sexta-feira, 20 de abril de 2012

NÁUFRAGO (FILME) - RESENHA - PARA OS ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO DA EE PROF. PAULO CHAVES SOB ORIENTAÇÃO DO PROF. CLAUDIO CORREA COMO ATIVIDADE PARA A DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA

E E PROF. PAULO CHAVES

DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA - PROF. CLAUDIO CORREA
ALUNO(A):_________________________________Nº:
TURMA: 1º ANO ______ - DATA: ___/_____/_______


NÁUFRAGO (FILME) - RESENHA CRÍTICA

Por:: Egídio Garcia Coelho



1. INTRODUÇÃO

O Filme "Náufrago" retrata a história de um executivo voltado para um minucioso controle do tempo, onde na sua função tem como foco e objetivo principal, auferir sempre os melhores resultados, mesmo que para isso tenha que sacrificar a própria saúde a afetividade e consideração nos seus envolvimentos sociais. Com excelente desempenho o ator e produtor Tom Hanks no papel de Chuck Noland (executivo da Fed-Ex), consegue sozinho em cena, prender a atenção de espectadores de forma surpreendente.
Houve demonstração de adaptação e criatividade do personagem que buscava sobreviver isolado numa ilha deserta, após ter sobrevivido a um acidente com o avião da companhia que prestava serviços, voltando da Rússia, onde demonstrou eficiência na implantação dos seus rigorosos controles de tempo para entregas das encomendas Fed-Ex.
Interessante revelação de oportunismo e profissionalismo dos produtores na exploração de merchandising com a marca Fed-Ex que aparece como berço da história e a bola de vôlei da marca Wilson que veio a se transformar num personagem de destaque, provocando grandes emoções, quando se revelava a carência afetiva na solidão de Chuck Noland, sempre alimentando esperanças de voltar à civilização.
Uma seqüência de acontecimentos interessantes marca a transformação de um executivo cheio de recursos e tecnologias do mundo corporativo em um explorador sem recursos que fará uso da sua iniciativa e criatividade para sobreviver na ilha.
Ressalvas quanto à falta de exploração no tocante a espiritualidade que deixou de ser enfatizada, quando em circunstâncias semelhantes, qualquer ser humano é chamado a profundas reflexões, independente de credo ou religião.

2. DESCRIÇÃO DO ASSUNTO

No Filme Náufrago o autor com as primeiras e últimas cenas, deixa transparecer o seu conhecimento sobre a visão holística.
Nos primeiros passos do executivo Noland, foi ressaltada a sua determinação e eficácia na conquista de resultados positivos, desempenhando suas funções na empresa Fed-Ex. Em uma filial da Rússia, foi responsável pela melhoria dos serviços de entrega, demonstrando com clareza a sua metodologia que visava sempre a qualquer custo, excelência na prestação dos serviços da companhia.
Em seu retorno para a matriz, houve o acidente fatal que o poupou como único sobrevivente, passando a ser o foco das atenções nessa interessante obra cinematográfica.
Na ilha, depois de consumada a tragédia, foi se desenvolvendo a seqüência dos acontecimentos que prende a atenção dos espectadores, mesmo mantendo em cena, apenas um personagem humano.
Rompendo o silêncio, depois da queda do avião, seguem-se os primeiros passos do sobrevivente, iniciando a preparação de um abrigo.
Surgem alguns estranhos barulhos que provocam medo antes de se revelarem como fonte principal da alimentação do náufrago, seguidos de um longo caminho de tentativas e descobertas.
Encomendas Fed-Ex foram recolhidas entre destroços do avião nas areias e encostas da ilha e aproveitadas como abastecimento provisório, contendo alguns utensílios de fundamental importância.
Manifestou-se uma contagiante alegria na conquista das primeiras chamas de fogo, após uma persistente e dramática busca alimentada pela convicção.
Muito sofrimento ficou evidente na busca por uma solução improvisada para conter a insuportável dor de um dente inflamado. Emocionante a relação de afetividade que se firmou com o imaginário personagem Sr. Wilson, representado por uma bola de vôlei que Noland, nas suas crises de solidão acabou criando. Por fim um desfecho que deixou evidente a falta de manutenção das afetividades e considerações nos relacionamentos antes da tragédia, mas, também uma prova de que há sempre uma porta que se abre para recomeçar.

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