quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Montesquieu e a Constituição da Inglaterra. Três teorias da separação de poderes - Por Nelson Juliano Cardoso Matos *

Doutor em Direito pela Faculdade de Direito do recife (UFPE), Mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e
Professor Adjunto do Departamento de Ciências Jurídicas da UFPI.


Ao se buscar a origem da doutrina da separação de poderes, geralmente, faz-se referência à obra do Barão de Montesquieu, particularmente a um dos capítulos de O Espírito das Leis.
A referida doutrina teria sido elaborada por Montesquieu, inspirado no sistema jurídico-político inglês.
Entretanto, para compreender devidamente a origem moderna dessa doutrina é necessário o exame minucioso da sua fonte nominal: o capítulo A Constituição da Inglaterra, onde está sintetizada a posição do autor a respeito do tema.
Deve-se ter cuidado redobrado ao se transportar o pensamento de Montesquieu para os dias atuais; não custa lembrar que as pesquisas que resultaram na publicação de O Espírito das Leis demoraram vinte anos e que a publicação propriamente ocorreu apenas em meados do século XVIII (1748); depois, portanto, da publicação de Dois Tratados sobre o Governo (de John Locke), mas antes das principais obras do Iluminismo, incluindo o Contrato Social (de Rousseau), de 1762.
Vale ressaltar, também, que a Inglaterra visitada por Montesquieu (na década de 1730) não era ainda a monarquia parlamentarista, mas a monarquia constitucional posterior à Revolução Gloriosa (1689); e que a França de Montesquieu era a monarquia dos Capetos, portanto uma monarquia absolutista por um lado, mas feudal e estamental por outro, que admitia órgãos bastante singulares como o Parlamento de Bordéus (onde Montesquieu ocupou o cargo de president a mortier), que tinha funções administrativas, legislativas e judiciais. Por fim, não se pode esquecer a condição de nobreza de Montesquieu e que Montesquieu morreu antes de conhecer as principais obras do Iluminismo, bem como antes das revoluções francesa e norte-americana.
Assim, considerando as circunstâncias da vida de Montesquieu, percebe-se porque o erudito barão francês da primeira metade do século XVIII escrevia tendo em mente não uma sociedade de iguais, mas uma sociedade de liberdade entre diferentes.
Embora seja dado destaque à obra de Montesquieu, é necessário afirmar que outros autores antes do século XVIII também trataram do tema, ou, pelo menos, de uma temática aproximada.
Lembre-se que Montesquieu não usava esta terminologia consagrada – separação de poderes. Pode-se fazer um registro remoto [01]: a indicação de três atividades na polis, feita por Aristóteles – que só se assemelha à doutrina de Montesquieu com enorme esforço de comparação.

 
















E um registro próximo que é a segunda parte do Tratado sobre o Governo de Locke [02], que, entre outros aspectos, destacou a distinção de quatro poderes: executivo, legislativo, federativo e prerrogativa. Também é necessário registrar que não era tão clara, entre os ingleses, a autonomia do poder judiciário em relação ao poder executivo, nos primeiros anos da Revolução Gloriosa, ainda que ficasse clara a distinção entre o rei (executivo, federativo e prerrogativa) e o parlamento (legislativo).
Apenas em meados do século XVIII é que se pode afirmar que o parlamentarismo qualificava o sistema de governo na Inglaterra e, portanto, provocava uma fusão entre governo (executivo) e legislativo (parlamento).
O que faz concluir que a constituição inglesa quando defendida por Montesquieu, aparentemente, já havia sido abandonada pelos ingleses.
Como já se afirmou, interessa, particularmente, um pequeno capítulo de pouco mais de dez páginas, perdido nas quase setecentas páginas de qualquer edição moderna de O Espírito das Leis.
Trata-se do Capítulo VI do Livro XI, denominado Da Constituição da Inglaterra.
Nele o autor pretendeu sistematizar o sistema jurídico-político inglês, que seria o único capaz de proteger a liberdade individual. No entanto, a obra de Montesquieu também é conhecida atualmente como um dos primeiros estudos de sociologia, o que já o coloca à margem dos fundamentos do modelo liberal de fundo racionalista.
Perceba-se, portanto, a distância entre as bases do pensamento de Montesquieu e as bases do racionalismo, do iluminismo e do modelo oitocentista do Estado de direito.
O pensamento de Montesquieu é anterior à maioria desses fenômenos, negando, portanto, por um impedimento cronológico, a influência inversa. Montesquieu também compartilhava das idéias da doutrina liberal; por isso, percebe-se uma confusão conceitual entre a liberdade no sentido republicano (consolidado) e a liberdade no sentido liberal (em formação); o próprio Montesquieu é um dos que contribuíram para a construção final (oitocentista) da concepção liberal de liberdade.





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nicolau Maquiavel 1469 - 1527


Niccoló Maquavelli, italiano de Florença, viveu durante um período conturbado da história européia, principalmente em Roma - centro do poder italiano devido  a domínio da igreja católica sobre a sociedade.
Nessa época, as famílias governantes,e até mesmo o papado e outros membros da igreja, se envolviam cada vez mais em rixas por poder de dominação.
Nicolau Maquiavel, autor renascentista conhecido principalmente por sua obra " O Principe"( de 1513 e publicado em 1532) servia
à Republica Fiorentina no inicio do século 16.
Paticipava ativamente e observava de perto as instituições  de um poder em funcionamento.
Depois de aproximamente 14 anos  de trabalho, foi afastado de suas funções públicas sob a acusação de ser um dos responsáveis pela política contrária ao governo Médice.
Entre 1514 e 1517, afastado do exercício político, escreveu seus "Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio", cujo objetivo era comparar as instituições da Roma clássica com as de Florença do período.
Como se surgem os estados, como se mantêm e como se extinguem são os movimentos analisados nesse trabalho que influencia até hoje as discussões sobre a virtude cívica e a garantia da liberdade.
Nesta obra Maquiavel influencia o debate sobre o conceito de liberdade, e deixa uma questão em aberto: como estimular a virtude cívica nos cidadãos de uma sociedade política, dado que tal virtude é pressuposto de realização da liberdade? 
E ainda:
É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.
Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia.

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria.
Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra.
Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras.
Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.
Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TRISTE JUDICIÁRIO -POR MARCO ANTONIO VILLA -O Globo

A todos os bacharéis, estudantes do curso de Direito ou entendidos (interpretes) das leis deste país, observem e façam o julgamento que acharem necessário, pois acredito que desta forma, perderemos a crença em quase tudo!



TRISTE JUDICIÁRIO

POR MARCO ANTONIO VILLA
O Globo
Publicado em 13/12/2011



PELO VALOR DO ARTIGO O GRUPO GUARARAPES SE ORGULHA EM REPASSÁ-LO


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988.
Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal.
No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?

Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.

O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.

Muitos, é inegável.
Mas o número total é maior ainda.
Os terceirizados representam 1.018.
Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!!
Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.

Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados.
Dinheiro sobra.
Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões.
O dinheiro foi mal gasto.
Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação.
Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil.
E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil.
Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários.
Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só.
Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas.
A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.

Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição.
Ganhos rendosos.
Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil.
A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.

Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias).
Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).

Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais.
Foi condenado pelo CNJ.
Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil.
E que pode ser extensiva à viúva como pensão.
Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.

Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais.
E devem ser.
Mas são imorais, dignos de uma república bufa.
Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês.
]Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos.
Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos.
Triste Judiciário.
Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).


UM ARTIGO DESTE QUILATE ACABA COM QUALQUER ESPERANÇA DE VIVERMOS NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
QUANDO A JUSTIÇA É DESACREDITADA ESTAMOS NUM FIM DE UMA ERA. ALGUMA COISA VAI ACONTECER.



POBRE PÁIS. POBRE POVO ENGANADO PELA DEMAGOGIA E POR LADRÕES DA COISA PÚBLICA.

PARABENS PELA CORAGEM MORAL PROFESSOR ANTÔNIO VILLA.
GRUPO GUARARAPES








quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vasco Faé (Gaita, vocal e guitarra)

 Vasco
Lançou dois
CD’s solo, “Saudações”
 (2003) e “Manoblues” (2007),
e fez parte do Blues Etílicos entre 2003 e 2005
como cantor, gaitista e compositor.
Em 2002, entrou para a banda solo de Andreas Kisser,
com quem gravou 2 CD’s, o projeto “50 Anos de Rock” (2005) e
“Hubris I & II” (2009). Com Andreas Kisser já se apresentou ao lado de
nomes como, Caetano Veloso, Samuel Rosa (Skank), Nando Reis, Lobão, Pitty, Tony Bellotto, Herbert Vianna, entre outros.
É mentor e produtor do projeto Blueseiros do Brasil que já reuniu mais de 60 artistas da nata do blues nacional em jams gravadas ao vivo e lançadas em CD’s. É integrante da banda Triangulista, endorser da Bends Harmônicas e forma o mais antigo duo de Blues de São Paulo com Adriano Grineberg, com quem lançou o CD "Ao Vivo no Photozofia” (2007).





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

374º aniversário de Nicolaus Steno

Quem entrou na página do Google nesta quarta, 11 de janeiro, deparou-se com mais uma homenagem para uma importante figura histórica de nosso tempo. Hoje foi a vez de Nicolaus Steno receber um doodle especial pelo seu aniversário.
O dinamarquês completa neste dia o seu 374º aniversário.
Steno nasceu em Copenhaga no ano de 1638 e morreu no dia 25 de novembro do ano de 1686, na cidade de Schwerin.
O homem que morreu com pouco menos de cinqüenta anos deixou contribuições importantes para a humanidade.
O primeiro fato curioso a seu respeito é que ele era bispo da religião católica, mas ao mesmo tempo desenvolvia experimentos científicos, fazendo dele um cientista.
Ele foi pioneiro nos estudos sobre geologia e anatomia.
Depois de terminar os estudos em sua cidade Natal, Steno viajou pela Europa, foi para os Países Baixos, França e Itália.
Durante suas viagens, esteve no meio de vários médicos e cientistas, que colaboraram com seus estudos sobre o corpo humano.
 Numa época onde o conhecimento científico era baseado apenas nas leituras de artigos de outros cientistas, o jovem bispo se destacou.
Nicolas Steno era um observador nato, o que lhe ajudou muito nos estudos dos artigos.
Foi devido a isso que em muitos casos discordava das doutrinas convencionadas como certas, pois acreditava bastante em suas observações. Num primeiro momento, dedicou sua atenção aos estudos sobre anatomia – mais especificamente sobre nosso sistema muscular.
A intenção de Steno era entender as contrações musculares.
Ele utilizou de fórmulas da geometria para comprovar que o que altera quando um músculo está em contração é sua forma, e não o volume, como se costumava acreditar.
Essa descoberta foi bastante importante para a humanidade, pois a partir dela novos estudos puderam ser desenvolvidos.
O bispo e cientista Nicolas Steno foi beatificado em 1987 pelo então Papa João Paulo II e alguns já falam até em canonização. Tudo isso devido à vida e obra de Steno, principalmente pela sua virtude e piedade

Fonte: Google

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Águas residuais são transformadas em papel com método israelense


Redação EcoD

Águas residuais que saem das casas possuem 0,1% de matéria sólida. Foto: Henrique Oscar Loeffler


Utilizar as águas residuais de zonas residenciais para produzir papel é o principal objetivo de um novo método desenvolvido em Israel. A novidade criada pelo médico Rafi Aharom, da região de Tzur Yigal, contribui com o meio ambiente e ajuda a baratear o preço da água e do papel.
O responsável pela criação garante que o processo utiliza um recurso inovador de aproveitamento do material sólido, que é retido nos filtros das plantas urbanas de reciclagem e que são ricos em celulose. “Da mesma forma que fazemos com o plástico, não há nenhuma razão para não fazer essa reciclagem”, destacou Aharom ao jornal Yedioth Ahronoth.
Ele explicou que 99,9% das águas que saem das casas são compostas por material líquido, sendo que apenas 0,1% pode ser considerada matéria sólida. Para o especialista, esse pequeno percentual é muito aproveitável porque contém celulose proveniente de alimentos, além de papel higiênico.
O método reduz pela metade o material sólido e, por isso, a unidade de reciclagem precisa de menos eletricidade e produtos químicos para descontaminar a água, o que significa economia para os consumidores.
Depois de serem secos e purificados, os restos podem ser vendidos para empresas de papel a um preço inferior ao do papel reciclado comum. O sistema já foi instalado no Sul de Israel, lugar onde existem grandes quantidades de celulose.

* Com informações da EFE.

** Publicado originalmente no site EcoD.

(EcoD)

Cidadania e ética podem integrar currículo obrigatório

O ensino médio pode passar a ter, em sua grade curricular, a disciplina Ética Social e Política, enquanto o ensino fundamental pode incluir estudos de Cidadania, Moral e Ética.
É o que propõe o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) no primeiro projeto apresentado no Senado em 2012. Recebido pela Secretaria-Geral da Mesa no último dia 2 de janeiro, a proposta só receberá numeração no reinício dos trabalhos parlamentares, em 2 de fevereiro.
O projeto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para reintroduzir no ensino uma disciplina semelhante às antigas Educação Moral e Cívica (EMC), ministrada aos alunos nos primeiros anos escolares, e Organização Social e Política Brasileira (OSPB), dirigida aos estudantes de nível médio.
“Estou convencido que, dessa forma, estaremos oferecendo à sociedade instrumentos para o fortalecimento da formação de ‘um melhor’ cidadão brasileiro: por um lado, pela formação moral, ensinando conceitos que se fundamentam na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos; de outro, pela formação ética, ensinando conceitos que se fundamentam no exame de hábitos de viver e do modo adequado da conduta em comunidade, solidificando a formação do caráter”, afirmou o parlamentar.
Atualmente, o ensino de ética encontra-se entre os chamados temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), como parte de um conjunto de assuntos que perpassam todas as disciplinas.
Sérgio Souza avalia, porém, que as novas disciplinas contribuirão para sedimentar uma visão crítica dos principais fatos sociais e políticos, oferecendo ao jovem noções de democracia sem caráter ideológico e ensinando como construir um pensamento político próprio.
Outras propostas
Em 2006, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou proposta de teor semelhante.
O projeto de Simon acrescenta e altera dispositivos na Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir no ensino fundamental e médio, e nos cursos de formação de professores da educação básica, componente curricular dedicado ao desenvolvimento de valores éticos e de cidadania.
Aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Educação (CE), o projeto de Simon foi posteriormente arquivado pelo Plenário da Câmara, juntamente a um projeto do deputado Paes Landim (PTB-PI), ao qual fora apensado.
Mais recentemente, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 3.993/2008, do deputado Humberto Souto (PPS-MG), também foi apensado ao PLC 1.399/2000, do deputado Paes Landim, do qual resultou um substitutivo que desde então se encontra em exame na Comissão de Finanças e Tributação.
A proposta do deputado inclui na grade curricular obrigatória a matéria “Ética e Cidadania”, contemplando “a transmissão e desenvolvimento dos conceitos de ética e de valores morais, como reflexão da conduta humana; o estudo dos direitos e deveres do cidadão; o estímulo à ação comunitária e participação democrática, embasada em valores como respeito mútuo, justiça e solidariedade”.

Fonte: Agencia Envolverde - Jornalismo e Sutentabilidade
* Publicado originalmente na Agência Senado e retirado do portal Aprendiz.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TRADIÇÕES E REGRAS NATALINAS -SÓ RINDO MESMO!!!


Primeiro
, finja que gostou
do presente que ganhou
de seu amigo secreto. Depois
das orações, beijos e abraços é
liberado o rango, então se entupa de peito
de perú, tender, lombo, pernil, lentilhas, frutas
da época e tome bastante líquido. Isso mesmo,
muita cerveja e sidra Cereser ou Peterlongo. Acorde
 no dia seguinte com aquela baita ressaca, onde os sinos
Natalinos a...inda estão tocando em sua cabeça. No almoço, coma a
sobra da ceia e beba mais ainda se seu fígado aguentar e depois se
esparrame no sofá, sem camisa e com a bermuda desabotoada para aliviar
a barriga e
assista ao
Natal
do
Faustão
Para
o ano
novo
é aquela
coisa:
Calcinha vermelha para a felicidade no amor, roupa branca para trazer Paz, semente de romã na carteira para trazer dinheiro, mais sopa de lentilha para dar sorte e......mais
comida....mais cerveja....mais sidra Peterlongo e Cereser. No dia seguinte, você é acordado pela campainha tocando, e lá no portão tem um moleque mala dizendo: ""Bom princípio de ano novo tiooo"". Depois de soltar o hottweiler no moleque, carregue o carro e com aquele gosto de meia suja na boca, jogue o que sobrou do moleque na frente da casa do vizinho, tranque o hottweiler, pegue sua esposa e
filhos e vá para aquele churrasco na casa de amigos ou parentes, onde cada um leva um pouco de carne. Chegando lá, ajude na churrasqueira, coma mais um pouco, beba mais ainda e aguente o engraçadinho, pois tem sempre um xarope com aquelas
piadinhas: "É pavê ou é pa comê??""...." Vc quer experimentar minha linguiça??""...""Não fui eu que trouxe esse cochão duro"".... No final do dia você está estragado, bastante estragado, sua esposa já brigou com a cunhada, seu filho já deu uns sopapos no filho do vizinho e você ainda tem que ajudar a dar banho gelado no cunhado manguaceiro para curar a bebedeira dele. Sem contar aquela véinha, que depois de duas sidras Cereser já não lembra onde deixou a dentadura dela. Quando você chega em casa percebe que nada mudou, somente o ano no calendário mudou, e que nos dias seguintes tudo será igual ao ano que passou.


FONTE:RUBENS RAVENA MEU AMIGO FARMACEUTICO LÁ DO POSTO OASIS

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Índios - Legião Urbana + uma canção da série" Verdades imlpícitas na MPB"


Quem me dera ao menos uma vez

Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem

Conseguiu me convencer que era prova de amizade

Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.



Quem me dera ao menos uma vez

Esquecer que acreditei que era por brincadeira

Que se cortava sempre um pano-de-chão

De linho nobre e pura seda.



Quem me dera ao menos uma vez

Explicar o que ninguém consegue entender

Que o que aconteceu ainda está por vir

E o futuro não é mais como era antigamente.



Quem me dera ao menos uma vez

Provar que quem tem mais do que precisa ter

Quase sempre se convence que não tem o bastante

Fala demais por não ter nada a dizer.



Quem me dera ao menos uma vez

Que o mais simples fosse visto

Como o mais importante

Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.



Quem me dera ao menos uma vez

Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três

E esse mesmo Deus foi morto por vocês

Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.



Eu quis o perigo e até sangrei sozinho

Entenda

Assim pude trazer você de volta pra mim

Quando descobri que é sempre só você

Que me entende do iní­cio ao fim.



E é só você que tem a cura pro meu vício

De insistir nessa saudade que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi.



Quem me dera ao menos uma vez

Acreditar por um instante em tudo que existe

E acreditar que o mundo é perfeito

E que todas as pessoas são felizes.



Quem me dera ao menos uma vez

Fazer com que o mundo saiba que seu nome

Está em tudo e mesmo assim

Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.



Quem me dera ao menos uma vez

Como a mais bela tribo

Dos mais belos índios

Não ser atacado por ser inocente.



Eu quis o perigo e até sangrei sozinho

Entenda

Assim pude trazer você de volta pra mim

Quando descobri que é sempre só você

Que me entende do início ao fim.



E é só você que tem a cura pro meu vício

De insistir nessa saudade que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi.



Nos deram espelhos e vimos um mundo doente

Tentei chorar e não consegui

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bola de Meia, Bola de Gude - DA SÉRIE VERDADES IMPLICITAS NAS LETRAS DA MPB

Bola de Meia, Bola de Gude

 MILTON NASCIMENTO - 14 Bis

Há um Menino!

Há um Moleque!

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto balança

Ele vem prá me dar a mão...



Há um passado

No meu presente

O sol bem quente

Lá no meu quintal

Toda vez que a bruxa

Me assombra

O menino me dá a mão...



E me fala de coisas bonitas

Que eu acredito

Que não deixarão de existir

Amizade, palavra, respeito

Caráter, bondade

Alegria e amor...



Pois não posso

Não devo e não quero

Viver como toda essa gente

Insiste em viver

E não posso

Aceitar sossegado

Qualquer sacanagem

Ser coisa normal...



Bola de Meia! Bola de Gude

O solidário não é solidão

Toda vez que a tristeza

Me alcança

O menino me dá a mão...



Há um Menino!

Há um Moleque!

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto balança

Ele vem prá me dar a mão...



E me fala de coisas bonitas

Que eu acredito

Que não deixarão de existir

Amizade, palavra, respeito

Caráter, bondade

Alegria e amor...



Pois não posso

Não devo, não quero

Viver como toda essa gente

Insiste em viver

E não posso

Aceitar sossegado

Qualquer sacanagem

Ser coisa normal...



Bola de Meia! Bola de Gude!

O solidário não é solidão

Toda vez que a tristeza

Me alcança

O menino me dá a mão...



Há um Menino!

Há um Moleque!

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto balança

Ele vem prá me dar a mão...



E me fala de coisas bonitas

Que eu acredito

Que não deixarão de existir

Amizade, palavra, respeito

Caráter, bondade

Alegria e amor...



Pois não posso

Não devo, não quero

Viver como toda essa gente

Insiste em viver

E não posso

Aceitar sossegado

Qualquer sacanagem

Ser coisa normal...



Bola de Meia! Bola de Gude!

O solidário não é solidão

Toda vez que a tristeza

Me alcança

O menino me dá a mão...



Há um Menino!

Há um Moleque!

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto balança

Ele vem prá me dar a mão...

Morte de Tiradentes tem contestação!

  INCONFIDÊNCIA MINEIRA Para historiador, ladrão teria assumido identidade em troca de dinheiro Morte de Tiradentes tem contestação São Paul...