sexta-feira, 14 de maio de 2010

Africa

Considerada o berço da humanidade - teses indicam que a espécie humana tenha surgido no continente africano há 1,8 milhões de anos ( Homo rudolfensis) - a Àfrica en sua história recente vive inumeros conflitos politicos e uma grave crise social e economica.




























































































terça-feira, 4 de maio de 2010

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL BRASILEIRO

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL

A partir do século XVIII, a América Colonial passa a conhecer movimentos que reivindicam a separação política em relação à metrópole. Vários foram os fatores que conduziram a esta situação, entre eles houve o chamado desenvolvimento interno da colônia. Vamos iniciar o estudo da crise do sistema colonial observando este aspecto.
O desenvolvimento interno do Brasil colônia pode ser constatado pela expansão territorial e pelo desenvolvimento do sentimento nativista, que passou a expressar a repulsa dos colonos com o absolutismo metropolitano.
A expansão territorialDurante o século XVI, a colonização portuguesa no Brasil limitava-­se ao litoral brasileiro, região onde se concentrava os engenhos para a produção do açúcar, e onde se realizava a extração do pau-brasil.No século XVII tem início o processo de expansão territorial, ou seja, a interiorização da colonização. Contribuíram para este processo a pecuária, o bandeirantismo, a União Ibérica, as missões jesuíticas e a mineração.

PECUÁRIA
Atividade econômica inicialmente ligada à atividade açucareira, o gado expandiu-se em direção ao sertão nordestino- dada a necessidade de pastagens. Deve-se recordar que a pecuária era uma atividade complementar e essencial por ser fonte de alimentação, força motriz, meio de transporte. O gado também era usado para a confecção de calçados, roupas, móveis e outros utensílios. A pecuária efetiva a ocupação do Vale do rio São Francisco - o rio dos currais - e o sertão nordestino.
Com a descoberta do ouro, a região de Minas Gerais passa a conhecer a criação de gado, para abastecer a enorme concentração populacional.Na parte sul da colônia, o Rio Grande do Sul, tem a pecuária desenvolvida, tendo como principal mercado a região mineradora.A mão-de-obra da pecuária, como já dissemos, era predominante livre -a figura do vaqueiro e do tropeiro. No entanto, na região das minas os rebanhos não eram criados de foram extensiva, ou seja, soltos nos pastos. Nesta região o gado vivia cercado, sendo utilizada a mão-­de-obra escrava.Desta forma, a pecuária favoreceu a ocupação do interior brasileiro e foi uma importante atividade de integração econômica, ao interligar as diversas regiões.
OS BANDEIRANTES
Fenômeno vinculado a região de São Vicente, onde, diferentemente das áreas coloniais nordestina, praticava-se uma economia de subsistência. São Vicente era uma área de muita miséria e pobreza.A expansão dos bandeirantes foi motivada pela necessidade de procurar riquezas no interior, tais como metais preciosos e mão-de-obra indígena.A partir de São Vicente, os colonos iniciam a ocupação do interior do planalto paulista, sendo esta ocupação marcada pela predominância de atividades econômicas de subsistência.A expansão patrocinada pelos bandeirantes pode ser observada nos chamados "ciclos".
O ciclo de apresamento indígenaEm virtude da pobreza na região e dado o alto preço do escravo africano, foram organizadas expedições para obtenção de mão-de-obra escrava indígena, visando atender as necessidades da pequena lavoura paulista e também vendê-la para regiões próximas. Com a ocupação dos holandeses no nordeste brasileiro, a prática de apresamento indígena aumenta. Isto em virtude da ocupação da região fornecedora de negros-Angola -pelos mesmos holandeses. A dificuldade de se conseguir mão-de-obra africana, leva os grandes proprietários da Bahia a optar pela mão-de-obra escrava indígena.Após o fim do domínio espanhol, o tráfico negreiro com a África é normalizado e a atividade de apresamento entra em decadência.Ao longo deste ciclo, houve um intenso choque do bandeirantes com os jesuítas, que tinham por missão a catequização indígena. Os bandeirantes tinham por alvos preferenciais as missões jesuíticas. O bandeirante Manuel Preto foi o responsável pela destruição das missões jesuíticas de Guairá, onde 60.000 indígenas foram aprisionados.
O ciclo do ouroAs expedições destinadas à procura de metais preciosos tinham apoio da metrópole, principalmente após o declínio da atividade açucareira nordestina. A expansão bandeirante desta etapa resultou na descoberta de ouro na região de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.Antônio Rodrigues de Arzão, em 1693, encontrou ouro em Catagüases ( Minas Gerais ), Antônio Dias de Oliveira, em 1698 descobriu ouro em Vila Rica e em 1700, Borba Gato encontrou ouro em Sabará. Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro em Cuiabá, no ano de 1719 e Bartolomeu Bueno Filho achou em Goiás, em 1722.
O ciclo do sertanismo de contratoBandeirantes eram contratados para recapturar negros foragidos e que viviam em Quilombos. Destaque para a expedição do bandeirante Domingos Jorge Velho, que destruiu o Quilombo de Palmares.As bandeiras contribuíram, de forma significativa, para a ocupação e povoamento do interior do Brasil. Porém, foram responsáveis pela dizimação de muitos grupos indígenas.

A UNIÃO IBÉRICA (1580/1640)
A União Ibérica favoreceu o processo de expansão territorial em virtude do fim do Tratado de Tordesilhas e pela necessidade de expulsão de estrangeiros que invadiram o Brasil durante este período. A Espanha sustentava longas guerras contra a Inglaterra, a França e a Holanda.
A presença inglesaA Inglaterra não reconhecia o Tratado de Tordesilhas, ocorrendo longas batalhas contra a Espanha, às quais resultaram na destruição da Invencível armada espanhola. Com o domínio espanhol sobre Portugal e as proibições, por parte dos reis espanhóis, a qualquer comércio que não fosse ibérico, os ingleses iniciaram uma série de ataques ao Brasil. O porto de Santos foi saqueado duas vezes, como também Salvador e Recife.
A presença francesaOs franceses já haviam tentado uma ocupação no Brasil, 1555 e a fundação da França Antártica, no Rio de Janeiro. Porém, a presença de franceses era uma constante, desde o período pré-colonial. Estes procuravam se fixar no litoral brasileiro, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.Foi contudo no Maranhão, que os franceses procuraram fundar uma colônia - a chamada França Equinocial. Em 1612 foi enviada uma expedição, chefiada por Daniel de La Touche, que fundou o forte de São Luís. As autoridades portugueses organizaram expedições militares para a expulsão dos franceses, comandadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre Moura.
A presença HolandesaPortugal e Holanda serem foram bons parceiros comerciais, desde a Baixa Idade Média. Os holandeses tiveram um enorme papel na montagem do engenho colonial no Brasil, realizavam o financiamento e participavam do transporte, do refino e da distribuição do açúcar brasileiro na Europa.
Com a União Ibérica, estas relações sofreram profundas alterações.Em 1568, os holandeses ( também conhecidos por flamengos), iniciaram uma guerra contra a intervenção da Espanha. Em 1581 surge as Províncias Unidas dos Países Baixos.Por conta disto, Filipe II proíbe que as colônias ibéricas mantivessem comércio com os flamengos. Em virtude dos enormes lucros holandeses na economia açucareira, no ano de 1621 foi fundada a Companhia das Índias Ocidentais, com o objetivo de ocupar as regiões produtoras de açúcar no Brasil.A primeira tentativa de ocupação deu-se no ano de 1624, na Bahia- um grande centro produtor de açúcar - Em 1625 os holandeses eram derrotados e expulsos da Bahia, episódio conhecido como Jornada dos Vassalos.No entanto, no ano de 1630 ocorreu uma Segunda invasão, desta vez em Pernambuco, e os holandeses não encontraram resistência. O governador de Pernambuco, Matias de Albuquerque organizou uma resistência, destacando-se o Arraial do Bom Jesus. Esse movimento, baseado na tática de guerrilha, foi desfeito, graças a ajuda de Domingos Fernandes Calabar, que denunciou aos holandeses a localização do principal núcleo de resistência.Os holandeses ficam no Brasil até o ano de 1654, e realizaram uma extensão territorial, conquistando o Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e parte do Ceará- foi o chamado Brasil holandês.Este Brasil holandês será governado por Maurício de Nassau, que permanece no cargo entre 1637 e 1644. Neste período foi normalizada a produção açucareira- mediante uma política de concessão de empréstimos. Visando suprir a região com mão-de-obra, foram conquistadas praças fornecedoras de escravos, tais como Angola e São Tomé.Nassau destacou-se por urbanizar a cidade de Recife, pela construção de um observatório astronômico, teatros e palácios. Sob seu governo foram realizados estudos sobre a fauna e flora tropicais, destacando-se os nomes de Frans Post, Albert Eckhout e William Piso, que escreveu um tratado sobre medicina brasileira.Os holandeses permitiram a liberdade de culto, para evitar conflito com os portugueses e os colonos brasileiros.Em 1640, inicia-se em Portugal um movimento contra o domínio espanhol, a chamada Restauração. Os portugueses recebem apoio dos holandeses, sendo por isto assinado um acordo, a Trégua dos Dez Anos (1641). Desta forma, os holandeses continuavam seu domínio sobre o Brasil.As despesas com as guerras, levaram a Companhia das Índias Ocidentais a adotar uma política financeira mais rigorosa em relação ao Brasil holandês, iniciando a cobranças dos empréstimos feitos ao senhores. Maurício de Nassau, não concordando com a nova política foi demitido em 1644, e as relações entre os holandeses e a população ficaram tensas, iniciando o movimento pela expulsão dos holandeses, conhecido como Insurreição Pernambucana (1645/1654).A expulsão dos holandeses do Brasil vai acarretar uma séria crise na economia colonial. Os holandeses irão implantar a empresa açucareira em suas colônias das Antilhas. A concorrência faz com que o Brasil perca a supremacia na produção do açúcar.

AS MISSÕES JESUÍTICAS
Os jesuítas estavam no Brasil para, entre outras coisas, catequizar os indígenas. Isto dava nas chamadas missões, que eram aldeamentos indígenas. Tais missões localizavam-se, em sua grande maioria, no interior da colônia.
A MINERAÇÃO
Foi uma atividade econômica que intensificou ocupação do interior do Brasil, lembre-se que o ouro foi encontrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.Além destes fatores, acima mencionados, podemos citar a economia das drogas do sertão, como cacau, baunilha, pimenta, guaraná, cravo, castanha, ervas medicinais e aromáticas - responsáveis pela ocupação da Amazônia. Destaque para os jesuítas, que fundaram uma série de missões na região e irão explorar a mão-de-obra indígena para a extração dos produtos.Assim, a pecuária, os bandeirantes, o período da União Ibérica, a ação das missões religiosas e a mineração; patrocinam a expansão territorial da colonização. Há um dinamismo econômico maior, há a formação de núcleos populacionais e o desenvolvimento de classes sociais intermediárias. Estes elementos, somados à opressão metropolitana, contribuíram para o desenvolvimento do nativismo ­rebeldia contra o absolutismo lusitano, gerando as chamadas
Rebeliões Nativistas
As rebeliões (revoltas) nativistas.Movimentos caracterizados por rebeldias contra o aumento do fiscalismo português após a Restauração (1640). Para sair da crise financeira imposta pelo domínio espanhol, Portugal enrijece o pacto­colonial, com a criação do Conselho Ultramarino. É contra esta nova política que os colonos se posicionam.Os movimentos nativistas foram de caráter local e não reivindicavam a independência da colônia. Refletem o conflito entre os interesses da metrópole - o chamado centralismo - e os interesses dos colonos - o chamado localismo.A Insurreição Pernambucana é tida como a responsável pelo despertar do sentimento nativista, visto que, ao longo de sua ocorrência registraram-se divergências entre os colonos e os interesses da Metrópole.
ACLAMAÇÃO DE AMADOR BUENO
(1641)Movimento onde Amador Bueno da Ribeira foi aclamado rei de São Paulo. Este fato está relacionado como uma ameaça aos interesses espanhóis na região.
A REVOLTA DE BECKMAN
(1684)Ocorrida no Maranhão e liderada pelos irmãos comerciantes, Manuel e Tomás Beckman, contra a Companhia de Comércio do Maranhão, que exercia o monopólio do comércio e do tráfico negreiro. A Companhia não cumpria seus objetivos, levando os colonos a suprirem a falta de mão-de-obra escravizando os índios. Isto gerou um novo conflito, desta vez com a Companhia de Jesus.

A GUERRA DOS EMBOABAS ( 1708/1709)
Ocorrida em Minas Gerais, resultado das rivalidades entre os colonos paulistas e os "emboabas" -forasteiros que, sob proteção da metrópole, exerciam o monopólio de diversas atividades comerciais.

A GUERRA DOS MASCATES (1710)
Desde a expulsão dos holandeses de Pernambuco, a aristocracia rural de Olinda estava em decadência econômica. No entanto, Olinda continuava a controlar a capitania de Pernambuco através de sua Câmara Municipal.Enquanto Olinda passava por uma crise econômica, o povoado de Recife -submetido à autoridade da Câmara de Olinda -estava prosperando, graças ao crescimento da atividade comercial. O comércio era exercido por portugueses, conhecidos por mascates. Estes emprestavam dinheiro a juros aos proprietários de terras de Olinda.Em 1703 o povoado de Recife conquista o direito de vila, tendo sua autonomia política em relação a Olinda. Não aceitando a nova situação os proprietários de terras atacaram Recife e destruíram o pelourinho- símbolo da autonomia.Os conflitos estenderam-se até 1711 quando a região foi pacificada e Recife passou a ser a sede administrativa de Pernambuco.

A REVOLTA DE VILA RICA (1720)
Também conhecida como Revolta de Filipe dos Santos, ocorreu em Minas Gerais contra o excessivo fiscalismo português, marcado pelos aumentos dos impostos e pela criação das Casas de Fundição.As rebeliões nativistas, como se viu, não defendiam a emancipação política do Brasil em relação a Portugal. No entanto, ao longo do século XVIII, motivados pelo desenvolvimento interno da colônia e por fatores externos, a colônia será palco dos chamados movimentos emancipacionistas, que tinham como principal meta a busca da independência.
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Os movimentos emancipacionistas.
Foram influenciados pelo desenvolvimento interno da colônia e por fatores externos, tais como o Iluminismo, com seu ideal de liberdade, igualdade e fraternidade; a Independência dos EUA, que servirá de inspiração a toda América colonial; a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, e a necessidade de ampliar mercados consumidores e fornecedores, surgindo o interesse de acabar com os monopólios; a Revolução Francesa, que pôs fim ao Antigo Regime e a chamada Era Napoleônica, período de consolidação dos ideais burgueses.

INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)
Movimento que ocorreu em Minas Gerais e teve forte influência do Iluminismo e da independência dos Estados Unidos da América.Este movimento separatista está relacionado aos pesados impostos cobrados por Portugal, especialmente a decretação da derrama.Os conjuras, em sua maioria, pertenciam a alta sociedade mineira. Entre os mais ativos encontram-se Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio José Alvarenga, José de Oliveira Rolim e o alferes Joaquim José da Silva Xavier.Entre os objetivos estabelecidos pelos conjuras estavam a criação de um regime republicano, tendo a Constituição dos Estados Unidos como modelo, o apoio a industrialização e a adoção de uma nova bandeira, tendo ao centro um triângulo com os dizeres: Libertas quae sera tamen, quem em latim, significa "Liberdade ainda que tardia". Quanto à questão da escravidão nada ficou definido.O movimento ficou apenas nos planos das idéias, pois ele não aconteceu. Alguns de seus participantes denunciou o movimento, em troca do perdão de seus dívidas.O governador - visconde de Barbacena - suspendeu a derrama e iniciou a prisão dos conspiradores, que aguardaram o julgamento na prisão. Apenas Tiradentes assumiu integralmente a responsabilidade pela conspiração, sendo por isto, condenado à morte no ano de 1792, sendo enforcado no dia 21 de abril, na cidade do Rio de Janeiro.Outros conspiradores foram condenados ao desterro e Cláudio Manuel da Costa enforcou-se na prisão. Acredita-se que tenha sido assassinado pelos carcereiros.

CONJURAÇÃO CARIOCA (1794)
Inspirada pela Revolução Francesa, os conjuras fundaram a Sociedade Libertária para divulgação dos ideais de liberdade. O movimento não ultrapassou de poucas reuniões intelectuais, que contavam com a presença de Manuel Inácio da Silva Alvarenga e Vicente Gomes.Foram denunciados e acusados de criticarem a religião e o governo metropolitano.

A INCONFIDÊNCIA BAIANA (1798)
No século XVIII, em virtude da decadência da economia açucareira e da transferência da capital da colônia para o Rio de Janeiro, em 1763, a Bahia passava por uma grave crise econômica, atingindo toda a população baiana, especialmente as camadas inferiores, constituída por ex-escravos, pequenos artesãos e mestiços. Contra esta situação haviam manifestações, através de ruaças e motins.No ano de 1797 é fundada, em Salvador, a primeira loja maçônica do Brasil - Loja dos Cavaleiros da Luz -, que se propunha a divulgar os "abomináveis princípios franceses"; participavam das reuniões os nomes de Cipriano Barata e Francisco Muniz Barreto. Os intelectuais contaram com grande apoio de elementos provenientes das camadas populares, destacando as figuras de João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens.A partir de 1798, circulam panfletos dirigidos à população, conclamando a todos a uma revolução e a proclamação da República Baiense. Os panfletos defendiam a igualdade social, a liberdade de comércio, o trabalho livre, extinção de todos os privilégios sociais e preconceito de cor.Este movimento apresenta um forte caráter social popular, sendo por isto também conhecido como a "Conjuração dos alfaiates".
O Estado português no Brasil.
No ano de 1808, a família real portuguesa chega ao Brasil, inaugurando uma nova era política-administrativa na colônia e abrindo caminho para a ruptura definitiva dos laços entre metrópole e colônia.
A transferência da Corte portuguesa para o BrasilA vinda da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da conjuntura européia do início do século XIX. Neste momento, Napoleão Bonaparte procurava enfraquecer a Inglaterra, mediante a imposição do Bloqueio Continental, pelo qual, nenhuma nação da Europa Continental poderia manter relações comerciais com a Inglaterra.Como Portugal era dependente economicamente da Inglaterra, não conseguiu cumprir as determinações do Bloqueio Continental, sendo por isto invadido pelo exército francês.Com a ajuda do embaixador inglês em Lisboa, Lord Strangford, D. João transferiu-se, no dia 29 de novembro de 1807, para o Brasil - com sua Corte e por cerca de 15.000 pessoas. No dia 30 de novembro as forças francesas, comandadas pelo general Junot, invadiam Lisboa. D. João chegou à Bahia em 22 de janeiro de 1808, dando início a uma nova etapa na História do Brasil.

ADMINISTRAÇÃO JOANINA NO BRASIL (1808/1820)28/01/1808-
Abertura dos Portos às Nações Amigas: Decreto que pôs fim ao monopólio luso sobre o comércio brasileiro. A principal interessada na medida era a Inglaterra, que procurava ampliar o mercado consumidor de seus produtos manufaturados.
01/04/1808-Alvará de Permissão Industrial: Concedia liberdade para o estabelecimento de indústrias e manufaturas na colônia. Tal medida não se efetivou em virtude da concorrência dos produtos ingleses - principalmente após 1810 - e pela concentração de recursos na lavoura exportadora.
1810 -Tratados de Aliança, Comércio e Navegação: Assinados com a Inglaterra e teriam validade por 14 anos. O mais importante deles é o Tratado de Comércio, que estabelecia taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses; produtos portugueses pagariam uma taxa de 16% e produtos de outras nações pagariam 24%. Os súdito ingleses ainda teriam o direito de extraterritorialidade, ou seja, continuariam submetidos às leis britânicas. O tratado determinava que o governo português deveria abolir o tráfico negreiro.Com este acordo, o mercado brasileiro passou a ser dominado pelos ingleses- desde panos e ferragens até caixões de defunto e patins para gelo!
16/12/1815-Elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves.O novo estatuto jurídico representava um passo a mais em direção à emancipação política.Outras medidas de D. João -fundação do Banco do Brasil; instalação de ministérios, tribunais, cartórios; criação da Imprensa Régia, surgindo os primeiros jornais brasileiros: A Gazeta do Rio de Janeiro (1808) e A idade D'Ouro do Brasil, em Salvador (1810); criação de escolas, bibliotecas; o Jardim Botânico etc...Destaque para a Missão Artística Francesa, uma missão cultural que visitou o Brasil a convite de D. João. O mais famoso desta missão foi Jean Baptist Debret, que deixou várias pinturas, desenhos e aquarelas, retratando os costumes do Brasil joanino.

A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)
As dificuldades econômicas do Nordeste somadas aos pesados impostos cobrados após a chegada da família real ao Brasil, contribuíram para a eclosão de outro movimento separatista, desta feita em Pernambuco e ano de 1817.O aumento dos impostos, para custear os gastos da monarquia instalada no Rio de Janeiro, gerou profunda insatisfação dos colonos ­que enfrentavam dificuldades econômicas. Somadas às idéias de liberdade e igualdade que agitavam a Europa e a América, em março de 1817 tem início a conspiração, com a criação do Governo Provisório. O movimento recebeu a adesão da Paraíba e do Rio Grande do Norte.A Lei Orgânica, publicada pelo governo republicano destacava a igualdade de direitos e a garantia da propriedade privada. Entre seus líderes, destacaram-se Domingos José Martins e o padre Miguel Joaquim de Almeida e Castro. O novo governo decretou também a extinção do impostos.No entanto, este movimento, de caráter republicano, separatista e anti-lusitano fracassou, não obstante, deixou profundas raízes na sociedade pernambucana, que anos mais tarde ( 1824 ) revolta-se novamente.

POLÍTICA EXTERNA-
Ocupação da Guiana Francesa, em 1809, num ato de represália a Napoleão Bonaparte. A região foi devolvida em 1817;-Anexação da Cisplatina, como pretexto de salvaguardar os interesses espanhóis. Carlota Joaquina era irmã de Fernando VII, que foi deposto por Napoleão Bonaparte.

REVOLUÇÃO DO PORTO (1820)
Movimento marcado por um duplo caráter. De um lado, mostrava­se liberal, acabando com o absolutismo português e elaborando uma Constituição que limitava os poderes do rei e ampliava os poderes das Cortes ( o Parlamento ). Por outro lado, era um movimento de caráter conservador, visto que a burguesia lusitana pretendia recolonizar o Brasil.Por força da revolução, D. João VI retorna a Portugal e deixa seu filho, Pedro, como príncipe regente do Brasil.Contra a tentativa de recolonização do Brasil surgiram dois grupos políticos: o Partido Português, composto por grandes comerciantes e militares portugueses e que defendiam as propostas da Revolução do Porto e o Partido Brasileiro, formado por fazendeiros escravistas e comerciantes brasileiros e atuaram pela independência do Brasil. Os principais nomes deste grupo eram José Bonifácio, Gonçalves Ledo e Clemente Pereira.

A REGÊNCIA DE D.PEDRO (1821/22)09/01/1822- Dia do Fico -
Respondendo com o Fico após uma petição com oito mil assinaturas e desobedecendo ás ordens da Corte de retornar a Portugal.04/04/1822- decretado o "Cumpra-se", onde nenhum ato das Cortes teriam validade no Brasil.13/05/1822- D. Pedro recebe o título de Defensor Perpétuo do Brasil.03/06/1822-D. Pedro convoca uma Assembléia Geral Constituinte, uma declaração formal de independência.07/09/1822- D. Pedro proclamou a independência às margens do riacho do Ipiranga.A proclamação da independência do Brasil não provocou rupturas históricas, ou seja, o Brasil manteve a estrutura legada do período colonial, qual seja, a permanência do latifúndio monocultor escravocrata, voltado para atender os interesses do mercado externo.A monarquia foi mantida como forma de manter os privilégios da classe dominante brasileira.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CRUZADAS PARTE II

1096, Abril. Partida da Cruzada popular dirigida por Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir. Massacres de judeus na Renânia.

1095, começos. Aleixo I Comneno, imperador bizantino, envia uma embaixada ao papa Urbano II, para lhe pedir ajuda.
1095, Primavera. O papa Urbano II inicia a sua viagem a França.
1095, 18 de Novembro. Abertura do Concílio de Clermont.
1095, 26 de Novembro. Urbano II lança o seu apelo à Cruzada.
1096, Abril. Partida da Cruzada popular dirigida por Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir. Massacres de judeus na Renânia.
1096, 6 de Julho. Concílio de Nimes: Urbano II confia a Raimundo de Saint-Gilles o comando de uma das expedições à Terra Santa.
1096, 1 de Agosto. A Cruzada popular chega a Constantinopla.
1096, Verão. Partida da Cruzada dos barões (Godofredo de Bulhão; Raimundo IV conde de Toulouse; Boemundo de Tarento; Estêvão conde de Blois; Tancredo de Hauteville e Roberto II conde da Flandres). O imperador alemão, Henrique IV, e o rei de França, Filipe I, estando excomungados, não puderam dirigir a Cruzada.
1096, 21 de Outubro. As tropas turcas e búlgaras do sultão de Niceia, Kilij Arslan, aniquilam a Cruzada popular na Anatólia. Pedro, o Eremita escapa ao massacre e foge para Constantinopla.
1096, 23 de Dezembro. Chegada de Godofredo de Bulhão a Constantinopla. O imperador de Bizâncio exige, e obtém, após muitas recusas, a promessa de restituição das terras e das cidades retomadas aos muçulmanos, e a aceitação da sua suserania sobre as novas conquistas.
1097, fim de Abril. O exército dos barões abandona Constantinopla, passando para a Ásia Menor.
1097, Maio. Tiro cai nas mãos dos Fatimidas do Egipto.
1097, Junho. Tomada de Niceia pelos cruzados, restituída a Bizâncio.
1097, 1 de Julho. Vitória franca contra o sultão turco de Iconium (Konya), em Dorileia.
1097, 13 de Setembro. Os cruzados dividem o exército em dois forças em Heracleia.
1097, 20 de Outubro. Chegada dos cruzados a Antioquia, e começo do cerco.
1097, 15 de Novembro. Balduíno de Bolonha abandona o campo dos cruzados e toma a direcção de Edessa, devido ao pedido de apoio do príncipe arménio da cidade.
1098, Fevereiro. Os Bizantinos abandonam o cerco de Antioquia. Balduíno chega a Edessa.
1098, Março. Balduíno de Bolonha proclama-se príncipe de Edessa, após a morte de Thoros, príncipe arménio, que lhe tinha pedido ajuda e o tinha adoptado. Funda assim o primeiro Estado Latino do Oriente.
1098, 3 de Junho. Tomada de Antioquia pelos Cruzados. Boemundo I de Tarento, chefe dos normandos da Itália meridional, recusa devolvê-la aos bizantinos e proclama-se príncipe de Antioquia.
1098, 4 de Junho. Os cruzados são cercados em Antioquia por um exército de socorro, comandado por Kerbogha, enviado pelo Sultanato seljúcida da Pérsia.
1098, 14 de Junho. Pedro Bartolomeu descobre a Santa Lança debaixo das lajes de uma igreja de Antioquia.
1098, 28 de Junho. Os cruzados de Antioquia derrotam as forças sitiantes muçulmanas.
1098, 26 de Agosto. Os Fatimidas ocupam Jerusalém.
1098,12 de Dezembro. Os cruzados apoderam-se de Maarat An Noman, na Siria. A população é massacrada e a cidade destruída.
1099, 13 de Janeiro. Os Francos retomam a sua marcha para Jerusalém.
1099, 2 de Fevereiro. O exército passa por Qal'at-al-Hosn, o futuro Krak dos Cavaleiros.
1099, 7 de Junho. O exército franco chega a Jerusalém.
1099, 13 de Junho. Primeiro assalto à cidade, sem qualquer preparação prévia, que falha.
1099, 10 de Julho. Assalto a Jerusalém. A muralha circundante é atravessada.
1099, 15 de Julho. Conquista de Jerusalém pelos cruzados. Massacre da população muçulmana e judia.
1099, 12 de Agosto. Os Francos derrotam os Egípcios em Ascalon, na costa mediterrânica, a norte de Gaza.
1099, 22 de Julho. Eleito rei de Jerusalém pelos barões, Godofredo de Bulhão só aceita o título de defensor do Santo Sepulcro.
1099, 1 de Agosto. Arnoul Malecorne, patriarca de Jerusalém. É substituído em 31 de Dezembro por Daimbert, bispo de Pisa, legado do papa.
1100. Acordo comercial entre Veneza e o Reino Franco de Jerusalém.
1100, 18 de Julho. Morte de Godofredo de Bulhão. Balduíno de Bolonha, irmão de Godofredo, príncipe de Edessa, é coroado primeiro rei de Jerusalém em Belém, no dia 25 de Dezembro.
1100-1101. Cruzadas de socorro. Cruzada lombarda (1) dirigida pelo arcebispo de Milão, Anselmo du Buis, Raimundo de Saint-Gilles, Estêvão-Henrique, conde de Blois, Estêvão, conde da Borgonha e o primeiro oficial do Santo Sepulcro, Conrado. Cruzadas de Nevers (2) e da Aquitânia (3). Nenhuma delas consegue atravessar a Ásia Menor, sendo sucessivamente vencidas por uma coligação dos diferentes potentados turcos da Anatólia.
1101, Março. Tancredo de Hauteville, um dos chefes da primeira Cruzada, abandona Jerusalém regressando ao Ocidente por Antioquia.
1101, 17 de Maio. Os Francos tomam Cesareia.
1102. Raimundo de Saint-Gilles toma Tortosa.
- Vitória de Balduíno em Ramla.
1103. Início do cerco de Trípoli pelos Francos.
1104, 7 de Maio. Derrota dos Francos em Harran: Balduíno du Bourg é feito prisioneiro. Paragem do avanço da Cruzada na Mesopotâmia, que se dirigia para Mossoul, no rio Tigre.
1104, 26 de Maio. Os cruzados tomam Acre com a ajuda de uma esquadra genovesa.
1105, 28 de Fevereiro. Raimundo de Saint-Gilles morre em Mont-Pèlerin, durante o cerco de Trípoli. É sucedido por Bertrand de Saint-Gilles.
1105-1113. Os «Assassinos» redobram de actividade.
1108. Conflito entre Tancredo e Balduíno du Bourg a propósito da restituição de Antioquia a este último.
1109, Julho. Trípoli cai na mão dos Francos. O conde Bertrand conquista finalmente a cidade de que é titular.
1110. Conquista do Castelo Branco (Safita) e do Krak dos Cavaleiros.
1111. Mawdud, emir ortoqida de Mossul, ataca os Francos, e massacra a população de Edessa quando esta se dirigia para a margem ocidental do rio Eufrates.
1113. Bula do papa Pascoal II reconhecendo oficialmente a ordem do Hospital de São João de Jerusalém.
1115. Conquista pelos francos do castelo de Shawbak (Montréal), a sul do Mar Morto.
1118. Morte do imperador Aleixo Comneno; a sua filha Ana começa a redacção da Alexíada.
1118, Abril. Morte de Balduíno I; sucede-lhe Balduíno du Bourg.
1119. Batalha de «Ager sanguinis» (do campo de sangue). O emir el Ghazi, de Diyarbakir aniquila o exército franco de Antioquia, pertp de Atareb.
1119-1120. Nove cavaleiros ocidentais fundam, em Jerusalém, a Milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo (Futura Ordem do Templo).
1123, 29 de Maio. Os Egípcios são derrotados em Ibelin pelo primeiro oficial do rei, Eustáquio Garnier, regente do reino durante o cativeiro de Balduíno II.
1124, 7 de Julho. Tomada de Tiro pelos cruzados.
1129, Janeiro. Concílio de Troyes: a Ordem do Templo é oficialmente reconhecida pelo papa Honório III.
1129, 18 de Junho. Zinki instala-se em Alepo; faz apelo à Jihad contra os Francos.
1131, 14 de Setembro. Morte de Balduíno II; Foulques V, de Anjou, rei de Jerusalém.
1135. O Hospital de São João de Jerusalém transforma-se em ordem militar.
1142. O Krak dos Cavaleiros é cedido aos Hospitalários de São João.
1143, 25 de Dezembro. Zinki, atabaque de Alepo e de Mossul, toma Edessa.

AS CRUZADAS PARTE I




622. Maomé (570-632) é obrigado a sair de Meca, retirando-se para Medina (cidade do Profeta). Começo da Hégira (exílio), ponto de partida do calendário muçulmano (16 de Julho de 622).
630, 1 de Janeiro. Maomé regressa a Meca, após ter derrotado as forças de Meca e os seus aliados. A nova doutrina triunfa na Arábia.
632. Morte de Maomé em Medina. Abu Bakr é escolhido por aclamação como primeiro califa. Os falsos profetas são derrotados, e as tribos rebeldes derrotadas.
634 – 644. O califa Omar, o primeiro a usar o título de Amir al-Mu'minin (príncipe dos Fiéis), transforma o Estado nacional árabe num império teocrático internacional e estabelece uma administração militar. O chefe das tropas de ocupação transforma-se em governador civil, chefe religioso e juiz temporal.
634. Teodoro, irmão do imperador bizantino Heráclio, é derrotado em Ajnadayn, entre Gaza e Jerusalém, pelo exército árabe.
636. Derrota do exército bizantino em Yarmuk, ao sul do Lago Tiberíades.
638. O califa Omar apodera-se de Jerusalém. Conquista da Palestina e da Síria.
639-641. Conquista da Mesopotâmia, actual Iraque, pelos exércitos árabes.
642. Conquista do Egipto, negociada pelo patriarca de Alexandria. As condições acordadas garantiam a segurança de pessoas e bens, e a liberdade de culto para os cristãos. Fundação do Cairo (al-Fustât)
649. Conquista de Chipre.
655. Conquista de Cabul.
687. Começo da construção da mesquita de Omar em Jerusalém.
711. Invasão da Península Ibérica. Derrota de Rodrigo, último rei Visigodo de Espanha.
- Conquista da região do Indo (actual Paquistão e Afeganistão).
716 - 717. Cerco de Constantinopla
732. Batalha de Poitiers. Fim da expansão árabe na Europa.
747. Sublevação abássida no Kkorassan.
750. Derrota do último califa Omíada de Damasco na batalha do Grande Zab, na Pérsia revoltada pelos Chiitas.
750 – 1258. Dinastia Abássida (de Abbas, tio de Maomé), sedeada em Bagdade, cidade inteiramente nova construída nas margens do rio Tigre. Fundada por Abu al-Abbas.
755 – 1031. Emirado, e mais tarde Califado (929), Omíada de Córdova, na Península Ibérica. Fundado por Abd al-Rahman, fugido do massacre dos omíadas em Damasco.
c.800. Mercadores muçulmanos em Cantão. Fábrica de papel fundada em Bagdade.
809. Morte do califa Haroun al-Rachid, conhecido pelas Mil e Uma Noites. Apogeu do império árabe.
825. Ocupação da ilha de Creta pelos muçulmanos.
827. O Mu'tazilismo, escola do Islão clássico fortemente influenciada pelo racionalismo, é proclama doutrina oficial.
830. Primeiras peregrinações a Santiago de Compostela. Depois de se ter encontrado o túmulo em 813.
831. Conquista de Palermo, na Sicília, pelos Árabes
842. Conquista de Messina, na Sicília, e de Tarento, na Península Itálica, pelos Árabes
842 – 902. Conquista da Sicília pelos Árabes.
846. Incursão muçulmana em Roma.
857. Morre Muhâsibi, um dos primeiros mísiticos (Çufis).
864. Surge a doutrina do «encerramento das portas do raciocínio individual» em matéria de interpretação da Lei.
868-883. Revolta dos escravos negros (Zandj) no Baixo-Iraque.
869. Conquista árabe da ilha de Malta.
874. Nascimento do teólogo al-Ash'ari: conciliação do racionalismo mu'tazilita com o tradicionalismo sunnita.
875. Massacre dos comerciantes muçulmanos na China.
940 – 1258. O califado dos Abássidas deixa de ter qualquer importância política. Devido ás revoltas chiitas, e à incapacidade do califa, aparecem várias dinastias locais cujos príncipes tomam o título de califa.
960. Conversão ao Islão dos Turcos Qarakhânidas.
961. Reconquista de Creta pelos bizantinos.
962. Fundação da dinastia Ghaznévida, no Afeganistão, primeira dinastia turca no mundo muçulmano. Existirá até 1186.
- Os Bizantinos retomam Alepo.
969. Os Fatimidas, dinastia aparecida no Norte de África por volta de 910, apoderam-se do Egipto.
- Fundação do novo Cairo (al-Aâhira).
- Os Bizantinos voltam a ocupar Antioquia.
993. Nascimento de Ibn Hazm, poeta e teólogo andaluz: apologia da interpretação literal do Corão e da tradição.
996. Massacre de mercadores de Amalfi, porto no sul de Itália, no Cairo.
997. Incursão muçulmana contra S. Tiago de Compostela.
1009. O califa fatimida do Cairo, al-Hakim, manda destruir as igrejas de Jerusalém.
1017. Começo da pregação druza.
1019. Proclamação, pelo califado de Bagdade, de um credo de inspiração hanbalita, uma das quatro escolas do Islão sunnita, que se caracteriza pela sua atenção ao respeito da tradição corânica e profética. Uma 2.ª proclamação dá-se em 1042 e uma 3.ª em 1053.
1031. Fim do Califado de Córdova. As possesões muçulmanas da Península Ibérica são repartidas em principados (tawa'if), conhecidos por Taifas.
1035. Peregrinação a Jerusalém de Roberto, o Diabo (ou o Magnífico), duque da Normandia.
1036. Muçulmanos e Bizantinos concordam em reconstruir as igrejas cristãs de Jerusalém.
1040. Vitória dos Turcos Seljúcidas sobre os Ghaznévidas em Dandanaqan.
1043. Miguel Cerulário torna-se patriarca de Jerusalém.
1054, 25 de Julho. Cisma entre Roma e Constantinopla. Miguel Cerulário, excomungado pelo papa Leão IX, excomunga todos os latinos.
1055. Os Turcos seljúcidas conquistam Bagdade.
1062. O papa Alexandre II concede o perdão dos pecados a quem combater os muçulmanos.
1063. Cruzada de cavaleiros borgonheses à Península Ibérica. O exército cruzado conquista a cidade de Barbastro, em 1064, após 4 meses de cerco.
1064. O arcebispo Gunther de Maiença e os bispos Guilherme de Utrecht e Otto de Ratisbona organizam uma peregrinação de 7.000 pessoas a Jerusalém.
1071, 19 de Agosto. os Bizantinos são derrotados pelos Turcos Seljucidas em Manzikert.
cerca de 1080. Mercadores de Amalfi fundam, perto do Santo Sepulcro, o hospital de São João de Jerusalém, para recolher os peregrinos pobres.
- Fundação da seita muçulmana dos Assassinos.
1081. Aleixo Comneno, imperador do Oriente.
1082. Devido à ajuda prestada contra os Normandos, Veneza obtêm o direito de comerciar em todo o Império Bizantino, sem pagar direitos alfandegários
1084. Antioquia cai nas mãos dos Turcos.
1085. Os Normandos dominam a Sicília.
- Conquista de Toledo por Afonso VI de Castela.
1086. Afonso VI de Castela é vencido na batalha de Sagrajar pelos berberes almorávidas, chamados à Península Ibérica pelos reis muçulmanos das Taifas, devido à conquista de Toledo.
1086 – 1090. Peregrinação à Terra Santa do conde de Flandres, Roberto de Frison.
1087. Cruzada francesa a Espanha, organizada por Urbano II, e dirigida por Raimundo de Saint-Gilles, conde de Toulouse e Eudes I, duque da Borgonha.
1090. Conquista de Malta pelos Normandos.
- Os «Assassinos» apoderam-se do castelo de Alamute, na Pérsia.
1092. Os «Assassinos» matam o vizir Nizam al-Mulk..

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Led Zeppelin - Rock and roll


It's been a long time since I rock and roll

It's been a long time since I did the stroll

Let me get it back, let me get it backLet me get it back,

baby, where I came from

It's been a long time, been a long time
Been a long lonely

Lonely, lonely, lonely Lonely time
Yes, it has


It's been a long time since the book of love

I can't count the tears of a life with no love

Carry me back, carry me back,Carry me back,

baby, where I came from


It's been a long time, been a long time
Been a long lonely

Lonely, lonely, lonelyLonely time


Seems so long since we walked in the moonlight

Making vows that just can't work right

Open your arms, opens your arms

Open your arms, baby, let my love come running in

It's been a long time, been a long time
Been a long lonely

Lonely, lonely, lonelyLonely time

Led Zeppelin - Stairway To Heaven - Letra e Tradução


Stairway To Heaven

Escadaria Para o Paraíso

There's a lady who's sure all that glitters is gold
Há uma senhora que acredita que tudo o que brilha é ouro
And she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
And when she gets there she knows if the stores are all closed
Quando ela chega lá ela descobre que se as lojas estiverem todas fechadas
With a word she can get what she came for
Com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar
Oh, and she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso

There's a sign on the wall but she wants to be sure
Há um cartaz na parede mas ela quer ter certeza
'Cause you know sometimes words have two meanings
Porque você sabe que às vezes as palavras têm duplo sentido
In the tree by the brook there's a songbird who sings
Em uma árvore a beira do riacho há um rouxinol que canta
Sometimes all of our thoughts are misgiving
Às vezes todos os nossos pensamentos estão errados.
(2x)

Oh, it makes me wonder
Isto me faz pensar
There's a feeling I get when I look to the west
Há algo que sinto quando olho para o oeste
And my spirit is crying for leaving
E meu espírito chora ao partir
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
Em meus pensamentos tenho visto anéis de fumaça atravessando as árvores
And the voices of those who stand looking
E as vozes daqueles que ficam parados olhando

Oh, it makes me wonder
Isto me faz pensar
Oh, and it makes me wonder
Isto realmente me faz pensar
And it's whispered that soon, if we all called the tune
E um sussurro avisa que em breve se todos entoarmos a canção
Then the piper will lead us to reason
O flautista nos levará à razão
And a new day will dawn for those who stand long
E um novo dia irá nascer para aqueles que suportarem
And the forest will echo with laughter
E a floresta irá ecoar gargalhadas


Woe, oh

If there's a bustle in your hedgerow
Se há um alvoroço em sua horta
Don't be alarmed now
Não fique assustada
It's just a spring clean for the May Queen
É apenas limpeza de primaveril da rainha de maio
Yes there are two paths you can go by
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
But in the long run
Mas na longa estrada
There's still time to change the road you're on
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue
And it makes me wonder
E isso me faz pensar


Oh

Your head is humming and it won't go, in case you don´t know
Sua cabeça lateja e não vai parar caso você não saiba
The piper's calling you to join him
O flautista te chama para você se juntar a ele
Dear lady can you hear the wind blow and did you know
Querida senhora, pode ouvir o vento soprar? e você sabia
Your stairway lies on the whispering wind
Sua escadaria repousa no vento sussurrante

And as we wind on down the road
E enquanto corremos soltos pela estrada
Our shadows taller than our souls
Com nossas sombras mais altas que nossas almas
There walks a lady we all know
Lá caminha uma senhora que todos conhecemos
Who shines white light and wants to show
Que brilha luz branca e quer mostrar
How everything still turns to gold
Como tudo ainda vira ouro
And if you listen very hard
E se você ouvir com atenção
The tune will come to you at last
A canção irá finalmente chegar a você
When all are one and one is all, yeah
Quando todos são um e um é o todo
To be a rock and not to roll
Ser uma rocha e não rolar
Oh
And she's buying a stairway to heaven
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mário Quintana



Poema da gare de Astapovo




O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anosE foi morrer na gare de Astapovo!Com certeza sentou-se a um velho banco,Um desses velhos bancos lustrosos pelo usoQue existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundoContra uma parede nua...Sentou-se ...e sorriu amargamentePensando queEm toda a sua vidaApenas restava de seu a Gloria,Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhasColoridasNas mãos esclerosadas de um caduco!E entao a Morte,Ao vê-lo tao sozinho aquela horaNa estação deserta,Julgou que ele estivesse ali a sua espera,Quando apenas sentara para descansar um pouco!A morte chegou na sua antiga locomotiva(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,E quem sabe se ate não morreu feliz: ele fugiu...Ele fugiu de casa...Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância!

Mário Quintana





Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês.No ano de 1914 inicia seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino.
Em 1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio.Por motivos de saúde, em 1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A Livraria era uma editora de renome nacional.No ano seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre.O pai de Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra, diretor da citada publicação.Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande, que era dirigida por Raul Pilla. No ano seguinte a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus poemas. Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas, também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre.Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação de O Estado do Rio Grande.
O ano de 1934 marca a primeira publicação de uma tradução de sua autoria: Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. Começa a traduzir para a Editora Globo obras de diversos escritores estrangeiros: Fred Marsyat, Charles Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini, Maupassant, dentre outros. O poeta deu uma imensa colaboração para que obras como o denso Em Busca do Tempo Perdido, do francês Marcel Proust, fossem lidas pelos brasileiros que não dominavam a língua francesa.Retorna à Livraria do Globo, onde trabalha sob a direção de Érico Veríssimo, em 1936.Em 1939, Monteiro Lobato lê doze quartetos de Quintana na revista lbirapuitan, de Alegrete, e escreve-lhe encomendando um livro. Com o título Espelho Mágico o livro vem a ser publicado em 1951, pela Editora Globo.A primeira edição de seu livro A Rua dos Cataventos, é lançada em 1940 pela Editora Globo. Obtém ótima repercussão e seus sonetos passam a figurar em livros escolares e antologias.Em 1943, começa a publicar o Do Caderno H, espaço diário na Revista Província de São Pedro.Canções, seu segundo livro de poemas, é lançado em 1946 pela Editora Globo. O livro traz ilustrações de Noêmia.Lança, em 1948, Sapato Florido, poesia e prosa, também editado pela Globo. Nesse mesmo ano é publicado O Batalhão de Letras, pela mesma editora. Seu quinto livro, O Aprendiz de Feiticeiro, versos, de 1950, é uma modesta plaquete que, no entanto, obtém grande repercussão nos meios literários. Foi publicado pela Editora Fronteira, de Porto Alegre.Em 1951 é publicado, pela Editora Globo, o livro Espelho Mágico, uma coleção de quartetos, que trazia na orelha comentários de Monteiro Lobato.Com seu ingresso no Correio do Povo, em 1953, reinicia a publicação de sua coluna diária Do Caderno H (até 1967). Publica, também, Inéditos e Esparsos, pela Editora Cadernos de Extremo Sul - Alegrete (RS).Em 1962, sob o título Poesias, reúne em um só volume seus livros A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro, tendo a primeira edição, pela Globo, sido patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul.Com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, é publicada sua Antologia Poética, em 1966, pela Editora do Autor - Rio de Janeiro. Lançada para comemorar seus 60 anos, em 25 de agosto o poeta é saudado na Academia Brasileira de Letras.


A Câmara de Vereadores da capital do Rio Grande do Sul — Porto Alegre — concede-lhe o título de Cidadão Honorário, em 1967. Passa a publicar Do Caderno H no Caderno de Sábado do Correio do Povo (até 1980).Em 1968, Quintana é homenageado pela Prefeitura de Alegrete com placa de bronze na praça principal da cidade, onde estão palavras do poeta: "Um engano em bronze, um engano eterno". Falece seu irmão Milton, o mais velho.1973. Nesse ano o poeta e prosador lançou, pela Editora Globo — Coleção Sagitário — o livro Do Caderno H. Nele estão seus pensamentos sobre poesia e literatura, escritos desde os anos 40, selecionados pelo autor.Em 1975 publica o poema infanto-juvenil Pé de Pilão, co-edição do Instituto Estadual do Livro com a Editora Garatuja, com introdução de Érico Veríssimo. Obtém extraordinária acolhida pelas crianças.Quintanares é impresso em 1976, em edição especial, para ser distribuído aos clientes da empresa de publicidade e propaganda MPM. Por ocasião de seus 70 anos, o poeta é alvo de excepcionais homenagens. O Governo do Estado concede-lhe a medalha do Negrinho do Pastoreio — o mais alto galardão estadual. É lançado o seu livro de poemas Apontamentos de História Sobrenatural, pelo Instituto Estadual do Livro e Editora Globo.A Vaca e o Hipogrifo, segunda seleção de crônicas, é publicado em 1977 pela Editora Garatuja. O autor recebe o Prêmio Pen Club de Poesia Brasileira, pelo seu livro Apontamentos de História Sobrenatural.Em 1978 falece, aos 83 anos, sua irmã D. Marieta Quintana Leães. Realiza-se o lançamento de Prosa & Verso, antologia para didática, pela Editora Globo. Publica Chew me up slowly, tradução Do Caderno H por Maria da Glória Bordini e Diane Grosklaus para a Editora Globo e Riocell (indústria de papel).Na Volta da Esquina, coletânea de crônicas que constitui o quarto volume da Coleção RBS, é lançado em 1979, Editora Globo. Objetos Perdidos y Otros Poemas é publicado em Buenos Aires, tradução de Estela dos Santos e organização de Santiago Kovadloff.Seu novo livro de poemas é publicado pela L&PM Editores - Porto Alegre, em 1980: Esconderijos do Tempo. Recebe, no dia 17 de julho, o Prêmio Machado de Assis conferido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. Participa, com Cecília Meireles, Henrique Lisboa e Vinicius de Moraes, do sexto volume da coleção didática Para Gostar de Ler, Editora Ática.Em 1981, participa da Jornada de Literatura Sul Rio-Grandense, uma iniciativa da Universidade de Passo Fundo e Delegacia da Educação do Rio Grande do Sul. Recebe de quase 200 crianças botões de rosa e cravos, em homenagem que lhe é prestada, juntamente com José Guimarães e Deonísio da Silva, pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços daquela cidade. No Caderno Letras & Livros do Correio do Povo, reinicia a publicação Do Caderno H. Nova Antologia Poética é publicada pela Editora Codecri - Rio de Janeiro.O autor recebe o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no dia 29 de outubro de 1982.É publicado, em 1983, o IV volume da coleção Os Melhores Poemas, que homenageia Mario Quintana, uma seleção de Fausto Cunha para a Global Editora - São Paulo. Na III Festa Nacional do disco, em Canela (RS), é lançado um álbum duplo: Antologia Poética de Mario Quintana, pela gravadora Polygram. Publicação de Lili Inventa o Mundo, Editora Mercado Aberto - Porto Alegre, seleção de Mery Weiss de textos publicado em Letras & Livros e outros livros do autor. Por aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, o prédio do antigo Hotel Magestic (onde o autor viveu por muitos e muitos anos), tombado como patrimônio histórico do Estado em 1982, passa a denominar-se Casa de Cultura Mário Quintana.Em 1984 ocorrem os lançamentos de Nariz de Vidro, seleção de textos de Mery Weiss, Editora Moderna - São Paulo, e O Sapo Amarelo, Editora Mercado Aberto - Porto Alegre.O álbum Quintana dos 8 aos 80 é publicado em 1985, fazendo parte do Relatório da Diretoria da empresa SAMRIG, com texto analítico e pesquisa de Tânia Franco Carvalhal, fotos de Liane Neves e ilustrações de Liana Timm.Ao completar 80 anos, em 1986, é publicada a coletânea 80 Anos de Poesia, organizada por Tânia Carvalhal, Editora Globo. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS) e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Lança Baú de Espantos, pela Editora Globo, uma reunião de 99 poemas inéditos.Em 1987, são publicados Da Preguiça como Método de Trabalho, Editora Globo, uma coletânea de crônicas publicadas em Do Caderno H, e Preparativos de Viagem, também pela Globo, reflexões do poeta sobre o mundo.Porta Giratória, pela Editora Globo - Rio de Janeiro, é lançada em 1988, uma reunião de crônicas sobre o cotidiano, o tempo, a infância e a morte.Em 1989 ocorre o lançamento de A Cor do Invisível pela Editora Globo - Rio de Janeiro. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Campinas (UNICAMP) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, entre escritores de todo o Brasil.Velório sem Defunto, poemas inéditos, é lançado pela Mercado Aberto em 1990.Em 1992, a editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reedita, em comemoração aos 50 anos de sua primeira publicação, A Rua dos Cataventos.Poemas inéditos são publicados no primeiro número da Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional/Departamento Nacional do Livro, em 1993. Integra a antologia bilíngüe Marco Sul/Sur - Poesia, publicada Editora Tchê!, que reúne a poesia de brasileiros, uruguaios e argentinos. Seu texto Lili Inventa o Mundo montado para o teatro infantil, por Dilmar Messias. Treze de seus poemas são musicados pelo maestro Gil de Rocca Sales, para o recital de canto Coral Quintanares - apresentado pela Madrigal de Porto Alegre no dia 30 de julho (seu aniversário) na Casa de Cultura Mario Quintana.Alguns de seus textos são publicados na revista literária Liberté - editada em Montreal, Quebec, Canadá - que dedicou seu 211o número à literatura brasileira (junto com Assis Brasil e Moacyr Scliar), em 1994. Publicação de Sapato Furado, pela editora FTD - antologia de poemas e prosas poéticas, infanto - juvenil. Publicação pelo IEL, de Cantando o Imaginário do Poeta, espetáculo musical apresentado no Teatro Bruno Kiefer pelo Coral da Casa de Cultura Mário Quintana, constituído de poemas musicados pelo maestro Adroaldo Cauduro, regente do mesmo Coral.Falece, em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor Mario Quintana.Escreveu Quintana: "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".


Bibliografia:



- Em português:
- A Rua dos Cata-ventos (1940)- Canções (1946)- Sapato Florido (1948)- O Batalhão de Letras (1948)- O Aprendiz de Feiticeiro (1950)- Espelho Mágico (1951)- Inéditos e Esparsos (1953)- Poesias (1962)- Antologia Poética (1966)- Pé de Pilão (1968) - literatura infanto-juvenil- Caderno H (1973)- Apontamentos de História Sobrenatural (1976)- Quintanares (1976) - edição especial para a MPM Propaganda.- A Vaca e o Hipogrifo (1977)- Prosa e Verso (1978)- Na Volta da Esquina (1979)- Esconderijos do Tempo (1980)- Nova Antologia Poética (1981)- Mario Quintana (1982)- Lili Inventa o Mundo (1983)- Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)- Nariz de Vidro (1984)- O Sapato Amarelo (1984) - literatura infanto-juvenil- Primavera cruza o rio (1985)- Oitenta anos de poesia (1986)- Baú de espantos ((1986)- Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)- Preparativos de Viagem (1987)- Porta Giratória (1988)- A Cor do Invisível (1989)- Antologia poética de Mario Quintana (1989)- Velório sem Defunto (1990)- A Rua dos Cata-ventos (1992) - reedição para os 50 anos da 1a. publicação.- Sapato Furado (1994) - Mario Quintana - Poesia completa (2005)- Quintana de bolso (2006)
No exterior:- Em espanhol:- Objetos Perdidos y Otros Poemas (1979) - Buenos Aires - Argentina.- Mario Quintana. Poemas (1984) - Lima, Peru.




Participação em Antologias:No Brasil:
- Obras-primas da lírica brasileira (1943)- Coletânea de poetas sul-rio-grandenses. 1834-1951 - (1952)- Antologia da poesia brasileira moderna. 1922-1947 - (1953)- Poesia nossa (1954)- Antologia poética para a infância e a juventude (1961)- Antologia da moderna poesia brasileira (1967)- Antologia dos poetas brasileiros (1967)- Poesia moderna (1967)- Porto Alegre ontem e hoje (1971)- Dicionário antológico das literaturas portuguesa e brasileira (1971)- Antologia da estância da poesia crioula (1972)- Trovadores do Rio Grande do Sul (1972)- Assim escrevem os gaúchos (1976)- Antologia da literatura rio-grandense contemporânea - Poesia e crônica (1979)- Histórias de vinho (1980)- Para gostar de ler: Poesias (1980)- Te quero verde. Poesia e consciência ecológica (1982)No Exterior:- La poésie brésilienne, 1930-1940 - Rio de Janeiro (para circulação no exterior) (1941)- Brazilian literature. An outline. - New York (1945)- Poesía brasileña contemporánea, 1920-1946 - Montevideo (1947)- Antologia de la poesía brasileña - Madrid (1952)- La poésie brésilliene contemporaine - Paris (1954)- Un secolo di poesia brasiliana - Siena (1954)- Antología de la poesía brasileña - Buenos Aires (1959)- Antología de la poesía brasileña. Desde el Romanticismo a la Generación de Cuarenta y Cinco - Barcelona (1973)- Chew me up slowly - Porto Alegre (para circulação no exterior) (1978)- Las voces solidarias - Buenos Aires (1978)Traduções:PAPINI, Giovanni. Palavras e sangue. Porto Alegre: Globo, 1934.MARSYAT, Fred. O navio fantasma. Porto Alegre: Globo, 1937.VARALDO, Alessandro. Gata persa. Porto Alegre: Globo, 1938.LUDWIG, Emil. Memórias de um caçador de homens. Porto Alegre: Globo, 1939.CONRAD, Joseph. Lord Jim. Porto Alegre: Globo, 1939.STACPOOLE, H. de Vere. A laguna azul. Porto Alegre: Globo, 1940.GRAVE, R. Eu, Claudius Imperator. Porto Alegre: Globo, 1940.MORGAN, Charles. Sparkenbroke. Porto Alegre: Globo, 1941.YUTANG, Lin. A importância de viver. Porto Alegre: Globo, 1941.BRAUN, Vicki. Hotel Shangai. Porto Alegre: Globo, 1942.FULOP-MILLER, René. Os grandes sonhos da humanidade. Porto Alegre: Globo, 1942 (de parceria com R. Ledoux).MAUPASSANT, Guy de. Contos. Porto Alegre: Globo, 1943.LAMB, Charles & LAMB, Mary Ann. Contos de Shakespeare. Porto Alegre: Globo, 1943. MORGAN, Charles. A fonte. Porto Alegre: Globo, 1944. MAUROIS, André. Os silêncios do Coronel Branble. Porto Alegre: Globo, 1944.LEHMANN, Rosamond. Poeira. Porto Alegre: Globo, 1945.JAMES, Francis. O albergue das dores. Porto Alegre: Globo, 1945.LAFAYETTE, Condessa de. A princesa de Cléves. Porto Alegre: Globo, 1945.BEAUMARCHAIS. O barbeiro de Sevilha ou a precaução inútil. Porto Alegre: Globo, 1946.WOOLF, Virginia. Mrs. Dalloway. Porto Alegre: Globo, 1946.PROUST, Marcel. No caminho de Swann. Porto Alegre: Globo, 1948.BROWN, Frederiek. Tio prodigioso. Porto Alegre: Globo, 1951.HUXLEY, Aldous. Duas ou três graças. Porto Alegre: Globo, 1951.MAUGHAM, Somerset. Confissões. Porto Alegre: Globo, 1951.PROUST, Marcel. À sombra das raparigas em flor. Porto Alegre: Globo, 1951.VOLTAIRE. Contos e novelas. Porto Alegre: Globo, 1951.BALZAC, Honoré de. Os sofrimentos do inventor. Porto Alegre: Globo, 1951.MAUGHAM, Somerset. Biombo chinês. Porto Alegre: Globo, 1952.THOMAS, Henry & ARNOLD, Dana. Vidas de homens notáveis. Porto Alegre: Globo, 1952.GRENNE, Graham. O poder e a glória. Porto Alegre: Globo, 1953.PROUST, Marcel. O caminho de Guermantes. Porto Alegre: Globo, 1953.PROUST, Marcel. Sodoma e Gomorra. Porto Alegre:Globo, 1954.BALZAC, Honoré de. Uma paixão no deserto. Porto Alegre: Globo, 1954.MÉRIMÉE, Prospero Novelas completas. Porto Alegre:Globo, 1954.MAUGHAM, Somerset. Cavalheiro de salão. Porto Alegre: Globo, 1954.BUCK, Pearl S. Debaixo do céu. Porto Alegre: Globo, 1955.BALZAC, Honoré de. Os proscritos. Porto Alegre: Globo, 1955.BALZAC, Honoré de. Seráfita. Porto Alegre: Globo, 1955.


Discos:
- Antologia Poética de Mario Quintana - Gravadora Polygram (1983)


Música:
- Recital Canto Coral Quintanares (1993) - treze poemas musicados pelo maestro Gil de Rocca Sales.- Cantando o Imaginário do Poeta (1994) - Coral Casa de Mario Quintana - poemas musicados pelo maestro Adroaldo Cauduro.


Teatro:
- Lili Inventa o Mundo (1993) - montagem de Dilmar Messias.
Sobre o autor:
- Quintana dos 8 aos 80 (1985)
Dados obtidos em livros do e sobre o autor e páginas na Internet, em especial a da Casa de Cultura Mario Quintana / Suzana Kanter.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Biografia - Escher


Maurits Cornelis Escher nasceu em 1898, em Leeuwaden, sendo o filho mais novo do Engenheiro hidráulico G.A.Escher.

Aos 13 anos, Escher ingressou numa escola secundária em Arheim. Foi considerado um péssimo aluno e sendo reprovado duas vezes pelos professores. Em 1919, Escher foi para Haalem, com intuito de estudar na Escola de Arquitetura e Artes Decorativas sob orientação do arquiteto Vorrick, porém o seu estudo de arquitura não durou muito tempo. Samuel Jesserun de Mesquita, um professor que ensinava técnicas de gravura artística, verificou o talento do aluno e convenceu com que ele mudasse para o curso de Artes Decorativas, Mesquita tornou-se o professor principal de Escher durante os primeiros anos.

Até princípios de 1944, quando Mesquita, juntamente com sua mulher e o filho, foi preso e assassinado pelos alemães nos campos de concentração, Escher manteve-se em contato com seu professor.

Durante a sua estadia na Itália, no peíodo de 1922 a 1935, Escher desenvolveu suas primeiras xilogravuras das paisagens pitorescas da Itália. Casou-se com a jovem Jetta Umiker durante uma das viagens para sul da Itália, com quem teve três filhos. Em 1935, o clima político na Itália tornou-se impossível para Escher, desinteressado em questões políticos, mudaram-se para Chateaux-d'Oex, na Suíça. A estadia nesse lugar foi de apenas dois anos.

Em 1937, a família mudou-se para Ukkel, na Bélgica. Quando a guerra começou, tornou-se psicologicamente difícil viver na Bélgica para alguém de origem holandesa, pois muitos belgas tentaram fugir para o sul da França e entre os que ficavam crescia um surdo ressentimento contra os estrangeiroa que desgastavam os já decrescentes provisões alimentícios. Em janeiro de 1941, Escher mudou-se para Beern, na Holanda. Foi lá onde o artista teve o sossego de desenvolver seus trabalhos mais ricos da sua carreira artística. Em 1962 submeteu a uma grave operação por causa de uma doença, daí em diante produziu poucas obras. Em 1970, mudou-se para a Casa-de-Rosa-Spier em Laren, uma casa onde os artistas idosos podiam ter os seus próprios estúdios e serem cuidados, ali faleceu em 27 de março de 1972.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu mereço


INTERE-SE FIQUE POR DENTRO SE CUIDE !!!

Cidades
Dengue chega a 156 casos
11/04/2010 - 06:04
Autor: Renata Caram

Os números revelam. Limeira vive até agora sua terceira maior epidemia de dengue em 11 anos.
Até anteontem a cidade contabilizava 156 casos positivos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Os registros só são inferiores a 2001 e 2007 - anos em que o município somou 855 e 368 casos, respectivamente.
A conclusão que se tem é que a cidade pode fechar o ano de 2010 com mais ou menos registros em comparação aos anos em que a dengue "explodiu" no município.
Tudo vai depender de como a doença evoluirá daqui para a frente.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Limeira, Amélia Maria Pereira da Silva, explica que o aumento de casos já era esperado.
Isso porque uma das características da doença é que ela se manifesta de forma cíclica. Num ano os registros aumentam e em outro eles caem. "Vivemos, sim, uma epidemia de dengue.
A epidemia é constatada quando existe um aumento repentino de casos", revela.Para confirmar a "explosão" de registros de dengue, o Jornal de Limeira comparou dados de 2000 a 2010. Nesse período, 2000 e 2005 foram os anos com menos casos da doença.
Foram registrados dois e três casos positivos, respectivamente. E mais.
Sempre após uma epidemia os registros diminuem no ano seguinte. Em 2002, foram 10 casos contra 855 em 2001; e 48 (em 2008) contra 368 (em 2007). A queda confirma realmente que a doença é cíclica.
CRIADOUROS
Para combater a dengue só há uma maneira - eliminar os criadouros do mosquito. Na sua maioria, eles estão nos quintais das residências. "A população é nossa principal parceira no combate à dengue", fala Amélia Maria.
Como os registros estão aumentando na cidade fica comprovado que os limeirenses estão deixando de "fazer a lição de casa".
Ou seja, eles mantêm os quintais sujos e com criadouros do Aedes aegypti.
A participação dos profissionais da Saúde também é essencial.
Sem as notificações e encaminhamento das amostras de sangue para análise a doença não é diagnosticada.
Os casos ocultos só contribuem ainda mais para o avanço da dengue.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SEX PISTOLS - A BANDA PUNK INGLESA






Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols é o primeiro e único álbum da banda britânica de punk rock Sex Pistols.
Os Sex Pistols duraram como banda por volta de dois anos, no final da
década de 70, mas foi tempo suficiente para que eles mudassem radicalmente a cara da música.

Com suas letras cruas, niilistas e violentas performances ao vivo, a banda revolucionou o Rock and Roll, sendo uma das principais influências do punk rock.
Por trás de suas táticas de choque e negativismo havia uma crítica social cuidadosamente pensada para gerar altíssimo impacto.




O álbum articulava com perfeição a frustração, raiva e insatisfação da classe trabalhadora inglesa com o establishment.
O grupo abriu caminho para incontáveis outras bandas fazerem o mesmo, mas nenhuma foi tão abusada.




É fácil ver como a energia da banda e sua atitude geraram uma revolução musical. Originalmente lançado em 1977, Never Mind The Bollocks não perdeu sua fúria ou originalidade com o passar do tempo. Este disco, que volta agora às lojas.
Todas as músicas foram escritas por Johnny Rotten, Steve Jones, Glen Matlock e Paul Cook. Exceto as que contém * sendo escritas por Johnny Rotten, Steve Jones, Sid Vicious e Paul Cook.
[
editar] Faixas
"Holidays In The Sun" - 3:22
"Bodies" - 3:03
"No Feelings" - 2:51
"Liar" - 2:41
"
God Save The Queen" - 3:20
"Problems" - 4:11
"Seventeen" - 2:02

"
Anarchy In The U.K." - 3:32
"Submission" - 4:12
"Pretty Vacant" - 3:18
"New York" - 3:07
"E.M.I." - 3:10
[
editar] Integrantes
Johnny Rotten - (vocal)
Steve Jones - (guitarra)
Glen Matlock - (baixo) posteriormente substituido por Sid Vicious
Paul Cook - (bateria)

Malcolm McLaren - Sex Pistols

Malcolm McLaren, "inventor" dos Sex Pistols e um dos articuladores mais criativos da história do pop, morreu nesta quinta (8), aos 64 anos, em Nova York.
Ele sofria de câncer há bastante tempo.
Em 1971, McLaren abriu em Londres uma loja de roupas com a estilista Vivienne Westwood chamada Let It Rock (depois rebatizada de Sex).
Pouco depois, ele iria para Nova York para empresariar o grupo de glam andrógino New York Dolls.
O NYD não vingou, apesar do público cult, mas serviu para McLaren aprender algumas coisas sobre táticas de marketing pop baseadas em choque e controvérsia.
Táticas que seriam usadas em sua próxima e mais famosa empreitada, os Sex Pistols.
Para formar a banda, McLaren arregimentou quatro garotos desocupados que viviam matando tempo na Sex.
A banda detonou o movimento punk na Inglaterra, atingindo sucesso e polêmica na mesma medida.
Seu álbum, Never Mind the Bollocks, é considerado um dos melhores discos de rock de todos os tempos.

Sex Pistols - God Save The Queen

Repassando: Camilo RochaPublicado em 08/04/2010 15h21

Morte de Tiradentes tem contestação!

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