terça-feira, 24 de julho de 2012

UMA BOMBA DE CARBONO

UMA BOMBA DE CARBONO


Permafrost é um solo formado por terra, rochas e gelo, que se mantêm congelado há milhares de anos em todo o território do Ártico, absorvendo e armazenando carbono como matéria orgânica.
Não se sabe ao certo quanto de carbono está congelado no permafrost, no entanto, uma pesquisa realizada por um dos principais pesquisadores do assunto, o professor de ecologia da Universidade da Flórida, Ted Schuur, publicada na revista Bioscience, afirma que ali está contido mais que o dobro de todo o carbono existente em nossa atmosfera hoje.
As áreas dos permafrosts estão na Rússia, América do Norte, Groelândia e principalmente na Sibéria, garantindo que cerca de 1.672 bilhões de toneladas métricas de carbono contidos no gelo não atinja a atmosfera, que tem hoje cerca de 780 bilhões de toneladas de carbono.
No entanto, o preocupante é que a pesquisa revela o descongelamento no Permafrost por conta do aquecimento global. "É como uma bomba-relógio em câmera lenta", afirmou Schuur, explicando que conforme o permafrost derrete, o carbono contido nele é liberado na forma de metano, se estiver debaixo d'água, como é o caso da maior parte da Sibéria, local onde os danos são mais visíveis.
Se estiver sem o contato com a água, o carbono é liberado na forma de dióxido de carbono (CO2). Para se ter uma ideia da situação, a queima de combustíveis fósseis joga na atmosfera cerca de 8,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. O desmatamento das florestas tropicais e a substituição delas por pasto ou outras culturas agrícolas, adicionam cerca de 1,5 bilhões de toneladas no mesmo período.
Quanto ao permafrost, a quantidade de CO2 liberada será relativa dependendo muito da forma a qual ele descongele, mas Schuur estima que o número poderia ser de 0,8 a 1,1 bilhões de toneladas por ano.
Isso causaria um desequilíbrio na temperatura do planeta sem possibilidade de reversão.

O que podemos fazer?

Cada um de nós tem sua parcela de culpa no aquecimento global. Afinal, ainda não combatemos a criação de pastagem e a derrubada de florestas, fazendo com que o Brasil, que tem a maior capacidade de melhora do quadro climático no mundo, se torne o 5º maior incentivador do aquecimento global entre as nações.
Mas podemos reverter muito este quadro quando sabemos a procedência da madeira que foi usada para a fabricação de nossos móveis, sempre por meio de selos de certificação e não pela palavra do vendedor.
Não podemos esquecer de diminuir nossas pegadas de carbono diretas, atentos ao uso de combustíveis como gasolina e diesel. Por isso, é importante dar e pegar carona, além de usar transportes sustentáveis como bicicletas, para deslocamentos curtos.
E sempre que puder plante uma árvore. Não podemos deixar que nossa insustentabilidade elimine o permafrost, só assim evitaremos que o permafrost nos elimine.






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