quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Funeral de um Lavrador - Chico Buarque de Holanda

Hoje trago para vcs um fragmento da trilha sonora original do filme de Zelito Viana, "Morte e Vida Severina", de 1977, baseado no livro de João Cabral de Melo Neto.
Este texto/poema se tornaria um clássico a partir dos anos 60 quando foi levado para o palco. Chico Buarque de Holanda musicou alguns dos poemas do livro.
Na versão cinematográfica, veio nos anos 70 este filme do diretor Zelito Viana.
A trilha sonora é de Airton Barbosa, um dos integrantes do Quinteto Villa-Lobos.
A música de Chico também está presente.
Participam do álbum os mesmos intérpretes do filme, as cantoras-atrizes Elba Ramalho e Tânia Alves, os atores Jofre Soares, Stenio Garcia, José Dumont e o próprio diretor.
Também estão presentes músicos como Geraldo Azevedo e Kátia de França, entre outros...
O resultado em disco não podia melhor tendo ainda a direção artística de Marcus Vinicius e a produção de Marcus Pereira.
 Muito bom!
Confiram aí...Funeral de um Lavrador, um classicão dos bão, simbolo e ícone de um tempo dentro da ditadura militar brasileira, de criação cultural de valor inestimável..





de sua formosura

severino - o rio - notícias do sertão

mulher na janela

homens de pedra

todo o céu e a terra

encontro com o canavial

funeral de um lavrador

chegada ao recife

as ciganas

despedida do agreste

o outro recife

fala do mestre carpina




Funeral de um Lavrador -  Chico Buarque -  Tom: C -  Intro: (50-42-50-42-40-42-53-50) 2x

Am Fº E7 Am

Esta cova em que estás com palmos medida


Fº Am


É a conta menor que tiraste em vida


Fº Am


É de bom tamanho nem largo nem fundo


Fº E7 Am


É a parte que te cabe deste latifúndio


Fº E7 Am


Não é cova grande, é cova medida


Fº E7 Am


É a terra que querias ver dividida


Fº Am


É uma cova grande pra teu pouco defunto


Fº E7 Am


Mas estás mais ancho que estavas no mundo


Fº E7 Am


É uma cova grande pra teu defunto parco


Fº E7 Am


Porém mais que no mundo te sentirás largo


Fº E7 Am


É uma cova grande pra tua carne pouca


Fº E7 Am


Mas a terra dada, não se abre a boca


Fº E7 Am


É a conta menor que tiraste em vida


Fº E7 Am


É a parte que te cabe deste latifúndio


Fº E7 Am


É a terra que querias ver dividida


Fº E7 Am


Estarás mais ancho que estavas no mundo


Fº E7 Am9

Mas a terra dada não se abre a boca

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