terça-feira, 21 de agosto de 2012

Fotos inéditas da festa do EE Paulo Chaves de 2012: A Caipirada Reunida


Prof. André de Quimica...(sem comentários)

Profªs. Adriana e Rosana

Prof. Benedito de Ed. Fisica e Raquel Secretaria da Escola


Prof.ª Fabíola




Profªs. Adriana e Cleusinha

Profªs. Fabíola, Adriana e Cleusinha

Profªs. Rosana, Márcia e Coordenadora Eliane
 


O Super Secretário Willian Ramires
e suas duas lindas filhas...



Profs. Claudio de Sociologia e André


Inspetora Lú e Profª Erika


Secretárias Solange e Raquel



Flagrante da Vice Diretora Maria Claudia
com aluno do 1º 05! rsrsrsr amizade e descontração
que imperam no Paulo Chaves


Profª Viviane de Artes




Profª Viviane de Artes...
C t´oiano oque ? nunca viu não? isquizito é o cumpadi du seu padim sô..uhm...
 

Equipe docente da E.E. Prof. Paulo Chaves com Prof.Claudio



Equipe docente da E.E. Prof. Paulo Chaves com Rebecca
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

1º Ano do EM da EE PRof. Paulo Chaves Disciplina de Sociologia - Prof. Claudio Correa Atividade avaliatória - para o dia 16 de agosto de 2012


1º Ano do EM da E.E. Prof. Paulo Chaves

Disciplina de Sociologia - Prof. Claudio Correa

Atividade avaliatória


  1. De acordo com o texto, defina o conceito de etnocentrismo:
  2. Do ponto de vista intelectual o que é etnocentrismo?
  3. É fato que o ser humano vê o mundo através de sua cultura. Qual a decorrência dessa leitura?
  4. Se não há grupos superiores e inferiores, então o que há, explique:
  5. Explique a similaridade da expressão bárbaro ..e da expressão selvagem:

3º ano do EM da EE Prof. Paulo Chaves - atividade avaliatória 15 de agosto de 2012

3º ano do EM da EE Prof. Paulo Chaves

Disciplina de Sociologia

Prof. Claudio Correa

3º Bim 2012



Nome do aluno (a):

Turma: 3º 1 ( ) 3º 2 ( ) 3º 3 ( )





1. O que é povo?







2. O que é população?







3. O que é o Território patrimônio?







4 - O que é o Território Espaço?







5 – O que é ORDENAMENTO JURÍDICO?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

TERRAMÉRICA – Biopolímeros, o sonho da petroquímica verde

TERRAMÉRICA – Biopolímeros, o sonho da petroquímica verde

Por Fabiana Frayssinet*


“Sou verde”, diz a bolsa de etileno da Braskem. Foto: Cortesia Braskem

Os plásticos obtidos de etano de cana-de-açúcar podem gerar menos contaminação climática do que os derivados de petróleo. Contudo, como estes, tampouco são biodegradáveis.

Rio de Janeiro, Brasil, 13 de agosto de 2012 (Terramérica).- O Brasil é o maior produtor mundial de biopolímeros, cuja produção emite menos gases-estufa do que os derivados dos hidrocarbonos. Mas os “plásticos verdes” obtidos da cana-de-açúcar também têm seu sabor amargo. A fábrica que marcou o salto na produção para escala industrial do polietileno verde foi instalada em 2010 no Polo Petroquímico do Sul, localizado em Triunfo, no Rio Grande do Sul, com capacidade anual de 200 mil toneladas.

Desenvolvido com tecnologia da empresa brasileira Braskem, uma das maiores petroquímicas do mundo, o plástico verde é uma resina termoplástica feita a partir do abundante etanol produzido no país a partir da cana-de-açúcar. A Braskem, que continua tendo no petróleo sua principal matéria-prima, garante que o polietileno verde possui as mesmas propriedades de seu primo petroquímico, e que sua diferença é ambiental.

“O plástico verde captura e fixa até 2,5 toneladas de gás carbônico da atmosfera para cada tonelada produzida”, explicou ao Terramérica o diretor de químicos renováveis da Braskem, Marcelo Nunes. Além disso, esse material tem grande versatilidade para aplicações em produtos de higiene e limpeza, alimentícios, cosméticos e automotivos. “É feito a partir de uma matéria-prima 100% renovável como a cana-de-açúcar”, acrescentou.

A empresa garante que, com a produção desse polietileno e de outros produtos da mesma linha sustentável, contribui para reduzir mais de 750 mil toneladas anuais de dióxido de carbono, o que equivale a plantar e manter mais de cinco milhões de árvores a cada ano. O próximo passo é construir e pôr para funcionar, em 2013, sua primeira fábrica de polipropileno verde, que também utiliza etanol.

O polipropileno, que em sua versão petroquímica é a segunda resina termoplástica mais consumida no mundo, terá as mesmas vantagens ambientais que o polietileno, pontuou Nunes. O volume de produção de plástico verde é pouco significativo em relação ao de outras resinas convencionais. Porém, segundo acrescentou, é de grande importância para a Braskem, que “deseja ser líder mundial em química sustentável até 2020”.

O ambientalista José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, disse que investir nestes plásticos verdes é positivo porque substituem matérias-primas básicas da indústria petroquímica como a nafta (benzina ou éter de petróleo). A nafta é a principal fonte da petroquímica, e responde por quase 50% da produção mundial de etileno, embora em regiões como Oriente Médio e América do Norte o gás seja mais utilizado. “Usar cana-de-açúcar para substituir produtos obtidos com nafta é um importante passo na direção da sustentabilidade”, destacou o professor ao Terramérica.

Opinião igual tem Eduardo Atahyde, diretor da filial no Brasil do Worldwatch Institute, que em seu artigo de 2009 Polietileno Verde, um Sinal Positivo, afirma que esse plástico com tecnologia brasileira prepara “a estreia da petroquímica sob as novas regras de jogo da economia baixa em carbono”. “Embora ainda não seja biodegradável, porque ao substituir a nafta fóssil pelo etanol renovável o polímero resulta idêntico ao de origem petroquímica, dá um passo adiante em acordo com as recomendações de diminuição de emissões”, acrescentou.

A cana-de-açúcar ainda não tem impacto no mercado da indústria petroquímica, comparada com o petróleo. No entanto, “ao longo do tempo haveria essa necessidade de encontrar um substituto do petróleo e do gás natural para fazer polímeros. Quanto antes melhor”, declarou ao Terramérica o especialista em mudança climática e uso sustentável de recursos naturais, Roberto Kishinami.

A objeção de Kishinami, consultor de organizações como Instituto Democracia e Sustentabilidade e ActionAid, é que, ao se massificar o uso da cana para combustível ou para a petroquímica, se exacerbe sua condição de monocultura extensiva. Nunes rebate, destacando que “o cultivo de cana-de-açúcar para a produção do plástico verde utiliza cerca de 0,02% de todas as terras aráveis do país. Além disso, não há competição com o setor alimentício, como ocorre com alguns plásticos originados do milho, por exemplo”.



Entretanto, o engenheiro agrônomo e ativista ambiental do Rio Grande do Sul, Luiz Jacques Saldanha, advertiu que “chamar de verde este processo apenas porque a fonte de carbono vem da agricultura é um grande engano. E acrescentou que “há mudança na produção de alimentos e será outra ‘commodity’ (produto básico), como já se faz com a soja, a grande tragédia do Século 21 em termos de uso da terra produtiva em todo o planeta, com imensas monoculturas”.

Saldanha vê os biopolímeros como outra “maquiagem verde” (greenwashing), termo usado para descrever novas práticas de comercialização de produtos que buscam mostrar uma suposta contribuição ambiental para o planeta. Não é a fonte de carbono (seja petróleo, carvão, etanol ou qualquer outra) que “faz, ou não, estas moléculas verdes”, detalhou o agrônomo. “Como não são biodegradáveis, não podem ser consideradas verdes porque continuam por tempo indeterminado no meio ambiente, contaminando os ecossistemas”, ressaltou.

Saldanha também questiona os plásticos utilizados no processo de industrialização do polietileno e do polipropileno verdes. “Entre todas as resinas, estas ainda são consideradas as menos problemáticas como monômeros. Contudo, como todas as resinas de uso final para produtos de consumo, possui plastificantes como o bisfenol A”, um aditivo também contaminante. Todo plástico, verde ou não, “deve ser reciclado e nunca liberado no meio ambiente”, alerta.

Doces ou amargas, as consequências ambientais dos plásticos verdes poderão ser medidas se no futuro a cana-de-açúcar se converter na matéria-prima estrela da petroquímica brasileira. No momento, uma indústria “sucroquímica” brilha distante.

* A autora é correspondente da IPS.

Tablet PC é desenvolvido para reduzir impactos ambientais

Tablet PC é desenvolvido para reduzir impactos ambientais

por Redação do EcoD

O tablet foi desenvolvido para ter baixo consumo. Foto: Divulgação

Batizado de “iameco”, uma alusão à frase “I am Eco” – “Eu sou Ecológico”, em português, um tablet PC foi produzido emoldurado com madeira e projetado para reduzir impactos ambientais causados por aparelhos semelhantes. O equipamento foi desenvolvido pela MicroPro em parceria com o Fraunhofer Institute for Reliability and Microintegration (IZM), da Alemanha. A invenção já ganhou o selo de sustentabilidade da União Europeia, o EU Ecolabel, segundo informações do Terra.
O cientista Alexander Schlösser, do instituto IZM, destacou que o aparelho foi idealizado para ter baixo consumo de energia. “Começa em sua produção e vai até a fase de reciclagem”, ressaltou Schlösser.
Dissipadores de calor, no lugar do sistema convencional de ventilação, possibilitam que o processador superaqueça. Além disso, o processo converte o calor eliminado em mais energia para o tablet. A tela do aparelho também merece destaque por ser iluminada com LED, o que aumenta em 10% a eficiência energética.
O iameco tem emissão de carbono até 70% menor do que um PC desktop durante sua vida útil e 98% de seus componentes podem ser reciclados imediatamente.
Segundo os criadores do aparelho, posteriormente, a modularidade do dispositivo será ampliada para que possa ser reaproveitada na hora de trocar de máquina. Dessa forma não terá necessidade de trocar o equipamento inteiro. Atualmente, a equipe está desenvolvendo um notebook ecológico, também envolvido em uma estrutura de madeira.

* Publicado originalmente no site EcoD.

(EcoD)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

1ºs anos do EM da EE Prof. Paulo Chaves - Disciplina de Sociologia Prof. Claudio Correa

Etnocentrismo

Etnocentrismo é um conceito antropológico, que ocorre quando um determinado individuo ou grupo de pessoas, que têm os mesmos hábitos e caráter social, discrimina outro, julgando-se melhor, seja pela sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo por uma diferente forma de se vestir.
Essa avaliação é, por definição, preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico considerar-se como superior a outro. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.
O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denomindada etnocentrismo, é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais.
Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico, se comparado a outro mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.
A tendência do ser humano nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente ou não está de acordo com suas tendências, costumes e hábitos. Na civilização grega, o bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época; este termo é, portanto, etimologicamente semelhante ao selvagem na sociedade ocidental.
O costume de discriminar os que são diferentes, porque pertencem a outro grupo, pode ser encontrado dentro de uma sociedade. Agressões verbais, e até físicas, praticadas contra os estranhos que se arriscam em determinados bairros periféricos de nossas grandes cidades é um dos exemplo.
Incluem-se aqui as pessoas que observam as outras culturas em função da sua propria cultura, tomando-a como padrão para valorizar e hierarquizar as restantes.

Comportamentos etnocêntricos resultam também em apreciações negativas dos padrões culturais de povos diferentes. Práticas de outros sistemas culturais são catalogadas como absurdas, deprimentes e imorais.

Para os 3ºs anos do EM da EE Prof. Paulo Chaves - Disciplina de Sociologia - Prof. Claudio Correa 3º Bim 2012

ELEMENTOS DO ESTADO

ELEMENTOS MATERIAIS


1) POVO
Conjunto de cidadãos que nasce no Brasil, que nascem em embarcações, ou naturalizados .
É o conjunto de indivíduos que nasce no território nacional, entendido este território em toda a sua complexidade, dotado de capacidade política a lhe trazer uma condição especial que possibilitará a sua interferência na condução do Estado. (Condução política).

Obrigações : Votar, servir o exército, etc.

POPULAÇÃO
É o conjunto de cidadãos acrescidos dos indivíduos estrangeiros. Isto quer dizer que nem todos os indivíduos de uma população podem intervir na condução do Estado, restando-lhes obedecer as Normas oriundas do exercício da capacidade política do povo. É o conjunto de indivíduos de uma sociedade.



2) TERRITÓRIO
É obrigatória a presença de um território a identificar seus limites de interferência e soberania.



a) Teoria do Território patrimônio
A teoria do território patrimônio reduz o território do Estado a mera condição de propriedade negociável , não havendo , portanto, qualquer vinculação da gestão do território com a vontade popular.

b) Teoria do Território objeto
Não pode ser transacionado.


Pela teoria do território objeto o território do Estado é propriedade popular e nessa condição não pode ser transacionado pelo estado. Cabe aos entes estatais a simples administração do território, sendo vedado ao Estado qualquer tipo de vinculação do território nacional com pessoas físicas ou jurídicas, diferentes dos cidadãos nacionais ou entes federativos internos.


c) Teoria do Território Espaço


O território não só pertence ao Estado, mas o personifica é dizer que:


c.1) O Estado é identificado pelo seu povo como sendo o território nacional

c.2) Sendo o Estado detentor de personalidade jurídica, seria pela sua identidade com o território, este também detentor de personalidade jurídica.


Entende-se pela personalidade jurídica a existência de direitos e obrigações criadas pelo ordenamento jurídico.


d) Teoria do Território competência


Seria o território a limitação do âmbito de validade da ordem jurídica do Estado.


ELEMENTOS FORMAIS


1) GOVERNO SOBERANO


Conjunto de entidades e órgãos do Estado = Governo


Detém personalidade jurídica .Vincular o poder. Ordenamento jurídico positivado= lei.
Competentes para criar e aplicar o ordenamento jurídico de forma coercitiva (vinculante)
Bem comum.


2) ORDENAMENTO JURÍDICO – 14/05/2004


É o conjunto de normas criadas pelo Estado, acrescidas pelas normas recepcionadas por ele e o conjunto daquelas recebidas, recepcionadas pelo Estado.


Leis, Decretos, Portarias, Resoluções, Regulamentos internos, regulamentos, Medidas Provisórias, Instruções Normativas.

Judiciário
Normas internas , portarias. Produz normas que não são leis. Julga e aplica a lei.


Executivo

Medidas provisórias

terça-feira, 24 de julho de 2012

UMA BOMBA DE CARBONO

UMA BOMBA DE CARBONO


Permafrost é um solo formado por terra, rochas e gelo, que se mantêm congelado há milhares de anos em todo o território do Ártico, absorvendo e armazenando carbono como matéria orgânica.
Não se sabe ao certo quanto de carbono está congelado no permafrost, no entanto, uma pesquisa realizada por um dos principais pesquisadores do assunto, o professor de ecologia da Universidade da Flórida, Ted Schuur, publicada na revista Bioscience, afirma que ali está contido mais que o dobro de todo o carbono existente em nossa atmosfera hoje.
As áreas dos permafrosts estão na Rússia, América do Norte, Groelândia e principalmente na Sibéria, garantindo que cerca de 1.672 bilhões de toneladas métricas de carbono contidos no gelo não atinja a atmosfera, que tem hoje cerca de 780 bilhões de toneladas de carbono.
No entanto, o preocupante é que a pesquisa revela o descongelamento no Permafrost por conta do aquecimento global. "É como uma bomba-relógio em câmera lenta", afirmou Schuur, explicando que conforme o permafrost derrete, o carbono contido nele é liberado na forma de metano, se estiver debaixo d'água, como é o caso da maior parte da Sibéria, local onde os danos são mais visíveis.
Se estiver sem o contato com a água, o carbono é liberado na forma de dióxido de carbono (CO2). Para se ter uma ideia da situação, a queima de combustíveis fósseis joga na atmosfera cerca de 8,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. O desmatamento das florestas tropicais e a substituição delas por pasto ou outras culturas agrícolas, adicionam cerca de 1,5 bilhões de toneladas no mesmo período.
Quanto ao permafrost, a quantidade de CO2 liberada será relativa dependendo muito da forma a qual ele descongele, mas Schuur estima que o número poderia ser de 0,8 a 1,1 bilhões de toneladas por ano.
Isso causaria um desequilíbrio na temperatura do planeta sem possibilidade de reversão.

O que podemos fazer?

Cada um de nós tem sua parcela de culpa no aquecimento global. Afinal, ainda não combatemos a criação de pastagem e a derrubada de florestas, fazendo com que o Brasil, que tem a maior capacidade de melhora do quadro climático no mundo, se torne o 5º maior incentivador do aquecimento global entre as nações.
Mas podemos reverter muito este quadro quando sabemos a procedência da madeira que foi usada para a fabricação de nossos móveis, sempre por meio de selos de certificação e não pela palavra do vendedor.
Não podemos esquecer de diminuir nossas pegadas de carbono diretas, atentos ao uso de combustíveis como gasolina e diesel. Por isso, é importante dar e pegar carona, além de usar transportes sustentáveis como bicicletas, para deslocamentos curtos.
E sempre que puder plante uma árvore. Não podemos deixar que nossa insustentabilidade elimine o permafrost, só assim evitaremos que o permafrost nos elimine.






Amelia Earhart homenageada com um google doodle 115 anos depois do nascimento

Terça-feira, 24 Julho 2012 

Amelia Earhart, pioneira na aviação dos EUA, é hoje alvo de uma homenagem com um google doodle, no dia do 115.º aniversário. Amelia Earhart foi distinguida com o prémio ‘The Distinguished Flying Cross’, por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico.

Amelia Earhart notabilizou-se na aeronáutica, onde estabeleceu diversos recordes, mas também escreveu livos que relatam as experiências que viveu nos céus. Amelia criou diversas organizações para mulheres que pretendiam pilotar, no âmbito de outro projeto de vida: Amelia Earhart foi uma acérrima defensora das mulheres. Hoje, 115 anos depois do seu nascimento, é homenageada com um google doodle.

Nasceu em Atchison, Kansas, a 24 de julho de 1897. Amelia Earhart viria a ser dada como desaparecida a 2 de julho de 1937, no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto realizava um voo à volta do mundo. Durante os seus quase 40 anos de vida, Amelia estabeleceu diversos recordes, escreveu livros e fez dos direitos da mulher a sua luta. Earhart viria a ser declarada morta a 5 de janeiro de 1939.

Filha de Samuel Earhart e Amelia Otis Earhart, Amelia Mary Earhart nasceu em Atchison, Kansas. Amelia herdou o espírito aventureiro das crianças da família Earhart e dedicou-se, na infância, àquilo a que hoje se chamaria de desportos radicais, descendo encostas em trenós, por exemplo. A homenageada de 24 de julho com um google doodle construiu com o tio Earhart uma rampa que simulava uma montanha-russa.

Aos 11 anos, Amelia viu pela primeira vez algo parecido com um avião, numa Feira Estadual de Iowa, em Des Moines.

Amelia Earhart foi vítima do alcoolismo do seu pai, cuja dependência deixou a família em circunstâncias difíceis. A sua personalidade estava a ser moldada, numa altura em que é levada para Chicago. Amelia conclui o curso no Hyde Park High School, em 1916.

Nesta altura, Earhart visita uma feira aérea, em Toronto, onde assiste a uma exibição de um piloto da I Guerra Mundial. Soube-se mais tarde que o piloto fez uma aproximação das duas jovens que estavam a assistir ao espetáculo, para as assustar. "Acredito que aquele pequeno avião vermelho me disse algo, quando se aproximou", diria Amelia, anos mais tarde.

Em 1920, visita um espaço de aeronáutica onde Frank Hawks (piloto que se tornaria famoso) proporciona-lhe uma viagem que mudaria a vida de Amelia Earhart. “Descobri que precisava de voar”, disse, sendo que todos os empregos que teve serviram para juntar dinheiro para aulas de voo, que Amelia começa em 1921.

Amelia Earhart compra um biplano Kinner amarelo em segunda-mão e começa a sua saga de recordes… Em 22 de outubro de 1922, Earhart voou a uma altitude de 14 mil pés, batendo um recorde mundial: foi a primeira mulher a fazê-lo. A 15 de maio de 1923, Earhart torna-se a 16.ª mulher a conseguir uma licença de voo da Fédération Aéronautique Internationale. E em 1927, a homenageada com um doodle acumula 500 horas de voo.

Até que Amy Phipps Guest, uma socialite americana, manifesta vontade em tornar-se a primeira mulher a atravessar o Oceano Atlântico. No entanto, percebe os perigos da viagem e desiste, mas tenta procurar uma jovem com coragem para cumprir essa viagem. Amelia Earhart participara numa viagem idêntica, mas não pilotou. No entanto, disse Amelia, “talvez um dia o faça sozinha”. E parte para a aventura.

O primeiro voo a solo, de longa distância, ocorre em agosto de 1928, sendo que Earhart torna-se na primeira mulher a efetuar um voo (sozinha) de ida e volta, na América do Norte. Em 1931, Amelia Earhart bate outro recorde mundial, de altitude, atingindo os 18 415 pés.

Já nesta altura Earhart liga-se à causa das mulheres, defendendo as mulheres-piloto. Em 1934, a corrida ‘Bendix Trophy’ baniu as mulheres, sendo que Ameila se recusa a voar, na corrida de abertura, extracompetição.

Aos 34 anos, a 20 de maio de 1932, Earhart partiu de Harbour Grace, Terra Nova, para voar para Paris. Catorze horas e 56 minutos depois, num voo com fortes ventos do norte, gelo e problemas mecânicos, Amelia Earhart pousou em Culmore, Irlanda do Norte. Um agricultor pergunta-lhe de onde voava. A resposta: “Da América”. No local, nasce um museu em memória de Amelia: o Amelia Earhart Centre".

Amelia Earhart torna-se na primeira mulher a efetuar um voo sozinha, sem escalas, através do Atlântico e é distinguida com diversoas prémios, entre os quais o ‘Distinguished Flying Cross’, do Congresso dos EUA, a ‘Cruz de Cavaleiro’, do governo francês, e a ‘Medalha de Ouro’, da National Geographic Society.

Entre 1930 e 1935, Amelia bateu sete recordes de velocidade e distância para mulheres, até que define uma nova meta: um voo mundial. Em julho de 1936, recebe um Lockheed 10E Electra e iniciou o projeto, que implicaria o mais longo voo, com 47 mil quilómetros, em voos repartidos.

A 17 de março de 1937, Amelia Earhart e a sua equipa efetuam a primeira parte do voo, de Oakland (Califórnia) até Honolulu (Hawai). A viagem é retomada três dias depois de Luke Field mas uma falha técnica provoca o cancelamento do voo.

Em 2 de julho de 1937, Earhart e Noonan descolaram de Lae, no avião carregado, com destino à Ilha Howland, mas a aproximação não foi bem sucedida e perde-se o contacto com os pilotos.


Começam as buscas por Amelia e Noonan, que prosseguiriam até 19 de julho de 1937. Outras buscas da Marinha foram levadas a cabo, à procura dos pilotos, sem sucesso. Nenhum vestígio do Electra ou dos pilotos foi encontrado.

Amelia Earhart – que hoje é homenageada com um google doodle – desaparecia, deixando um legado de mulher carismática, persistente, corajosa. Amelia é recorrentemente lembrada como um ícone.
Hoje, no 115.º aniversário do seu nascimento, é lembrada com um Google doodle

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais uma lei que não pegou?




por Washington Novaes*
Teremos mais uma “lei que não pegou”, a que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/10)?
Aprovada pelo Congresso Nacional, a lei deu prazo até o dia 2 de agosto para que todos os 5.565 municípios apresentem ao governo federal planos e ações para essa área, consolidados em cada um no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, sem o qual não poderão receber transferências voluntárias de recursos da União. Quantos municípios o terão apresentado?
Certamente, uma minoria ínfima.
Porque os planos deverão determinar o fim dos “lixões” (que são mais de 2.900 em 2.810 municípios), a logística reversa (para recolhimento de embalagens pelos geradores), planos de coleta seletiva em todos os municípios (só 18% deles a têm para pequenas partes do lixo, menos de 1,5% vai para usinas públicas; a Holanda recicla 80%), possíveis consórcios intermunicipais. Isso quando se afirma que o país gera por dia mais de um quilo de lixo domiciliar por pessoa, mais de 200 mil toneladas/dia, mais de 60 milhões de toneladas/ano.
Diz o Ministério do Meio Ambiente que não prorrogará o prazo. Mas, na verdade, a lei começou a não ser cumprida ainda no Congresso, quando o relator do projeto aprovado na Câmara dos Deputados, senador Demóstenes Torres, em combinação com outros senadores, suprimiu do projeto o dispositivo que só permitia incineração do lixo se não houvesse outra possibilidade – reaproveitamento, reciclagem, aterramento – e não o devolveu à Câmara, como manda a legislação; mandou direto para o então presidente Lula, que o sancionou.
Ante os protestos de cooperativas de recolhimento e reciclagem, prometeu mudar na regulamentação da lei – mas não o fez.
O panorama brasileiro na área é constrangedor. Metade do lixo domiciliar total, que é orgânico, poderia ser compostada e transformada em fertilizantes (para canteiros, jardins, parques, replantio de encostas, etc.), mas é sepultada e apressa o fim dos aterros, assim como centenas de milhares de toneladas anuais de resíduos agroindustriais (aproveitáveis para gerar energia).
Uma ideia brutal do desperdício é o recém-fechado Aterro de Gramacho (RJ), onde, ao longo de 34 anos, se formou uma montanha de 70 metros de altura e 1.300 quilômetros quadrados de resíduos, sem coleta de chorume e metano (l8 mil metros cúbicos por hora).
Para servir ao Rio de Janeiro e mais quatro municípios.
Com tantos desperdícios as despesas municipais com o lixo vão para as alturas. A cidade de São Paulo, por exemplo, já próxima de 18 mil toneladas diárias, só em varrição gasta R$ 437 milhões anuais para pagar a cinco empresas de limpeza de ruas (Estado, 28/11/2010).
Ainda assim, segundo o IBGE, o lixo espalha-se nas ruas onde estão as casas de 4% dos paulistanos, perto de 500 mil pessoas (Folha de S.Paulo, 6/7).
E 400 toneladas a cada dia têm ido parar na Represa Billings (Estado, 28/11/2010).
O custo de um novo aterro para a cidade foi orçado (26/3/2010) pelas empresas de limpeza em mais de R$ 500 milhões, para receber apenas duas mil toneladas diárias.
Não é um drama paulistano apenas, é global.
O mundo, diz a revista New Scientist (4/8/2010), já produz mais de um quilo de resíduos por pessoa por dia nas cidades, quatro milhões de toneladas diárias, mais de um bilhão de toneladas anuais.
É um dos componentes da insustentabilidade do consumo global, tão discutida na recente Rio+20.
O desperdício na maior cidade norte-americana é de um quarto a um terço dos alimentos, em cujos produção, distribuição e processamento são consumidos 15% da energia total no país (e este, com 5% da população mundial, consome 20% da energia total).
Cada família desperdiça US$ 600 por ano com alimentos que nem chega a consumir.
Será inútil esperar que o Ministério do Meio Ambiente possa socorrer os municípios que disserem não ter recursos para cumprir a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Seu orçamento total para este ano (Contas Abertas, 2/7) não passa de R$ 4,1 bilhões, menos de 1% do Orçamento da União, e está contingenciado em R$ 1,1 bilhão.
Não tem recursos sequer para suas tarefas básicas, para a fiscalização, para quase nada.
Continuará o desperdício. Já tem sido mencionado neste espaço estudo da Unesp-Sorocaba em Indaiatuba (125 mil habitantes) que mostrou serem reutilizáveis ou recicláveis 91% dos 135 mil quilos diários de resíduos domiciliares levados para aterros (apressando o seu esgotamento). Experiências em Goiânia e outros lugares já demonstraram que com coleta seletiva adequada, reciclagem (papel, papelão, PVC), revenda de materiais (alumínio e outros metais, vidro, madeira), compostagem de lixo orgânico é possível reduzir a apenas 20% os resíduos encaminhados a aterros (prolongando a sua vida útil).
E ainda não se está falando de resíduos de construções (que costumam ter tonelagem maior que a do lixo domiciliar), lixo industrial, resíduos de estabelecimentos de saúde e outros, cujos custos de recolhimento e disposição final costumam correr por conta das prefeituras.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente até já reduziu exigências para implantar aterros que substituam lixões. Mas não parece provável que se tenha evoluído na área. Mesmo porque persiste uma pressão para que os municípios, principalmente os maiores, adotem como caminho – caro e perigoso – a incineração de resíduos, que implica também a necessidade de gerar cada vez mais lixo.
Quase todas as grandes empresas da área de coleta de resíduos – que são das maiores financiadoras de campanhas eleitorais no país – têm hoje empresas de incineração. Em ano eleitoral, então, a sedução e a pressão parecem irresistíveis.
Mas o caminho ideal seria que cada gerador de resíduos (domiciliar, industrial, da construção, agrícola, etc.) passasse, por lei, a ser responsabilizado pelos custos proporcionais do que gera – como se faz em todos os países que evoluíram nessa área.
* Washington Novaes é jornalista.

** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.



Se você for pobre, evite ficar doente no inverno


por Leonardo Sakamoto*



Estou convalescendo de uma pneumonia chata, que quase me fez botar os pulmões para fora de tanto tossir e me elevou à temperatura de chapa de X-salada.
E o fato de alguém ter esquecido a porta da geladeira do mundo aberta nesse inverno paulistano não ajuda em nada a melhorar o desconforto.
Por ter acesso a bons serviços de saúde, o diagnóstico e o tratamento foram rápidos, sem as agruras de uma fila sofrida para atendimento ou para exames básicos.
Como já disse antes, faço parte daquela parcela da população dependente de remédios para ter uma vida normal.
No meu caso, uma cardiopatia. Infelizmente, para quem não gosta deste blog, ela está controlada.
Pelo menos no curto prazo.
E, no longo, todos seremos adubo.

Já fiz esse inventário aqui, mas retomo a lista.
Devido ao jornalismo, peguei muita pereba nesta vida.
De malária, foram duas, falciparum, uma em Timor Leste e outra em Angola, durante coberturas.
Não digo isso com orgulho, pelo contrário.
Jornalistas da antiga contam que mediam-se carreiras pelo número de doenças tropicais contraídas.
Mas o tempo passou e a régua foi para a quantidade de textos censurados pela Gloriosa, depois para processos na Justiça até o número de discursos inflamados de congressistas indignados.

Dengue foi uma, no interior da Paraíba, doída – sem manchas, pelo menos.
Teve uma mononucleose do Punjab paquistanês.
 Dizem que é chamada de “doença do beijo”, pela forma de transmissão – a explicação que trouxe para casa (e que colou, pois Alah é grande) foi de que em muitos vilarejos, durante as refeições, o uso do copo era coletivo.
Outra vez, alguma porcaria se alojou perto do meu coração, gerando uma pericardite – o que me deixou uma semana internado, recebendo boa comida. Nessa, achei que ia empacotar, tamanha a dor no peito no começo.
Foi um período tranquilo, sem muita gente ligando, cobrando textos ou dívidas.
Viroses e afins não entraram na lista, mesmo que ferozes, porque aí teríamos uma capivara e não um post.
Aliás, a virose é a “pescada” da medicina.
É aquela coisa genérica, que muitas vezes nem o médico sabe o que é, mas, pelos sintomas, recebe o tratamento básico – água, alimentação leve, um analgésico e repouso.
E como jornalismo é uma profissão relaxante e o Brasil nem tem problemas na área de direitos humanos, “estresse” também não foi incluído.
Um amigo que sofre de outro mal crônico matutou que talvez sejamos exemplos vivos de que a humanidade conseguiu dar um nó na seleção natural.
Se deixassem a natureza seguir seu curso, seres malfeitos como eu e ele estariam naturalmente fadados a ser peça empalhada de museu: “Mãe, olha lá, aquele japa era um cardíaco, não?”.
Bateríamos as botas antes de atender ao divino chamado de multiplicar – ou no momento de cumprir esse chamado.
Hoje, não mais. Os fortes é que sobrevivem? Pfff! Esqueça.
Os remendados, como nós, é que herdarão a Terra.
Nossa vantagem competitiva?
Ter sempre à mão uma boa dispensa com medicamentos, além de médicos competentes.
Digo parcela da população porque posso comprar remédios de ponta, que funcionam e têm poucos efeitos colaterais, por exemplo.
Sucesso garantido graças a exigentes testes realizados à exaustão pelas maiores indústrias farmacêuticas do mundo em milhares de “voluntários” de classes sociais mais baixas.
Milhões de pessoas morrem anualmente no mundo por causa da malária e outros tantos pegam a doença – a quase totalidade oriundos de países ou regiões pobres do planeta.
A relação de casos letais/investimento em cura é maior nas doenças que acometem a parte rica da população do que a parte pobre.
 A pesquisa para a busca da cura do câncer recebe muito mais que pesquisas para doenças causadas por parasitas que afetam bilhões.
E quando uma pessoa que tem acesso a recursos privados de saúde, como eu ou o doutor Drauzio Varella (que pegou febre amarela e narrou a experiência no belo livro O Médico Doente), fica ruim, há chance maior de cura do que alguém que depende de si mesmo, do poder público e de suas filas.
Pois parte da população vive no Século 21 da medicina, enquanto outros ainda engatinham pela Idade Média das esperas em hospitais, dos remédios inacessíveis, da falta de saneamento básico e da inexistência de ações preventivas.
Nada de novo.
Na prática, quem consegue jogar xadrez com a Dona Morte e enganá-la por um tempo são os mais ricos, que possuem os meios para tanto.
Os mais pobres, por mais que tenham força de vontade e queiram continuar vivendo, não necessariamente conseguem a façanha.
Vão apenas sobrevivendo, apesar de tudo e de todos, ajudando com seu trabalho e, algumas vezes, como cobaias, os que ganharam na loteria da vida a terem uma existência mais feliz.



* Publicado originalmente no site Blog do Sakamoto.



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