quinta-feira, 4 de junho de 2009

Casa Imperial de luto

Por ocasião da tragédia ocorrida com ,o avião da Air France, encontrava-se a bordo Sua Alteza Imperial e Real Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança. Devido, muito mais a minha formação, que denota um grande valor tanto a história escrita por nossos ancestrais quanto as realizações legada por eles, que por sua atuação política. Considerado a perda do príncipe , como geradora de uma lacuna, talvez irreparável, não em nossa história passada mas em nossa história futura. Como ja disse em momentos anteriores quando escrevi a respeito da causa imperial, quando observo nosssa história republicana, lambuzada de hipocresias e polvilhada de barbaridades. sinto em meu peito bater um coração saudoso da monarquia brasileira e sinto -me na obrigação de torna-la sempre que possivel, mais conhecida tanto de meus alunos - tarefa do professor - quanto de meus amigos que desfrutam de instrução e nivel cultural muito semelhante, embora de formações distintas. E dai estendo a disseminação do conhecimento como obrigatória a todo o povo brasileiro, sem restrição, afinal conhecimento não socializado é igual a egoísmo.
Portanto, sigo arauto de nossa história imperial, e desse ponto destaco da história passada, a Princesa Isabel matéria da Revista-"Brava Gente"- Associação Causa Imperial, do mes de maio que a seu lado elenca uma sorte de rainhas famosas. Boa leitura e observação.

Há 500 anos as mulheres aparecem na história do Brasil “por detrás dos panos”, como bem definiu a escritora Schuma Schumaher, autora do “Dicionário das Mulheres do Brasil”, obra que, incluindo as “excluídas”, resgatou o papel de mulheres protagonistas da história.
Com a Princesa Isabel (ou “Dona Isabel, a Redentora”), não foi diferente:conhecida como “a princesa que assinou a lei da libertação dos escravos com uma pena de ouro e pedras preciosas sob uma chuva de pétalas de flores”, por anos foi citada assim nos livros escolares.
“Como princesa podia tudo, né mamãe?” – perguntava aquela menininha que ao vestir uma fantasia de princesa se achava a “dona do mundo” e não queria obedecer mais ninguém. Mas também não foi assim. Nascida no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 29 de junho de 1846, filha de Dom Pedro II e de Dona Teresa Cristina, Isabel sucedeu aos irmãos Afonso e Pedro, falecidos em 1847 e em 1850.
E como se morria no Século XIX! Senão de parto, de doenças infecciosas e epidemias de varíola, febre amarela e tantas outras doenças tropicais! (Não podemos esquecer que o saneamento era péssimo em uma cidade de clima tropical, e nem se cogitava em sulfas, antibióticos, pois não se havia descoberto ainda a existência dos germes e bactérias!)

Isabel teve a sorte de receber como preceptora a Condessa de Barral (Luísa Margarida Borges de Barros), baiana, casada com o francês Marquês de Abrantes, que introduziu no Brasil os hábitos da corte francesa. Adquiriu profundos conhecimentos de Latim, Francês, Inglês e Alemão com vários mestres e interessava-se pelo voto feminino. Casou-se em 15 de Outubro de 1864 com o príncipe francês Luis Felipe Maria Gastão de Orleans e, após muito tempo, o casal teve 3 filhos, dos quais apenas um deu continuidade à dinastia. Ela substituiu o imperador Pedro II nas três viagens que este fez ao exterior e este período reveste-se da maior importância porque foi, até hoje, a única brasileira a administrar o país. E foi exatamente durante seu governo que as principais leis de combate à escravidão foram promulgadas. A primeira regência estendeu-se de 7 de Maio de 1871 a 31 de Março de 1873, durante o ministério do Visconde do Rio Branco. Nessa ocasião, a princesa sancionou a Lei do Ventre Livre, já em 28 de Setembro de 1871, libertando todos os nascidos de mães escravas, bem como todos os escravos pertencentes ao governo. A segunda regência foi de 26 de Março de 1876 a 27 de Setembro de 1877, e ela ainda assumiu o governo pela terceira vez no período de 5 de Janeiro de 1877 a 22 de Agosto de 1888.
Nessa época, as campanhas abolicionistas estavam no auge, e as províncias do Ceará e Amazonas já tinham libertado seus escravos desde 1884.
As fugas de nativos geraram uma crise que culminou com a demissão do ministro escravocrata Barão de Cotegipe. Estrategicamente Isabel nomeou, então, para conselheiro João Alfredo, que encaminhou rapidamente o projeto da lei sancionada por ela em 13 de maio de 1888.
Muito festejada pela população, a Lei Áurea conferiu-lhe o título de “A Redentora” e Dona Isabel recebeu também a comenda “Rosa de Ouro” oferecida pelo Papa Leão XIII, em 28 de Setembro de 1888.

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