor do Platão, um dos mais influentes filósofos da atualidade.
 
Pouco se sabe ao certo sobre sua vida.
As fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são fornecidas por Platão (alguns historiadores afirmam só poder falar de Sócrates como um personagem de Platão por nunca ter deixado nada escrito de sua própria autoria) e Xenofonte, que o exaltam, e por Aristófanes, que o combate e o satiriza.
Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade.
 Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se escalava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo.
Dedicava-se ao parto das idéias (Maiêutica) dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.

A razão para sua cooperação com a justiça da pólis e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton

Coversa proveitosa...O Mito da Caverna

A produção do conhecimento implica entre tantos elementos constitutivos que suscitermos nossa imaginação e troquemos nossas idéias e pensamentos refletidos com outros que igualmente pensem a reflexão dos mesmos temas. Muito bem, em recente encontro com dois amigos, pai e filho, Nando e Rafa, como carinhosamento me dirijo a eles, tratamos de uma sorte de temas que nos são comuns e recorrentes, como é de costume, pensamos e refletimos em loco e nos envolvemos numa ampla discussão que muitas das vezes chega a ficar digamos acalorada, e que por fim nos remetem ao prazer,  não como único resultado,mas como resultado final da reflexão.
Ora, exercitar o pensamento remete ao prazer aquele que percebe a importância do pensamento como construção do saber humano, e a construção do pensamento do homem pode verter das mãos de um homem, mas não proceder de uma única mente. Em suma, esta postagem assenta-se sobre um dos temas abordados dentro de nossa recente conversa que tem por principal interesse o prazer do encontro e da conversa densa. Confesso que não me lembrava da alegoria  da caverna por isso a revi e posto pra vcs agora! Boa leitura!



SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO - Não.

SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO - Sem dúvida.

SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO - Claro que sim.

SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO - Necessariamente.

SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via. Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o

que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO - A princípio nada veria.

SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO - Não há dúvida.

SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
 
GLAUCO - Fora de dúvida.

SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

Atividade Procedimental I: Trabalho em grupo 9º Ano 2 Pesquisa, Produção e Recuperação Continua de Geografia

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