quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Para Nasi o Brasil não tem mais bandas boas de rock


Triângulos amorosos, rinha de egos, drogas e traições são os ingredientes do coquetel molotov que deu fim à banda de rock Ira! em 2007, após 26 anos de estrada.
A combinação explosiva pode ser revisitada na biografia autorizada de Nasi — ex-vocalista e líder do grupo, fundado nos anos 80 — escrita por Alexandre Petillo e Mauro Beting.

Nas estatísticas do cantor, apenas 20% da obra "A ira de Nasi" aborda novas e antigas polêmicas sobre o extinto conjunto. Embora tenha mensagens claras destinadas a cada um dos antigos parceiros nas páginas finais, ele garante que o livro não é uma provocação. “Não fiz para agredir ou passar a mão na cabeça de ninguém.”

Nasi em foto que ilustra a capa do livro 'A ira de Nasi', biografia do cantor lançada pela editora Belas Letras (Foto: Fabiana Figueira/Divulgação)Em entrevista ao G1, Nasi avalia com acidez o cenário nacional do rock e diz não temer que o livro sepulte oficialmente a banda. “Não tenho medo disso.
Não estou nem ai se o Ira! vai voltar um dia.
Estou muito bem do jeito que estou.”
Para que houvesse uma turnê de despedida, seria necessário, antes, que ele e o guitarrista Edgard Scandurra tivessem um debate franco, numa espécie de acareação.

“Só deveria voltar se realmente eu e o Edgard sentássemos juntos pra conversar.
Olha, a gente se magoou, se machucou, vamos fazer uma turnê de despedida?
Vamos falar o que está engasgado um pro outro, fechar isso.
Se tiver que sair no tapa sai, como é em várias atividades, no futebol, e no rock acontece muito.
Mas isso não vai acontecer.
Não consigo ver por causa do Edgard, pelo jeito dele.
Um poço de sensibilidade
   

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